All Chapters of Casei com Meu Chefe Frio e Bilionário : Chapter 151
- Chapter 160
423 chapters
Capítulo 151
O Tabuleiro Invisível O choro de Eloise ainda ecoava pela sala quando Nathalia a apertou mais forte, como quem segura um pedaço frágil de vidro. — Deixa sair tudo, amiga. — murmurou. — Chora mesmo. Ninguém aqui vai te soltar. Emma se inclinou para colocar a caixa de chocolates sobre a mesa de centro, e Sofia, tentando quebrar o peso, falou com aquele jeito direto que só ela tinha: — Olha, Eloise… se chocolate resolvesse traição e humilhação, eu já tinha comprado um carregamento inteiro. Mas é um começo. A frase arrancou um riso fraco entre lágrimas. Eloise fungou, a voz quase falhando: — Vocês são doidas… — Somos, mas somos tuas. — Emma retrucou, ajeitando os cabelos da amiga com carinho. Nathalia suspirou e completou: — Você não tá sozinha. Nunca vai estar. As três a apertaram novamente num abraço coletivo. O calor, o cheiro de flores e chocolate misturado ao algodão doce do perfume de Nathalia criaram um casulo. Pela primeira vez naquele dia, Eloise respirou fundo sem sen
Capítulo 152
Entre Risos e Sushi O apartamento de Nathalia estava cheio de almofadas, pijamas coloridos e o som baixo de uma playlist animada. Eloise, ainda sensível, começava a relaxar no meio das amigas, quando o celular de Emma vibrou sobre a mesa. — Olha o retrovisor aí! — Nathalia se adiantou, pegando o aparelho antes que Emma pudesse. O nome piscava na tela: Thiago. — Hmmmm, eu shipo! — cantarolou, rindo. — Eu também acho vocês um casal fofo. — Sofia completou, mordendo um pedaço de chocolate. Emma arrancou o celular da mão de Nathalia, vermelha. — Ih, ih! Silêncio, suas fofoqueiras. Deixa eu atender! Atendeu com a voz tentando soar neutra: — Oi, boa noite. Do outro lado, a voz grave e suave de Thiago: — Oi, Emma… tudo bem? — Tudo sim, e você? — Melhor agora. — ele sorriu, a voz denunciando. — Queria saber se você topava sair pra comer alguma coisa comigo hoje. Emma respirou fundo, o coração acelerado, mas manteve o tom firme: — Hoje não dá, Thiago. É noite das meni
Capítulo 153
Segredo Mal EnterradoTodas ficaram em silêncio, chocadas. — Ele mandou isso? — Emma perguntou, os olhos arregalados. Eloise não conseguiu responder. Só sentiu o peito se apertar e o estômago revirar. Nathalia respirou fundo, encarando as amigas. — Tem uma coisa que preciso contar. — disse, séria, puxando uma cadeira e se sentando. As outras se aproximaram, tensas. — Eloise, eu não sei se confio no Augusto. Mas me importo com você, com o que você deseja, com a sua felicidade. E preciso ser honesta. — ela passou a mão pelos cabelos, nervosa. — Depois daquela confusão na empresa, ele me mandou mensagem de um número diferente. Um celular pré-pago. O choque percorreu a sala. ___ O andar interditado ainda cheirava a umidade e desinfetante. Funcionários de confiança de Cláudia se moviam de um lado para o outro, enchendo caixas com papéis, pastas e equipamentos, cada item cuidadosamente etiquetado com o nome do dono da mesa. Cláudia os observava com atenção até dar a ordem f
Capítulo 154
A Farsa Quase Perfeita. O quarto estava silencioso, iluminado apenas pelo brilho frio da tela do notebook. Um número mascarado piscava na tela do celular, e a chamada foi atendida sem hesitação. — Tudo está em movimento. — disse uma voz grave, firme, carregada de rancor. A resposta veio pausada, quase meticulosa: — E nossa perda preciosa? Silêncio de poucos segundos. O som de um isqueiro riscando se misturou à respiração contida. — Aos poucos… está dando certo. O resto é questão de tempo. Do outro lado, uma risada baixa ecoou. — Não se esqueça do que está em jogo. — Eu sei. — a voz respondeu, mas com um peso oculto. — Só não esperava que fosse… tão difícil. A ligação caiu em seguida, deixando o ar impregnado de tensão. --- Na VisionLab Marketing o dia correu com uma calma enganosa. Eloise mergulhou nas revisões de publicidade, alinhou detalhes de um novos projetos e, por algumas horas, conseguiu se perder naquilo que mais amava: criar, idealizar. Dentro daqu
Capítulo 155
O Preço da Jaula As fotos não demoraram a chegar ao destino. No celular de Augusto, a tela acendeu, revelando uma sequência de imagens que incendiaram seu sangue. Eloise… com Lucas. Rindo. Comendo. Aceitando o guardanapo dele, provando sua sobremesa, os olhos suavizados como se aquele fosse um jantar íntimo. A mandíbula de Augusto se contraiu com tanta força que chegou a doer. Uma fera. Era isso que ele se tornava só de olhar. O whisky em sua mão tremeu, a vontade era esmagar o copo contra a parede. Mas, por dentro, algo o segurou. A lembrança dela, no corredor, as lágrimas rolando enquanto ele a destruía com as próprias mãos. E, junto, o peso da promessa silenciosa que fizera a si mesmo: no momento certo, ouviria a versão dela. A verdadeira. Porque toda história tinha dois lados. E a de Eloise, ele precisava escutar dos lábios dela. Respirou fundo, o olhar verde faiscando. A raiva continuava latejando, mas junto dela crescia uma determinação ainda mais perigosa: descob
Capítulo 156
Cara a Cara Augusto não conseguia parar de pensar. As imagens no celular, as lembranças no corredor, as lágrimas de Eloise. Nada o deixava em paz. De repente, levantou-se da poltrona como se algo o tivesse chamado. No closet, pegou roupas simples — jeans escuro, casaco comum, boné —, um disfarce para apagar a figura do empresário poderoso. Na garagem, não escolheu nenhum dos carros luxuosos. Passou direto e pegou um modelo discreto, sem brilho, sem placas chamativas. Precisava ser invisível naquela noite. No caminho, parou em uma lanchonete 24 horas. Pediu uma sacola de doces, algumas bebidas e café. Um gesto simples, mas que carregava a mesma urgência do coração dele. Minutos depois, estacionava em frente ao prédio de Nathalia. A respiração pesada denunciava o nervosismo, mas ele manteve o olhar fixo no interfone. Na guarita, o porteiro pegou o telefone e ligou para cima: — Senhora Nathalia, tem um rapaz aqui pedindo para subir e entregar uma encomenda para a senhora.
