All Chapters of Querido chefe, os gêmeos não são teus!: Chapter 321
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Casal 2: Bônus 2 - Fusão de tudo em nós
ALEXANDER HAMPTON Subi as escadas da nossa casa como se Elizabeth não pesasse nada, alimentado por uma mistura potente de adrenalina, desejo e um instinto sexual que eu mal conseguia controlar. Ela tirou o DIU. Aquelas palavras ecoavam na minha mente como um tambor. Significava que não havia mais redes de segurança. Significava que cada toque, cada beijo, cada movimento a partir de agora carregava uma consequência divina. A possibilidade de criar vida. A possibilidade de ver a barriga dela crescer com um filho meu. A ideia era tão erótica que eu senti minha ereção dolorosa contra o tecido da calça. Chutei a porta do nosso quarto. A luz da lua entrava pelas janelas grandes, banhando a cama em prata e sombra. Caminhei até a cama e a depositei lá, mas não me afastei. Fiquei sobre ela, prendendo-a entre meus braços, olhando para a mulher que tinha virado meu mundo de cabeça para baixo e que agora queria construir uma família comigo. Ela estava linda. O cabelo espalhado no ed
Casal 2: Bônus 3 - O mais feliz entre os homens
ELIZABETH WINTER DOIS MESES DEPOIS... O papel tremia nas minhas mãos, não por causa do vento frio de outono, mas pela vibração interna que parecia ter tomado conta de cada célula do meu corpo. Eu estava parada na calçada, a dois quarteirões da clínica, segurando o envelope branco do laboratório que dizia: "Positivo." A palavra impressa em preto, ao lado dos números de Beta HCG que a Dra. Evans tinha circulado com uma caneta vermelha sorridente. Tínhamos levado apenas dois meses desde a retirada do DIU. A Dra. Evans tinha dito para termos paciência, que poderia levar algum tempo. Mas aparentemente, a fertilidade dos Hampton-Winter era tão impaciente e determinada quanto nós. Respirei fundo, sentindo o ar gelado encher meus pulmões, e comecei a andar. Meus passos eram rápidos e decididos. Essa era uma notícia que precisava ser entregue olho no olho. O letreiro do The Fox&Maple apareceu na minha visão. O café estava movimentado, o vidro embaçado pelo calor interno e pelo vap
Casal 2: Bônus 4 - Nascimento
ALEXANDER HAMPTON O tempo, descobri, que passa de uma forma engraçada quando se está esperando um filho. Às vezes ele se arrasta, como nas reuniões de orçamento, e às vezes ele voa, como um trem-bala desgovernado. Os meses seguintes passaram por grandes emoções, enjoos e revelações. SEGUNDO MÊS DE GESTAÇÃO: Lizzy já estava com oito semanas. Ela estava radiante, embora tivesse passado a manhã inteira abraçada ao vaso sanitário. Estávamos todos à mesa: William, Elaine, Damian, Stella, Leah e nós. Exceto às crianças, pois Maxine e Orion estavam gripados, então todos ficaram em casa. — Então... — Lizzy começou, pigarreando. Ela segurou minha mão por cima da toalha de mesa. — Temos uma novidade. — Nós estamos grávidos. — Eu completei rapidamente, sorrindo como um idiota. Houve um segundo de silêncio chocado. — AAAAAAAAAH! — Leah gritou, derrubando sua taça de vinho que, felizmente, estava vazia. — EU VOU SER TIA DE NOVO! Elaine levou a mão ao peito, pálida. — Um bebê.
Casal 2: Bônus 5 - A maior aventura de todas
ELIZABETH WINTER UM ANO DEPOIS... Dizem que o tempo é relativo. Eu aprendi isso escalando montanhas no Peru, onde cinco minutos pareciam horas, e aprendi isso de novo no último ano, onde doze meses pareceram doze segundos. Eu estava parada na porta, segurando uma xícara de café, observando a cena diante de mim. Alexander estava sentado no tapete, cercado por blocos de construção coloridos. Ele usava uma camiseta velha e calça de moletom, o cabelo despenteado e uma expressão de concentração muito intensa. À frente dele, nosso filho. Noah William Hampton. Completando um ano de idade hoje. Ele estava de pé, segurando-se na borda do berço de madeira, balançando as pernas gordinhas com a instabilidade de um marinheiro bêbado. Ele tinha os meus cabelos escuros, que caíam nos olhos e precisavam de um corte, mas os olhos eram de Alex. Castanhos, profundos, curiosos e, naquele momento, fixos na torre de blocos que o pai construía. Noah soltou um grito – "BABA!" – soltou o
Livro 3: Não Me Provoque, Doutora. 1 - Um estranho no terraço
LEAH HAMPTONO vento noturno de Nova York no terraço do Hospital Manhattan Grace não era gentil. Ele batia contra o meu jaleco branco, penetrava no meu scrub azul e gelava até os ossos, mas eu não me importava.Na verdade, eu agradecia. O frio era a única coisa que me lembrava de que eu ainda tinha um corpo, de que eu não era apenas uma máquina de costurar carne e preencher prontuários eletrônicos que funcionava à base de cafeína e ocasionalmente, de nicotina.Apoiei os cotovelos no parapeito de concreto, olhando para as luzes da cidade que se estendiam até o Central Park. Tremendo um pouco, se era de frio ou de raiva residual, eu não sabia dizer. Suspirei e tirei o maço amassado do bolso.Era um hábito nojento. Eu sabia. Eu era médica, pelo amor de Deus. Tinha passado anos na faculdade de medicina vendo pulmões pretos em potes de formol. Eu sabia exatamente o que a nicotina fazia com a vasoconstrição periférica.Mas naquele momento, depois de um plantão de 14 horas onde o Chefe de
