All Chapters of Querido chefe, os gêmeos não são teus!: Chapter 391
- Chapter 400
426 chapters
Casal 3: 67 - "Porta giratória" de figuras parentais
MARKUS BLACKWOOD O nó da minha gravata Windsor estava perfeito, embora a sensação de falta de ar fosse constante desde que acordei. Leah apareceu atrás de mim no reflexo. — Você está pronto? — Ela perguntou, deslizando as mãos pelos meus ombros e alisando o tecido do paletó. Virei-me e segurei as mãos dela. — Estou. Mesmo que a ideia de ter o destino do Mark nas mãos de um estranho de toga... — O juiz não é um inimigo, Markus. Ele está lá para proteger a criança. — Leah apertou minhas mãos. — E quando ele olhar para os fatos, a escolha será óbvia. — Espero que você esteja certa. Patrícia é uma atriz consumada. E tribunais de família tendem a favorecer a mãe biológica, não importa quão instável ela seja. — Não pense negativo. Vamos logo. O trajeto até o tribunal foi silencioso. Mark não estava conosco. Por orientação do meu advogado, ele tinha sido levado por uma assistente social de confiança para uma sala especial no fórum, projetada para crianças, onde ficaria brin
Casal 3: 68 - Quero ouvir o Mark
MARKUS BLACKWOODQuando levantei para depor. Caminhei até a cadeira das testemunhas. Jurei dizer a verdade. Dr. Aris se aproximou. — Sr. Blackwood, vamos abordar a acusação de instabilidade. Qual é a sua relação com a Dra. Leah Hampton? Olhei diretamente para o juiz. — A Dra. Hampton não é uma "namorada passageira". Ela é uma mulher de caráter inquestionável. E, mais importante, ela é minha noiva.O advogado de Patrícia franziu a testa, virando pra olhá-la. — Noiva? — O juiz Caldwell perguntou, olhando por cima dos óculos. — Sim, Excelência. Ela mora comigo. Nossas vidas estão fundidas. Não há "porta giratória" de mulheres na minha casa. Existe Leah. E existe o Mark. — E sobre a mãe biológica? — Aris perguntou. — Patrícia não foi forçada a ir para o exterior. Ela foi para Dubai para se casar com o namorado, deixando o Mark sob minha responsabilidade total, sem sequer aviso prévio, apenas o abandonou na minha porta e foi embora. Durante esses meses, ela ligou para o f
Casal 3: 69 - Veredito
MARKUS BLACKWOOD Os vinte minutos de recesso finalmente terminaram e a porta lateral se abriu. O oficial de justiça chamou: — Todos de pé. O Juiz Caldwell entrou. Ele se sentou, ajeitou a toga e olhou para o plenário. — Podem se sentar. — Ele ordenou. Obedecemos. Caldwell entrelaçou os dedos sobre a mesa e olhou diretamente para Patrícia, depois para mim. — Tive uma conversa muito esclarecedora com o menor Mark Blackwood. — O juiz começou. — Apesar da pouca idade, a criança demonstrou uma compreensão lúcida do seu ambiente familiar. Ele não parecia coagido, nem treinado. Ele abriu a pasta à sua frente. — O garoto descreveu sua rotina atual com detalhes de afeto e segurança. Ele falou sobre a o tempo de lazer, sobre os jantares em família e sobre como se sente protegido na casa do pai. — O juiz fez uma pausa, olhando severamente para Patrícia por cima dos óculos. — Ele também descreveu, com honestidade o medo que sente quando a mãe levanta a voz. Ele usou a palavra
Casal 3: 70 - Vestidos de noiva
LEAH HAMPTONUMA SEMANA DEPOIS... Eu estava sendo sequestrada. Não havia outra palavra para descrever a situação. Stella segurava meu braço esquerdo com uma força surpreendente para alguém que agora vivia de salada e pilates, e Lizzy empurrava minhas costas com a determinação de um trator. — Eu odeio vocês — resmunguei, fincando os calcanhares no chão. — Isso é cárcere privado. Vou ligar para o Markus e dizer que estou sendo levada contra a minha vontade para uma câmara de tortura cheia de tule. — Para de ser contra, Leah! — Stella revirou os olhos, sem diminuir o passo. — Estamos na frente da Bella Sposa. É o destino. E você precisa entrar. — Eu não preciso entrar! — protestei, tentando me soltar. — Gente, pelo amor de Deus, eu fiquei noiva há duas semanas! O anel ainda nem se acostumou com o meu dedo. O Markus e eu conversamos, não temos pressa. Vamos casar daqui a uns cinco anos, ou talvez quando o Mark estiver na faculdade ou quando a gente pagar a hipoteca da casa de praia q
Casal 3: 71 - É esse!
