All Chapters of Querido chefe, os gêmeos não são teus!: Chapter 281
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Casal 2: 98 - Me tornei irrelevante na sua vida
ALEXANDER HAMPTON Eu podia ouvir o som do relógio no corredor. Tique. Taque. Olhei ao redor da mesa. As reações foram um estudo fascinante sobre a psicologia humana. Damian, que já sabia do namoro, mas não do noivado teve um engasgo com a água, mas vi o canto da boca dele tremer em um sorriso contido. Leah não esboçou reação. Mas foram os outros que congelaram o tempo. Elaine Winter estava com o garfo paralisado a meio caminho da boca. Ela olhava para Lizzy, depois para mim, depois para Lizzy de novo. Seu cérebro parecia estar reiniciando o sistema operacional. — Noivos?! — A palavra saiu da boca dela num guincho agudo. Ela se virou lentamente para William, que estava com as sobrancelhas tão levantadas que quase tocavam a linha do cabelo. — Querido... — Elaine disse, baixando o tom de voz. — Nossa Lizzy disse que está noiva. "Noiva" ainda tem o mesmo significado no dicionário, não é? Noiva quer dizer... casar? Quer dizer vestido branco e igreja? William pigarreou, re
Casal 2: 99 - A sedução de uma carta branca
ELIZABETH WINTER O silêncio na sala de jantar foi quebrado pelo som de uma cadeira sendo arrastada para trás quando minha mãe, numa velocidade surpreendente para alguém de salto alto, se levantou. Elaine Winter contornou a mesa, ignorando o protocolo de jantar que ela mesma impôs durante toda a minha vida, e veio até mim. Ela me puxou para cima, segurando-me pelos ombros com uma firmeza que me assustou por um segundo. Os olhos dela, marejados e brilhantes, varreram meu rosto como se estivesse procurando a criança que eu fui um dia. — Oh, Lizzy... — Ela soltou o ar, e então me abraçou. Foi um abraço de mãe, apertado e cheio de alívio. — Isso é uma ótima notícia, minha querida! Uma notícia maravilhosa! Ela se afastou um pouco, segurando meu rosto entre as mãos, examinando-me. — Minha menina vai casar... — Ela sussurrou, e então virou-se para meu pai, a voz ganhando força e um tom de vitória. — E com um bom partido! Um homem trabalhador, educado, amigo da família... Agora sim,
Casal 2: 100 - Tenho o direito de fazer o que eu quiser
ALEXANDER HAMPTON — Você vai viajar o mundo? E parte daqui a cinco dias? — ela sussurrou, a voz sumindo. — Isso tudo é uma piada, não é? Balancei a cabeça lentamente, mantendo o contato visual. — Não é uma piada, Stella. Tudo o que estou dizendo é muito sério. E você sabe... você me conhece. Sabe que eu não sou alguém que brinca com coisas assim. Stella soltou uma risada incrédula, passando as mãos pelo cabelo. Ela começou a andar de um lado para o outro na varanda, o vestido farfalhando. — Justamente! — Ela parou e apontou para mim. — Justamente por te conhecer, Alex, é que eu não estou entendendo nada! Nada do que eu soube agora faz sentido! O Alex que eu conheço é responsável e metódico. Ele não esconde noivados! Ele não larga a empresa que construiu do zero para virar nômade! Ele não... ele não abandona as pessoas! — Eu não estou te abandonando, Stella. — Parece que está! — Ela gritou, e Leah se encolheu no canto. — Eu entendo a sua mágoa. — falei, tentando manter a
Casal 2: 101 - Tailândia
ELIZABETH WINTER A manhã da partida amanheceu com um céu cinzento em Nova York, mas para mim, parecia que o sol estava brilhando à meia-noite. Meu corpo era feito de euforia pura. Nossas malas estavam prontas. Alex tinha sido metódico com a dele: rolinhos de roupas, organizadores, kit de primeiros socorros. A minha... bem, eu tive que sentar em cima dela para fechar o zíper, e tive que sacrificar três pares de sapatos de salto alto em prol de tênis de caminhada. Leah estava no volante do carro de Alex, que ficaria sob a guarda dela durante nossa ausência e buzinou lá fora, impaciente. — Vamos, casal! O avião não espera por ninguém, nem por super ricos! Minha mãe, segurava um lenço, já preparada para o drama. — Um ano... — Ela suspirou, alisando a lapela do casaco de Alex como se ele fosse um soldado indo para a guerra. — É muito tempo. Mas vou garantir que o casamento de vocês seja o evento da década. Já contratei um florista que trabalha exclusivamente com peônias importad
Casal 2: 102 - Noite em Bangkok
ALEXANDER HAMPTON Acordamos duas horas depois, não uma, com o céu lá fora tingido de um roxo profundo e as luzes da cidade começando a piscar como vaga-lumes. Lizzy estava animada demais. Ela pulou da cama, trocou a roupa de viagem por um vestido de algodão e sandálias, me arrastou para fora do quarto antes que eu pudesse sequer processar em que fuso horário eu estava. — Vamos, Alex! A noite é uma criança e eu estou faminta! Nossa primeira missão: transporte. Saímos do hotel e fomos imediatamente abordados por um exército de Tuk-Tuks. Eram triciclos motorizados, coloridos com neon, tocando música pop tailandesa no volume máximo. — Aquele! — Lizzy apontou para um Tuk-Tuk que parecia uma discoteca sobre rodas, cheio de luzes azuis piscantes. O motorista, um senhor com um sorriso de poucos dentes e óculos escuros à noite, nos acenou. — Lizzy, isso parece seguro? — perguntei, cético, olhando para a estrutura aberta que basicamente dizia "morte certa no trânsito". — Deixa d
