All Chapters of Querido chefe, os gêmeos não são teus!: Chapter 361
- Chapter 370
426 chapters
Casal 3: 37 - Necessário. Vital.
LEAH HAMPTON Senti a cabeça dele forçando a entrada, esticando-me, abrindo espaço onde antes não havia nada. Fechei os olhos e soltei um gemido longo quando ele deslizou para dentro, centímetro por centímetro. Era uma sensação de preenchimento total, uma pressão deliciosa que irradiava para o meu ventre. — Olhe para mim, Leah. — Ele pediu. Abri os olhos. Ele estava me observando com uma intensidade feroz, monitorando cada reação minha enquanto enterrava-se fundo. Quando ele chegou ao final, quando nossos corpos estavam completamente encaixados, ele parou por um segundo. — Perfeito. — Ele gemeu. — O encaixe é perfeito. Abracei as costas dele com minhas pernas, puxando-o mais para mim, eliminando qualquer espaço que sobrasse. Markus começou a se mover. O ritmo era lento no início. Ele recuava quase até sair, deixando-me vazia e ansiando por ele, e então voltava com uma estocada longa e firme que atingia o ponto exato lá no fundo. — Ah, Markus... — Minha cabeça caiu para
Casal 3: 38 - Você está falando com seu superior
LEAH HAMPTON Acordei com o alarme tocando às 6 horas. Markus já tinha ido embora. Ele tinha saído por volta das quatro da manhã, sussurrando um pedido de desculpas no meu ouvido e um beijo na testa, murmurando algo sobre "chegar em casa antes que o Mark acorde". Eu voltei a dormir logo depois. Deveria ter sido aquele tipo de segunda-feira onde você sorri para estranhos no metrô e acha que o café da máquina tem gosto de Nespresso. Afinal, eu tinha passado a noite mais incrível da minha vida nos braços do homem que eu estava gostando. Mas, ao chegar ao hospital, a bolha de felicidade estourou antes mesmo de eu trocar de roupa. — Dra. Hampton! — Grace, a enfermeira-chefe do Trauma, me interceptou antes que eu chegasse ao vestiário. O rosto dela estava vermelho de raiva. — Bom dia, Grace. O que houve? Algum residente matou alguém? — Pior. — Ela bateu uma folha de papel na minha mão com tanta força que estalou. — O Escritório Executivo matou a minha escala. Franzi a testa,
Casal 3: 39 - Trabalho e prazer não se misturam
LEAH HAMPTON Markus desencostou da mesa. Ele cresceu pra cima de mim, toda a altura dele estava sendo usada para intimidar. — Não misture as coisas. O que acontece na sua casa ou na minha cama não tem nada a ver com a gestão deste hospital. Aqui, eu tomo as decisões difíceis para garantir que este prédio continue aberto daqui a cinco anos. Se eu não cortar custos, Leah, não vai ter trauma, não vai ter enfermeira, não vai ter hospital para você operar. Vamos falir. — Então corte do marketing! Corte dos jantares da diretoria! Não corte de quem salva vidas! — Eu cortei de tudo isso! — Ele gritou de volta, perdendo a compostura pela primeira vez. — Você acha que eu gosto disso? Você acha que eu acordo de manhã pensando "hum, quem eu vou ferrar hoje?" Eu estou tentando reequilibrar um navio que estava afundando, Leah! E eu preciso que meus chefes de departamento colaborem, não que entrem aqui gritando como crianças mimadas que perderam o brinquedo! — Criança mimada? — Minha voz s
Casal 3: 40 - Você pode ser uma megera quando quer
MARKUS BLACKWOOD O dia se arrastou. Fiquei trancado no escritório, mergulhado em números, mas minha mente estava no andar de baixo. Eu ficava checando o pager, esperando um chamado de desastre no Trauma, esperando que a previsão sombria de Leah se concretizasse só para provar que eu estava errado e ter um motivo para pedir desculpas. Nada aconteceu. O hospital seguiu funcionando assim como esperado. Ela tentou se rebelar e seguir a escala antiga mas ordenei novamente o ajuste. Às 19:00, dispensei Margareth e peguei minha pasta. Eu estava exausto. Desci pelo elevador executivo até a garagem. O concreto cinza e frio combinava com meu humor. Caminhei até meu carro. E lá estava ela. Leah estava encostada no capô do meu Aston Martin. Ela usava a mesma roupa da manhã, mas parecia ainda mais cansada do que eu. Os braços estavam cruzados e a cabeça baixa. Parei a alguns metros de distância. O som dos meus passos a fez levantar a cabeça. Nossos olhares se encontraram. —
Casal 3: 41 - Você é namorada do meu pai?
