All Chapters of Beijada pelo Chefe no Baile de Máscaras: Chapter 91
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91 - Alerta
Ele atendeu ao convite com lentidão, deslizando o tecido para cima, fazendo questão de que cada centímetro revelado fosse acompanhado pelo toque firme de suas mãos. Quando o vestido passou pela cabeça dela, Dorian o atirou de lado sem sequer olhar onde caiu. Agora o “uniforme novo” que ele havia dado, estava à mostra. O sorriso que ele deu foi sombrio e satisfeito. — Boa garota. O elogio, sussurrado em um tom baixo e grave, fez Francine arrepiar. Antes que ela pudesse responder, Dorian a puxou de volta para junto dele, colando o corpo quente ao dela. Suas mãos firmes exploraram as costas, descendo até segurar sua cintura e puxá-la ainda mais, eliminando qualquer espaço entre eles. Ele a inclinou para trás, fazendo-a tombar sobre a cama, e veio por cima, sustentando o peso sobre os braços. O olhar dele voltou para a pulseira no pulso dela, demorando-se por alguns segundos, o suficiente para que algo passasse por sua mente, mas logo ele voltou aos lábios dela, faminto, c
92 - Incômodo
Francine despertou antes do sol nascer, como seu relógio biológico já estava acostumado, e percebeu que Dorian não estava ao seu lado.— Caramba, Dorian, pelo menos eu deixei um bilhete... — resmungou.Ainda sonolenta, vestiu rapidamente sua roupa e saiu do quarto, caminhando pelo corredor silencioso.Foi então que o encontrou vindo em sua direção, o corpo suado de quem nitidamente estava se exercitando, mas com o olhar firme e intenso.Antes que pudesse reagir, ele puxou sua mão e a beijou delicadamente, pegando-a totalmente de surpresa.— Eu daria na sua boca, mas não quero te molhar de suor. — murmurou, com um sorriso quase imperceptível.Francine ainda estava tonta com o gesto, sentindo o calor do corpo dele perto do seu, quando Dorian desviou o olhar por um instante e reparou na pulseira que ela ainda usava.Seus olhos demoraram um segundo a mais sobre ela, calculando, suspeitando.— Bela pulseira — disse, com uma pitada de sarcasmo.— Quem me deu tem muito bom gosto — ela sorriu
93 - Direto ao ponto
Os dias seguintes trouxeram um silêncio diferente para a mansão.Dorian passou a sair cedo, ignorando o café da manhã e mergulhando no trabalho como se o escritório fosse o único lugar seguro para estar.Francine, no início, tentou manter a proximidade: enviava mensagens curtas, perguntava sobre o dia, fazia comentários leves para arrancar alguma reação.As respostas, no entanto, eram sempre as mesmas:“Muito trabalho hoje”“Cansado demais pra conversar”Nenhum detalhe, nenhum espaço para continuar a conversa.Quando a frieza começou a se repetir, ela procurou Malu, largando o celular na mesa com um suspiro frustrado.— Eu juro que não entendo… ele simplesmente mudou do nada. — A voz dela soava mais confusa que magoada. — Não sei o que aconteceu, Malu.Malu ouviu com atenção enquanto Francine contava, de braços cruzados e expressão meio impaciente, como Dorian vinha se afastando.— Olha, Fran… se você largar de mão agora, aí que ele vai se afastar de vez. — Malu apoiou o queixo na mão
94 - Acordo selado
O olhar de Dorian prendia Francine como se fosse uma âncora em meio ao turbilhão que ela sentia.O peito dela subia e descia num compasso rápido, quase aflito, até que enfim respirou fundo, tentando encontrar forças para dizer o que lhe queimava na língua.— Ok, senhor Villeneuve — murmurou, a voz um misto de desafio e nervosismo — mas e você? Será só meu… ou terei que dividi-lo com outras mulheres da alta sociedade, todas enlouquecidas por um homem lindo e rico?Dorian arqueou levemente uma sobrancelha, os lábios curvando-se num sorriso quase imperceptível. Não havia deboche, apenas firmeza.— Eu não tenho interesse em mais ninguém além de você.Francine sentiu as pernas fraquejarem, mas não queria entregar de bandeja a intensidade do que isso provocava nela. Forçou um sorriso e replicou:— Então temos um acordo?— Sim, senhorita Morais — respondeu, a voz grave e definitiva como um selo. — Temos um acordo.Ela abriu um sorriso amplo, quase infantil, e antes mesmo que pudesse perceber
95 - Encontro casual
O dia de folga amanheceu preguiçoso, com o sol filtrando pelas cortinas e a promessa de um descanso merecido.Francine ainda estava de pijama quando Malu se jogou de qualquer jeito na cama dela, abrindo espaço entre as cobertas com um suspiro teatral.— Então, qual vai ser o plano do dia? — perguntou Francine, mexendo distraída no cabelo da amiga.Malu ergueu uma sobrancelha como quem revelava um grande segredo.— Ah, qual será? Até parece que você não sabe. Vamos dar a mesma volta de sempre, passar na livraria, na sorveteria de sempre, e depois terminar a tarde reclamando da vida.Francine resmungou, fingindo-se ofendida.— Eu não sou tão previsível assim, né?As duas caíram na gargalhada, cúmplices. O riso preencheu o quarto, leve, como se nada no mundo pudesse perturbá-las naquele instante.Mas Malu logo lembrou de um detalhe que mudaria a rotina.— Só que dessa vez não vai dar. Tenho dentista hoje. — Ela fez uma careta dramática, como se fosse uma sentença de morte. — Então esquec
