All Chapters of Casei com Meu Chefe Frio e Bilionário : Chapter 11
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Capítulo 11
Capítulo 11A sexta-feira chegou.Na manhã seguinte, Eloise despertou antes mesmo do despertador. O sol ainda não havia se decidido entre nascer ou se esconder atrás das nuvens, e o quarto estava mergulhado em uma penumbra suave. Sentada na beira da cama, ela passou as mãos pelo rosto, tentando afastar os vestígios do cansaço — físico e emocional.Na cozinha, preparou café em silêncio, os pensamentos já no escritório, na agenda do dia… e no jantar...Era isso. Um evento de trabalho. Uma obrigação profissional. Repetia essa frase mentalmente como uma âncora, tentando impedir que a mente divagasse para lugares que não devia — como o jeito que Augusto a observava em silêncio, ou a forma como sua presença preenchia qualquer sala em que entrava.O cheiro de café fresco começava a preencher o ar quando a campainha tocou. Eloise franziu a testa, olhando para o relógio. Ainda nem eram sete da manhã.Quem seria a essa hora?Secando as mãos no pano da pia, ela foi até a porta. Do outro lado, um
Capítulo 12
Capítulo 12 - O jantar entre o caos.O dia do jantar chegou sem alarde. Eloise mergulhou nas tarefas com foco absoluto, como se cada e-mail respondido e cada planilha revisada fosse uma forma de ignorar o peso do que viria à noite. Augusto também parecia absorto, trancado em sua sala, sem chamá-la ou provocá-la como de costume. O clima era profissional, silencioso... tenso.Por volta das 14h, a porta da sala dele se abriu. Augusto surgiu com sua postura impecável e olhar indecifrável. Aproximou-se da mesa dela e pousou uma pequena caixa de veludo preto sobre a agenda.— Pode se liberar. Vá se arrumar. E leve isso com você. — disse, com naturalidade.Ela olhou para a caixa como se fosse uma bomba prestes a explodir.— Já tem o vestido e o sapato. Isso... não faz sentido. — disse, sem tocar na caixa. — Não precisa exagerar.Augusto manteve o olhar firme, paciente.— Faz sentido, sim. O vestido pede algo à altura. E você vai usá-lo. — falou, com um tom calmo demais para não ser provocado
Capítulo 13
Capítulo 13 — O jantar em meio ao caosOs flashes começaram antes mesmo que o carro parasse completamente diante do tapete vermelho.Fotógrafos aguardavam ansiosos na entrada principal do luxuoso Hotel Monteiro, iluminado por holofotes e movimentado por convidados da elite. O jantar beneficente do patriarca José Monteiro não era apenas um evento social — era um tabuleiro político disfarçado de gala.A porta do carro se abriu lentamente. Primeiro, surgiu Augusto Monteiro, impecável em seu terno escuro sob medida, olhar frio e expressão calculadamente entediada. Assim que desceu, os flashes se intensificaram.Eloise surgiu logo em seguida.Por um segundo, tudo pareceu silenciar.O vestido preto, elegante e ousado, com um ombro à mostra e a fenda precisa, colava-se ao seu corpo como se tivesse sido costurado ali, peça por peça. O colar de rubis reluzia sob as luzes da entrada, destacando seu colo, sua presença, sua força silenciosa.Ela saiu com segurança, mesmo sentindo o coração aceler
Capítulo 14
Capítulo 14 A festa seguia envolta em luxo e risos contidos. Pessoas elegantes circulavam com taças de champanhe nas mãos, uns discutindo negócios com seriedade, outras contando casos curiosos e rindo alto para impressionar. Mas, em um canto mais discreto do salão — entre empresários ávidos por conexões e bajuladores sorridentes demais —, Lorenzo Mello se destacava em silêncio. Segurava sua taça de espumante como quem já acreditava ter conquistado metade do que ambicionava. Seu olhar percorria o ambiente com atenção calculada, buscando rostos influentes, nomes de peso... contratos. A noite era sua chance de se infiltrar naquele mundo. Ali, entre homens de ternos sob medida e mulheres com joias cintilantes, ele acreditava que poderia enfim firmar seu nome. O nome da empresa. A escalada para o topo. O que ele queria era simples: poder. Ao lado dele, Nicole rodava a taça sem graça, vestida num modelo chamativo demais para a ocasião. Confundia excesso com sofisticação, cafuné com elegâ
