All Chapters of Querido chefe, os gêmeos não são teus!: Chapter 371
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Casal 3: 47 - Convocada para o comitê de ética
LEAH HAMPTON — Denúncia. — Repeti a palavra, sentindo um gosto amargo l na boca. — Eles estão falando em denúncia formal ao RH por conflito de interesses? — Estão falando de tudo, Leah. — Cinthia sussurrou. — Conflito de interesses, nepotismo, troca de favores. O Sterling, aquele residente babaca que você cortou da cirurgia do Henderson, está liderando o coro. Ele diz que o único motivo para você ser tão jovem e Chefe de Trauma é porque você "conhece os caminhos certos para o topo". Aquele velho discurso misógino. Se uma mulher sobe rápido, é porque dormiu com alguém. Se um homem sobe rápido, é porque é um gênio. Respirei fundo, forçando meus ombros a relaxarem. — O Sterling é um idiota frustrado que não sabe suturar um fígado sem tremer. — Falei, ajeitando meu coque. — E a denúncia? Bem, é um direito deles. O manual do hospital permite denúncias anônimas sobre conduta ética. Se eles acham que eu estou violando as regras, que denunciem. Cinthia me olhou como se eu tivesse d
Casal 3: 48 - O maior fã dela
MARKUS BLACKWOOD Assim que a porta se fechou atrás de Leah, o silêncio na sala 402 mudou de textura. Deixou de ser um tribunal de inquisição e tornou-se um escritório desconfortável. Eleanor Vance tirou os óculos e massageou a ponte do nariz. Abernathy parou de escrever. — Bem... — Eleanor suspirou. — Isso foi inesperado. Normalmente eles negam até a morte e vocês dois admitiram sem pestanejar. — Não temos nada do que nos envergonhar, Eleanor. — Falei pela primeira vez desde que meus olhos encontraram os de Leah. — A Dra. Hampton e eu, não temos medo da verdade. Levantei-me da cadeira, abotoando o paletó. — O fato está estabelecido. Eu e a Dra. Hampton estamos num relacionamento. É recente, é consensual e não viola a política de nepotismo. — Markus. — Abernathy pigarreou. — Você sabe que isso é uma área cinzenta. Ela se reporta a você em última instância. — Todos neste hospital se reportam a mim em última instância, Abernathy. Se eu namorasse a senhora do café, seria c
Casal 3: 49 - Dois drinks
LEAH HAMPTON O final do turno trouxe aquela sensação peculiar de liberdade com exaustão óssea que só quem trabalha em um hospital conhece. Era como se, ao cruzar as portas automáticas de vidro para o ar noturno de Nova York, eu estivesse despindo uma segunda pele pesada. Peguei meu celular enquanto caminhava para a saída dos funcionários. Eu: Estou saindo do trabalho. Indo encontrar a Cinthia agora. Guardei o aparelho no bolso do casaco antes que Markus pudesse responder. Eu teria um momento "sem Markus" para processar o fato de que minha vida agora era "muito Markus".Avistei Cinthia parada perto da guarita de segurança, tremendo levemente no vento frio, abraçada à própria bolsa. Quando me viu, ela abriu um sorriso radiante. — Leah! — Ela acenou. — Achei que tivesse sido sequestrada por alguma emergência de última hora. — Quase. O Dr. Morris tentou me arrastar para discutir a escala do mês que vem, mas eu usei minha técnica ninja de fingir que recebi um bipe e fugi. Cinthi
Casal 3: 50 - Você é minha fonte de energia
LEAH HAMPTON Parei na calçada, sentindo meu coração dar um salto. Markus estava deslumbrante. Sexy de um jeito casual que eu raramente via. — O que ele faz aqui? — Cinthia sussurrou, chocada. — Aquele é o chefe, né? Caminhei até ele, tentando manter a compostura, mas sabendo que eu estava sorrindo. Markus desencostou do carro quando nos aproximamos. O olhar dele caiu sobre mim, antes de passar brevemente para Cinthia e voltar para mim. — Boa noite, senhoritas. — O que você está fazendo aqui, Markus? — Perguntei, parando na frente dele. — Eu disse que ia chamar um motorista se precisasse. — E eu me ofereci para a vaga. — Ele deu um meio sorriso de deixar as pernas bambas, trapaceiro. — Imaginei que você não chamaria ninguém. Você é teimosa demais. Então, vim garantir que o patrimônio mais valioso do hospital e o meu pessoal chegue em casa inteiro. — Mas... — Olhei para ele, confusa. — Como você sabia onde estávamos? Markus deu de ombros, como se fosse óbvio. — Ded
Casal 3: 51 - Churrasco com a família
LEAH HAMPTON Estávamos no apartamento de Markus. O jantar tinha sido tranquilo. Mark já estava dormindo no andar de cima, exausto. Estávamos no sofá, eu com as pernas sobre o colo de Markus, ele massageando meus pés enquanto assistíamos a um documentário sobre arquitetura que ele adorava e eu fingia entender. — Markus? — Hum? — Ele não tirou os olhos da tela, onde um arquiteto dinamarquês explicava a importância da luz natural. — Minha irmã, Stella... ela vai fazer um churrasco neste domingo. Na casa dela. As mãos dele pararam de massagear meu pé por um segundo, depois recomeçaram. Ele virou o rosto para me olhar. — Um churrasco? — É. Uma tradição de família que ela aprendeu com sua ex-babá brasileira. — Mordi o lábio, sentindo nervosismo. — Minha família toda vai estar lá. Meu irmão Alex, a esposa dele, Lizzy... e todas os meus sobrinhos. Markus arqueou uma sobrancelha, o canto da boca curvando-se num sorriso. — Quer me apresentar? — Sim. — Ri nervosamente. — En