Casal 3: 2 - Novo Diretor Executivo e Chefe de Medicina
LEAN HAMPTONDesci no andar da maternidade.Parei em frente ao banheiro de visitantes e me cheirei obsessivamente. Jaleco? Cheiro de hospital. Cabelo? Cheiro de xampu e um leve toque de fumaça.— Droga.Tirei um frasco de perfume da bolsa e borrifei uma nuvem de "Flowerbomb" sobre mim, depois masquei dois chicletes de hortelã extra forte.Pronta.Caminhei pelo corredor da ala VIP da maternidade. Essa ala era diferente do resto do hospital. O chão era acarpetado e as paredes tinham quadros de arte abstrata calmante.Parei na porta do quarto 405 e bati suavemente antes de entrar.A cena lá dentro fez meus ombros tensos relaxarem instantaneamente.A luz estava baixa. Alex estava sentado na poltrona reclinável, segurando um pacote pequeno nos braços, balançando suavemente. Lizzy estava na cama, cercada de travesseiros, com um laptop no colo, mas sorrindo para os dois homens da vida dela.— A tia favorita chegou. — Sussurrei, entrando.— Shh! — Alex sibilou. — Ele acabou de dormir. Não o a
Casal 3: 3 - Acidente massivo
MARKUS BLACKWOOD Do púlpito, eu tinha a visão perfeita do lugar que eu acabara de comprar. Ou melhor, que o conselho tinha desesperadamente colocado nas minhas mãos para evitar a falência. A festa tinha acabado. O Manhattan Grace tinha sido, por anos, um clube de campo glorificado onde a medicina era secundária à política interna. Não mais. Meus olhos varreram a terceira fila novamente. Dra. Leah Hampton. Ela estava pálida. A cor tinha drenado daquele rosto expressivo que, minutos atrás, no terraço, estava corado de indignação e frio. Ela tinha os lábios entreabertos e os olhos fixos em mim como se visse um fantasma. Gostei dela. Parecia ser uma das poucas que enxergava como as coisas funcionavam nesse lugar, mas eu vou mudar isso. Eu não estava ali para fazer amigos. Eu era um cirurgião cardiotorácico por formação e vocação, treinado para abrir o peito humano, parar o coração, consertá-lo e fazê-lo bater de novo. Tinha trocado o bisturi pela caneta de executivo não po
Casal 3: 4 - Não morra no meu plantão, seu filho da mãe
LEAH HAMPTON O centro de trauma era o inferno na Terra, e eu era o diabo regente daquele círculo específico. As portas duplas da entrada da ambulância não paravam de abrir. Gritos de dor, ordens latidas por médicos, o bip dos monitores cardíacos, o som de roupas sendo cortadas por tesouras. Era música para mim. — Leito 1, homem, 30 anos, trauma torácico fechado, PA 80 por 50, taquicárdico! — O paramédico gritou, empurrando a maca para dentro. O paciente estava cinza, lutando para respirar e os olhos revirando. Corri para o lado da maca, minhas mãos já enluvadas e o estetoscópio no pescoço. — Transfiram no três! Um, dois, três! Puxamos o lençol e o homem deslizou para o leito de trauma. — Vias aéreas! — Gritei. — Alguém pegue o laringoscópio, agora! Cinthia, acesso venoso bilateral, calibre 14 ou 16, o que você conseguir primeiro. Quero Ringer Lactato correndo aberto e peçam sangue O negativo, protocolo de transfusão maciça! Cinthia, a residente de pediatria que tinha
Casal 3: 5 - 25 horas exaustivas
LEAH HAMPTON O som do monitor cardíaco apitando ritmicamente a 85 batimentos por minuto era a coisa mais linda que eu já tinha ouvido em toda a minha vida. Quando a equipe do centro cirúrgico finalmente assumiu, levando minha paciente de apenas 15 anos para o andar de cima, eu senti como se alguém tivesse cortado as cordas que mantinham meu corpo em pé. Olhei para o relógio na parede manchada de sangue seco. 07:15 da manhã. Eu devia ter saído às dez da noite de ontem. Vinte e cinco horas. Eu estava acordada, operando, correndo e gritando há vinte e cinco horas ininterruptas. Tirei as luvas e minhas mãos tremiam de pura exaustão glicêmica e muscular. Caminhei até a pia de escovação no corredor. A água gelada atingiu minha pele, lavando o sangue seco dos meus antebraços, mas não conseguia lavar a sensação de cansaço nos meus ossos. — Você tem uma técnica de sutura vascular interessante. Não me virei. Eu já reconhecia aquela voz. Ela estava gravada no meu cérebro agora, a
Casal 3: 6 - Os fatos bastam
MARKUS BLACKWOOD A porta do meu escritório tremeu com as batidas violentas. Eu estava sentado atrás da minha mesa, a única peça de mobília que eu tinha mantido do antigo ocupante. O resto das tralhas decorativas eu já tinha mandado o zelador queimar ou doar. Eu gostava de espaços limpos e funcionais. Eu tinha tomado um banho rápido na suíte adjacente ao escritório e trocado a camisa manchada de sangue por uma cinza. — Entre. A porta se abriu com violência. Paulo Torres entrou. Ele ainda usava o smoking da festa de gala da noite anterior, agora amassado, a gravata borboleta desfeita pendurada no pescoço como uma forca frouxa. — COMO ASSIM EU ESTOU DEMITIDO?! O grito dele reverberou pelas paredes vazias. Terminei de assinar o formulário de rescisão contratual com minha caneta tinteiro, coloquei a tampa e voltei o olhar para ele. — Bom dia, Dr. Torres. Vejo que recebeu o e-mail do RH. — Está brincando? — Ele bateu as mãos na minha mesa, inclinando-se para frente. O