LEAH HAMPTON Passamos em casa e tomei banho, agora tinha minha bolsa com roupas para o dia seguinte jogada no banco de trás, e minha mão descansava casualmente na coxa dele enquanto Markus dirigia. Quando o elevador se abriu na cobertura, fomos recebidos por um aroma delicioso de assado e pelo som de desenho animado. — Leah! — Mark gritou assim que nos viu, abandonando seus carros de corrida no tapete e correndo em nossa direção. O abraço dele nas minhas pernas foi tão espontâneo e caloroso que senti o último vestígio do estresse do dia derreter. Olhei para Markus, que observava a cena com um sorriso suave, aquele olhar de "pai orgulhoso" que ainda parecia novo e um pouco desconfortável nele, mas incrivelmente atraente. — Oi, Mark! — Abaixei-me para ficar na altura dele. — Como foi o seu dia? — Fiz uma garagem! — Ele apontou para uma estrutura de livros e almofadas. — E a babá me deixou comer dois cookies. — Dois? Que rebelde. — Pisquei para ele. Markus dispensou a gove
Casal 3: 42 - Uma jogadora impiedosa
MARKUS BLACKWOOD — A Leah é sua namorada? Olhei para Leah. Ela estava com os olhos arregalados, tensa. Ela parecia aterrorizada com a perspectiva da resposta. Olhei para Mark. Ele estava apenas curioso, esperando uma definição para o mundo dele. Não havia por que mentir. Nem havia por que complicar as coisas tentando explicar os termos de uma "amizade colorida". — Sim, Mark. — Respondi, sem enrolação. — Ela é minha namorada. — Ouvi Leah prender a respiração ao meu lado. Olhei para Mark, avaliando a reação dele. — Tudo bem para você? Mark olhou para Leah, depois para mim, depois para a tela da TV. — Sim. — Ele assentiu, decisivo. — A Leah é a adulta mais divertida que eu conheço. Ela sabe fazer drift no jogo. E ela é muito bonita. Eu quero ser amigo dela. Senti um sorriso enorme, se abrir no meu rosto. Olhei para Leah. Ela estava derretida. Os olhos brilhavam, e ela olhava para Mark com uma ternura que me fez querer beijá-la ali mesmo. — Obrigada, Mark. — Ela sussurr
Casal 3: 43 - Eu comando a primeira volta
MARKUS BLACKWOOD O colchão cedeu sob o nosso peso quando a depositei no centro da cama, seguindo seu corpo imediatamente. Não houve pausa para recuperar o fôlego, nem momento de hesitação. Leah puxou minha camiseta pela gola, forçando minha boca contra a dela. — Vamos pular as preliminares... — Ela murmurou contra meus lábios, as mãos descendo para o cós da minha calça de moletom. — Garanto que não preciso de preparação. — Eu pretendia ser mais educado. — Murmurei, mordendo o lábio inferior dela e puxando até que ela arfasse. — Mas farei a vontade da dama. Fiquei de joelhos sobre ela, minhas pernas ladeando seus quadris. A visão dela ali, deitada naquela posição, nos meus lençóis... era a visão mais bonita e erótica que eu já tinha tido. E saber que ela era minha namorada, oficialmente, apenas intensificava a posse que queimava no meu sangue. Tirei minha camiseta num movimento rápido, jogando-a em algum lugar no escuro do quarto. Em seguida, minhas mãos foram para a camiset
Casal 3: 44 - "Overdose de orgasmos"?
MARKUS BLACKWOOD — ...eu quero brigar com você todo dia. Ela riu, mas o riso se transformou num gemido quando aumentei a pressão das mãos, segurando seus quadris e ajudando no ritmo. A visão era erótica demais. O corpo dela contra o meu, a pele suada brilhando, a forma como os músculos do abdômen dela se contraíam. Eu podia ver onde nossos corpos se uniam, o sexo úmido e deslizante, a prova física de que estávamos conectados. — Mais rápido... — Ela pediu, jogando a cabeça para trás, o pescoço longo e elegante exposto. — Markus, mais rápido. Eu obedeci. Mas eu não podia mais ficar passivo. A necessidade de dominá-la, de tomá-la de um jeito que a fizesse esquecer o próprio nome, rugiu dentro de mim. — Vamos mudar. Sentei-me na cama, trazendo-a comigo sem desconectar nossos corpos. Beijei-a com força, engolindo o protesto dela, Leah correspondeu o beijo e tentou voltar a me cavalgar, mas nos desconectei e girei nossos corpos. Leah arfou quando se viu de quatro no colchão, c
Casal 3: 45 - É tarde demais para reabilitação
LEAH HAMPTONO despertador não tocou, mas meu relógio biológico, treinado por anos de rondas na madrugada e cirurgias de emergência, me puxou do sono às seis.Por um breve momento, senti aquela desorientação clássica de quem acorda numa cama que não é a sua. O colchão era mais firme que o meu, o lençol tinha uma contagem de fios que beirava o obsceno de tão macia, e o cheiro... de homem.Virei o rosto no travesseiro. Markus estava dormindo de bruços, um braço jogado possessivamente sobre a minha cintura, mantendo-me colada a ele. O rosto dele estava relaxado, quase juvenil. A luz cinzenta da manhã filtrava pelas cortinas, pintando sombras suaves nas costas largas e nuas dele.Senti um sorriso bobo, curvar meus lábios. Eu estava totalmente na dele. E, pelo visto, ele também estava na minha.Me movi devagar para não acordá-lo, mas o braço dele apertou minha cintura reflexivamente.— Não ouse sair daqui. — A voz dele era um murmúrio rouco, vibrando contra o travesseiro.— Eu tenho que tr
Casal 3: 46 - Você está saindo com o Diretor Blackwood?
LEAH HAMPTON Descemos para a garagem. O trajeto até o hospital foi rápido, mas parecia existir numa bolha de tempo suspensa. Markus segurou minha mão o caminho todo, entrelaçando nossos dedos. Falamos sobre coisas triviais, como o trânsito, o tempo, o fato de que a Sra. Higgins tinha colocado canela demais no café. Quando nos aproximamos da zona hospitalar, decidi que era hora da separação. — Aqui está bom. — Apontei para a esquina da Rua 52 com a Avenida, duas quadras generosas antes da entrada principal. Markus encostou o carro e olhou para fora, medindo a distância. — É longe, Leah. Está ventando. — Antes era o calor que me faria suar, agora é o frio. — Eu sou feita de material resistente. — Desafivelei o cinto. — Obrigada pela carona, Sr. Blackwood. Virei-me para ele. Markus me olhou de um jeito que fez o ar dentro do carro ficar rarefeito. — Tenha um bom dia, Leah. — Ele se inclinou e me beijou. Não foi um beijo de despedida casual. A mão dele foi para a minha nuca, apro