All Chapters of Casei com Meu Chefe Frio e Bilionário : Chapter 141
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Capítulo 141
O Clubes e suas Verdades Era um sábado. O sol entrava tímido pelas cortinas quando Eloise se levantou antes mesmo de Nathalia acordar. Preparou um café rápido, deixou um bilhete carinhoso sobre a mesa — “Não me espera, vaquinha, volto mais tarde. ” — e saiu rumo ao hospital. No quarto, encontrou o pai desperto, apoiado nos travesseiros. Ainda frágil, mas com os olhos vivos, atentos a cada movimento dela. — Olha só quem resolveu acordar cedo. — brincou Eloise, ajeitando as cobertas. — Prepare-se, porque eu tenho muita coisa pra contar. Sentou-se na cadeira ao lado e começou a falar, as mãos gesticulando animadas. Contou que tinha trocado de área na empresa, que agora estava mais focada nos projetos que realmente gostava, que finalmente estava exercendo o que estudou. — Foi a melhor decisão, pai. — disse, os olhos brilhando. — Eu precisava desse recomeço. Me ajudou a pensar melhor sobre… tudo. Não mencionou Augusto. Nem uma palavra sobre os dias caóticos, nem sobre as humil
Capítulo 142
Risadas e Sombras Eloise cruzou as pernas no sofá e ergueu a sobrancelha, cortando a ansiedade da amiga: — Tá, mas vamos ao que interessa. O jantar, Emma. Conta tudo. Emma corou, mexendo nos dedos. — Não teve nada de escandaloso, se é isso que vocês esperam. Ele foi… perfeito. Gentil, educado, um verdadeiro cavalheiro. Nathalia riu debochada: — Ih, já vi que tá perdida. — Não é isso! — Emma se apressou. — É que ele não tentou nada. Não me chamou pra casa dele, não tentou beijar de qualquer jeito. Só me deixou na porta e disse que queria repetir o encontro. Sofia suspirou, sonhadora: — Ai, meu Deus… isso é muito mais romântico do que qualquer beijo. Eloise sorriu, balançando a cabeça. — Esse respeito te encantou, né? Emma mordeu o lábio, rendida. — Encantou. Foi como se ele dissesse, sem palavras, que eu valho a pena esperar. Nathalia bateu palmas, teatral: — Palmas para o nosso Thiaguinho! Um homem que sabe usar cérebro e não só… — ela parou, rindo com malícia. — Natha
Capítulo 143
Promessas e Revelações O clube fervilhava em risos, taças tilintando e música ambiente discreta. Eloise, Nathalia, Emma e Sofia se acomodavam na sala privativa ainda comentando segredos quando resolveram sair, Emma iria apresentar para as três o luxuoso e secreto clube. No corredor amplo, iluminado por lustres de cristal, Eloise se deteve ao ouvir uma risada conhecida. O coração disparou antes mesmo de entrar no corredor Lá estavam Augusto, Thiago, Heitor e Thomas, saindo de outra sala. O copo de whisky ainda nas mãos, o peso de homens que carregavam poder em cada passo.Os olhos verdes de Augusto encontraram os dela de imediato. Um silêncio quase palpável caiu, ignorando todo o resto.— Eloise… — ele murmurou, a voz grave, carregada de saudade e dor.Eloise se virou para as amigas, a voz trêmula:— Meninas, eu preciso ir.Antes que alguma delas pudesse reagir, ela saiu apressada pelo corredor. Nathalia já ia atrás, mas Augusto foi mais rápido.Do lado de fora, Eloise cruzava os de
Capítulo 144
Jogada do Adversário.O silêncio pesava no corredor. Emma respirou fundo, tentando encontrar as palavras certas.— Eu posso explicar. — disse, firme, mas o tom suave. — Não quero esconder nada de você. Só… não é agora. Depois conversamos com calma.Ricardo a olhou demoradamente, como se tentasse puxar da memória um detalhe esquecido. O olhar firme, que normalmente intimidava qualquer um, se suavizou numa ponta de curiosidade.— Você tem um rosto familiar. — disse, a voz grave ressoando como um eco. — Nós já nos vimos antes, não é?Nathalia sustentou o olhar dele, sem se intimidar. Pelo contrário, havia algo de desafiante no jeito como arqueou a sobrancelha, um meio sorriso brincando nos lábios.— Sim. Fiz uma entrevista com o senhor, anos atrás.Por um instante, os olhos de Ricardo se estreitaram, avaliando-a. Era como se medisse não apenas a lembrança, mas a mulher que ela havia se tornado desde então. Um silêncio breve, denso, se instalou, carregado de algo que nem Emma nem as outra
Capítulo 145
Jogada Arriscada. Eloise chegou no Halls de entrada do andar do RH. Caminhando no corredor os olhares a seguiam como lâminas: alguns disfarçavam, outros encaravam sem pudor. O murmúrio das fofocas parecia crescer a cada passo, como uma onda prestes a engolir.Emma a viu e quase deixou cair os papéis que segurava.— Eloise? O que você tá fazendo aqui? — perguntou, a voz carregada de surpresa e nervosismo.— Recebi um e-mail do RH. — explicou, erguendo o celular para mostrar. — Disseram que eu precisava resolver umas pendências de documentação.Emma arregalou os olhos, balançando a cabeça.— Amiga… não é um bom dia pra você estar aqui. — murmurou, baixando a voz.Mal terminou a frase e uma voz alta, carregada de desprezo, ecoou do fundo da sala.— Olhem só! — um funcionário apontou, atraindo atenção. — Essa não é a secretária que tentou dar o golpe no senhor Augusto? Quando não conseguiu, foi lá e vendeu o projeto milionário!O burburinho explodiu. Outro se ergueu, gesticulando.— Eu
