All Chapters of Querido chefe, os gêmeos não são teus!: Chapter 351
- Chapter 360
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Casal 3: 27 - Conhecer o castelo
LEAH HAMPTON O restaurante italiano era exatamente o tipo de lugar que eu esperava que Markus conhecesse, mas não o tipo de lugar onde eu esperava vê-lo com uma criança. Markus estacionou na vaga reservada pelo manobrista. Ele desceu primeiro, contornando o veículo para abrir a porta para mim, mas eu já estava com a mão na maçaneta traseira. — Deixa que eu ajudo o pequeno — falei, sorrindo para ele enquanto abria a porta. Mark estava lutando contra o cinto da cadeirinha e as pernas balançando no ar. — Está preso, Mark? — Perguntei, inclinando-me para dentro do carro. — O botão é duro. — Ele bufou, fazendo uma careta de esforço. Apertei o botão de liberação e soltei as tiras. Mark escorregou para fora da cadeira e segurou meus braços para pular para a calçada. O jeito como ele confiou no meu equilíbrio trouxe uma onda de nostalgia. Ele me lembrava Apollo, quando tinha essa idade. — Pronto. — Ajeitei o casaco dele. Markus estava parado na calçada, nos observando. —
Casal 3: 28 - Apenas agradável?
LEAH HAMPTON A cobertura de Markus Blackwood era exatamente como eu imaginava: impressionante, cara e fria. Muito preto e cinza. A vista era de tirar o fôlego. — Bem-vinda a nossa morada. — Markus disse, fechando a porta atrás de nós. — É lindo. — Falei, sincera. — E um pouco perigoso para uma criança, não? Todas essas quinas... — Já mandei colocar proteção em tudo. Mark, revigorado pela mudança de cenário, pegou minha mão. — Vem! Vem ver! Ele me arrastou pelo corredor. Markus nos seguiu, com as mãos nos bolsos, parecendo um turista na própria casa. O quarto de hóspedes tinha sido transformado. Havia uma cama com edredom de super-herói, uma montanha de Legos no canto e desenhos colados na parede com fita crepe azul. — Uau. — Exclamei. — Isso é muito legal, Mark. Ele me mostrou cada brinquedo. Cada desenho. Eu sentei no chão com ele, ouvindo atentamente. Depois de meia hora, Mark começou a coçar os olhos e ficar irritadiço. — Hora do banho e soneca. — Markus anun
Casal 3: 29 - Fiscalização do Ceifador
LEAH HAMPTON Segunda-feira. O alarme tocou às 05:30, mas, pela primeira vez em meses, não acordei com vontade de arremessar o celular contra a parede. Acordei com um sorriso estúpido no rosto e uma memória sensorial vívida do toque de Markus Blackwood. Enquanto a água quente do chuveiro corria pelas minhas costas, tentei lavar as imagens do domingo da minha mente. Cheguei ao hospital às 06:45. Vesti meu pijama cirúrgico, coloquei o jaleco branco e pendurei o estetoscópio no pescoço. Tudo estava no lugar. Caminhei até o posto de enfermagem da Ala de Trauma. O quadro branco estava lotado. — Bom dia, Dra. Hampton. — A enfermeira-chefe, Grace, me cumprimentou sem tirar os olhos do computador. — Temos casa cheia. E uma cirurgia grande agendada para as onze que foi solicitada prioridade. Sala 4. — O Sr. Hamilton? — O próprio. O empalado. Assenti. — Reúna os residentes. Quero fazer a seleção agora. Cinco minutos depois, quatro residentes de cirurgia geral estavam alinhados no cor
Casal 3: 30 - Não me provoque, doutora
LEAH HAMPTON A Sala de Cirurgia 4 era o meu hábitat. O Sr. Hamilton já estava coberto pelos campos azuis estéreis. A única parte visível dele era a área grotesca onde o vergalhão de metal enferrujado entrava e saía do corpo. — Muito bem. — Falei, estendendo as mãos para que a instrumentadora calçasse minhas luvas. — O plano é o seguinte: Chang, você fica no abdômen. Oladipo, tórax. Vamos abrir simultaneamente. Incisão tóraco-abdominal esquerda. — Bisturi. O metal frio tocou minha mão. — Incisão. A cirurgia começou. Foi técnica e bonita à sua maneira. Expusemos o trajeto do objeto. Era um pesadelo anatômico. O metal tinha perfurado o diafragma, lacerado o lobo esquerdo do fígado e passado a milímetros do pericárdio. — Cuidado com a retirada. — Avisei, minha voz abafada pela máscara. — Sterling, pare de respirar no meu pescoço e olhe o monitor. — Sim, Doutora. — Preparar para a extração. — Segurei a extremidade do vergalhão com uma pinça de força, enquanto Chang
Casal 3: 31 - Tão linda que dói
LEAH HAMPTON O "relatório" começou com uma colisão. Markus não perdeu tempo. Assim que seus lábios capturaram os meus, qualquer vestígio de protocolo hospitalar evaporou. Ele beijava com intensidade, com comando absoluto, sem deixar espaço para dúvidas ou hesitações. Minhas costas bateram contra a superfície dura de um armário lateral antes que ele me girasse, impulsionando meu corpo em direção à sua mesa. — Markus... — Tentei falar, mas o som foi engolido pela boca dele devorando a minha. Com um único movimento de seu braço, ele varreu uma pilha de pastas, canetas e o que parecia ser um relatório financeiro trimestral. O som dos objetos caindo no carpete grosso foi abafado, insignificante diante da respiração pesada que preenchia a sala. Ele me içou pela cintura. Senti meus pés saírem do chão e, em seguida, senti a mesa sob minhas coxas cobertas pelo tecido fino do pijama cirúrgico. — Você disse que estava aberta a dar uns amassos escondidos... — Ele murmurou contra o m
Casal 3: 32 - Reunião produtiva com o Sr. Blackwood?
