All Chapters of Prazer sem limites: Sob o domínio do meu chefe.: Chapter 71
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vítima de uma armação
Augusto, imóvel, observava. Mais um gole. E mais outro. Ela largou a xícara pela metade e apoiou-se na bancada, piscando os olhos. Algo estava… errado. — Que droga… — murmurou, tentando manter o equilíbrio. Cambaleou. Augusto não se moveu. Ainda. Laura subiu as escadas com dificuldade. Cada degrau parecia se multiplicar, o chão ondulava sob seus pés, e o mundo rodava como um carrossel desgovernado. Sentia-se quente, confusa, embriagada sem ter bebido nada além de café. As roupas começaram a pesar. O corpo suava. No quarto, empurrou a porta semiaberta e entrou. Deixou os sapatos pelo caminho. A bolsa caiu em algum lugar entre a parede e a cama. Sentou-se na beirada do colchão, os olhos fixos em um ponto qualquer do guarda-roupa. Os pensamentos embaralhados, a lógica fugindo de seu alcance. E foi nesse momento que Augusto surgiu na porta. Observou-a por alguns segundos. Ela estava com as pupilas dilatadas, a respiração irregular. Não havia resistência alguma, nem mes
Augusto mente descaradamente
Augusto, que, ao ver Bianca, havia se afastado de Laura, deixou que o corpo dela tombasse mole na cama — como uma boneca de pano, sem nenhuma consciência do que fazia. O olhar dele era frio, calculista, mas forçava uma expressão de falsa preocupação ao se aproximar de Heitor. — Calma, cara… Eu posso explicar… Mas Heitor já não raciocinava. Era pura dor transformada em fúria. Avançou para cima de Augusto, o punho voando com a força de um homem traído, acertando um soco violento que estalou no rosto do outro. Augusto caiu de lado, sangrando no canto da boca, tentando se proteger, atordoado. — Certamente essa vagabunda está transando com nós dois… — rugiu Heitor, cuspindo o veneno da dor. — Agora me diz que tipo de homem você é? Para aceitar dividir sua mulher com outro? Que tipo de lixo faz isso?! Augusto cuspiu sangue, a voz falha, mas com aquele sorriso canalha no canto dos lábios: — O tipo de homem que ama uma mulher. Eu amo a Laura. E aceitei dividir ela com você po
Amiga leal
Laura abriu os olhos devagar. A cabeça latejava como se houvesse um tambor batendo dentro do crânio. O estômago embrulhado, a garganta seca, a pele sensível. Sentia-se fraca, desconectada da própria realidade. Como se sua alma tivesse sido arrancada e devolvida amassada. Virou o rosto e viu Bianca sentada ao seu lado, os olhos cansados, a expressão carregada de angústia e alívio ao mesmo tempo. — Bia...? — murmurou, com a voz rouca e falha. — O que... o que aconteceu comigo? Bianca se aproximou com cuidado, como quem teme tocar em algo frágil demais para suportar mais um choque. — Você foi drogada, Laurinha. O Augusto... ele colocou algo no seu café. — A voz saiu embargada, controlada com muito esforço. — Era uma substância pesada. Você perdeu a consciência e… ele te levou para o quarto. Laura piscou várias vezes, tentando juntar os pedaços da memória. Um calafrio correu por sua espinha. — Não… não pode ser. Eu… eu lembro do café… depois subi… e… mais nada. Bianc
Acordando com a inimiga
Naquela mesma manhã, Heitor acordou com a cabeça latejando. A enxaqueca era resultado direto da garrafa de uísque que ele praticamente devorou sozinho na noite anterior, afogado em dor, raiva e frustração. Após a cena horrenda que presenciara — ver Laura sobre Augusto, como se fossem amantes — ele foi direto ao clube de BDSM. Precisava extravasar. Precisava esquecer. Precisava apagar a imagem dela da mente. Mas nem isso funcionou. Nenhuma das mulheres, por mais belas, experientes ou provocantes que fossem, conseguiu arrancar dele uma ereção. Seu corpo simplesmente... recusava. Porque nenhuma era ela. Maldita Laura. Ele acreditava que o pior daquela manhã seria a ressaca. Mas a dor de cabeça era um agrado perto do que o esperava. Ao abrir os olhos, estranhou o movimento vindo do banheiro. Pensou que fosse sua governanta. Até que uma figura feminina surgiu na porta, envolta em uma toalha, enxugando os longos cabelos loiros com outra. Patrícia. Heitor gelou. Ela exibia um sorriso
Laura procura Heitor
Heitor tentou deixar os pensamentos de lado, se vestiu e saiu em direção à Holding, decidido a enterrar tudo aquilo sob uma pilha de trabalho. Mas por mais que tentasse se distrair... não conseguia. Além de toda a merda envolvendo Patrícia, não conseguia tirar Laura da cabeça. A mulher que conseguiu, contra todas as suas defesas, romper as barreiras de seu coração. A mulher que ele pensava ter traído sua confiança, se entregando ao ex-noivo. E agora, talvez estivesse armando um novo golpe: o golpe da barriga. O mais velho de todos. Talvez estivesse prestes a alegar uma gravidez para tentar prendê-lo. Só que ela não contava com uma coisa: ele a flagrou. Ele viu. Com os próprios olhos. E se esse era o plano dela, Laura estava muito enganada. Porque Heitor Arantes não caía duas vezes no mesmo golpe. E da mesma forma que escurraçara Patrícia da sua vida... faria o mesmo com Laura. Mesmo que isso o destruísse por dentro,mesmo que apesar de tudo que viu ,apesar de tudo que ela fez
