All Chapters of Querido chefe, os gêmeos não são teus!: Chapter 311
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Casal 2: 128 - Brasil
ALEXANDER HAMPTON A descida de ônibus de Machu Picchu até o vilarejo de Aguas Calientes foi feita em um silêncio respeitoso. Minha mão não largou a de Lizzy nem por um segundo. Eu me sentia leve. A exaustão da trilha, a dor muscular, a falta de ar... tudo parecia ter ficado lá em cima, queimado pelo sol e levado pelo vento durante a cerimônia. Eu me sentia purificado. Mas, à medida que o ônibus descia as curvas em ziguezague e a altitude diminuía, uma nova sensação começou a tomar conta: a necessidade visceral de conforto humano básico. Descemos do ônibus na pequena cidade turística, que era cortada por um rio barulhento e trilhos de trem. — Alex... — Lizzy me chamou, parando na calçada. — O que foi, amor? — perguntei, preocupado. — Está passando mal? — Não. É que... eu acabo de avistar a coisa mais sagrada que vi nos últimos quatro dias. Segui o olhar dela. Ela estava olhando para a placa de um hotel boutique do outro lado da rua. A placa dizia: "INKATERRA MACHU PIC
Casal 2: 129 - Doze casamentos
ELIZABETH WINTER 2 ANOS DEPOIS... Estávamos na cabine da primeira classe do jato que nos levaria de volta para casa. Olhei pela janela, mas havia apenas um tapete infinito de nuvens brancas cobrindo o Oceano Atlântico. Foram um ano e dois meses viajando. Parecia uma eternidade e, ao mesmo tempo, um piscar de olhos. Olhei para o meu braço esquerdo, descansando no apoio de couro da poltrona. Onde antes havia apenas um relógio de ouro e diamantes, agora havia uma coleção colorida de fitas, cordões, sementes e metais. Doze símbolos. Doze votos. Doze versões de "eu aceito" ditas em línguas diferentes, sob céus diferentes, mas para o mesmo homem. Alex dormia ao meu lado. O assento dele estava reclinado e o rosto virado para mim. A pele estava bronzeada pelo sol de doze países, havia linhas finas de riso ao redor dos olhos que não existiam antes, e o cabelo estava um pouco mais comprido, mais selvagem. Estendi a mão e toquei a barba dele, lembrando de onde começamos a etapa segu
Casal 2: 130 - Um último casamento para realizar
ELIZABETH WINTER Descemos para o sul para o nono casamento. Toscana, Itália. Depois de tanta aventura, precisávamos de conforto. Alugamos uma vila em uma vinícola. A cerimônia foi simples, ao pôr do sol, entre as parreiras. Apenas nós, o dono da vinícola que oficiou a cerimônia, chorando mais que nós e muitas garrafas de Brunello. Comemos massa fresca, bebemos vinho, e dançamos descalços na terra morna. Foi o casamento do prazer. Prometemos nunca deixar a vida ficar ocupada demais a ponto de esquecermos de apreciar um bom prato de comida juntos. O décimo casamento foi no Marrocos. O deserto do Saara. Chegamos lá de camelo. Casamos em um acampamento berbere, sob um céu que competia com o dos Andes. A cerimônia foi tribal, com tambores e danças ao redor da fogueira. O vento soprava a areia, remodelando as dunas ao nosso redor. Dormimos em uma tenda de lã, ouvindo o silêncio absoluto do deserto. O décimo primeiro casamento foi na Austrália. Uma praia deserta em Wh
Casal 2: 131 - Pontada no útero