LEAH HAMPTON Vesti o vestido. Ele deslizou pelo meu corpo como água. Não apertou, nem pinicou. O fechamento era uma fileira delicada de botões nas costas. Respirei fundo e abri a cortina. Stella e Lizzy estavam discutindo sobre qual cobertura de pizza pediriam mais tarde, mas pararam no meio da frase quando me viram. Eu também estava sem palavras para descrever como me sinto nessa peça. Caminhei até o espelho grande no centro do salão. Minha mente simplesmente decretou: É esse! Não parecia uma fantasia. Não parecia uma salsicha nem um cupcake. Parecia... eu. Mas uma versão de mim que era adorável, bonita, elegante e muito mais feminina do que o habitual. O vestido abraçava minhas curvas suavemente e a seda destacava minha pele, assim como o meu cabelo. Levei a mão à boca para esconder a surpresa, eu percebi que havia ficado bom quando coloquei ele no provador. Mas ver minha imagem no espelho mudou a perspectiva de "bom" para "perfeito". Se eu fosse me casar em breve, com cer
Casal 3: 72 - Ela quer casar logo?
MARKUS BLACKWOODA casa tinha sons eletrônicos de explosões e chutes na bola que vinham da sala de estar.Mark estava sentado no tapete, com o controle do videogame na mão, a língua levemente para fora em concentração total. Ele estava jogando FIFA. — E aí, campeão? — cumprimentei, afrouxando a gravata. — Ganhando ou perdendo? — Ganhando, óbvio — ele respondeu sem tirar os olhos da TV. — 3 a 0 no Real Madrid. Sou imbatível. — Modesto também — ri, bagunçando o cabelo dele. Olhei ao redor. A casa estava organizada, mas faltava algo... — Cadê a Leah? — perguntei, sentando no braço do sofá. — O carro dela não estava lá embaixo. Mark apertou os botões freneticamente, fazendo seu jogador driblar dois zagueiros virtuais. — Saiu. Com a tia Lizzy e a tia Stella. — Ah, vai ser noite das meninas? — Leah merecia. O trabalho não estava fácil. — Acho que sim — Mark deu de ombros. — Elas vieram aqui, fizeram uma bagunça, a tia Stella disse que ela tinha que ir logo e arrastaram ela
Casal 3: 73 - Um casamento surpresa?
