All Chapters of Querido chefe, os gêmeos não são teus!: Chapter 291
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Casal 2: 108 - Feliz primeira noite de núpcias
ELIZABETH WINTER — Alex... — supliquei, sentindo minhas pernas ficarem fracas. Uma das mãos dele soltou meu seio direito. Eu senti a falta do calor imediatamente, mas então a mão dele começou a descer. Desceu devagar. Passou pelo meu estômago, sentindo os músculos se contraírem com a passagem dele. Passou pelo elástico da calcinha fina. E continuou. A mão dele deslizou para baixo, entre as minhas pernas. Meus joelhos cederam e eu tive que me apoiar no vidro frio da janela para não cair. Ele não teve pressa. Com uma calma exasperante, ele abriu minhas dobras, afastando o tecido fino da calcinha, encontrando a umidade que já me denunciava. — Tão molhada... — Ele constatou, a voz vibrando nas minhas costas. Alex começou a acariciar ali, preguiçosamente. Dedos longos e experientes, deslizando, circulando e provocando. Ele não me dava o ritmo que eu queria, seguimos o ritmo que ele queria. Lento. Provocador. Fazendo-me esperar e implorar por cada toque. Joguei a cabeça
Casal 2: 109 - O amor nos deixa estúpidos
ALEXANDER HAMPTON Dizem que o amor cega. Eu discordo completamente. O amor não te deixa cego, mas ele te deixa estúpido. Essa foi a única conclusão lógica a que cheguei enquanto estava parado na beira de uma plataforma de metal, a cinquenta metros de altura, com um elástico grosso amarrado nos meus tornozelos e o vento quente da Tailândia batendo no meu rosto. Lá embaixo, um lago artificial verde-esmeralda parecia uma poça d'água vista de um microscópio. — Você está pronto, Sr. Hampton? — O instrutor gritou em inglês, com um entusiasmo que eu considerei pessoalmente ofensivo dadas as circunstâncias. Olhei para o lado. Lizzy já tinha saltado. Eu a vi cair gritando e rindo, um borrão de cabelos escuros e felicidade maníaca, e agora ela estava lá embaixo, em um barco de resgate, acenando para mim como uma formiguinha animada. "Pule, amor! É incrível!" — Eu podia quase ouvir a voz dela, mesmo com a distância. Respirei fundo. Doze horas atrás, eu estava jurando amor eterno e
Casal 2: 110 - Vietnã
ELIZABETH WINTER Se a Tailândia foi um sonho dourado e sedoso, o Vietnã nos atingiu como um despertador barulhento, vibrante e com cheiro de escapamento misturado a coentro. Aterrissamos em Hanói sob uma garoa fina que transformava a cidade em uma pintura aquarela cinzenta e verde. A viagem do aeroporto até o Old Quarter foi uma experiência de quase morte a cada trinta segundos. O conceito de "faixa de trânsito" aqui parecia ser apenas uma sugestão artística, não uma regra. Eram rios de motocicletas, carregando famílias inteiras, porcos vivos, geladeiras e pilhas de caixas que desafiavam a gravidade, tudo fluindo em uma cacofonia de buzinas. Segurei a mão de Alex no banco de trás do táxi, esperando ver aquele vinco de preocupação na testa dele, aquele que aparecia sempre que algo não seguia o protocolo de segurança padrão. Mas ele estava sorrindo. Ele estava com o rosto colado na janela, observando a confusão com a fascinação de uma criança. — Olha aquilo, Lizzy! — El
Casal 2: 111 - Nunca mais te deixo escolher o caminho
ELIZABETH WINTER A tarde caiu e o tour continuou. Bao nos levou para ver o Lago Hoan Kiem, com sua ponte vermelha icônica. A lenda da tartaruga gigante e da espada mágica parecia ganhar vida sob a névoa do crepúsculo. — A história deste país é feita de resistência. — Bao disse, sua voz suave competindo com o barulho da cidade. — Nós somos como o bambu. Nós nos curvamos com o vento da tempestade, mas não quebramos. E quando a tempestade passa, nós nos erguemos novamente. Quando o tour terminou, já era noite fechada. Bao nos deixou na entrada do Mercado Noturno de fim de semana, que tomava conta das ruas principais do bairro. — Cuidado com os pertences. — Bao avisou com um sorriso paternal. — Hanói é segura, mas batedores de carteira são rápidos como ninjas. Aproveitem a comida. Experimentem o Bun Cha. — Obrigado, Bao. Foi incrível. — Alex apertou a mão do guia com vigor. Ficamos sozinhos na multidão. O mercado era um organismo vivo. Barracas intermináveis vendendo de tudo, d
Casal 2: 112 - "Me ajude. Encontre a Chave"
ALEXANDER HAMPTON O som da tranca da porta do nosso quarto foi o barulho mais aliviador que ouvi em toda a minha vida. Encostei a testa na porta fechada por um segundo, sentindo a adrenalina começar a drenar do meu corpo, deixando para trás apenas uma exaustão pesada e o latejar irritante no meu ombro esquerdo. Virei-me para Lizzy. Ela estava parada no meio do quarto pequeno, parecia um pouco pálida, o cabelo grudado na testa pelo suor da corrida e o vestido manchado de poeira e fuligem. — Você está bem? — perguntei, desencostando da porta e indo até ela, minhas mãos buscando os braços dela para confirmar que ela estava inteira. Lizzy balançou a cabeça, soltando uma risada curta e nervosa. — Estou bem, amor. — Ela passou a mão pelo meu peito. — E você? Aquele homem te acertou? — Só de raspão. — Minimizei. O ombro ardia como fogo, mas era o menos dos problemas. Levei a mão ao bolso interno da minha jaqueta. Sob a luz amarelada do quarto, o envelope parecia ainda mais