ELIZABETH WINTER O portão de desembarque do JFK é um lugar onde a humanidade colide. Havia motoristas de terno segurando placas com nomes, famílias chorando, turistas perdidos e o cheiro inconfundível de café queimado e pressa. Mas, no meio daquela multidão, havia um ponto de cor que eu reconheceria em qualquer lugar do planeta. Leah. Ela estava parada bem na frente da barreira de segurança, pulando nas pontas dos pés e segurava um cartaz feito à mão, com glitter, que dizia: "BEM-VINDOS DE VOLTA, SEUS TRAIDORES QUE ME ABANDONARAM POR UM ANO". Alex riu ao meu lado. — Acho que nossa carona chegou. Assim que Leah nos viu, ela soltou um grito que fez um segurança próximo levar a mão ao cinto. Ela largou o cartaz, correu, furou o bloqueio imaginário dos nova-iorquinos e se lançou sobre nós. O impacto quase nos derrubou. — SEUS IDIOTAS! SEUS LINDOS! — Ela gritava, abraçando nós dois ao mesmo tempo, um emaranhado de braços, perfume floral e lágrimas. — Vocês estão
Casal 2: 132 - Histórias, presentes e surpresa
ELIZABETH WINTER O jantar foi servido na sala formal, mas o clima era tudo, menos formal. A mansão Winter tinha risadas altas, crianças correndo ao redor da mesa e histórias absurdas sendo contadas. Comemos, bebemos vinho e contamos sobre as aventuras. Eles ouviam fascinados. Apollo e Orion estavam de boca aberta. — Você comeu um escorpião, pai? — Apollo perguntou. — Comi. E tem gosto de batata frita velha. — Alex respondeu, fazendo-os rir. Quando a sobremesa foi servida, troquei um olhar com Alex. — Acho que está na hora. — Falei. — Hora do quê? — Leah perguntou, com a boca cheia de torta. — Dos presentes. — Alex se levantou e foi até o hall, onde tínhamos deixado uma mala específica. A mala dos "contrabandos". Ele voltou arrastando a mala de couro caramelo estufada. Colocou-a no tapete da sala de estar e a abriu. Era como abrir a caixa de Pandora, mas em vez de males, saíram tesouros do mundo todo. — Ok, organização! — Chamei, sentindo-me o Papai Noe
Casal 2: 133 - A sorte já está lançada
ALEXANDER HAMPTON Acordar na cama de hóspedes da Mansão Winter era uma experiência desorientadora. Mas o peso familiar e quente sobre o meu peito me fez voltar para a realidade. Lizzy dormia profundamente, um braço jogado sobre mim, o rosto enterrado na curva do meu pescoço e o cabelo escuro estava espalhado pelo travesseiro. Olhei para o relógio de cabeceira. 07:15. Tínhamos pousado ontem. E hoje eu me casaria com ela pela décima terceira vez. Lizzy teria oficialmente meu sobrenome. Acariciei o ombro nu de Lizzy, traçando a linha da alça da camisola. Ela resmungou e se apertou mais contra mim. — Bom dia, amor. — sussurrei. Lizzy abriu um olho sonolento. — Bom dia, amor. — Ela bocejou, escondendo o rosto de novo. — Se eu fingir que estou em coma, minha mãe adia o casamento para amanhã? — Duvido. Ela te traria para o altar numa maca decorada com orquídeas. Lizzy riu. — Você tem razão. Levantamos com a relutância. Tomamos banho juntos, sem qualquer envolvimento s
Casal 2: 134 - Você escolheu bem, filha
ELIZABETH WINTER Se existia um purgatório chique, ele se parecia com o quarto de vestir da minha mãe. Eu estava sentada em uma cadeira giratória acolchoada há quatro horas. Minhas unhas das mãos e dos pés tinham sido lixadas e pintadas de um tom de nude tão específico que provavelmente tinha sido inventado pela NASA. Meu rosto tinha sido esfoliado, hidratado, massageado e coberto com máscaras de ouro, pepino e sabe-se lá mais o quê. Me sentia uma boneca de luxo sendo restaurada. — Mais champanhe? — Leah perguntou, aparecendo no meu campo de visão com uma garrafa na mão. Ela já estava no terceiro copo e usava um roupão de seda rosa com "Madrinha" bordado nas costas. — Leah, se eu beber mais, vou tropeçar no altar. — Avisei, tentando não mover os músculos do rosto por causa da máscara de argila. — Bobagem. Champanhe hidrata a alma. — Ela encheu minha taça mesmo assim. — Além disso, você precisa relaxar. Você está tensa. Ri, o que fez a máscara rachar um pouco. A porta s
