All Chapters of Beijada pelo Chefe no Baile de Máscaras: Chapter 291
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291 - Surpresa!
Com a arrumação praticamente pronta, Malu deu dois passos para trás, avaliando a decoração como quem checa os últimos detalhes de uma missão secreta.— Pronto — ela disse, limpando a testa com o dorso da mão. — Agora eu vou tomar um banho. Se eu for receber convidados com cheiro de desinfetante, a Francine me mata.Cássio cruzou os braços, olhando para ela com aquele sorriso de quem nunca está 100% comportado.— Quer ajuda pra lavar as costas?Malu quase engasgou com a própria saliva.— Óbvio que não! — rebateu rápido demais.Ele ergueu a sobrancelha.— Isso foi um “não” muito desesperado.— Vai montar os guardanapos! — ela ordenou virando as costas, tentando esconder o riso.Ele apenas deu um sorriso sacana, aquele cheio de “você quer, mas tá fugindo”, e voltou a arrumar as taças.Malu fechou a porta do banheiro e respirou fundo.O coração ainda estava acelerado do beijo, do intervalo, da quase perda total de juízo.Ela entrou no chuveiro e deixou a água quente escorrer pelas costas,
292 - Presentes
O apartamento estava iluminado por uma mistura suave de velas e luzes prateadas, criando um clima íntimo que combinava perfeitamente com a noite.Assim que entrou, Dorian parou por alguns segundos, olhando ao redor como se aquele cenário fosse algo completamente novo em sua vida.E era.Ele respirou fundo, quase sem acreditar.— Isso é totalmente inédito. — murmurou. — Uma festa surpresa. Pra mim.Malu entregou-lhe uma taça de vinho com o mesmo orgulho de quem entrega uma obra-prima.— Aproveita bem, porque montar surpresa dá rugas e estresse.Francine riu e segurou o braço do marido.— Ele tá em choque, Malu. Total.— Eu não estou em choque — Dorian rebateu, sério demais para ser verdade.Cássio passou por eles com uma taça na mão e um sorriso descaradamente provocador.— Ele tá sim. Olha essa cara de “processando”, igualzinho quando descobriu que gostava da Francine.Francine revirou os olhos.Malu soltou uma gargalhada curta.Dorian ameaçou responder, mas preferiu beber.Quando Mal
293 - Clima leve
O silêncio que veio depois da notícia parecia até macio.Um daqueles silêncios cheios, carregados de emoção boa.Malu foi a primeira a quebrar.— Meu Deus… então era isso! — ela levou as mãos ao rosto, rindo e chorando ao mesmo tempo. — Era por isso que você tava estranha esses dias! Comendo feito pedreira, caindo de sono, reclamando de cheiro de tudo…Francine riu, enxugando uma lágrima.— Pois é… eu também estranhei.Cássio passou o braço por cima da cadeira e abriu um sorriso orgulhoso.— E eu oficialmente me declaro o melhor padrinho do mundo. Já podem anotar aí.— O que te faz achar que vai ser padrinho? — Francine perguntou, arqueando a sobrancelha.— Porque eu sou irresistível — ele respondeu. — E porque claramente ninguém aqui vai escolher a Malu, que deixa a mãe do bebê passar fome no meio da rua.— Cala a boca, Bachinni! — Malu jogou um guardanapo nele, rindo.Dorian estava sentado no sofá, ainda segurando o exame entre os dedos.Ele não parava de olhar o papel, como se tives
294 - Eu sou uma idiota
Francine bateu a mão sobre o baralho da mesa com força dramática.— GANHEI! EU GANHEI! — comemorou, erguendo os braços como se tivesse acabado de vencer um campeonato mundial.Malu caiu na risada.Cássio afundou no sofá, derrotado.— Isso é injusto — reclamou, fingindo mágoa. — Eu escolheria o nome perfeito. Poético. De impacto.— Cassinho não é nome de bebê, Cássio — Francine atirou, rindo alto.— Cassiana também não — Dorian completou, seco, mas claramente aliviado por não ter sido ele a escolher nada.Malu juntou as cartas.— E você, Dorian? Ficou em último. Até eu fiquei surpresa.Ele ajeitou o relógio no pulso e deu de ombros.— Eu não perco tempo com jogos.— Aham, claro — Francine cutucou — por isso perdeu.Ele suspirou, mas o canto da boca entregava que estava se divertindo de verdade.Francine se levantou e pegou a bolsa.— Vamos, amor. O bebê precisa dormir, e a mamãe também.Dorian a olhou como se ainda estivesse se acostumando com aquela frase. Seus olhos simplesmente… bri
295 - Maya, a rainha do drama
Assim que a porta do apartamento de Malu se fechou atrás dele, Cássio soltou um palavrão baixo.Pegou o celular de novo, os dedos ágeis, nervosos.— Rogério, preciso de você agora. É urgente. Me encontra na portaria em dez minutos.A voz do motorista respondeu de imediato, como sempre.— Sim, senhor. Estou a caminho.Ele encerrou a chamada e, mesmo cheio de adrenalina, subiu para o próprio apartamento.Trocou de roupa com a rapidez de quem já estava acostumado a resolver problemas alheios no meio da madrugada: jeans escuro, camiseta preta, jaqueta leve.Ligou para Maya enquanto calçava os sapatos.— Eu chego aí em vinte minutos — avisou. — Se a polícia aparecer, não abre a boca. Não fala NADA. Você me ouviu?Do outro lado da linha, Maya soluçou algo ininteligível, provavelmente bebida misturada a drama.— Tá, Cass… só vem logo…Dez minutos depois, Rogério estacionava na frente do prédio, impecável como sempre, terno alinhado, expressão séria, o motorista perfeito para alguém do nível