Capítulo 146
Jogada Arriscada. Um murmúrio percorreu o corredor, fagulhas em campo seco prestes a incendiar. Olhares atravessavam Eloise como lâminas afiadas, alguns de desprezo, outros de julgamento silencioso.— Eu não…! — tentou dizer, mas a voz se quebrou no ar, frágil demais diante da onda que crescia.O coro de veneno ganhou força:— Sempre desconfiei dessa promoção meteórica.— Quem sobe rápido demais, cai mais rápido ainda.— Arruinou a todos nós com essa ambição cega.Então, uma frase cortou o burburinho, vindo de algum canto:— Aposto que fez isso porque não conseguiu dar o golpe do baú no senhor Augusto.O sangue gelou nas veias de Eloise. As lágrimas saltaram aos olhos, o peito se apertou. Abriu a boca, desesperada para negar — mas Augusto ergueu a mão, impondo silêncio.O olhar verde faiscava, duro, enigmático. Por dentro, ele já tinha decidido: precisava ganhar tempo, deixar os verdadeiros culpados à mostra. Mas para isso… teria que sacrificá-la.— Eloise Nogueira. — a voz dele soou
Capítulo 147
Os Segredos. O investigador largou o envelope pardo sobre a mesa, o olhar sério, quase contido. — Dona Carla… acho que encontramos algo que a senhora vai gostar. Carla acendeu outro cigarro com calma ensaiada, os dedos elegantes batendo na borda do isqueiro como um metrônomo. Uma nuvem de fumaça azulada subiu, e o sorriso dela foi lento. — Estou ouvindo. O homem empurrou o envelope em sua direção. — Márcia Cruz. Esse é o verdadeiro nome dela. Mello é apenas o de casada. Carla ergueu as sobrancelhas, interessada. — Continue. — Descobrimos que ela teve um relacionamento, abafado com muito cuidado. Quase não sobrou rastro, mas conseguimos encontrar uma peça importante. Ele puxou uma fotografia antiga, levemente amarelada. Nela, Márcia sorria jovem, vibrante… ao lado de um homem de feições que Carla reconheceu imediatamente. José Monteiro. Mais novo, mas inconfundível. O cigarro quase caiu de sua mão. Um frio atravessou sua espinha, mas logo a sensação deu lugar a um prazer som
Capítulo 148
Peças em Movimento. A sala de Augusto estava mergulhada em silêncio, quebrado apenas pelo tique-taque discreto do relógio. Ele permanecia de pé diante da ampla janela, observando a movimentação da Cidade Norte.Quase onze da manhã. Um copo de whisky descansava firme em sua mão — mas não era dele que precisava. O que queimava não estava no álcool, e sim no peito.Esperava Cláudia chegar, mas os pensamentos insistiam em voltar para ela. Eloise.A imagem dela chorando, os olhos marejados encarando-o como se não o reconhecesse… aquilo o despedaçava. Augusto apertou os olhos, buscando conter a raiva de si mesmo. A humilhação tinha sido planejada como jogada, mas a dor que provocara nela estava longe de ser cálculo.Pegou o celular com mãos pesadas, hesitantes. Digitou algumas palavras, apagou. Tentou de novo. Até que, respirando fundo, deixou os dedos escreverem o que o coração já gritava:"Me perdoa, meu anjo. Sei que te destruí e que agora você me odeia. Mas no futuro… no futuro espero
Capítulo 149
Início do Caos. Cláudia caminhava de um lado para o outro na sala de Augusto, os saltos ecoando no mármore com a mesma firmeza de sua voz.— Neste exato momento, o caos vai começar. — disse, com a calma de quem já previu cada movimento. — Dei ordem para deslocarem toda a equipe da TI para o andar do Marketing. Essa vai ser sua cobertura, Augusto.Antes que ela pudesse concluir, o telefone em cima da mesa vibrou, o som grave do toque ecoando na sala.Augusto o pegou de pronto, sem demonstrar surpresa.— Diga. — sua voz saiu firme, metálica.---Enquanto isso, no andar de Tecnologia, o inferno se instalava.O primeiro estalo ecoou pelo teto, metálico, como um aviso. Em seguida, o rompimento seco de um cano fez a água jorrar com força descomunal. Em segundos, o piso liso virou um rio raso. As sirenes dispararam, estridentes, enchendo o ar com o som cortante de emergência.Corredores inteiros começaram a encharcar. A água caía em cascatas pelas lâmpadas, respingava nas paredes e escorria
Capítulo 150
Supresas no Tabuleiro Acordou sobressaltada. O coração disparado, a respiração presa na garganta. Por um segundo, Eloise acreditou que tudo não passava de um pesadelo: o corredor lotado, os olhares acusadores, a voz fria de Augusto.Mas, quando os olhos se acostumaram à escuridão do quarto, a realidade caiu como pedra. O pesadelo não era sonho. Tinha acontecido.Pegou o celular com a mão trêmula. A luz da tela rompeu a escuridão do quarto, revelando as horas: passava das seis da tarde. A noite já tinha caído.As notificações explodiam em sequência: chamadas perdidas de Nathalia, Emma, Sofia… até do Heitor. No WhatsApp, o grupo das meninas estava uma confusão de mensagens, todas tentando saber dela. Até Lucas havia mandado recado.Mas algo chamou ainda mais a atenção: nenhuma marcação nas redes sociais.Nenhum vídeo.Nenhum comentário cruel.Tudo tinha sumido, como se o dia inteiro tivesse sido apagado.Eloise franziu o cenho, confusa.— Como pode? — murmurou.Rolou as notificações ou