Capítulo 157
Passado Mal Resolvido. Depois de Antônio se satisfazer, Márcia ficou jogada na cama como se fosse apenas mais um objeto usado e descartado. Ele sequer olhou para ela ao se levantar. Caminhou até a mesa de cabeceira, engoliu um comprimido calmante e deitou de costas, apagando em poucos minutos. Márcia encarou o teto por um longo tempo, o corpo ainda dolorido, a alma em pedaços. A cada vez era a mesma coisa: ela pensava estar no controle, mas o marido a fazia lembrar, com brutalidade, quem realmente ditava as regras naquela casa. Horas depois, já de madrugada, Márcia desceu as escadas de mármore com passos devagar. Foi direto para o escritório. A iluminação amarelada do abajur revelava pilhas de pastas e contratos espalhados pela mesa. Entre os papéis, um acordo chamou sua atenção: um contrato de compra do luxuoso Hotel Saint Régis, propriedade de José Monteiro. Era um hotel icônico da Cidade Norte — cinco estrelas, fachada imponente em mármore branco, lustres de cristal no
Capítulo 158
A Teia se Fecha O dia mal havia amanhecido quando Augusto já seguia pela estrada rumo à empresa. O céu ainda estava cinzento, o sol tímido nascendo por trás dos prédios. O celular vibrou no console do carro. O nome na tela fez seu peito pesar: José Monteiro.Depois de alguns minutos de conversa tensa. O coração de Augusto bateu mais forte. Quis perguntar, exigir respostas, mas se conteve. Apenas respondeu com a voz baixa, firme: — Quando o senhor quiser falar... estarei a disposição. Encerrou a chamada, mas o peso das palavras ficou martelando em sua mente. --- Em outro canto da cidade, o celular de Thamires vibrou sobre a mesa de cabeceira. Meio sonolenta, atendeu sem olhar o número. — Alô? — Sou eu, Melissa. — a voz apressada do outro lado. — Preciso te contar… temos um novo projeto em andamento. Está movimentando a empresa inteira. Thamires ergueu-se na cama, os olhos faiscando. — Projeto novo? — Sem aquela sonsa da Eloise no pé dele. — Melissa gargalhou com veneno. —
Capítulo 159
O Início da Caçada.A madrugada avançava e, na sala de reuniões da casa de Augusto, o tabuleiro da guerra estava quase completo.Cláudia projetou no telão o organograma que vinha montando havia dias. Os nomes e cargos se conectavam em linhas vermelhas e setas que desciam, formando uma pirâmide de corrupção e infiltração.— Aqui estão todos os envolvidos. — disse, firme, apontando com a caneta. — Funcionários internos, fornecedores terceirizados, até membros do setor de auditoria antiga. Mas… — fez uma pausa, o olhar frio. — Não temos o rei.O silêncio caiu pesado.Thiago se inclinou para frente.— Se não temos o rei… como chegamos nele?Cláudia respirou fundo, mostrando a base do gráfico.— Todos esses usam o mesmo código de identificação em transações e mensagens cifradas: “Louvre”. É de lá que eles recebem ordens. Alguém com poder e acesso suficiente para manipular tudo de cima.Augusto fechou as mãos sobre a mesa, os olhos verdes faiscando.— Então Louvre é quem precisamos pegar.T
Capítulo 160
A Verdade ou a Armadilha O carro parou em frente a um prédio simples, afastado do centro da Cidade Norte. Do veículo, um homem de capuz desceu apressado, carregando a caixa nos braços. Subiu as escadas de dois em dois degraus, o suor escorrendo pela testa apesar da noite fria. Ao entrar no apartamento apertado, jogou a chave sobre a bancada e pousou a caixa sobre a mesa de madeira gasta. A respiração vinha rápida, mas os olhos brilhavam com a falsa sensação de dever cumprido. Pegou o celular do bolso e discou um número. Demorou apenas dois toques para que uma voz masculina atendesse, grave, sem emoção: — Fale. — Já estou com a encomenda. — disse o homem, tentando soar confiante. — Está aqui, intacta. Do outro lado, silêncio por alguns segundos, antes que a resposta viesse: — Não abra. — a ordem foi seca, cortante. — Apenas aguarde instruções para ser entregue a mim. O homem engoliu seco, olhando para a caixa fechada sobre a mesa, como se ela escondesse mais do q