All Chapters of Querido chefe, os gêmeos não são teus!: Chapter 261
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Casal 2: 78 - Minha garota não é um objeto
ALEXANDER HAMPTON— ...um idoso como você.Pisquei.Idoso? Eu tinha trinta e poucos anos.— Idoso? — repeti, sentindo um riso seco subir pela garganta.— É. Você deve ter o quê? Quarenta? Quarenta e cinco? Já cheira a aposentadoria e crise de meia-idade. — Ele sorriu, achando que tinha tocado em uma ferida. — Lizzy gosta de energia, cara. De juventude. De alguém que consiga acompanhar o ritmo dela, não de alguém que precise dormir às dez da noite.Respirei fundo, controlando a vontade de remodelar o nariz dele imediatamente.— Sinto muito se o "idoso" aqui foi quem a conquistou — respondi, mantendo as mãos nos bolsos por enquanto. — Mas você não deveria ser invejoso, Julian. Isso é muito feio. Principalmente para homens. A Lizzy cresceu. Ela virou uma mulher. E mulheres de verdade preferem homens, não moleques que acham que o mundo lhes deve algo.A expressão de Julian escureceu. A provocação tinha atingido o alvo.— Você acha que é homem? — ele cuspiu no chão, perto do meu tênis. — V
Casal 2: 79 - Jantar de noivado
ALEXANDER HAMPTONA pilha de notas fiscais tinha diminuído consideravelmente graças à intervenção "estagiária" de Lizzy, mas minha mesa ainda parecia o cenário de um desastre burocrático. Eu estava tentando focar em um relatório de sustentabilidade para os investidores, mas duas batidas na porta quebraram meu transe.— Entre — murmurei, sem tirar os olhos da tela.Larissa entrou. Ela já tinha voltado do seu "dia de folga" forçado, que eu suspeitava que ela tivesse usado para dormir, a julgar pela cara descansada, e trazia consigo uma prancheta e uma expressão de diversão e dever.— Sr. Hampton? — ela chamou. — Tenho um recado da Sra. Stella.Levantei a cabeça, interessado.— Stella? Aconteceu alguma coisa com os meninos?— Não, não. — Larissa abanou a mão. — É social. Ela ligou para o café agora pouco, disse que tentou o seu celular mas deu caixa postal.Verifiquei meu telefone. Bateria morta. Ótimo.— O que ela disse?Larissa pigarreou, ajeitou a postura e, numa imitação assustadoram
Casal 2: 80 - Nascimento de uma amizade bêbada
ALEXANDER HAMPTON— É verdade? — ele perguntou.O que é verdade? Ele viu eu olhando para a bunda da Lizzy quando ela se levantou? Ele sabe de algo?— O quê? — perguntei casualmente.— O que a Stella disse. — Damian revirou os olhos. — Que você está namorando.Soltei o ar, aliviado e tenso ao mesmo tempo.— Ah. Isso.— É verdade ou é só coisa da cabeça dela? Porque ela não para de falar nisso. "O Alex está feliz", "O Alex tem um segredo". Ela quer que eu descubra.Ri, balançando a cabeça.— A Stella mandou você perguntar?— Mandou. — Damian admitiu, sem vergonha. — Ela disse: "Vá lá, beba uma cerveja com ele e descubra quem é a sortuda, ou se ele está apenas em uma fase zen".— Você seria a pior escolha de mensageiro para me sondar, sabe disso, né? — comentei, rindo. — Considerando nosso histórico.Damian riu também.— Eu disse isso a ela. Falei: "Stella, o cara me odeia. Se eu perguntar, ele vai achar que é uma emboscada". Mas você conhece aquela mulher. Ela não aceita não como respos
Casal 2: 81 - A irmã do meu novo melhor amigo!
