All Chapters of Casei com Meu Chefe Frio e Bilionário : Chapter 121
- Chapter 130
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Capítulo 121
Reflexos de Uma Mentira. O ar da clínica parecia mais pesado do que nunca. O grupo ainda estava dividido entre esperança e incerteza, até que Thomas, com seu jeito direto, quebrou o silêncio: — Muito bem. — disse, encarando Lucas de cima a baixo. — Se você é bom como diz… vai provar agora. Lucas sustentou o olhar sem hesitar. — Me mostre o vídeo. Thomas franziu o cenho, depois lançou um olhar rápido a Thiago e Cláudia. Os dois trocaram um aceno silencioso — um pacto momentâneo de risco calculado. — Venha comigo. — Thomas ordenou, girando nos calcanhares. Lucas assentiu e seguiu atrás dele. Eloise mordeu o lábio, a ansiedade lhe corroendo. — Thiago… — murmurou, quase num pedido. — Fica calma. — respondeu, firme, mas o olhar não saía da porta por onde os dois tinham acabado de desaparecer. --- O escritório de Thomas ficava a poucos quarteirões dali. Uma sala discreta, com móveis escuros e duas telas grandes ocupando a parede. Ao entrar, Lucas deixou o olhar varrer
Capítulo 122
Ecos do Passado O relógio da sala já passava das nove da noite quando Augusto serviu mais uma dose de whisky. O líquido âmbar girava lento no copo de cristal, mas a ardência na garganta era pequena diante do amargor que corroía por dentro. A cada gole, os olhos de Eloise voltavam à sua mente. O olhar dela — ferido, dilacerado — ainda o perseguia. Ele fechou os olhos, pressionando a têmpora. Foi quando passos firmes a campainha trocou. Ao abrir a porta, a surpresa. — Augusto. — a voz grave de José Monteiro soou, carregada de autoridade. — Pai. — respondeu, sem emoção. José aproximou-se entrando porta a dentro, o terno impecável, a expressão austera. Observando o litro de whisky meio vazio e papéis espalhados da mesa de centro. — Está se destruindo por uma mulher. — disse, seco, sem rodeios. — E pelo motivo errado. Augusto franziu o cenho, mas não respondeu. Apenas tomou outro gole. — Essa Eloise… — José continuou — Você sabe que ela vendeu o projeto. Tem provas nã
Capítulo 123
Risos e feridas Eloise ainda enxugava as lágrimas quando voltou os olhos para a porta da sala de cirurgia. O desejo era claro: permanecer ali, imóvel, até que pudesse ver o pai abrir os olhos. — Eu quero ficar no hospital. — disse, firme, como se fosse uma promessa. Cláudia deu um passo à frente, a voz firme, mas terna: — Filha… a cirurgia já foi feita. Agora você precisa descansar e confiar nos médicos… e em Deus. — pousou a mão no ombro dela. — Uma noite bem dormida é o melhor que você pode fazer agora. Thiago assentiu, apoiando a ideia. — É verdade, Eloise. Não tem nada que você possa fazer aqui além de se desgastar. Cláudia garantiu que seu pai está nas mãos da melhor equipe da Cidade Norte. Eloise mordeu o lábio, dividida entre o alívio e a culpa de ir embora. Foi Nathalia quem se aproximou, cruzando os braços com um sorriso maroto para suavizar o clima. — Então está decidido. Você vai dormir comigo hoje. — disse, categórica. — Não vou deixar você ir para casa e
Capítulo 124
O Tabuleiro Oculto. A noite terminou em despedidas formais.Lorenzo e os pais deixaram a mansão Martins, o som do motor desaparecendo ao longe.Nicole ficou parada na porta, os olhos marejados, o coração apertado pela sensação estranha de que, apesar de todo o jantar, nada tinha avançado. Nenhuma palavra sobre alianças, nenhuma insinuação sobre datas, nem mesmo uma menção ao casamento que ela tanto sonhava.— Mãe… — murmurou, quase num choro. — Eles não falaram nada. Nada!Carla Martins fechou a porta com calma, como se não tivesse pressa. O olhar dela estava frio, calculista, bem diferente da angústia da filha.— Escuta, Nicole. — disse, firme, segurando-a pelos ombros. — É por isso que precisamos agir. Você acha que essas famílias de tubarões vão entregar o ouro de bandeja? Eles só respeitam quem joga.Nicole baixou os olhos, fungando.— Eu não sei jogar, mãe… eu só queria que ele me amasse.Carla suspirou, quase com impaciência, mas suavizou o tom.— Então aprenda. Porque se não a
Capítulo 125
A verdade no Reflexo. A sexta-feira amanheceu clara em Cidade Norte. O céu azul límpido contrastava com o ar frio que cortava a pele, típico do final de setembro. O outono europeu começava a se impor: o sol brilhava, mas não aquecia de verdade. O vento trazia folhas secas pelas calçadas, espalhando-as em redemoinhos dourados. Eloise se espreguiçou no sofá-cama da Nathalia, ajeitando o cabelo preso em um coque improvisado. Um bom banho, depois já estava vestida para o trabalho, usando uma calça preta skinny, uma blusa de tricô bege emprestada da amiga e um casaco leve para enfrentar a manhã fria. Na cozinha, o cheiro de café fresco preenchia o ar. Nathalia já estava à mesa, mordendo uma torrada enquanto folheava distraidamente uma revista. — Dormiu bem? — perguntou, com a boca cheia. Eloise sorriu de canto, sentando-se diante dela. — Bem melhor do que imaginava. Obrigada por ontem, Nathalia… eu precisava disso. Nathalia empurrou a caneca de café na direção dela. — É pra
