All Chapters of Prazer sem limites: Sob o domínio do meu chefe.: Chapter 31
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Clima tenso
Laura respirou fundo quando atravessou novamente as portas da mansão, dessa vez com a cabeça erguida e as emoções um pouco mais sob controle. Heitor ao seu lado mantinha o queixo firme e o olhar atento, como se ainda não tivesse se recuperado do que acabara de acontecer entre eles. Na sala, Álvaro estava de pé, segurando uma taça de vinho e conversando baixinho com Patrícia — que nem tentou disfarçar o olhar de desprezo ao ver Laura de volta. Mas Laura a ignorou. Caminhou até Álvaro com elegância, o vestido justo marcando suas curvas, e o coração ainda acelerado. — Senhor Álvaro… — ela começou, com um leve sorriso. — Me desculpe pela forma como saí mais cedo. Foi uma situação desconfortável e eu me deixei levar pela emoção. Mas, de verdade… foi um prazer imenso conhecê-lo. Os olhos do homem mais velho brilharam com gentileza e surpresa. — O prazer foi meu, Laura. — E se me permite dizer… — continuou ela, com um ar sincero, mas atrevido — o senhor é um homem muito char
Mergulhando no desconhecido.
O interior do Porsche estava mergulhado em um silêncio denso, quase sufocante. Apenas o ronco contínuo do motor e o som abafado dos pneus na estrada preenchiam o espaço. Heitor dirigia com as mãos firmes no volante, o olhar fixo à frente e o semblante fechado como uma muralha. A mandíbula estava travada, as veias do pescoço pulsando com força, e seu corpo exalava uma tensão que parecia prestes a explodir. Algo o tinha irritado. Muito. Laura não precisava ser vidente para perceber. Sentada ao lado dele, ela se encolhia discretamente, ainda tentando processar tudo o que havia acontecido naquela noite. As palavras dele, ditas diante do pai e da ex-amante, ainda ecoavam na sua mente: “Ela é apenas minha secretária.” Ela não queria admitir, mas aquilo doeu mais do que deveria. Talvez porque, mesmo sem promessas, mesmo sem rótulos, havia dentro dela a esperança tola de ser mais do que apenas isso. Mas o que a corroía agora era outra coisa. O que havia acontecido entre ele e Patrícia en
Entre o medo e o desejo
Laura engoliu em seco, os olhos arregalados tentando absorver cada detalhe. Uma mulher completamente nua passou com a pele marcada por cintos de couro — não com dor, mas com orgulho. Outro casal se beijava com fervor encostado em uma parede acolchoada, o homem segurando os pulsos da mulher acima da cabeça, enquanto ela gemia baixinho, sorrindo. — Meu Deus… — murmurou Laura, colada ao braço de Heitor, sentindo o estômago revirar entre medo e fascínio. — Isso é… real? — Muito mais do que você imagina — sussurrou Heitor ao seu ouvido, a mão forte em sua cintura, guiando-a com firmeza pelo salão. Ela sentia olhares a percorrendo, avaliando, medindo. Mas nenhum daqueles olhares era tão intenso quanto o de Heitor. Ele parecia diferente ali. Ainda mais no controle. Ainda mais perigoso. O ar ao redor dele pulsava com autoridade. — Você está segura comigo — ele disse, a voz baixa e grave, roçando na sua nuca. — Ninguém aqui toca em você. A menos que eu permita. E eu não vou permitir. Ela
Dor e prazer
Heitor se aproximou, os passos suaves como um predador. Parou atrás dela, as mãos firmes em seus ombros. Ele se inclinou, o hálito quente tocando sua nuca. — Aqui, você vai aprender que entregar o controle pode ser o maior prazer que existe — sussurrou. Ela estremeceu quando ele tirou sua máscara . Ele passou uma venda de cetim sobre os olhos dela. Com a visão bloqueada, todos os sentidos de Laura pareciam ampliados. O som de correntes tilintando. O cheiro do couro. O calor da respiração dele. O toque dos dedos em sua pele nua. — Levante os braços — disse ele. Ela obedeceu. As algemas de couro prenderam seus pulsos com um clique suave. Um arrepio percorreu sua espinha. Um silêncio tenso pairou por segundos. E então… o primeiro toque. Uma pluma macia percorreu seu colo, seus braços, sua barriga. Laura arfou. O contraste entre o medo do desconhecido e a excitação arrebatadora a deixava à beira do colapso emocional. O segundo toque foi diferente. Uma palma quente. Um tapa firm
Apaixonado .