96 - Bonequinha de luxo
Francine o encarou por um segundo, e então soltou uma gargalhada escandalosa, jogando o corpo para trás na cadeira. As pessoas da mesa ao lado chegaram a virar o rosto para ver o motivo de tanta graça.— Você definitivamente está louco! — disse entre risos, balançando a cabeça como se estivesse diante de alguém completamente fora da realidade.A risada de Francine ainda ecoava no ar quando Natan, com o semblante fechado, ergueu uma sobrancelha e respondeu, a voz grave e controlada, mas carregada de um sarcasmo perigoso:— Não entendi por que está rindo... Quer que eu te mostre a nota fiscal? — disse, puxando a carteira com movimentos lentos e calculados, como se quisesse provar sua autoridade até nos detalhes.A expressão divertida de Francine vacilou. Por um segundo, ela se perguntou se aquilo poderia, de alguma forma, fazer sentido. Mas logo revirou os olhos, como quem não estava disposta a ceder terreno.— Tá louco? Eu não vou ficar aqui ouvindo suas asneiras. Isso foi um presente
97 - Algema
Francine saiu apressada do café, o salto dos sapatos ecoando contra o chão de pedra da calçada. A raiva ainda latejava em seu peito, como se cada palavra de Natan tivesse deixado uma marca em brasa. O ar parecia mais denso, e ela precisava se afastar dali antes que a explosão dentro dela transbordasse de vez. Seus passos eram rápidos, quase impacientes, mas havia uma firmeza neles: não importava o quanto ele tentasse envolvê-la de novo, ela não ia ceder.Enquanto caminhava em direção à clínica odontológica, a lembrança do rosto dele calmo, quase sereno, como se tivesse pleno controle da situação, a irritava ainda mais."Quem ele pensa que é? Como pode falar em amor e, ao mesmo tempo, tentar me prender numa vida que nunca foi a minha?"Francine apertou a bolsa contra o corpo, respirando fundo para não deixar que a raiva a cegasse.Ao chegar, encontrou Malu na recepção, conversando com o dentista sobre os cuidados pós procedimento. Ela tentou esboçar um sorriso, mas a anestesia não d
98 - Entre o sonho e o pesadelo
Francine respirou fundo depois de guardar a pulseira na bolsa, como se finalmente tivesse tirado um peso do braço e também da alma.Malu, que ainda estava meio aborrecida pelo rosto anestesiado, foi se soltando aos poucos.Elas seguiram pelas lojas, compraram algumas coisinhas pequenas e pararam para um café rápido antes de ir embora.Francine ainda sentia o incômodo fantasma da pulseira, como se a pele guardasse a lembrança da pressão no pulso. Tentava ignorar, mas não conseguia se livrar da sensação de estar sendo vigiada, mesmo com Natan longe dali.Malu e Francine deixaram o café já com os ânimos mais leves, caminhando lado a lado em direção ao ponto de táxis.— Pronto, distraímos a sua cabeça. Missão cumprida.O sol já se inclinava no céu, tingindo as fachadas com um dourado que parecia abraçar o fim da tarde. Quando entraram no taxi, Francine tomada pela empolgação, começou a falar com brilho nos olhos e gestos largos, como se suas palavras precisassem de espaço para ganhar for
99 - Estou salva
Enquanto pressionava Francine contra a parede, Natan continuou destilando o veneno em forma de palavras: — Você me deve, Francine. Fui eu que banquei você enquanto brincava de modelo. Eu que tirei você daquele alojamento medíocre, pra não dizer muquifo, e coloquei numa casa de verdade. Fui eu que paguei suas dietas absurdas, seu nutricionista, seu médico… ou já esqueceu dos infinitos desmaios que tinha porque se recusava a comer, só pra manter o peso? Enquanto falava, a mão que a mantinha pressionada deslizou para a cintura dela, apertando-a com força. Francine tremia de medo, o coração disparado. Ela conhecia bem aquele lado dele: controlador, possessivo, violento. Não conseguia prever até onde ele iria. E pior, não tinha certeza se estava armado. As palavras simplesmente não saíam, era como se ele tivesse arrancado o ar de seus pulmões. Natan prosseguiu, a voz carregada de convicção insana: — Você vai ser minha mulher. A sua presença ao meu lado me abre portas, atrai investi
100 - O começo do fim
Quanto mais o carro se aproximava da mansão, mais o coração de Francine batia como um tambor dentro do peito. O som do motor misturava-se ao latejar em seus ouvidos, tornando impossível distinguir onde acabava a realidade e começava o desespero. Uma fagulha de esperança, quase infantil, brilhou dentro dela quando ouviu o som metálico e arrastado do portão automático se abrindo. Era ele. Era Dorian. O farol do carro iluminava a fachada imponente, e por um segundo ela acreditou que estava salva. Mas essa esperança foi esmagada de forma cruel quando, sem aviso, Natan apertou ainda mais o rosto dela entre suas mãos e puxou-a para um beijo. Foi violento, forçado, sufocante. O hálito dele, apesar de doce e quente, invadiu os pulmões dela como veneno. O choque foi tão grande que Francine ficou imóvel, paralisada. Ela havia imaginado muitos cenários, desde ameaças até socos, mas nunca esse. O beijo roubado queimava sua boca, como se fosse a marca de um domínio que ela nunca