All Chapters of Casei com Meu Chefe Frio e Bilionário : Chapter 131
- Chapter 140
423 chapters
Capítulo 131
As peças escondidas Eloise saiu da sala com as pernas trêmulas. A porta se fechou atrás dela, mas as palavras de Augusto ainda queimavam em sua mente como brasas. Do lado de fora, Heitor estava encostado à parede, braços cruzados. O olhar dele caiu imediatamente sobre ela: os olhos vermelhos, o rosto molhado, a respiração descompassada. Ele deu um passo à frente, o tom mais sério do que nunca: — Eloise… — chamou baixinho. — Vai encontrar a Nathalia. Ela avisou que vocês vão almoçar juntas. Ela tentou protestar, mas ele ergueu a mão. — Não precisa voltar hoje. Tire a tarde de folga. Respira. Você merece, entende? O peito dela arfou. Agradeceu apenas com um aceno, antes de seguir apressada pelo corredor. --- No banheiro da empresa, Eloise se apoiou na pia de mármore. O espelho a encarava sem piedade. Os olhos estavam vermelhos, já começando a inchar. Passou os dedos pelas pálpebras úmidas, mas não adiantou. — Eu vou te arrancar do meu coração, Augusto Monteiro… — murmurou, a v
Capítulo 132
Linha do Passado O silêncio caiu em volta da frase por um segundo. Então Nathalia arqueou as sobrancelhas, surpresa e imediata: — Oi? Você e o Thiago? Emma corou ligeiro, ajeitando o guardanapo no colo. — Não, não é isso. A gente se aproximou no período do projeto — explicou rápido. — Eu ajudei ele com uns relatórios, ele me convidou pra jantar só para agradecer. Eloise não deixou passar a deixa. — Ah tá. Só "Agradecer", e eu sou a rainha da Inglaterra — respondeu, mordendo o lábio, divertida. — Se é vocês dois, sozinhos, é encontro. Emma tentou negar, mas o rubor no rosto entregou tudo. Riram as três juntas. — Meninas, por uns minutos isso aqui é minha terapia — confessou Eloise, olhando para as amigas. — Só de estar com vocês eu já me sinto menos sufocada. Nathalia desviou o olhar, com aquele sorriso maroto que sempre tinha quando exagerava. — Heitor andou dando em cima de mim esses dias — ela contou. — Mas ele é mulherengo, então vou deixar ele correr. Deixa eu
Capítulo 133
Tabuleiro e o Whisky O bar do hotel Imperial estava quase vazio. Luz baixa, música de jazz ao fundo, taças tilintando aqui e ali. Lorenzo Mello entrou com a calma estudada de quem sabe o impacto que causa: terno impecável, gravata afrouxada, sorriso frio nos lábios. Na mesa mais reservada, uma mulher já o esperava. Cabelos escuros caindo sobre os ombros, vestido justo, postura confiante. Um lenço delicado no pescoço identificava o contato “Pote de Ouro” que, enfim, tinha um rosto. Thamires Santana. Ele caminhou em sua direção, ela ergueu a taça de vinho ao vê-lo se aproximar, a expressão serena, mas os olhos atentos. — Então você é quem está tão interessado em me ver. — disse, a voz aveludada, carregada de segurança. — Eu não costumo ceder a convites de estranhos. Lorenzo sentou-se diante dela sem pressa, os olhos faiscando malícia. — E, ainda assim, aqui está. — rebateu, sorrindo de canto. — Estranhos às vezes têm mais a oferecer do que os velhos conhecidos. Thamires arqueou
Capítulo 134
O Peso do Amor O bar reservado do clube de sócios estava quase vazio, iluminado apenas pelas luzes âmbar refletindo nos copos de whisky. Augusto ocupava a ponta da mesa, o olhar perdido, já meio bêbado, afundado na própria culpa.Pouco depois, Thiago, Thomas e Heitor chegaram juntos. Heitor, sempre debochado, levou também André, seu assistente, e já entrou rindo da situação:— Ele brigou com a noiva, tá sofrendo… achei que beber ia ajudar.Augusto ergueu os olhos pesados para os amigos. A bebida escorria fácil, mas a dor em seu peito continuava latejando. Não demorou para o assunto recair sobre Eloise.Thiago foi o primeiro a falar, firme, mas com a calma de quem tentava puxar o amigo para a razão:— Augusto, você precisa assumir que errou. — disse, encarando-o. — Julgou sem ouvir, não deu sequer uma chance para ela se explicar. Nem o benefício da dúvida você concedeu a Eloise.Augusto abaixou os olhos para o copo, o silêncio pesado denunciando a culpa.Foi então que Heitor se incli
Capítulo 135
Culpa e perdão O quarto branco guardava um silêncio quase sagrado. Eloise estava sentada ao lado da cama, com a tigela de sopa nas mãos, ajudando o pai a cada colherada lenta. O coração dela ainda carregava preocupação, mas havia também alívio — ele estava acordado. Carlos parecia melhor. Fraco, sim, mas os olhos estavam abertos, atentos, a respiração mais ritmada. Os lábios se moveram devagar. — Obrigado… minha menina. — Murmúrio rouco Eloise deixou escapar um soluço, as lágrimas deslizando pelo rosto enquanto sorria em meio ao choro. — Graças a Deus, pai. — disse, a voz embargada. — Eu sabia que o senhor não me deixaria sozinha. O senhor Carlos é forte. Foi nesse instante que a porta se abriu. Eloise ergueu o rosto e viu Cláudia parada à porta, séria, mas visivelmente nervosa. Ela tinha sido informada da melhora dele pelos médicos e correu para o hospital. O momento em que Carlos a avistou foi como uma explosão silenciosa. Os olhos dele se arregalaram, o corpo reagiu d