ELIZABETH WINTER— Eles já não beberam demais? — A pergunta de Stella interrompeu nossas risadas sobre as tentativas frustradas de Leah de flertar com um residente bonitão do hospital.Olhei para o jardim através das grandes portas de vidro. Lá fora, sob a luz amarela da varanda, duas figuras masculinas pareciam estar em uma conferência de cúpula altamente instável. Damian estava perigosamente inclinado para trás, e Alex tinha algo amarrado na testa que parecia suspeitamente com uma das gravatas de seda italiana do meu irmão.— Se a bebida está fazendo eles se darem tão bem... — comentei, observando a cena patética e fascinante — é melhor sempre termos uma garrafa a postos quando os dois se reunirem. Eles parecem dois melhores amigos que acabaram de descobrir o sentido da vida.Stella e Leah riram.— É um milagre — Leah concordou, balançando a taça de vinho quase vazia. — Considerando que há menos de um ano eles queriam se matar, eu diria que isso é progresso.— Mesmo assim... — Stell
Casal 2: 82 - Meu bêbado fiel
ELIZABETH WINTERConsegui levar Alex até o meu carro. Joguei ele no banco e entrei ao lado dele. Assim que o carro começou a se mover, Alex escorregou no banco até a cabeça encostar no meu ombro.— Lizzy... — ele sussurrou, a voz rouca. — Você cheira a flores.— E você cheira a destilaria clandestina. — retruquei, embora minha mão direita já estivesse, automaticamente, acariciando o cabelo dele. — Você tem ideia do que quase fez lá atrás? "Vou te contar o nome da minha namorada"? Sério, Alex?— Eu não ia contar... — ele resmungou, fechando os olhos. — Eu ia inventar um nome. Ia dizer que era a... Beyoncé.— Beyoncé?— É. O Damian ia acreditar. Ele tava muito bêbado. Ele disse que eu era um partido melhor que ele.Ri, balançando a cabeça.— Você deveria ser punido por quase dar com a língua nos dentes, Alexander. Uma punição severa.— Mmm... punição... — Ele sorriu, o rosto enterrado no meu pescoço. — Eu gosto das suas punições.O trajeto até o prédio foi uma mistura de Alex cantando b
Casal 2: 83 - Ressaca
ALEXANDER HAMPTONO sol não nasceu. Ele explodiu.Essa foi a única explicação lógica que meu cérebro, atualmente nadando em uma piscina de formol e arrependimento, conseguiu formular. A luz que filtrava pelas cortinas do meu quarto parecia ter a intensidade de mil supernovas, e havia uma equipe de construção civil operando uma britadeira diretamente atrás dos meus olhos.Tentei me mover e soltei um gemido que soou patético até para os meus próprios ouvidos. Minha boca tinha o gosto de algo que morreu no deserto, e meu estômago dava cambalhotas, tentando decidir se eu ainda era uma forma de vida baseada em carbono ou apenas um barril de uísque com pernas.— Blue Label — sussurrei para o teto com a voz rouca. — Traidor caro e delicioso.Tentei levantar a mão para cobrir os olhos, mas meu braço estava preso.Parei. Havia um peso sobre o meu braço esquerdo. Um peso quente, macio e cheiroso.Virei a cabeça devagar no travesseiro, ignorando o protesto das minhas vértebras cervicais.Elizabe
Casal 2: 84 - Defendendo nosso futuro "imaginário" com paixão