Casal 2: 113 - Um escritório
ELIZABETH WINTER — Temos que descobrir o que essa chave abre. — Você tem certeza? — perguntei. Alex levantou os olhos para mim. — Se formos para a polícia sem saber o que é isso... — Ele tocou o bolso onde guardara o envelope vermelho. — Podemos estar entregando aquele garoto para a morte. Assenti, sentindo um calafrio percorrer minha espinha. Eu tinha pedido aventura, não tinha? Bem, o destino tinha um senso de humor peculiar e acabara de me entregar um filme de espionagem da vida real. — Tudo bem. — Respirei fundo, canalizando a Elizabeth Winter que topava qualquer coisa. — Vamos lá. Arrumamos nossas coisas, colocamos nossos documentos, cartões e celulares nos bolsos. Troquei as sandálias por tênis confortáveis e prendi o cabelo em um rabo de cavalo alto. Alex vestiu uma camiseta preta limpa, cobrindo o curativo, e jogou a jaqueta por cima. Saímos do quarto. Descemos as escadas na ponta dos pés, evitando os degraus que rangiam, como dois adolescentes fugindo de casa, e
Casal 2: 114 - O segredo do quarto 304
ELIZABETH WINTER Alex pegou o primeiro caderno. Abriu aleatoriamente. As páginas estavam cobertas de uma caligrafia meticulosa, em vietnamita, com datas e nomes. Muitos nomes. — É um diário. Ou um registro. Peguei a pasta de documentos. Estavam em inglês e francês, além de vietnamita. Meus olhos correram pelas linhas, tentando entender a linguagem burocrática. — "Projeto Lótus Negro"... — li em voz alta. — "Expropriação de terras"... "Relatórios de corrupção"... parecem provas. — Provas de quê? Folheei as páginas, sentindo o sangue gelar. Havia fotos de homens em reuniões, mapas de terrenos, cópias de transações bancárias. — O avô desse menino... ele estava documentando um escândalo de corrupção envolvendo terras e... — Parei em uma foto anexada a um relatório. — Alex. Olha esse homem. Apontei para a foto granulada de um homem de terno apertando a mão de um oficial militar. — Eu reconheço ele. Foi o cara que nos perseguiu no beco. O que segurava o pau. — Ele não é
Casal 2: 115 - Vocês salvaram a história
ALEXANDER HAMPTON O trajeto pelos telhados de Hanói não foi o passeio romântico que eu tinha em mente quando comecei essa viagem. Lizzy estava logo atrás de mim, saltava entre beirais de concreto e desviava de antenas parabólicas enferrujadas com a determinação de uma gata de rua. — Estamos perto. — sussurrei, verificando o mapa amassado na minha mão pela décima vez. — A linha pontilhada indica que devemos descer perto daquele templo vermelho. Descemos por uma escada de incêndio lateral que parecia ter sido instalada antes da Guerra do Vietnã e que gemia a cada passo nosso. Aterrissamos em um beco estreito. O rio Vermelho estava logo à frente. Caminhamos em direção à margem, onde a vegetação crescia alta e desordenada, escondendo a água da vista da rua. — Ali. — Lizzy apertou minha mão, apontando para um ponto onde o junco se movia. Havia um barco. Era um daqueles barcos de pesca tradicionais de madeira, longos e estreitos, com um motor de popa que parecia ter visto dias
Casal 2: 116 - Amigos de um ministro
ALEXANDER HAMPTON O barco continuou navegando por mais meia hora. O rio se alargou, as margens ficaram menos povoadas. Finalmente, o motor desacelerou. O garoto, Tao, guiou o barco para um píer de madeira privado, iluminado por lanternas suaves. Havia uma casa grande ao fundo, em estilo colonial francês, cercada por muros altos e árvores frondosas. — Onde estamos? — Lizzy perguntou, aceitando a mão do professor para desembarcar. — Tay Ho. — O professor respondeu. — A área do Lago Oeste. É onde vivem muitos diplomatas e oficiais. Aqui, vocês são intocáveis. Um carro preto, lustroso e blindado, nos esperava no final do píer. Um motorista de uniforme abriu a porta traseira. — Por favor. — O professor indicou o carro. — Ele os levará até a casa de hóspedes da propriedade. Há roupas limpas, comida e médicos esperando para ver esse ombro, Sr. Hampton. — Obrigado. — agradeci. — Descansem. — O professor pegou a caixa de metal novamente. — Eu vou levar isso para quem é de dire
Casal 2: 117 - O fogo e o oceano
ELIZABETH WINTER O sol da tarde em Hanói derramava um ouro líquido sobre a superfície do Lago Oeste, mas dentro do quarto da casa de hóspedes, a luz era suave e filtrada. Eu estava sentada diante de um espelho de moldura escura, entregue às mãos habilidosas de duas mulheres vietnamitas que o Ministro Tran tinha enviado. Mai e Linh. Elas não falavam muito inglês, mas a linguagem da beleza era universal. — Đẹp lắm (Muito bonito) — Mai sussurrou, alisando uma mecha do meu cabelo. — Ela disse que seu cabelo está muito bonito. — Linh traduziu. Agradeci e olhei para o meu reflexo, por um momento, não reconheci a mulher que me encarava de volta. Eu estava vestindo um Áo Dài tradicional de casamento. O tecido era uma seda vermelha tão vibrante que parecia pulsar com vida própria. Vermelho, a cor da sorte, da prosperidade e do fogo no Oriente. A túnica longa, ajustada perfeitamente ao meu tronco, descia até os meus tornozelos, dividida nas laterais a partir da cintura, revelando calç