MARKUS BLACKWOOD A pizza tinha chegado, mas a minha fome tinha evaporado completamente, substituída por uma ansiedade que vibrava no meu estômago como um enxame de abelhas. Mark estava na segunda fatia, com os olhos grudados na TV, onde o jogo de futebol continuava. Eu precisava do controle remoto. E precisava agora. — Mark. — Chamei, limpando a garganta. — Pausa o jogo um minuto. — Ah, pai! — Ele reclamou, sem desviar o olhar. — Tô no meio de um contra-ataque! Se eu pausar agora, perco o ritmo. — Filho, preciso ver uma coisa na TV. É importante. — Mais importante que a final do campeonato? — Ele me olhou com aquela expressão de incredulidade engraçada que só crianças conseguem fazer. Respirei fundo. Negociação era base de qualquer acordo de sucesso. — Se você me der o controle agora e for tomar banho sem reclamar... — Fiz uma pausa. — ...eu te levo no "Galaxy Arcade" no sábado. Com fichas ilimitadas por duas horas. Os olhos de Mark se arregalaram. O controle do vide
Casal 3: 74 - Liberdade sob fiança
LEAH HAMPTON Essa manhã, a bolha de felicidade foi furada por um som estridente: o telefone de Markus tocando às 07:00 da manhã. Estávamos na cozinha tomando café. Markus atendeu colocando no viva-voz. — Blackwood. — Markus, é o Aris. — A voz do advogado preencheu a cozinha silenciosa. Parei com a faca de manteiga no ar. Dr. Aris nunca ligaria cedo apenas para dar bom dia. — Aconteceu alguma coisa? — A fiança foi paga. — O advogado foi direto. — Patrícia saiu da detenção. Olhei imediatamente para Mark, que estava distraído tentando equilibrar a banana na ponta do dedo. Graças a Deus ele não estava prestando atenção na conversa. — Tão rápido? Ela desacatou um juiz, Aris. — Eu sei. Mas o advogado dela alegou ré primária, estresse emocional e blá blá blá. O juiz concedeu a liberdade provisória, mas as restrições da guarda continuam firmes. — E a visita? — Perguntei. — A visita supervisionada está mantida para a próxima semana, Dra. Hampton. — Aris respondeu. — Se M
Casal 3: 75 - Minhas cúmplices
MARKUS BLACKWOOD Deixei o hospital mais cedo do que o habitual, delegando a reunião de orçamento para o Dr. Aris com a desculpa de "urgências pessoais inadiáveis". Não era mentira. O que eu tinha para fazer era, de fato, urgente e extremamente pessoal. Dirigi até a casa de Stella. Sai do carro e toquei a campainha. Stella abriu a porta, equilibrando um cesto de roupa suja no quadril e segurando um telefone no ombro. Ela parou, boquiaberta, quando me viu. — Markus? — Ela sussurrou, deixando o telefone escorregar. — Aconteceu alguma coisa? — Não, está tudo bem. — Tranquilizei-a rapidamente. — Eu preciso falar com você. E com a Lizzy, se ela estiver por perto. Stella semicerrou os olhos, analisando meu rosto. — Lizzy! — Ela gritou para dentro da casa. — Desce aqui! Cinco minutos depois, estávamos sentados na mesa da cozinha. Havia café fresco e biscoitos que as crianças tinham deixado. — Então... — Lizzy começou, cruzando os braços. — Você veio até aqui numa terça-feira à tard
Casal 3: 76 - Surpresa?
LEAH HAMPTON O som das explosões do videogame preenchia a sala de estar, se juntando aos gritos ocasionais de Mark quando ele vencia uma fase difícil. — Vai, Mark! Pula na cabeça do cogumelo! — Incentivei, deitada no sofá com os pés para o alto, ainda de pijama cirúrgico. Eu tinha chegado há uma hora. — Consegui! — Mark levantou os braços. — Leah, você viu? Eu sou um mestre! — Vi sim, mestre dos controles. — Ri, espreguiçando-me. Olhei para o relógio na parede. 20:30. Markus ainda não tinha chegado. Isso não era comum. Ele sempre mandava mensagem se fosse atrasar. "Reunião estendeu", "Trânsito no túnel", "Compre o jantar que eu chego logo". Hoje? Nada. Silêncio total desde as quatro da tarde. — Mark, seu pai falou com você hoje? — Não. — Ele nem tirou os olhos da tela. Franzi a testa. Peguei meu celular. Nenhuma notificação. Liguei para o escritório dele. Caixa postal. Aquele friozinho na barriga começou a subir. Levantei e fui até a cozinha. O jantar que a Sra.