ELIZABETH WINTER A sede da Winter estava silenciosa. Encontrei poucas pessoas enquanto caminhava em direção ao elevador privativo. Subi até o andar da presidência. A porta do escritório de Damian estava entreaberta. Então entrei sem bater. A cena era tragicômica. Damian estava sentado atrás de sua mesa imensa. As persianas estavam fechadas, deixando a sala na penumbra. Ele usava óculos escuros dentro do escritório e segurava uma garrafa de água mineral como se fosse a fonte da juventude. Na frente dele, havia um frasco de analgésicos e um copo de café fumegante. — Vejo que o Blue Label fez vítimas de todos os lados — comentei, fechando a porta atrás de mim. Damian estremeceu com o som do trinco. — Fale baixo, Elizabeth — ele resmungou. Nossa, se estava me chamando de 'Elizabeth' a situação estava séria. — Por favor. Minha cabeça está sendo usada como tambor por uma tribo de anões. Ri baixinho, caminhando até a cadeira à frente da mesa dele e sentando-me. — Alex mandou lembran
Casal 2: 85 - Um universo paralelo maluco
ELIZABETH WINTERO silêncio que caiu sobre o escritório de Damian foi absurdamente desconfortável. Parecia que o ar condicionado tinha parado, que o tráfego lá fora tinha cessado, e que a única coisa que existia no universo éramos nós dois, encarando um ao outro.Eu podia ver as engrenagens do cérebro de Damian girando. Ele piscava, processando a informação, tentando encaixar as peças.Ele piscou uma última vez e, com a lentidão de um homem de noventa anos, sentou-se na cadeira.Eu fiz o mesmo, sentindo a adrenalina da confissão começar a baixar, substituída por um leve tremor nas mãos. Eu tinha dito. Tinha falado em voz alta. Não havia como voltar atrás.— Ok. — Damian disse, olhando para um ponto fixo na parede atrás de mim. — Ok, ok. Ok.— Você pode, por favor, mudar o disco arranhado? — pedi, a voz saindo um pouco mais aguda do que o normal. — O suspense está me matando.Damian balançou a cabeça, como se tentasse acordar de um sonho.— Estou surpreso. — ele admitiu, finalmente olh
Casal 2: 86 - Esse relacionamento é fraco, então?
ELIZABETH WINTEREstacionei na garagem e subi direto para o 40B.Usei minha chave para entrar.— Alex? — chamei, entrando.Silêncio. A TV estava desligada. As almofadas do sofá estavam arrumadas.— Alex?Fui até o quarto. A cama estava feita, mas ele não estava lá. O banheiro também estava vazio.Franzi a testa. Ele tinha saído?Saí do 40B e subi as escadas de emergência para a cobertura.Assim que abri a porta, senti o cheiro. Manjericão, alho, tomate assado. O cheiro de conforto.Caminhei silenciosamente até a cozinha.Alex estava lá. Ele estava de costas para mim, diante do fogão, mexendo uma panela grande. Usando uma calça de moletom cinza e uma camiseta branca simples, e seus pés estavam descalços no piso frio.Ele parecia concentrado, cantarolando baixinho alguma coisa que soava como Coldplay.Sorri, sentindo uma onda de amor tão forte que meus joelhos quase cederam. Aquele homem, naquela cozinha, era o meu lar.Aproximei-me dele silenciosamente e o abracei por trás, passando me
Casal 2: 87 - Atitude desprezível
ALEXANDER HAMPTON A porta do Fox & Maple estava estranhamente silenciosa quando entrei. Larissa estava atrás do balcão, pálida, com os olhos arregalados. Quando me viu, soltou um suspiro de alívio tão profundo que quase a desequilibrou. — Sr. Hampton — ela sussurrou, saindo de trás do balcão e correndo até mim. — Graças a Deus. Ela está lá. Na mesa quatro. Olhei na direção indicada. Sentada na mesa quatro, com a postura rígida de uma rainha ofendida e um copo de água intocado à sua frente, estava uma mulher. Ela era negra, elegante, vestindo um casaco de lã cor de caramelo e segurando uma bolsa de couro que parecia valer mais do que a máquina de expresso. Ao lado da mesa, de pé, com os braços cruzados e uma expressão de desafio petulante, estava Josh. Um barista que eu tinha contratado há dois meses. Ele era rápido, eficiente, mas tinha uma atitude que eu vinha relevando por causa da falta de pessoal. Erro meu. Caminhei até eles, sentindo a raiva substituir a ressaca e a