Capítulo 126
A Máscara Cair.Pouco tempo depois, Thomas e Lucas chegaram à Monteiro Corp. O clima formal da recepção contrastava com a adrenalina que ainda corria no sangue dele. — Tenho que voltar ao trabalho. — Lucas disse, ajeitando o crachá. — Boa sorte com o Thiago. Thomas apenas assentiu, vendo o rapaz se afastar. Em seguida, caminhou até o balcão da recepção. — Bom dia, moça. — cumprimentou, num tom cordial. A atendente ergueu o rosto com um sorriso treinado, mas os olhos atentos. — Bom dia. Meu nome é Melissa. — respondeu, indicando o crachá preso ao blazer. O coração de Thomas disparou por dentro, mas sua expressão permaneceu impassível. — Desculpe, Melissa. — disse, fingindo naturalidade. — Onde posso encontrar o Thiago? Ela, com um ar de eficiência fria, apontou para o lado direito. — Ali você vai encontrar a secretária dele. — Obrigado. — Thomas respondeu, medindo cada gesto, cada detalhe da loira à sua frente. Sem deixar transparecer nada, ele seguiu o corredor e
Capítulo 127
Mais Fera do que Homem. O som seco da porta batendo contra a parede fez Augusto erguer os olhos do notebook, o cenho franzido pela interrupção brusca. — Thiago… — começou, irritado. — Isso é jeito de entrar na minha sala? Mas a frase morreu no ar quando a figura de Thomas atravessou a porta atrás dele. O investigador fechou a porta com calma, os olhos firmes, e o ambiente ficou carregado de uma tensão que até Augusto reconheceu de imediato. Ele se levantou devagar, ajeitando o paletó, como quem se preparava para ouvir algo pesado. — Se você veio junto com ele… então não é bobagem. — murmurou, a voz grave. Thomas caminhou até a mesa e colocou o pendrive sobre o tampo de vidro, com um gesto firme. — Augusto, eu disse que traria a verdade. — falou, encarando-o de frente. — E aqui está. Mas preciso que entenda: o que você vai ver é apenas a ponta do iceberg. O silêncio que seguiu parecia ecoar mais alto que qualquer palavra. Augusto estendeu a mão devagar, os dedos fortes
Capítulo 128
A Fera Ferida.O relógio da parede marcava quase dez horas quando Eloise ajeitou a pasta de relatórios na mesa. O dia corria surpreendentemente bem, e pela primeira vez em semanas ela conseguia respirar um pouco sem sentir o peso esmagando os ombros. O celular vibrou ao lado do teclado. Mensagem de Nathalia: “O dia nem começou e eu já quero que acabe kkkkk. Almoço e clínica logo, vaca! 💕” Eloise deixou escapar uma risada curta, balançando a cabeça. — Essa menina… — murmurou, com um sorriso que, por alguns segundos, aliviou o coração. Mal sabia que, naquele instante, um furacão avançava pelas ruas de Cidade Norte em sua direção. O furacão tinha nome: Augusto Monteiro. --- Ele atravessou as portas de vidro da Lux Marketing sem anunciar-se, sem pedir permissão, sem sequer se importar com os olhares que o seguiam. A camisa social estava aberta no colarinho, parte para fora da calça. O cabelo bagunçado denunciava as mãos nervosas que haviam passado por ali dezenas de vezes. E a
Capítulo 129
O Julgamento de Augusto. O silêncio na sala parecia um campo de batalha. Augusto andava de um lado para o outro, os olhos verdes faiscando raiva e desespero, enquanto Heitor observava da cadeira giratória, girando o celular entre os dedos como se estivesse com todo o tempo do mundo. Heitor discou o número e ativou o viva-voz. — Olá, minha Linda. — disse no tom mais sedutor que conseguia, arrancando um olhar assassino de Augusto. — Estou com uma ligação diferente aqui. Preciso da sua opinião. — Heitor? — Nathalia respondeu do outro lado, desconfiada. — O que você aprontou dessa vez?Heitor ajeitou o celular na palma da mão, o sorriso debochado se suavizando em algo mais sério.— Vou ser direto, Nathalia, sei que você deve estar ocupada… mas tem um homem aqui na minha frente completamente desesperado. — lançou um olhar rápido para Augusto, que ardia de raiva contida. — O senhor Monteiro em pessoa, dizendo que precisa ver a Eloise de qualquer jeito. Só agora, depois de ver as provas
Capítulo 130
O Encontro. O coração de Eloise martelava no peito como se quisesse fugir. O medo de ser chamada apenas para ouvir sua demissão a corroía por dentro. O nó na garganta apertou, e as lágrimas vieram antes mesmo que pudesse impedi-las.Heitor percebeu. Aproximou-se, a voz baixa, mas firme:— Eloise, eu vou sair para deixar vocês dois conversarem a sós. — disse, lançando um olhar rápido a Augusto, que permanecia imóvel perto da janela. — Mas a qualquer momento pode me chamar. Ou sair da sala, se preferir. Não precisa aguentar nada que não queira.Ela piscou, confusa, tentando recuperar o ar.— Se… se o senhor não vai me demitir? — gaguejou, a voz frágil, quase um sussurro.Heitor negou de imediato, quase ofendido pela suposição.— Claro que não. — respondeu, firme. Depois voltou o olhar carregado para Augusto. — Ele… é quem quer falar com você.O estômago de Eloise revirou. O peito pesava tanto que parecia que mal conseguiria se sustentar em pé. Cada batida do coração ecoava como trovão