296 - Amiga de infância
Quando Maya finalmente foi deixada em casa, ainda fazendo drama teatral na porta, jurando amor eterno ao irmão, o carro retomou o caminho. Agora, no banco de trás, restavam apenas Cássio e Bianca. Ela soltou um longo suspiro exagerado, jogando o corpo de lado. — Eu tô exausta… — murmurou, apoiando a cabeça no ombro dele com total naturalidade. — E nessas horas eu agradeço por sermos amigos de infância. Só com você eu posso fazer isso sem precisar pedir permissão. Cássio não respondeu. Só engoliu seco e olhou pela janela, tentando focar na rua iluminada… e não nas pernas de Bianca, completamente expostas pelo vestido curtíssimo, cruzadas de maneira calculada para chamar atenção. Ele respirou fundo, buscando foco. — Eu realmente esperava que você fosse uma boa influência pra Maya — disse, finalmente. — Mas pelo visto é ela que tá sendo má influência pra você. Você não parece nem de longe a menina que cresceu comigo. Bianca sorriu de canto, sem ofensa alguma. Pelo contrário, acha
297 - Mensagens
Malu acordou só quando o sol já estava alto demais, invadindo o quarto como quem entra sem bater. Piscou algumas vezes, espreguiçou-se devagar… e só então pegou o celular. O susto veio na hora. 5 mensagens de Cássio. 2 chamadas perdidas. Malu suspirou, jogando o celular no colchão. — Não hoje… Ela se arrastou até a cozinha, tomou um copo de água e decidiu que precisava parecer ocupada. Então pegou o telefone e ligou para Francine. A amiga atendeu na primeira chamada, como se estivesse só esperando. — Finalmente, Malu! Eu jurava que você ia aparecer cedo pra salvar meu almoço! Você prometeu ensinar o cozinheiro como se cozinha de verdade! — Fran… — Malu coçou o olho, ainda sonolenta. — Hoje não vai dar. Eu tô morta, vou aproveitar pra arrumar o apartamento. Prometo ir amanhã. Juro. Cedo. Me espera acordada. Francine fez um drama digno do Oscar. — Amanhã cedo? Vou até colocar alarme! — ela resmungou. — Mas pelo menos aparece pro café da tarde. EU PRECISO fofocar. — Francine…
298 - O vizinho quer sal
Malu tomou um banho rápido, daqueles que prometem lavar a alma mas só conseguem deixar o corpo minimamente funcional.Vestiu seu baby doll favorito: o conjuntinho cinza de algodão preso no corpo como se tivesse sido moldado nele, com detalhes rosados na alça e renda suave na cintura, deixando as curvas marcadas de um jeito indecente sem fazer esforço.O shortinho era tão curto que qualquer movimento revelava a curvinha da bunda.Confortável, fresco… e perigosíssimo.Ela se jogou no sofá com uma colher na mão e o restinho de pudim da festa na outra, colocando na TV qualquer coisa que não exigisse neurônios.Estava quase entrando no modo “larva sedentária” quando a campainha tocou.— Ah, não… — resmungou. — Só pode ser vizinho pedindo sal. Quem toca a campainha dos outros a essa hora?Foi até a porta arrastando os pés e olhou pelo olho mágico.Um arrepio subiu pela espinha.Cassio.Impecável, camisa escura, o cabelo arrumado num desalinho elegante. Mechas caindo na testa como se tivesse
299 - Queime os navios
Cassio ficou completamente imóvel.Os olhos dele escureceram. A respiração prendeu. O maxilar tensionou como se ele tivesse levado um soco invisível.Primeiro, silêncio.Depois, um suspiro pesado, derrotado, como quem percebe que não tem mais para onde correr.Por fim, ele passou a mão no próprio rosto e respondeu, baixo:— Bianca é meu passado, Malu. Só isso.Ela arqueou a sobrancelha, sem demonstrar pena.— Não pareceu. — disse, firme. — Pelo telefone, você parecia mais preocupado com ela do que com sua irmã.A verdade doeu nele, visivelmente.Ele procurou algo no tapete, no chão, em qualquer lugar que não fosse os olhos dela.Parecia alguém tentando escolher palavras que não explodissem uma bomba.O silêncio esticou, e Malu, irritada com a demora, cortou:— Eu vi uma foto de vocês como casal. — A voz vacilou só um pouco, mas ele percebeu. — E não tem muito tempo.Ele fechou os olhos por um segundo.— Nós não somos um casal.— Mas já foram.Cassio não negou. E não tentou suavizar nad
300 - Gato bravo
No dia seguinte Malu chegou cedo à mansão de Dorian.Assim que atravessou a porta, Denise praticamente a esmagou num abraço.— Você faz falta nessa mansão. — disse, com aquele carinho de mãe disfarçada de governanta.Malu riu, apertando o abraço de volta.— Obrigada, Denise. Eu também sinto falta de tudo isso.E não era mentira.Havia um conforto ali, uma familiaridade que nenhuma vista bonita da varanda do apartamento conseguiria substituir.Alguns outros funcionários vieram cumprimentá-la, como se ela tivesse voltado de um intercâmbio em Marte.Malu abraçou, riu, recebeu comentários sobre como “a cozinha nunca mais foi a mesma”.Tudo aquilo a deixou sorrindo de orelha a orelha.Francine desceu as escadas nesse exato momento, viu a pequena aglomeração e praticamente arrancou Malu de dentro do abraço coletivo.— Chega, chega, vão deixar ela mal-acostumada! — disse, puxando Malu pelo braço. — Vamos pra cozinha, antes que eu passe fome.Entraram juntas, e lá estava Jonas.Jonas tinha ce