Capítulo 136
Peças do jogo. A sala de Nathalia estava iluminada apenas por uma luminária de canto. O sofá macio era o refúgio onde Eloise se afundava, com uma xícara de chá quente nas mãos. A cabeça latejava com tudo que tinha vivido. Nathalia, sentada ao lado dela com as pernas cruzadas, não tirava os olhos da amiga. — Então ele apareceu no hospital? — perguntou, já imaginando a resposta. Eloise assentiu, os olhos marejados. — Apareceu… todo destruído, bêbado, implorando. — respirou fundo, a voz embargada. — Mas eu não consigo esquecer o que ele fez. O que eu faço, Nathalia? O que eu faço para esquecer esse homem? Nathalia inclinou-se, pegando a mão da amiga. — Você não esquece de um dia para o outro, Eloise. — disse, firme, mas doce. — Você atravessa. Cada dia é uma batalha. Mas você já começou a vencer quando disse "não". Eloise mordeu o lábio, a raiva misturada à dor. — Eu tenho raiva, mas ainda assim… me preocupo com ele. — confessou, escondendo o rosto entre as mãos. — Como
Capítulo 137
Entre Reviravoltas O restaurante discreto, em um canto reservado de Cidade Norte, estava quase vazio àquela hora. As luzes baixas e o cheiro de vinho tinto no ar criavam a atmosfera perfeita para encontros em que nada podia ser ouvido além da mesa. Melissa chegou primeiro. O blazer bem ajustado escondia a pressa com que viera, mas o olhar denunciava ansiedade. Seus dedos tamborilavam na taça de água até que Thamires entrou — sempre impecável, passos firmes, como se fosse dona do lugar. — Você pediu com tanta urgência que eu quase não vim. — disse Thamires, sentando-se com um ar de tédio. — Espero que não tenha me feito perder meu tempo. Melissa inclinou-se para frente, o sorriso frio nos lábios: — Confia em mim, você vai gostar. Thamires arqueou a sobrancelha, mas fez um gesto para que ela prosseguisse. Melissa respirou fundo, saboreando o impacto que suas palavras teriam: — Já sabemos que a Eloise é a queridinha do Monteiro… e que, por mais que ele tente, não vai tirá-la do c
Capítulo 138
Missão de Amigas. O dia correu sem grandes sobressaltos para Eloise. A manhã inteira mergulhada em relatórios, reuniões rápidas e ligações. Ao meio-dia, escapou até o hospital, onde almoçou ao lado do pai, ainda em recuperação. Era uma rotina que lhe trazia conforto, um jeito de renovar forças antes de voltar ao caos da Monteiro Corp.Enquanto arrumava a bolsa para voltar ao escritório, o celular vibrou.> Notificação: Nathalia criou um grupoNome: Meninas — só fofocasEloise riu ao ler a descrição.— Essa não perde tempo. — murmurou.Emma foi a primeira a responder:“Adorooooo 😂✨”Eloise digitou rápido:“Vocês duas ainda vão acabar com meu juízo kkkk”O dia correu até o fim em ritmo intenso. Às 17h, Eloise saiu às pressas, despedindo-se das colegas de trabalho com um sorriso apressado. Uma missão secreta a aguardava.---Na saída, seus olhos cruzaram com uma cena inesperada: Sofia, a doce atendente da cafeteria, estava sentada na escadaria próxima ao prédio, o rosto escondido entre
Capítulo 139
Xeque-mate nas SombrasO restaurante discreto da Cidade Norte tinha um clima sóbrio: mesas afastadas, toalhas brancas impecáveis e o aroma de carne assada se misturando ao de vinho tinto. Aquele era o lugar ideal para conversas que não podiam ser ouvidas.Cláudia ajeitou os talheres, observando Augusto e Thiago diante dela. Ambos ainda pareciam carregados da ressaca da noite anterior, mas a expressão séria no rosto dela bastava para impor silêncio.— Preciso contar algo que descobri. — disse Cláudia, firme, inclinando-se sobre a mesa. — O hospital onde o pai da Eloise esteve… foi pago para dar informação falsa a qualquer pessoa que se apresentasse em nome do Augusto Monteiro.Thiago ergueu as sobrancelhas.— Como desconfiávamos.Cláudia assentiu, os olhos duros.— Sim. Agora temos provas. Montaram tudo para que você soubesse que a cirurgia do Carlos foi paga com o dinheiro do projeto. Mexeram as peças explorando a ganância de quem estava ao redor.Augusto apertou o copo com força, a m
Capítulo 140
Jogadas nas Sombras. Thamires estava no quarto ainda envolta pelo perfume de vinho e luxúria da noite anterior quando digitou, seca, para Melissa: “Pode iniciar as jogadas.” Antes mesmo de colocar o celular de lado, a tela voltou a acender. Uma chamada. O número não estava salvo. Ela atendeu com desdém, mas a voz do outro lado a fez gelar. — Jogando nas sombras, Thamires? — a voz masculina era grave, arrastada, como se saboreasse cada palavra. — Sem a jogador principal, seu plano não passa de truque barato. Thamires apertou o celular contra a orelha, os olhos faiscando raiva. — Você se rendeu aos encontros da secretáriazinha, querido. — provocou, venenosa. — Peça que não se mexe é peça fora do jogo. Do outro lado, uma risada baixa, inquietante. — Cuidado… você não sabe do que sou capaz. Ela cerrou os dentes, perdendo por um instante a pose de controle. — Fica fora disso, seu louco. O silêncio que se seguiu foi sufocante. Então a chamada foi encerrada, seco, sem de