All Chapters of Casei com Meu Chefe Frio e Bilionário : Chapter 161
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Capítulo 161
A Encomenda. Do lado de fora do prédio antigo, a sirene cortava a madrugada como uma lâmina. As luzes vermelhas e azuis refletiam nas janelas sujas, espalhando o alerta por todo o quarteirão. No último andar, o homem que guardava a caixa acordou sobressaltado. O coração disparou como tambor. Ainda meio atordoado, correu até a janela, afastando a cortina com brutalidade. Do alto, viu as viaturas cercando o prédio, os faróis acesos, os homens saindo rápido dos carros, armas já em mãos. — Merda… — sussurrou, a respiração descompassada. Correu até a mesa onde a caixa repousava intacta. O suor escorria pela testa. Pegou o celular com mãos trêmulas e discou o número gravado apenas como Privado. A chamada foi atendida em segundos. — Tem polícia. — disse ofegante. — Eles estão entrando aqui, estão subindo! Do outro lado, a voz veio fria, calculada, como se não fosse surpresa alguma: — Você sabe o que fazer. Você sabe o que falar… Louvre. O homem engoliu seco, os olhos fixos na cai
Capítulo 162
Antes do Estrondo.A copa do andar da presidência estava quase silenciosa, apenas o barulho tímido da máquina de café preenchia o ar.Thiago apoiava-se no balcão estreito, mexendo distraidamente a xícara nas mãos. Os olhos, geralmente cheios de humor, estavam sérios demais naquela manhã.— Você fica perigoso quando fica calado. — disse uma voz suave.Ele ergueu o olhar e encontrou Emma parada na porta, os braços cruzados, a expressão entre preocupação e reprovação.— Só estou pensando. — ele deu um meio sorriso, mas não convenceu.Emma caminhou até ele, os saltos marcando o compasso no piso claro. Aproximou-se o suficiente para que ele sentisse o perfume dela, e falou baixo:— Eu sei que você tenta disfarçar… mas essas pessoas, Thiago, são perigosas. Mais do que você imagina. — seus olhos buscaram os dele. — Promete que não vai ter nenhum ato heróico estúpido?Ele soltou uma risada curta, quase nervosa. — Eu e atos heróicos? Não combina comigo.Emma balançou a cabeça, impaciente. Ante
Capítulo 163
As Sombras.A manhã já começava a raiar, trazendo consigo a agitação da cidade.Foi nesse despertar do mundo que Lucas despertou de repente, o corpo suado, a respiração ofegante.Sentou-se na beira da cama, as mãos no rosto, tentando entender o que o tirara do sono.Só havia dormindo por alguns horas, a madrugada tinha sido cansativa. Então ouviu.Sirenes.Ele correu até a janela, afastou a cortina com brutalidade.As luzes vermelhas e azuis piscavam refletidas no vidro dos prédios vizinhos, espalhando-se como um alerta pela rua.Lucas prendeu a respiração, o coração martelando.Passou a mão no pescoço, nervoso, como se o som fosse dirigido apenas a ele.— Calma Lucas, calma … — murmurou para si. Deu alguns passos pelo quarto, os olhos fixos no celular sobre a cômoda.Estava ligado, a tela acesa, um número gravado sem nome piscando no histórico.Ele estendeu a mão, mas parou no meio do movimento.A hesitação o fez fechar os olhos, como se estivesse preso entre atender a chamada que
Capítulo 164
Revelação ou Não. A sala de reuniões da Monteiro Corp estava sufocante. O ar parecia mais pesado do que nunca, as paredes de vidro refletindo os rostos tensos e suados. Os seguranças de Thomas arrastaram o homem até o centro, forçando-o a ajoelhar diante da mesa. O saco preto ainda cobria-lhe a cabeça, transformando-o em uma figura anônima, ameaçadora apenas pelo silêncio. Augusto, de pé na cabeceira, caminhou devagar. O som dos passos ecoava como marteladas, cada batida anunciando o momento que todos temiam. Seus olhos verdes faiscavam, carregados de fúria e frieza. Ele parou diante do prisioneiro, a respiração firme, a mão cerrada. Por um instante, o silêncio reinou, até que a voz de Augusto cortou o ar: — Chega de máscaras. Com um único puxão, ele arrancou o saco preto. Um murmúrio de choque percorreu a sala como uma onda. Melissa levou a mão à boca. Outros recuaram nas cadeiras, incrédulos. Thiago foi o primeiro a quebrar o silêncio, a voz embargada pela inc
Capítulo 165
A Queda Pública. O som das algemas ecoava em contraste com o silêncio absoluto da sala de reuniões. Um a um, os funcionários que faziam parte do esquema eram levantados pelas mãos firmes da polícia. As cadeiras arrastavam no piso de mármore, o ranger agudo soava quase como um lamento. Melissa estava entre eles. Os olhos borrados de maquiagem, o corpo rígido de incredulidade, repetia como um mantra: — É engano… é engano… — mas a voz saía fraca, perdida na sala cheia de provas que gritavam o contrário. Do outro lado, outros detidos choravam baixo, alguns imploravam em murmúrios sobre família, filhos, promessas de colaboração. Mas nada podia ser feito: o destino deles já estava selado. Daniel vinha por último, escoltado por dois agentes armados. As algemas em seus pulsos refletiam a luz fria das lâmpadas. O olhar dele era o único que não tremia: firme, sombrio, como quem guardava mais segredos do que revelara. Thomas caminhava à frente, o porte de caçador em cada passo. Ao passar p
Capítulo 166
As Vozes do Medo A sala de interrogatório estava fria, iluminada por uma lâmpada direta que jogava sombras duras sobre a mesa de aço. Do outro lado do vidro espelhado, Augusto observava em silêncio, os olhos fixos em cada rosto que entrava. O primeiro foi Douglas Lima, analista de contabilidade. Suava em excesso, os dedos tamborilando no tampo metálico. — Eu só assinava, doutor. — disse, a voz trêmula. — As ordens vinham sempre por e-mail, com assinatura eletrônica. Um código: “Louvre”. Eu nunca vi esse homem. Nunca. Thomas inclinou-se. — E você nunca questionou? Nunca pensou que estava acobertando um desvio milionário? Douglas baixou os olhos. — Eu… tenho três filhos. Eu precisava do emprego. Thomas fechou a pasta com um estalo. — Você precisava é de coragem. Foi retirado algemado. --- O segundo foi Thays Coutinho, do setor de compras. O rosto duro, mas a voz era nervosa demais para sustentar firmeza. — Eu recebia malotes com documentos já prontos. Assinava.