Cedendo ao desejo
Laura abriu a boca para responder, mas nenhuma palavra saiu. Tudo o que tinha ensaiado em sua mente se esvaiu no momento em que sentiu o corpo dele tão próximo. O calor que irradiava de Heitor a envolvia como uma brasa viva, queimando lentamente a razão dela. O perfume dele, amadeirado e másculo, misturado ao cheiro sutil de fúria, a entorpecia. Os olhos dele estavam fixos nos seus lábios como se quisessem devorá-los, e o modo como seu peito quase roçava o dela fazia o ar parecer pesado, escasso. Ela deveria falar. Se justificar. Explicar tudo. Mas… como, se o corpo gritava mais alto do que a mente? — Heitor… — sussurrou, mas o nome saiu mais como um gemido do que como um protesto. Ele ergueu uma sobrancelha, provocador, percebendo a rendição estampada no olhar dela. — O que foi? Esqueceu o que veio dizer? — sussurrou contra o ouvido dela, a voz grave, quase um toque. O hálito quente em sua pele a fez estremecer. Laura encostou as costas na porta, sentindo-se vulnerável, exposta
Atraídos pelo desejo
Heitor a virou bruscamente de frente para a parede, a mão firme pressionando suas costas, arqueando seu corpo na posição perfeita. Ela ouviu o som do zíper se abrindo, o tecido sendo afastado, e então o sentiu , quente, grosso, pulsante, roçar sua entrada, já escorregadia de tanto desejo.E quando ele a penetrou, foi com força. Uma estocada só, profunda, selvagem. Laura gritou, os dedos se agarrando à parede em busca de apoio, o corpo sendo tomado por uma onda de prazer avassaladora.Heitor começou a se mover com intensidade, os quadris batendo contra os dela com estalos úmidos e ritmados. Cada investida era mais forte, mais possessiva, mais alucinada. As mãos dele deslizavam por sua cintura, pelos quadris, até os seios, que ele apertava enquanto continuava dentro dela, cada vez mais fundo.— Você sente isso, Laura? — ele grunhiu. — Isso é o que você faz comigo. Me transforma num maldito louco. Um viciado em você.Ela só conseguia gemer, perdida, o corpo tremendo, o prazer acumuland
inesperado acontecimento
Heitor hesitou. A vergonha veio como uma onda quente, queimando por dentro. Ele se levantou devagar, caminhando pelo quarto como se procurasse as palavras certas. Finalmente parou, de costas para ela. — Ontem à noite, depois de sair do seu apartamento… eu fui pro clube de BDSM. Ela engoliu seco, os olhos arregalados. — Você foi buscar sexo com outra? — Não. — disse, virando-se rapidamente. — Eu tentei. Eu queria afogar o que eu estava sentindo… mas não consegui. Nenhuma mulher me interessou. Eu saí de lá e fui pra um bar. Bebi demais. E… acordei esta manhã… com Patrícia ao meu lado. Laura ficou imóvel, o sangue gelando nas veias. — Você tá dizendo… que transou com ela? — Eu não lembro de nada! — ele explodiu, aflito. — Juro que não lembro de ter encostado nela. Mas ela disse que sim. Mas agora, depois do que você me contou… eu não duvido que ela tenha me encontrado no bar e colocado algo em minha bebida também. Laura se levantou lentamente. O coração parecia ter si
Suspeito
Ao abrir, deu de cara com dois homens. O mais velho usava roupa civil, mas carregava um distintivo pendurado no pescoço. O outro, mais jovem, estava uniformizado. Nenhum dos dois sorria. — Boa noite. — disse o homem do distintivo. — Senhor Heitor Arantes? — Sim, sou eu. O que houve? — Sou o delegado Rubens Ferreira, e este é o cabo Oliveira. Precisamos que o senhor nos acompanhe até a delegacia para prestar esclarecimentos.-Ele faz uma pausa para respirar , depois continua. __ Uma mulher foi encontrada morta ontem à noite, em um clube privado na zona sul da cidade. O dono do local afirmou que o senhor foi a última pessoa vista com ela com vida. Por um momento, Heitor não soube reagir. Sentiu o chão desaparecer sob seus pés. Uma mulher morta? Clube privado? O dono afirmando que ele foi o último a vê-la? Era como se palavras desconexas tentassem se encaixar em um quebra-cabeça impossível. Laura, parada a alguns passos atrás, soltou um ar engasgado. — O quê? — ela sussurrou, os ol
Na delegacia
___Você é como a maioria das pessoas que confundem as coisas ,acha que por eu praticar BDSM por eu gostar desse forma de dar e receber prazer sou uma pessoa desequilibrada e violenta a ponto de matar uma mulher . — Heitor... — Eu disse a verdade. Tudo. Eu fui idiota em ir praquele lugar, fui fraco, sim. Mas não sou um assassino, Laura. Eu nunca encostei um dedo naquela mulher. E se você duvida disso, então vai ser melhor mesmo que a gente se afaste de vez. As palavras dele feriram mais do que Laura esperava. Ela deu um passo para trás, sentindo o peito apertar como se estivesse sendo esmagado por dentro. Parte dela queria acreditar. Parte dela acreditava. Mas o medo... o medo era um veneno sutil. — Heitor... — ela disse, a voz falha. — Eu vou com você. Não por pena. Não por obrigação. Mas porque... uma parte de mim ainda acredita em você. Só não posso te prometer que não estou com medo de que realmente tenha feito algo terrível e não se lembra. Ele encarou-a por um longo insta