All Chapters of Querido chefe, os gêmeos não são teus!: Chapter 171
- Chapter 180
424 chapters
170 - Não as minhas palavras
DAMIAN WINTERSentei-me, ajustando o microfone e foquei no promotor.— Sr. Winter, por favor, diga seu nome e ocupação para o tribunal.— Damian Winter. Sou o CEO das Winter enterprises.— Sr. Winter, o senhor conhecia a ré, Célia Pósitron?— Sim. Ela era minha sogra. Eu fui casado com a filha dela, Sophie.— E como era sua relação com a Sra. Pósitron após o falecimento de sua esposa?— Inexistente. Não tínhamos contato.— Então, por que o senhor foi à casa dela no dia seis de junho? — A pergunta era a primeira pedra do alicerce que ele estava construindo.— Eu fui para salvar meu pai. Célia Pósitron havia arquitetado um plano para me incriminar pelo assassinato de um homem chamado Nathan Ponlic. Meu pai, em um ato para me proteger, assumiu a culpa e se entregou. Eu descobri a verdade e fui até a casa de Célia para confrontá-la e conseguir uma confissão que provaria a inocência do meu pai.— Então o senhor foi lá deliberadamente para fazê-la confessar?— Eu fui lá para expor a verdade
171 - Veredito
DAMIAN WINTEROs dias que se seguiram ao meu depoimento foram um teste de resistência. Cada manhã, vestíamos, nos sentavámos na mesma fileira, ouvíamos o que diziam e a mão de Stella constantemente na minha. A rotina era entorpecente. Mas em meio ao tédio processual, houve momentos de clareza.O dia do testemunho de Stella foi um deles. Thorne, o tubarão, tentou devorá-la. Ele foi sórdido, insinuando que ela era uma interesseira que se aproveitou da minha vulnerabilidade após a morte de Sophie. Ele tentou torcer o amor dela por mim em uma ambição calculista.Mas ele subestimou Stella. Ela não se alterou, não levantou a voz. Ela apenas falou a verdade. Quando Davies a questionou sobre o que sentiu quando Sophie a ameaçou e aos meninos, a voz dela não vacilou.— Quando uma pessoa ameaça seus filhos, você não sente medo. Você sente uma fúria que faria o inferno parecer frio. Eu sabia do que aquela mulher era capaz, e eu faria qualquer coisa para proteger minha família.Senti muito orgulh
172 - Preparação
STELLA HARPERÉ hoje. O grande dia.A suíte principal da nossa casa não cheirava a café e à pressa de uma manhã normal, mas a spray de cabelo, ao perfume delicado de lírios e a champanhe borbulhante.Do lado de fora, a equipe de cerimonialistas transformava nosso jardim em um sonho, mas aqui dentro, no meu santuário, era onde a verdadeira magia acontecia. Leah se inclinava sobre a mesa de maquiagem, inspecionando cada pincel do maquiador.— Se você borrar esse delineado, eu juro que vou objecionar no meio da cerimônia. — ela declarou, fazendo o maquiador rir.Elaine estava sentada em uma poltrona, os olhos brilhando de lágrimas que ela teimava em não derramar.— Você está tão calma, querida. — disse ela, a voz embargada. — Eu, no seu lugar, estaria uma pilha de nervos.— Eu já passei pela tempestade, Elaine. — respondi, meu olhar encontrando o dela no espelho. — Hoje é só o sol.A verdade é que eu nunca me senti tão em paz. O passado pareceu acontecer em outra vida. Agora, não havia m
173 - Casamento
STELLA HARPERA música começou.Um quarteto de cordas, posicionado discretamente sob um carvalho antigo, começou a tocar uma melodia suave que flutuou pelo ar, sinalizando o início de tudo. Do meu lugar, escondida atrás das portas francesas que davam para o jardim, meu coração deu um poderoso salto no peito. Leah me deu um último abraço apertado.— Vá pegar seu homem. — ela sussurrou, com os olhos brilhando. — Ele está esperando por você.Elaine e Lizzy beijaram minha bochecha, suas palavras de amor e felicidade foram um borrão reconfortante. E então, eu estava sozinha, observando através do vidro.Vi minhas damas de honra, Leah e Lizzy, em seus vestidos de cetim cor de champanhe, começarem sua caminhada pelo tapete de pétalas brancas. E então, meus filhos.Danian caminhava primeiro, carregando uma pequena almofada com as alianças. Ele olhava para frente, focado em seu pai no altar, como se fosse a missão mais importante de sua vida. Logo atrás, Apollo e Orion caminhavam lado a lado.
