All Chapters of Querido chefe, os gêmeos não são teus!: Chapter 161
- Chapter 170
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160 - Você não vai ficar vivo para ver isso.
DAMIAN WINTERO cano da pistola era um buraco negro, enquanto o rosto de Célia era uma tela em branco, a loucura substituída por uma calma gélida que era infinitamente mais aterrorizante.— Sabe, Damian, eu estava pensando em como me livrar de você. — A voz dela era um murmúrio suave, quase conversacional, que não combinava em absolutamente nada com a arma em sua mão. — Adiar, criar um plano elaborado... Mas por quê? Às vezes, a solução mais simples é a mais eficaz. É melhor cortar o mal pela raiz. E você, querido, é a raiz de todos os meus males.Mantive meu corpo rígido, os músculos tensos, pronto para reagir. Meus olhos estavam fixos nos dela, tentando ler qualquer intenção ou qualquer vacilo. A equipe de policias estavam ouvindo tudo. A confissão e a ameaça. — Abaixe a arma, Célia. — Falei em voz alta e clara, cada sílaba projetada para ser captada pelo microfone escondido sob minha camisa. — Você não vai conseguir se safar disso. Me matar aqui, na sua própria casa? Seria o ato m
161 - Fim do tormento
DAMIAN WINTERA dor era como o chute de uma mula, sei disso porque levei o chute de uma na adolescência. Um impacto brutal que me roubou o fôlego e fez estrelas dançarem na minha visão. Caí de joelhos, o som do disparo reverberando em meus ouvidos, abafando os gritos dos policiais que invadiam a sala. Minha mão voou para o peito, um ato reflexo para conter uma ferida que, para a minha sorte do caralho, não estava lá. Meus dedos pressionaram o tecido da camisa, sentindo o colete por baixo e a deformidade dura e quente onde a bala havia se alojado."Obrigado, Elliot". O pensamento foi grato e aliviado. "Obrigado por ter insistido nessa merda".Eu achei que ela não chegaria tão longe, mas psicopatas como ela não conheciam limites.Enquanto a equipe tática dominava Célia, que oferecia uma resistência surpreendente para uma mulher de sua estatura, meus olhos permaneceram fixos nela. O sorriso satisfeito em seu rosto começou a vacilar quando ela me viu levantar a cabeça, sorri para ela com
162 - Te esperando
STELLA HARPERO tempo era um carrasco.Cada minuto era um teste contra meus nervos já em frangalhos. As horas se arrastavam com uma lentidão cruel, esticando a manhã em uma eternidade de incerteza. Damian havia saído pouco depois das oito. Já passava de uma hora.Elaine estava tão nervosa quanto eu, mas tentava disfarçar com uma calma forçada que não enganava ninguém. Ela preparou chá, arrumou flores que não precisavam ser arrumadas e limpou balcões que já brilhavam pelo trabalho das empregadas. Qualquer coisa para manter as mãos e a mente ocupadas. A casa estava silenciosa demais. Apollo e Orion, estavam na escola, e Danian, tirava sua soneca da tarde, depois de almoçar. Essa quietude deixava espaço demais para os piores pensamentos.Eu não conseguia me concentrar em nada. Andei pela sala de estar tantas vezes que sentia que poderia ter cavado um buraco no tapete. A cada cinco minutos, meu olhar era puxado para o meu celular, pousado na mesinha de centro, que hoje tinha se mostrado i
163 - Eu estava cego
STELLA HARPEREra um novo dia.Dentro de mim, uma nova ansiedade começava a se formar. William seria libertado hoje. A notícia, que deveria ser motivo de pura celebração, trazia consigo um gosto amargo de apreensão.Na tarde seguinte, a casa estava perfeitamente limpa e uma refeição especial havia sido preparado. Damian, depois de garantir que a papelada estava toda em ordem, saiu com Lizzy para buscarem o pai pessoalmente. Elaine andava de um lado para o outro, arrumando almofadas que já estavam perfeitas, a sua própria ansiedade espelhava a minha, embora por razões diferentes. Ela ansiava pelo reencontro com o senhor Winter. Eu temia.O homem que voltaria para esta casa não me via como parte da família. Para William Winter, eu era a "vagabunda" que havia destruído o casamento de seu filho com Sophie. Meus filhos, eram "bastardos" que não tinham o sangue de sua preciosa nora. Suas palavras, ditas em momentos de fúria antes de toda essa provação, estavam gravadas a fogo na minha memór
164 - Você merece mais. Você merece tudo.