Ela gritou o nome dele, esquecendo de onde estavam, de quem poderiam ouvir. Porque ali, agora, ela era apenas dele. E ele... estava cumprindo cada promessa feita em seu olhar. — Diga quem é o seu senhor — exigiu entre os gemidos ritmados, os corpos colidindo com intensidade. — Você… você é o meu senhor! — ela arfou, quase soluçando de prazer. Heitor jogou a cabeça para trás, completamente tomado pela sensação de finalmente realizar sua fantasia. Cada estocada era uma lembrança do quanto ele havia desejado isso — e agora, a fantasia tinha nome, voz e corpo: Laura. E ele a levaria até o limite. Até ela nunca mais conseguir pertencer a outro homem. Laura agora estava completamente entregue ao prazer ,ajoelhada aos pés dele, as mãos algemadas para trás, a pele arrepiada pelo toque frio do metal. Seu corpo tremia de desejo e expectativa, a máscara negra cobrindo metade do rosto, deixando à mostra só os olhos brilhantes de entrega total. — Senhor — sussurrou ela, a voz rouca de ante
O amanhecer
Laura despertou lentamente, a luz suave da manhã filtrando-se pelas pesadas cortinas de veludo. Seu corpo parecia pesado, como se o sono tivesse tomado conta dela sem resistência. Abriu os olhos devagar, num instante de confusão e estranhamento que rapidamente se transformou em surpresa. Estava deitada numa cama enorme, cercada por lençóis de seda e almofadas macias, em um quarto decorado com requinte, um luxo que jamais imaginara conhecer. Seu corpo nu estava coberto apenas por um lençol leve que se enrolava em suas curvas ainda delicadas pelo sono. A pele sentia o frescor do ar condicionado, fazendo com que ela se encolhesse levemente, um frio súbito misturado com a vulnerabilidade de estar ali, completamente despida, num lugar que não conhecia. Ela sentiu o coração acelerar. Onde estava? Como tinha chegado ali? A lembrança da noite anterior voltou em flashes: o clube, as sensações, as ordens, o prazer avassalador. E agora, ali, nua, no quarto de um estranho — ou não tão estranh
Confusa
Heitor então deslizou as mãos por sua cintura, subindo lentamente até os seios fartos que ele tomou entre as palmas, massageando-os com delicadeza e desejo. Laura soltou um suspiro entrecortado, encostando-se nele, sentindo o calor, a firmeza, o controle. Ele levou os lábios ao pescoço dela, mordiscando devagar, como se saboreasse cada reação. — Ainda sinto o gosto da sua pele — confessou, com um sussurro que a fez arrepiar inteira. — Ontem você foi minha em meu mundo . E não sei se estou pronto para devolver você ao mundo hoje. Laura fechou os olhos, sentindo-se outra vez derreter. A tensão, o prazer contido, a ternura escondida por trás da dominação dele… tudo a confundia e ao mesmo tempo a atraía como um imã. Laura recuou um passo, puxando o lençol contra o peito como se aquilo pudesse protegê-la não apenas da nudez, mas da intensidade de tudo o que sentia. O corpo ainda latejava com as lembranças da noite anterior, e os olhos de Heitor sobre ela pareciam reacender cada
Um inimigo traiçoeiro
— Foi com ele que você passou a noite? Um cara cheio da grana que, com certeza, só deve estar te usando. Ela parou subitamente, os ombros rígidos. Virou-se devagar, com os olhos faiscando. — Não se atreva a me julgar, Augusto. — Sua voz saiu baixa, mas cortante como lâmina. — Você perdeu todo o direito quando destruiu tudo o que eu te dei. Ele recuou um passo, como se tivesse levado um tapa. — Não, você está incomodado porque me viu saindo de um carro caro, ao lado de um homem que não é você. — Ela suspirou e desviou o olhar, apertando os botões do elevador. — Você não se importava comigo quando estava transando com a sua secretária, quando sumia por semanas e me roubou todas as minhas economias que levei anos para juntar. Então não venha agora bancar o ex-noivo arrependido. — Como eu disse, só estou preocupado com você. — repetiu ele, agora parecendo mais curioso do que realmente preocupado. — Obrigada, mas eu dispenso sua preocupação. — disse Laura, entrando em seu qu
Fora de controle
Do outro lado da linha, ela ficou em silêncio, surpresa com o tom seco e duro. Mas ele nem se importou. — Só pra deixar claro, o que aconteceu entre nós não muda absolutamente nada. Se você não estiver aqui nos próximos trinta minutos, pode considerar o seu contrato rescindido. E antes mesmo que ela pudesse reagir, defender-se ou dizer qualquer coisa, ele desligou. Jogou o celular sobre a mesa com força, os olhos faiscando. "Ela não vai me tratar como se eu fosse descartável." Dentro dele, era impossível separar o homem ferido do chefe implacável. Ele queria que ela voltasse. Queria olhar nos olhos dela e entender por que havia se afastado. Mas não sabia pedir. Nunca soube. Então fazia o que sempre fez: atacava, controlava, exigia. E agora, restava esperar para ver se ela o desafiaria… ou obedeceria. Laura ficou olhando para a tela do celular ainda alguns segundos depois que a ligação foi encerrada bruscamente. Os olhos fixos, o maxilar tenso. "Como ele ousa?" Respir
Distração desnecessária
Heitor franze a testa, um brilho possessivo invade seus olhos. Ele sente o controle escapando, mas não se entrega ao recuo. ___Não me provoque, Laura. Sabe muito bem que não será abuso — responde, a mão deslizando pela coxa dela, a pele quente sob seu toque. Ele a provoca, dominando-a, como se já estivesse a posse dela. Laura sente um arrepio percorrer a espinha quando a mão dele toca sua intimidade, úmida pela antecipação. O corpo dela reage involuntariamente, confundindo ainda mais suas emoções. Uma mistura de repulsa, desejo e medo. ___Porra, você já está toda molhada e eu ainda nem te toquei como gostaria... — murmura ele, a voz carregada de desejo e frustração. ___Heitor, me solta! Você disse que queria sua secretária! — ela tenta se afastar, o coração batendo forte, a ansiedade crescendo. Heitor sorri, o olhar ardente, a paixão tomando conta. ___E eu quero a minha linda secretária, gostosa, que me deixa louco de tesão. E é você, Laura — diz, virando-a de frente, prenden