174 - Celebração
DAMIAN WINTER Caminhar de volta pelo corredor de pétalas com a mão de Stella na minha foi como emergir de um mergulho profundo e respirar pela primeira vez. Cada passo era mais leve que o anterior. A recepção foi montada em uma grande tenda de lona branca no outro extremo do jardim, as laterais abertas para a brisa do fim de tarde. Luzes de fada estavam entrelaçadas nas vigas, criando um teto de estrelas artificiais. O som do quarteto de cordas deu lugar a uma banda de jazz suave, e o murmúrio feliz das conversas e risadas encheu o ar. Eu não soltei a mão dela nem por um segundo. Guiando-a através da multidão de rostos sorridentes, senti uma onda de possessividade protetora. Esta era minha esposa. A Sra. Winter. A palavra soava tão correta. Um garçom se aproximou com uma bandeja de taças de champanhe borbulhante e peguei duas. — Para nós. — eu disse, oferecendo uma taça para Stella. — Um brinde à Sra. Winter. Ela sorriu, mas balançou a cabeça suavemente, não pegando a taça. — A
175 - Lua de mel pt 1
STELLA WINTER O resto da viagem foi sonolento e feliz, embalado pelo zumbido suave do jato particular e pela sensação do ombro de Damian como meu travesseiro. Acordei quando senti o avião pousar suavemente. Do lado de fora, a escuridão da noite havia dado lugar a um céu de um azul tão vibrante que parecia pintado. Um carro nos levou do pequeno aeroporto particular por uma estrada ladeada de hibiscos e palmeiras, o ar quente e úmido entrava pela janela, com o cheiro de sal e flores exóticas. Chegamos a um píer privado, onde um pequeno e luxuoso barco nos esperava. A travessia foi curta, sobre águas de um tom turquesa tão claro que eu podia ver os corais coloridos no fundo. E então, eu vi. Nosso lar pelas próximas duas semanas. Era um bangalô sobre a água, isolado de todos os outros, o teto de palha tradicional, com paredes vidro e a piscina de borda infinita que parecia se fundir com o oceano. Uma passarela de madeira nos levava da pequena doca até a porta da frente. Era um paraíso.
176 - Lua de mel pt 2
STELLA WINTERMinha súplica desesperada foi respondida, não em palavras, mas em uma ação definitiva que roubou todo o ar dos meus pulmões.Com um único e poderoso impulso, ele se enterrou dentro de mim.Um grito agudo escapou de meus lábios, uma mistura de dor e de um prazer tão grande que era quase insuportável. A sensação de ser preenchida por ele, tão completamente, tão profundamente, depois da tortura deliciosa de sua provocação, foi um prazer imensurável. Ele ficou parado por um momento, permitindo que meu corpo se ajustasse à sua plenitude, meus músculos internos se contraindo ao redor dele em um abraço apertado e involuntário.Então, ele começou a se mover. Suas estocadas eram brutais, primitivas e exatamente o que eu precisava. Eram a resposta para a minha súplica. Cada impulso era uma reivindicação, que me fazia arquear as costas e cravar as unhas nos lençóis de seda. O som de nossos corpos se chocando, úmidos e quentes, ecoava pelo quarto silencioso, uma batida rítmica e se
177 - O paraíso
DAMIAN WINTERGrávida.A palavra atravessou a névoa satisfeita em minha mente como um tiro. Tudo desapareceu. A única coisa que existia era aquela única palavra e o sorriso trêmulo em seus lábios.Meu cérebro, atordoado pelo sexo e pela exaustão, lutou para processar a informação. Parecia uma coisa impossível, maravilhosa e aterrorizante, tudo ao mesmo tempo.— Você... — minha voz saiu como um arranhão rouco. — Você disse que está grávida?Ela assentiu, o sorriso se alargando, os olhos brilhando com uma alegria pura que esperava uma resposta à altura. Mas minha mente estava em outro lugar, retrocedendo freneticamente, repassando os eventos das últimas horas. A forma como a joguei na cama, a brutalidade de nossas primeiras estocadas, a maneira como seu corpo se convulsionou sob o meu.Um pânico frio e rastejante começou a subir pela minha espinha.— Isso é... isso é terrível. — as palavras escaparam antes que eu pudesse contê-las.Foi como apagar uma vela. O sorriso dela desapareceu. A
178 - Bônus 1
STELLA WINTERTRÊS MESES DEPOIS O tempo passava, mas meus dias eram tão cheios de felicidade que às vezes eu precisava me beliscar para ter certeza de que era real. O paraíso da nossa lua de mel não foi deixado para trás na Polinésia Francesa; nós o trouxemos para casa conosco, infundindo-o em cada canto da nossa vida.O retorno para casa foi o verdadeiro começo do nosso "para sempre". Quando o carro parou em frente à mansão, não senti a apreensão de uma intrusa. A porta se abriu antes mesmo de pararmos completamente, e nossos três meninos saíram correndo, um turbilhão de perninhas e gritos felizes.— Mamãe! Papai!Abracei os três de uma vez, enterrando o rosto em seus cabelos, inalando o cheiro de casa, de infância, de tudo o que importava. Logo atrás deles, na entrada, estavam William, Elaine e Lizzy, todos com sorrisos que espelhavam os nossos.Depois que a euforia inicial passou e os meninos nos arrastaram para dentro para mostrar seus últimos desenhos e brinquedos, Damian reuniu
179 - Bônus 2
DAMIAN WINTER A casa estava quieta. Stella havia saído com Leah e Lizzy para uma tarde de compras, um ritual que elas haviam instituído a cada 15 dias e que geralmente terminava com meu cartão de crédito pedindo clemência. Eu não me importava. Vê-la feliz, despreocupada, cercada de amigas, era um luxo pelo qual eu pagaria qualquer preço. Da porta do meu escritório, eu podia ouvir as vozes dos meus filhos na sala de estar. Larissa brincava com eles, e o som de suas risadas era a trilha sonora da minha nova vida. Um sorriso involuntário surgiu em meus lábios. Levantei-me, decidido a me juntar a eles, quando a conversa flutuou pelo corredor, as palavras claras e inocentes. — ...e aí a moça colocou o cotonete na minha boca. — era a voz de Apollo. — Fez cócegas. — Em mim também! — Orion concordou. — Ela disse que era pra ver se a gente era saudável. Parei no meio do caminho. Eles estavam falando do teste de DNA que eu havia solicitado para provar que eram meus filhos? Então,