All Chapters of Querido chefe, os gêmeos não são teus!: Chapter 271
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Casal 2: 88 - Lizzy chorando?
ALEXANDER HAMPTON Voltei para o apartamento algumas horas depois. O sol já estava se pondo, tingindo o céu de laranja e roxo, cores que geralmente eu amava, mas hoje pareciam hematomas. Fui direto para o quarto. Eu só queria tirar os sapatos, deitar e apagar até segunda-feira. Abri a porta. Lizzy estava lá. Ela estava deitada na minha cama, de lado, abraçada a um dos meus travesseiros. Ela ainda usava a roupa que tinha ido ver Damian, mas os sapatos estavam no chão. Quando me viu entrar, ela se sentou rapidamente, os olhos arregalados e vermelhos. Ela tinha chorado? — Alex... — ela começou. — Nós deveríamos conversar. Não respondi imediatamente. Sentei-me na borda da cama, de costas para ela, e comecei a tirar meus tênis. O cansaço físico e emocional pesavam toneladas. — Estou ouvindo — disse, tirando o primeiro tênis e deixando-o cair no chão. — Eu sinto muito. — ela disse. As palavras seguintes saíram rápidas e atropeladas. — Eu sinto muito mesmo. Eu não sabia qu
Casal 2: 89 - Eu sempre amei verde
ALEXANDER HAMPTONSEIS MESES DEPOIS...Havia exatamente seis meses que vivíamos nessa operação clandestina de amor. E hoje, finalmente, estávamos vendo a linha de chegada.Apertei o nó da minha gravata diante do espelho do closet da Lizzy, observando meu reflexo. Eu parecia calmo. Mas por dentro, meu cérebro estava gritando: Finalmente!Hoje era o casamento de Damian e Stella. Nunca imaginei que me veria tão ansioso para ver esses dois casados.Sinceramente, eu ainda não conseguia entender como dois seres humanos que já moravam juntos, tinham filhos e se amavam precisavam de seis meses para organizar uma festa. Se fosse eu... bom, a ideia de pedir Elizabeth Winter em casamento já tinha deixado de ser um "se" para se tornar um "quando" constante na minha cabeça. E quando esse dia chegasse, e com certeza chegaria, eu não esperaria seis meses. Eu não esperaria nem um mês. Se dependesse da minha impaciência, nós casaríamos na semana seguinte. Talvez em Vegas. Talvez no cartório da esquin
Casal 2: 90 - Vou ter dificuldade em olhar para o padre
ALEXANDER HAMPTON Descemos juntos no elevador, mas o momento de intimidade teve que ser guardado na gaveta dos segredos assim que as portas de metal se abriram na garagem. A realidade voltou. O plano era simples: depois do casamento de hoje, Damian e Stella partiriam para a lua de mel. Duas semanas. Assim que eles voltassem, faríamos um jantar e contaríamos para a família dela. Acabaria a farsa. Acabariam os carros separados. Mas, por hoje, ainda tínhamos que manter o teatro. Lizzy caminhou até seu sedã preto e eu caminhei até o meu SUV, estacionado duas vagas adiante. Parecia ridículo. Tínhamos acordado na mesma cama, tomado banho no mesmo chuveiro, escolhido as roupas um do outro com chantagem sexual envolvida, e agora tínhamos que fingir que estávamos apenas "nos encontrando lá". Lizzy parou antes de entrar no carro e correu até mim. Segurei a cintura dela antes mesmo que ela chegasse, puxando-a para um beijo rápido, mas faminto. — Te vejo no altar — ela sussurrou
Casal 2: 91 - Bem... Segunda melhor
ALEXANDER HAMPTON Eu estava parado na entrada do corredor principal. William Winter levaria Damian até o altar, mas Stella... Stella tinha me pedido. "Você esteve lá quando ninguém mais estava", ela disse. "Você me segurou quando eu caí. Ninguém além de você pode me levar para o meu futuro." Como eu poderia dizer não? A música mudou e começou a tocar os acordes iniciais da marcha nupcial. Todos se levantaram. — Está pronta? — perguntei, baixinho. Stella olhou para Damian, e o amor no rosto dela era algo físico e visível a olho nu. — Mais do que pronta. — ela respondeu. Começamos a caminhar e olhei para frente. No altar, Damian estava parado com a postura rígida e os olhos fixos em Stella. William estava ao lado dele, sorrindo orgulhoso. Mas meus olhos, traidores e apaixonados, desviaram. Eles encontraram a dama de honra. Lizzy estava parada do lado esquerdo do altar. O vestido champanhe fluía ao redor dela e o cabelo escuro estava jogado de lado, caindo em ondas
Casal 2: 92 - Talvez sejamos amigos muito bons
ELIZABETH WINTER O cheiro dele era inebriante. Estar nos braços de Alex, no meio do jardim da minha família, cercada por todas as pessoas que conhecíamos, era a sensação mais aterrorizante e excitante da minha vida. Ele me conduzia com facilidade, nossos corpos se movendo em sincronia perfeita, resultado de muitas "aulas de dança" improvisadas na sala do apartamento dele de madrugada. — Você está tensa — ele sussurrou perto do meu ouvido, o hálito quente me causou arrepios. — Tem muitas pessoas aqui, Alex. E meu pai está olhando. — Seu pai está ocupado discutindo charutos com os amigos. E se ele olhar, vai ver apenas dois amigos dançando. — Amigos não dançam assim. — apertei levemente o ombro dele. — Talvez sejamos amigos muito bons. — Ele sorriu, girando-me devagar. O mundo girou, as luzes, as flores, os rostos, e a única constante era ele. O olhar castanho fixo no meu. Senti meu coração derreter um pouco mais, se é que isso era possível. — Eu te amo. — sussurrei, a