Casal 3: 52 - Se enturmando
MARKUS BLACKWOOD A primeira coisa que notei foi o barulho. A segunda foi o calor. Não apenas da churrasqueira, mas das pessoas. Eu cresci em uma casa onde jantares eram eventos silenciosos, com talheres que não podiam fazer barulho no prato. Aqui, o volume médio da conversa era um grito entusiasmado. Caminhei até a área da churrasqueira. Um homem alto, com a mesma estrutura óssea e olhos de Leah, estava virando hambúrgueres com uma espátula, usando um avental que dizia "Rei da Grelha". — Licença. — Falei, parando ao lado dele. — O cheiro está ótimo. Alex virou-se. Ele limpou as mãos no avental e me encarou. — Markus Blackwood. — Ele disse, não como uma pergunta, mas como uma constatação. — Alex Hampton. — Estendi a mão. Ele apertou um pouco forte demais. — Então você é o chefe. — Alex soltou minha mão e voltou para a carne. — Cerveja? — Ele apontou para o cooler com a espátula. — Aceito. Peguei uma garrafa gelada e abri. Mark ainda estava agarrado à minha perna,
Casal 3: 53 - Apenas Haagen-Dazs
MARKUS BLACKWOOD TRÊS MESES DEPOIS... No meu trabalho, um trimestre é tempo suficiente para avaliar o crescimento de uma fusão, projetar lucros e ajustar estratégias. Na minha vida pessoal, no entanto, os últimos três meses tinham sido uma aquisição hostil e incrivelmente bem-vinda do meu espaço, da minha rotina e do meu coração. Eu estava parado na porta do meu próprio banheiro, observando a bancada de mármore negro que, até pouco tempo atrás, ostentava apenas minha escova de dentes, um creme de barbear importado e um frasco de perfume. Agora parecia o balcão de uma farmácia de luxo. Havia potes de cremes noturnos, diurnos e para áreas dos olhos que eu nem sabia que precisavam de hidratação específica. Havia grampos de cabelo espalhados por toda parte. Havia um secador com difusor que parecia uma arma alienígena. E, num copo de cerâmica que definitivamente não combinava com a decoração minimalista do apartamento, duas escovas de dentes repousavam lado a lado. A minha, preta
Casal 3: 54 - Ataque dos gatos malvados!
MARKUS BLACKWOOD A "hiperatividade" que eu temi não aconteceu. Mark desmaiou às 20:30, exausto pela natação. Agora, o silêncio do quarto era apenas nosso. Leah estava deitada de lado, aninhada contra o meu peito, minha perna entrelaçada na dela. Tínhamos acabado de fazer amor, lento e preguiçoso, daquele tipo que não precisa de acrobacias para ser devastador, apenas conexão pura. Eu passava a mão pelas costas nuas dela, sentindo a respiração regular contra a minha pele. — Você foi mole com o sorvete hoje. — Ela sussurrou, a voz sonolenta. — Eu escolho minhas batalhas. — Beijei o topo da cabeça dela. — E ver vocês dois juntos... conspirando contra mim... fez valer a pena perder. — Nós não conspiramos. Nós apenas nos defendemos contra a sua rigidez. Ri baixo. — Minha rigidez mantém esse teto sobre nossas cabeças. — Até parece que se você for mais flexível com a gente a casa vai desabar. — Ela levantou o rosto, apoiando o queixo no meu peito para me olhar. Os olhos c
Casal 3: 55 - Tratando o machucado e uma visita
LEAH HAMPTON Mãe. Não foi um erro de pronúncia. Não foi um balbucio confuso, mas não tive tempo de processar a magnitude daquilo. Mark estava sangrando. Ele estava com dor. E ele tinha me escolhido como seu socorro. Puxei-o do chão ignorando o sangue que manchava minha camiseta branca favorita. Ele enterrou o rosto no meu pescoço, soluçando, o corpinho quente tremendo contra o meu. — Markus, cadê a maleta de primeiros socorros? — Eu levo, vai para o banheiro da suíte. Carreguei Mark para o andar de cima, subindo os degraus de dois em dois. Ele era pesado para quatro anos, mas a adrenalina fazia com que parecesse uma pluma. — Dói... — Ele choramingou, agarrando meu cabelo. — Eu sei, meu amor. Eu sei que dói. — Sussurrei contra a orelha dele, beijando sua têmpora enquanto entrava no banheiro. — Mas nós vamos consertar isso. Você foi muito corajoso e pulou igual ao super-cão. Coloquei-o sentado na bancada. Ele tentou se encolher, escondendo o rosto de novo. — Ei, ol
Casal 3: 56 - Lambisgoia oxigenada
LEAH HAMPTON — Quem é você? — Você está batendo na minha porta às dez e meia da noite sem ser anunciada. — Respondi, seca. — Acho que a etiqueta diz que você deve se apresentar primeiro. Ela soltou uma risada curta, jogando o cabelo para trás. — Eu sou a Patrícia. — Ela disse o nome como se fosse um título de nobreza. — E presumo que você seja a nova babá. O Markus tem péssimo gosto para uniformes, pelo visto. Senti meu sangue esquentar. Ela não esperou minha resposta. Passou por mim, invadindo o apartamento. — Fique de olho nas malas. — Ela falou por cima do ombro. — São delicadas. Traga para dentro com cuidado. Fiquei parada na porta, olhei para as costas dela e depois para as malas no corredor. Uma onda de incredulidade me atingiu, seguida por uma onda de pura mesquinharia deliciosa. — Claro, senhora. — Murmurei para mim mesma. Dei um passo para trás. Segurei a maçaneta. Olhei para as malas Louis Vuitton de trinta mil dólares sozinhas e fechei a porta na cara da