Capítulo 167
Pausa no Jogo. A sala de Thomas estava mergulhada em semiescuridão, iluminada apenas pela luz fria do monitor ligado sobre a mesa. O vídeo rodava em silêncio, as imagens granulosas da câmera de segurança expostas diante deles.Thomas pausou a gravação no exato momento em que o homem pegou a pasta.— Está aqui. — disse, a voz grave. — Prova direta. Melissa entregou o projeto, e não há margem para dúvida. Pode ser vazado. O silêncio na sala se prolongou.Thiago foi o primeiro a se mover, ajeitando o paletó, a mente já trabalhando como engrenagem de guerra:— É isso que precisamos. — disse, firme. — Precisamos expor. Se esse vídeo for divulgado, o foco da imprensa muda de imediato. A narrativa deixa de ser sobre fragilidade da MonteiroCorp… e passa a ser sobre traição, espionagem e corrupção de concorrência.Ele olhou diretamente para Augusto, os olhos carregados de urgência.— Augusto, podemos transformar esse escândalo em cortina de fumaça. Enquanto o mercado discute a queda da rival
Capítulo 168
Alianças e Fantasmas Na MonteiroCorp, o relógio já empurrava a noite quando a porta da presidência se abriu sem bater. Thamires entrou com um perfume doce e afiado, salto marcando território no mármore. — Augusto… — a voz dela veio macia, revestida de preocupação. — Eu vi tudo nas notícias. Senti que precisava te ver. Ele não levantou da mesa. Olhou-a como quem avalia uma sombra. — Você precisa de quê, Thamires? Ela se aproximou mais um passo, dedos roçando o tampo, lembranças escolhidas nos olhos. — De te lembrar que já estivemos do mesmo lado. — Um sorriso lento. — Eu sei como você gosta de terminar dias difíceis. Deixa eu te ajudar a relaxar? — E eu sei como você gosta de começar intrigas. — Augusto cortou, a voz limpa de qualquer doçura. — A porta está no mesmo lugar de sempre. A máscara dela rachou por um segundo; recompôs-se, ferida no orgulho. - Porque você me trata assim Augusto? Augusto - Devo te lembrar? fora Thamires. - E como se um peso sair - Tham
Capítulo 169
Sob os Holofotes No hospital, o tempo tinha um barulho próprio: apitos regulares, passos abafados de borracha, cortinas roçando devagar. Carlos apoiava o jornal no colo quando Eloise entrou com um sorriso contido. — Oi, pai. O médico disse que logo o senhor vai ter alta. — disse animada, tentando esconder a ansiedade. — Filha, que bom. Já não aguento mais esse quarto branco. — Ele ajeitou os óculos, observando-a em silêncio por alguns segundos. A mão procurou a dela, firme e terna. — Princesa… vou ser direto e quero a verdade. O que aconteceu entre você e o Augusto? Eloise engoliu em seco. A pergunta veio com cuidado, mas acertou como flecha. Olhou para o pai, depois para a janela. — Aconteceu que eu acreditei no conto de fadas em que o ogro muda por amor. — disse, sem drama, mas com a voz baixa. — E depois… tudo desmoronou. — mordeu o lábio. — Mas não quero que se preocupe. Foi um mal-entendido, já está resolvido. Carlos apertou os dedos da filha com firmeza. — Eu te conheço
Capítulo 170
Feridas Costuradas. No andar da presidência, Augusto ajeitava o paletó diante da mesa enquanto Nathalia recolhia papéis apressada. Ele passou por ela com passos firmes, a postura de quem já havia tomado uma decisão. — Avise o Thiago que precisei ir a um lugar importante. — disse, seco. — Ver uma pessoa… e resolver um problema que eu mesmo criei. Nathalia o olhou, surpresa, mas não ousou questionar. Havia uma aura em torno dele, mais intensa que o normal, quase insuportável. Augusto saiu imponente, os sapatos ecoando pelo mármore como um juramento silencioso. Horas mais tarde, o barulho de sapatos firmes ecoou pelo corredor do hospital. Augusto Monteiro entrou, ignorando olhares curiosos, escoltado apenas por sua presença imponente. Carlos ergueu o rosto ao vê-lo. — Senhor Carlos. — Augusto inclinou a cabeça, respeitoso. — Eu preciso conversar com o senhor. Carlos manteve o olhar firme por alguns segundos. — Sente-se, Augusto. — disse, apontando para a cadeira ao