Casal 2: 135 - O último e mais importante "sim"
ELIZABETH WINTER As portas duplas do Grand Ballroom do Plaza Hotel eram imensas, brancas e douradas, parecendo os portões do próprio Olimpo. Atrás delas, eu podia ouvir o zumbido abafado de quinhentas pessoas, a nata da sociedade nova-iorquina, parceiros de negócios do meu pai, amigos da minha mãe e curiosos que queriam ver se a "herdeira rebelde" realmente ia se casar. Mas, curiosamente, o meu mundo tinha encolhido. Toda a grandiosidade, o brilho dos lustres de cristal que eu sabia que estavam lá dentro, as milhares de peônias brancas e rosa pálido que minha mãe importou... tudo isso parecia cenário de fundo. A única coisa nítida, era a mão do meu pai segurando a minha e a certeza de que Alexander estava do outro lado. — Respire, Lizzy. — Meu pai sussurrou, dando um tapinha na minha mão pousada em seu braço. — Não me faça cair. Esses sapatos novos são escorregadios. Soltei uma risada nervosa. — Eu seguro você, pai. A música começou. Não a marcha nupcial tradicional de W
Casal 2: 136 - Fim
ELIZABETH WINTER — Amor, eu estou morrendo de fome. — Confessei. Alex riu. Foi uma gargalhada alta e aliviada. — É sério. Não comi nada o dia todo. Se eu não comer algo nos próximos cinco minutos, vou desmaiar na sua frente e arruinar o vídeo do casamento. — Faminta. Claro. — Ele beijou minha testa. — Sra. Hampton, a primeira missão oficial do seu marido será garantir que se alimente. — Por favor. — Pedi. — Pode ser qualquer coisa. Um canapé. Um pedaço de pão. — Espere aqui um minuto. Ele desapareceu por uma porta de serviço lateral. Fiquei ali, alisando a renda do meu vestido, olhando para os meus braceletes coloridos. Dois minutos depois, Alex voltou. Ele trazia um prato de porcelana com uma pilha precária de mini-hambúrgueres gourmets, dois rolinhos primavera e um guardanapo. — Eu interceptei um garçom. — Ele disse, triunfante. — Você é meu herói. — Peguei um mini-hambúrguer e o comi em duas mordidas, gemendo de prazer. Alex encostou na parede ao meu lado,
Casal 2: Bônus 1 - Podemos fazer nossa primeira tentativa
ELIZABETH WINTER DOIS ANOS DEPOIS... A chave girou na fechadura da porta dupla de carvalho, emitindo aquele clique satisfatório que significava "lar". Entrei no hall de entrada, soltando um suspiro longo enquanto deixava meus sapatos de salto alto no tapete. O silêncio da casa me envolveu, fui envolvida pelo cheiro reconfortante de alecrim e alho vindo da cozinha. Um ano e oito meses. Vinte meses desde que dissemos "sim" pela décima terceira vez no Plaza. Vinte meses desde que deixamos de ser nômades para criar raízes. E que raízes... Nossa nova casa era uma townhouse reformada em Greenwich Village, com tijolos expostos, um jardim nos fundos onde Alex insistia em tentar cultivar tomates com graus variados de sucesso e espaço suficiente para... bem, para o futuro. A vida tinha entrado em um ritmo que eu, surpreendentemente, amava. Alex continuava no comando da sua empresa, mas agora com limites saudáveis. Eu tinha assumido projetos seletos da Winter, trabalhando no meu