Casal 2: 93 - Sinta a mudança de controle
ALEXANDER HAMPTON — O que deseja ter de mim, senhor Hampton? — ela sussurrou e o tom de sua voz fez meu sangue drenar da cabeça direto para o centro do meu corpo. Não respondi com palavras. Meus dedos foram aos botões que restavam fechados na camisa preta que ela usava. O tecido cedeu facilmente. Um a um, desfiz a barreira que me impedia de ver a obra de arte que eu sabia estar escondida ali embaixo. Abri a camisa. O ar escapou dos meus pulmões. Era devastador. A pele dela, pálida e macia sob a luz dourada do abajur, brilhava como porcelana. E ali, marcando seus quadris e o triângulo mais sagrado do meu mundo, estava a renda verde-esmeralda. Adornando o corpo dela como um presente embrulhado exclusivamente para mim. — Verde... — murmurei, meus olhos percorrendo cada curva, subindo para os seios que a camisa aberta agora revelava, os mamilos endurecidos pelo frio ou pelo desejo. — Definitivamente, é a minha cor favorita. Lizzy sorriu, mas eu não a deixei saborear a vitória
Casal 2: 94 - Implore adequadamente, Elizabeth
ELIZABETH WINTER O mundo ainda estava girando. Minhas terminações nervosas pareciam estar em curto-circuito, disparando faíscas de prazer residual por todo o meu corpo. Me sinto líquida, derretida nos lençóis. Meus braços doíam um pouco por mantê-los acima da cabeça, mas a gravata de seda verde nos meus pulsos era um lembrete constante de quem estava no comando agora. E, Deus, eu também adorava quando ele tomava o comando. Abri os olhos devagar, a visão ainda um pouco turva. Alex estava de pé ao lado da cama. Ele estava tirando a camisa branca, revelando o peito largo, os músculos definidos do abdômen cobertos por uma fina camada de pelos que descia em uma linha tentadora para dentro da calça social. Ele jogou a camisa em algum lugar no chão. Suas mãos foram para a fivela do cinto, em seguida abriu o zíper, empurrou a calça e a boxer para baixo, chutando-as para longe. Engoli em seco, minha boca subitamente seca novamente. Ele estava magnífico. Duro, grande, pronto. Veias
Casal 2: 95 - Casar doze vezes em um ano?
ALEXANDER HAMPTON — Você quer casar comigo? Meu cérebro travou. Minha primeira reação, instintiva e puramente biológica, foi o coração errar uma batida e depois disparar em um ritmo frenético. Levantei a cabeça do travesseiro, me apoiando no cotovelo para encará-la. — Isso... — Minha voz falhou, então pigarreei para recuperar a dignidade. — Isso é um pedido, Elizabeth? Lizzy soltou uma risada, aquele som rouco e delicioso que ela fazia quando estava relaxada e balançou a cabeça rapidamente. — Não, seu bobo. — Ela negou, traçando um círculo ao redor do meu mamilo com a ponta do dedo. — Não é um pedido. Eu sou tradicional o suficiente para esperar que você faça isso, eventualmente. É uma pergunta. Uma sondagem, digamos assim. — Uma sondagem. — Repeti, sorrindo de canto. — Típico de uma Winter. — Responda a pergunta, Hampton. A resposta era tão óbvia que chegava a ser ridícula. — Sim. — falei, sem hesitação. — Sim, eu quero. Eu quero casar com você. No futuro. Hoje.
Casal 2: 96 - Noivos
ALEXANDER HAMPTON A resistência começou a desmoronar. O empresário responsável estava perdendo a batalha para o homem apaixonado. — E o trabalho? — perguntei, mas a voz já não tinha tanta convicção. — Larissa. — Ela disse o nome prontamente. — Ela é ótima, Alex. Você sabe que ela é. Ela segura as pontas quando você não está. Promova-a. Dê a ela um aumento generoso e o título de gerente geral. Contrate um assistente para ela. Coloque um administrador financeiro para cuidar dos números se você não confia nela com o dinheiro. Você é o dono, não o escravo do seu negócio. — Você pensou em tudo, não é? — perguntei, um sorriso lento surgindo. — Eu sempre consigo o que quero, Hampton. É o que eu faço. — Ela sorriu de volta, triunfante. — E então? O que me diz? Puxei-a para baixo, beijando-a profundamente. Senti o gosto da vitória nos lábios dela e não me importei em perder. De alguma forma, eu sempre soube que faríamos essa e quantas viagens ela quisesse. — Você é uma bruxa. — s
Casal 2: 97 - Anúncio
ELIZABETH WINTER A cama parecia grande demais nessas últimas duas semanas. O espaço ao meu lado, onde o calor de Alex deveria estar, estava frio na maior parte das noites. E quando ele estava lá, era apenas por algumas horas preciosas de sono profundo e exausto antes que o despertador tocasse às cinco da manhã e ele sumisse novamente. Eu sabia que era por um bom motivo. Sabia que ele estava movendo montanhas para que pudéssemos viajar no tempo combinado. Mas isso não impedia que uma pontada egoísta de saudade apertasse meu peito toda vez que eu acordava e encontrava apenas o travesseiro dele amassado. Soltei uma risada baixa. — Lizzy? — A voz da minha mãe, me fez pular. — Você está rindo de quê? — Só... pensei em um meme engraçado que vi no celular. Viajei em pensamentos e esqueci completamente porque estava na casa dos meus pais. Faz três dias que Damian e Stella voltaram da lua de mel com a notícia de que eu seria tia novamente, mas precisava organizar o "jantar de boas