STELLA HARPERDOIS MESES DEPOISO tempo passou como em um piscar de olhos e uma vida inteira, ao mesmo tempo. A poeira que Célia Pósitron levantou em nossas vidas começou finalmente a assentar, e os contornos de um futuro pacífico se tornaram mais nítidos. As notícias sobre ela chegavam através de Damian e de seus advogados, fragmentadas, mas satisfatórias.Ela teve sua primeira audiência preliminar, um evento que a mídia cobriu com um fervor predatório. Como esperado, a fiança foi negada. O juiz a considerou um perigo para a sociedade e um claro risco de fuga. Ela aguardaria seu julgamento atrás das grades, isso me trouxe uma sensação de justiça e segurança.Minha própria cura progredia de forma constante. O gesso, que por semanas pareceu uma extensão do meu corpo, foi finalmente removido, revelando um braço pálido e fraco. As sessões de fisioterapia eram um teste de paciência, a dor e a frustração de reaprender movimentos simples eram irritantes, mas a cada dia eu sentia a força ret
165 - A única deusa que será adorada aqui
DAMIAN WINTERO som do seu "sim" foi a peça final se encaixando no lugar, o clique de uma fechadura abrindo um futuro que, até ela aparecer, eu nem sabia que desejava. As lágrimas que escorriam pelo seu rosto não apagavam sua beleza, ela era a mulher mais linda que existia no universo.Deslizei o anel em seu dedo e ele pareceu encontrar seu lugar. Vê-lo ali, em sua mão, era uma marca. Minha. Ela era minha. E eu era irrevogavelmente, incondicionalmente, dela. Levantei-me e ela se jogou em meus braços. Seu beijo era salgado pelas lágrimas e doce por seus lábios. Agarrei-a pela cintura, puxando-a com força contra mim, tentando absorvê-la, fundir-me a ela. Cada fibra do meu ser vibrava com uma possessividade feroz e uma adoração sem limites.— Eu te amo. — murmurei contra seus lábios, mostrando tudo o que ela me faz sentir.— Eu também te amo. — ela respondeu,sorrindo, antes de me beijar de novo.Com relutância, afastei-me o suficiente para guiá-la até a mesa. Durante o jantar, mal toquei
166 - Sua rendição
STELLA HARPER Eu estava aninhada em seu peito, nossos corpos suados e trêmulos se colando um ao outro. O som que preenchia o quarto era o de nossas respirações ofegantes se acalmando, duas melodias caóticas que lentamente encontravam um ritmo sincronizado. Minha cabeça recusava sobre seu coração, que ainda batia descontrolado, e sua mão desenhava círculos preguiçosos em minhas costas. A felicidade que me inundava era muito intensa e uma onda de calor se espalhava de dentro para fora. Ficamos deitados em um silêncio confortável, observando as luzes da cidade cintilarem através da janela panorâmica, como um milhão de diamantes espalhados sobre um veludo preto. Cada respiração que eu dava era preenchida pelo cheiro dele. Era o cheiro de casa. O cheiro de segurança. O cheiro do meu homem. Um novo tipo de calor começou a se espalhar por meu corpo, mais lento e insidioso que a explosão do orgasmo. Era um desejo ardente, uma necessidade de não apenas receber seu amor, mas de retribuí-l
167 - Contanto a novidade
STELLA HARPERAcordei com a luz suave da manhã se infiltrando pelas frestas da persiana, pintando listras douradas sobre os lençóis brancos e o corpo nu de Damian ao meu lado. Por um momento, a estranheza do quarto me desorientou, até que as memórias da noite anterior me inundaram como uma onda quente e deliciosa: o gazebo, as luzes da cidade, o anel em meu dedo e a paixão avassaladora que se seguiu. Virei-me de lado para observá-lo dormir. Seu rosto, em repouso, parecia mais jovem, desprovido da tensão que o acompanhou por tanto tempo. Seu peito subia e descia em um ritmo lento e constante, e aninhada contra ele, eu podia sentir seu coração batendo em uníssono com o meu. Meu olhar desceu por seu peitoral e um sorriso culpado surgiu em meus lábios. Lá, logo acima do coração, estava a minha marca: um chupão escuro e possessivo. Meu noivo mal tinha se livrado da marca roxa que ficara por conta do tiro e seu peito já estava marcado de novo.Com cuidado para não acordá-lo, tracei a borda
168 - Julgamento marcado
DAMIAN WINTERSEIS MESES DEPOISEu vivi os últimos meses em um estado de paz que, por muito tempo, julguei inalcançável. A tranquilidade não era mais uma anomalia, ela tornou-se o ritmo constante da minha vida, a melodia de fundo era os risos dos meus filhos e os suspiros satisfeitos de Stella ao meu lado. A felicidade era o ar que eu respirava, e eu nunca me sentira tão vivo.Hoje, essa felicidade tinha o cheiro de tecido novo e a energia inesgotável de três meninos sendo forçados a experimentar roupas formais.— Pai, eu pareço um pinguim! — Danian reclamou, se contorcendo em frente ao espelho do provador.Com quase seis anos, ele havia desenvolvido um senso de opinião forte e firme. Ele começou a estudar este ano, e com a escola veio um novo nível de vocabulário e atitude que era, ao mesmo tempo, exasperante e cativante.— Você não parece um pinguim. Você parece um homenzinho muito elegante. — Stella disse, ajoelhando-se para ajustar a pequena gravata borboleta em seu pescoço.Apoll
169 - Inicio do julgamento
DAMIAN WINTERO silêncio foi a primeira coisa que notei quando a manhã finalmente chegou. A nossa nova casa, geralmente preenchida pelo barulho matinal dos meninos se arrumando para a escola, estava mergulhada em uma quietude desconhecida. Então lembrei que meus pais, informados na noite anterior, haviam levado as crianças para passarem o dia com eles.Encontrei Stella na cozinha, já vestida, tomando uma xícara de café com as mãos envolvendo a porcelana como se buscasse calor. — Pronto? — ela perguntou.— Nasci pronto para acabar com essa desgraçada. — respondi, pegando o café que ela me oferecia.Não comemos. O nó em meu estômago não permitiria. Vestimo-nos em silêncio. Quando parei em frente ao espelho, Stella veio por trás de mim, suas mãos subindo para ajeitar a gola da minha camisa e nossos olhos se encontraram no reflexo.— Lembre-se pelo que estamos lutando. — ela sussurrou, a mão dela pousando sobre o meu coração. — Pelos nossos filhos. Pela nossa paz. Por nós.— É a única co