Casal 2: 103 - O dia em que comi escorpião
ALEXANDER HAMPTONApesar de minhas negativas, nesse momento eu encarava um espeto de madeira contendo três escorpiões negros, brilhantes e, aparentemente, crocantes.Eles pareciam me encarar de volta, com seus ferrões curvados em um desafio póstumo.— Não. — repeti, pela terceira vez, balançando a cabeça. — Lizzy, isso é um aracnídeo. Isso tem veneno. Isso tem casca. Isso não é comida, é um erro da natureza que alguém decidiu fritar.Lizzy estava ao meu lado, segurando o próprio espeto com uma naturalidade perturbadora e ela riu.— O veneno é neutralizado pelo calor, Alex. É pura proteína. Crocante e salgadinho. — Ela balançou o espeto na frente do meu rosto. — Vamos lá. Você disse que poderia viver perigosamente comigo.— Perigosamente significa que posso pular de bungee jump, não comer o elenco de um filme de terror. — Recuei um passo. — Você primeiro.— Ah, não. — Ela negou com a cabeça, um sorriso astuto curvando os lábios. — Regra de parceiros: pulamos juntos. Nesse caso, comemos
Casal 2: 104 - Amanhã eu serei sua esposa
ALEXANDER HAMPTON — Camisa. Fora. — ela ordenou. Não precisei que me dissessem duas vezes. Desabotoei a camisa que eu usava e a joguei na poltrona. Me sentei na borda da cama, de costas para ela, esperando. Senti o colchão afundar quando ela subiu na cama, ficando de joelhos atrás de mim. Ouvi o som do óleo sendo despejado nas mãos dela, seguido pelo som suave dela esfregando as palmas para aquecê-lo. — Relaxe, Alex. — ela sussurrou. As mãos dela tocaram meus ombros. O toque era firme, quente e oleoso. Ela começou pelo trapézio, onde eu guardava toda a tensão das últimas semanas. Seus polegares cavaram os nós dos meus músculos com uma precisão que me fez soltar um gemido longo e baixo. — Isso... — murmurei, com a cabeça pendendo para frente. — Você está tenso demais, amor. — Ela comentou, subindo as mãos para o meu pescoço, massageando a base do crânio. — Precisa esquecer qualquer preocupada. Estamos aqui agora. — Estou tentando. — fechei os olhos, focando apenas na sensação
Casal 2: 105 - Tem uma coisa que eu preciso contar
ALEXANDER HAMPTON Lizzy não estava apenas vestida. Ela estava adornada como uma divindade que desceu à terra apenas para me lembrar de quão mortal e sortudo eu era. Lizzy usava um traje tradicional tailandês, um 'Chut Thai' que parecia ter sido tecido com fios de luz solar e realeza. O tecido era de uma seda dourada e texturizada, envolvendo o corpo dela com uma elegância que nenhum vestido de alta costura de Nova York jamais conseguiria replicar. A parte superior era um 'sabai', um xale de seda plissada em um tom creme que cruzava o peito dela, deixando um ombro nu e caindo pelas costas como uma cascata. A saia, ou 'pha nung', era de um brocado dourado com padrões em carmesim na bainha, ajustada na cintura e fluindo até os pés descalços. Mas não era apenas a roupa. Era ela. O cabelo escuro estava preso em um coque alto e elaborado, adornado com grampos de ouro e flores de jasmim. Ela usava um cinto dourado grosso na cintura e braceletes que tilintavam suavemente. A maquiagem e
Casal 2: 106 - Primeiro casamento
ELIZABETH WINTER Ele estava rindo. Eu tinha acabado de confessar o pecado original do nosso relacionamento, a fundação podre sobre a qual eu tinha construído nosso castelo, e Alexander Hampton estava rindo e apertando minha bochecha como se eu fosse uma criança travessa que roubou um biscoito. O alívio que me atingiu foi tão forte que minhas pernas tremeram. — Você levou essa vingança longe demais... Acredito que deveria te agradecer. — ele disse, os olhos castanhos brilhando com diversão e adoração. Soltei o ar, sentindo os meses de culpa evaporar no ar quente da manhã. Ele não estava bravo. Temi um pouco quando tomei essa decisão, mas algo dentro de mim sabia que era o momento certo e que nada mudaria. — Eu caí na minha própria armadilha, Alex. — confessei, dando um passo para dentro do abraço dele. — Entrei nisso com toda a arrogância do mundo. Achei que era imune. Mas ninguém me avisou... ninguém me deu o memorando de que era impossível não se apaixonar por você. Enc
Casal 2: 107 - Minha esposa
ELIZABETH WINTER A porta do banheiro se abriu, liberando uma nuvem de vapor quente e perfumado que se misturou ao ar fresco do quarto de hotel. Eu estava parada perto da cama, sentindo o carpete macio sob meus pés descalços, aguardando. O dia tinha sido uma montanha-russa de emoções espirituais e românticas, mas agora, com o sol posto e as luzes de Bangkok acesas lá fora, a santidade do templo parecia ter ficado para trás, dando lugar a uma devoção muito mais carnal. Alex saiu do banheiro. Meu fôlego engatou na garganta. Ele tinha secado o corpo, mas gotas de água ainda brilhavam em seus ombros largos e no peito definido, caminhos líquidos que desapareciam na toalha branca precariamente amarrada em sua cintura. O cabelo escuro estava úmido, penteado para trás com os dedos, deixando o rosto dele exposto, anguloso e devastadoramente bonito. Eu usava uma camisola branca, curta e transparente. O tecido era tão fino que parecia fumaça contra a minha pele, não escondendo abso