LEAH HAMPTON — Markus. — Minha voz mudou, ficando fria e alerta. — A TV. Ele se virou, seguindo meu olhar. — O que foi? Ele caminhou até a mesa e pegou o controle remoto, aumentando o volume. A voz da âncora do telejornal preencheu o escritório. “...confirmamos agora há pouco com a direção da penitenciária estadual. Paulo Torres, ex-chefe de cirurgia do Hospital Manhattan Grace, acusado de múltiplos homicídios e adulteração de medicamentos, foi morto no início desta tarde durante uma rebelião no pavilhão B.” — Morto? — Sussurrei. Markus permaneceu imóvel, os olhos fixos na tela. “Segundo fontes oficiais, Torres foi encurralado por outros detentos no pátio. Ele sofreu ferimentos múltiplos e fatais antes que os guardas conseguissem intervir. Ele foi declarado morto na enfermaria da prisão às 13:45.” A imagem na tela mudou. Agora mostrava uma casa simples no subúrbio. Repórteres cercavam uma mulher de meia-idade. Reconheci-a imediatamente. Era a mãe de Jonas, o garoto
Casal 3: 33 - Indefinidamente
MARKUS BLACKWOOD — Vai, pai! Usa o raio! Usa o raio! — Mark gritava, pulando no sofá. Eu segurava o controle do videogame e meus dedos, treinados para realizar suturas microscópicas em artérias coronárias, pareciam incapazes de fazer um encanador bigodudo fazer uma curva fechada sem cair num abismo de lava. — Eu estou tentando, Mark. — Resmunguei, inclinando o corpo para a direita como se isso fosse ajudar o personagem na tela. — Mas esse macaco no carro conversível está trapaceando. — É o Donkey Kong! — Mark riu, uma risada genuína e desinibida que encheu a sala. — Ele é forte, mas você é mais rápido se pegar a estrela! Tentei pegar a tal estrela. Errei por milímetros e bati numa bananeira, girando na pista. — Ah, não! — Mark cobriu os olhos com as mãos, dramatizando a minha derrota. — Último lugar de novo, pai! Larguei o controle no sofá, fingindo exaustão. — Eu desisto. Não nasci para ser piloto de corrida de karts mágicos. Mark largou o controle dele que tinha ch
Casal 3: 34 - Casado, chefe ou bandido. Qual dos três?
LEAH HAMPTON — TEQUILA! O grito de Stella ficou acima da batida eletrônica ensurdecedora da boate. Estávamos no The Box, um dos lugares mais exclusivos de Manhattan. Como entramos na área VIP? Eu não fazia ideia, mas suspeitava que o charme agressivo de Lizzy e o decote vertiginoso de Stella tinham algo a ver com isso. — Eu não vou beber tequila! — Gritei de volta, tentando ser a voz da razão. — Amanhã eu tenho plantão! — Amanhã é sexta-feira! — Lizzy rebateu, empurrando um copo pequeno na minha mão. — E você é a Chefe agora! Vira! Olhei para as minhas duas melhores amigas. Stella usava um vestido de lantejoulas douradas e parecia uma deusa nórdica em férias. Lizzy estava com um macacão de couro preto que a fazia parecer uma espiã sexy. Ambas eram mães, ambas eram casadas, e ambas estavam desesperadas por uma noite longe de fraldas, maridos e responsabilidades. Elas tinham deixado as crianças com os pais e declarado que esta seria a "Noite das garotas". E aparentemente
Casal 3: 35 - Sensível?
MARKUS BLACKWOODDOMINGO, 19:00.Dessa vez consegui deixar Mark com outra babá, me preparei adequadamente arranjando uma babá para os fins de semana. O endereço de Leah ficava no Upper West Side. Quando toquei a campainha, senti uma ansiedade juvenil agitar meu estômago, enquanto esperava segurando uma garrafa de Barolo safra 2016. A porta se abriu. Leah estava parada ali, emoldurada pela luz dourada que vinha de dentro do apartamento, em sua versão de casa que parecia ter saído dos meus sonhos mais febris. Ela usava um vestido curto, numa cor champanhe suave e o tecido era fino, sugerindo as curvas sem revelar tudo explicitamente. As alças eram finas, expondo os ombros e a clavícula delicada. O cabelo estava solto, caindo em ondas naturais, e ela estava descalça. — Oi. — Ela sorriu, e os olhos castanhos brilharam. — Pontual como um relógio suíço. — É minha maior virtude. — Minha voz saiu um pouco mais rouca do que o planejado. Estendi a garrafa. — Para o jantar. — Otimis
Casal 3: 36 - Grande em todos os lugares
LEAH HAMPTON Quando ele fechou a porta foi o sinal definitivo de que isso aconteceria mesmo. Aqui dentro, sob a luz âmbar e trêmula das velas que eu tinha acendido apressadamente, restava apenas o essencial: um homem, uma mulher e uma tensão sexual que já durava tempo demais. Eu não estava mais com o vestido. Enquanto ele lavava a louça, eu tinha trocado por algo que não exigisse paciência para ser removido e que fosse bastante estimulante aos olhos. Eu usava apenas um body de renda preta, cavado, transparente nos lugares certos, que deixava minhas pernas completamente expostas e destacava a curva da minha cintura. Markus se virou. Quando seus olhos me encontraram no centro da cama, o ar pareceu ser sugado dos pulmões dele. Ele parou, a mão ainda na maçaneta, como se precisasse de um segundo para processar a visão. Ele parecia grande naquele quarto. Imponente. Masculino de uma forma que fazia minha boca secar. — A louça está lavada. — Ele disse, a voz saindo num registro gra