Capítulo 15
Capítulo 15 Augusto manteve o queixo erguido, mas os olhos agora estavam mais suaves. Diferente da frieza habitual.Eloise desviou o olhar, bufando.— Esquece. Você não entende.Virou-se para sair, mas ele segurou levemente seu braço. Sem força, sem pressão — apenas presença.— Terminou? — perguntou, com um tom calmo, mas firme. Como se fosse ele agora quem tentava manter o equilíbrio.Ela hesitou.— Porque o show ainda não acabou, Eloise — completou, soltando devagar. — E nós ainda temos uma plateia inteira esperando para ver se minha “namorada” aguenta a noite até o fim.Ela encarou ele por um segundo longo. Os olhos verdes dele estavam ali, impassíveis... mas havia algo a mais. Um traço de culpa? Um pedido silencioso?Talvez.Mas naquele momento, tudo o que ela sabia era que precisava respirar... e continuar.— Então vamos — disse, erguendo o queixo, se recompondo com a mesma força que sempre usava quando o mundo tentava quebrá-la.Augusto apenas assentiu e ofereceu o braço. Ela a
Capítulo 16
Capítulo 16 O salão estava em silêncio respeitoso quando José Monteiro se levantou. De taça em mãos, sua presença impunha respeito.— Me alegra ver essa sala cheia de pessoas importantes, amigos, parceiros... e claro, minha família — disse, olhando brevemente para Augusto, que manteve a expressão neutra. — Estou chegando a um momento da vida onde passar o bastão começa a parecer mais uma responsabilidade do que uma opção. Quero que saibam que, quando chegar essa hora, será feita com sabedoria. O cargo de CEO será destinado a quem mostrar força, visão... e lealdade.Uma leve tensão percorreu a sala. Alguns trocaram olhares, outros apenas brindaram.Augusto manteve o rosto impassível, mas por dentro sabia: aquilo era um aviso. Seu pai podia estar pensando em testá-lo... ou em surpreendê-lo.Mais ao fundo, os olhos atentos de José pararam em um rosto. Um homem de sorriso forçado e paletó bem alinhado, sentado com uma mulher exageradamente maquiada. Algo ali chamou sua atenção. Ele incli
Capítulo 17
Capítulo 17 — A noite entre o silêncio e a fúriaO carro deslizava pela avenida principal, com as luzes da cidade refletindo nas janelas como constelações líquidas. Lá dentro, o silêncio era pesado. Nenhuma palavra foi dita desde que a porta se fechou com um baque abafado.Eloise mantinha o rosto virado para a janela, mas as lágrimas continuavam caindo em silêncio. O que mais doía não era o que Lorenzo dissera — era o fato de ter doído. Como se, de alguma forma, parte daquelas palavras ainda encontrasse eco em suas feridas antigas.Augusto permanecia ao lado, imóvel. Não tentou tocá-la. Não perguntou o que havia acontecido. Não havia espaço para palavras. Ele sentia que qualquer tentativa de consolo soaria falsa, ou pior: vazia. E se havia algo que Augusto Monteiro odiava ser... era ineficaz.Do banco da frente, o motorista lançou um olhar discreto pelo retrovisor. Seu rosto, sempre sério, suavizou-se diante da imagem da mulher forte e elegante — agora com o rosto desfeito, os olhos m
Capítulo 18
Capítulo 18 – Feridas expostasEloise bebeu o whisky de uma vez só. O líquido queimou sua garganta como fogo líquido, mas a dor no peito continuava mais forte. Latejante. Insistente.Ela encostou o copo na perna, apoiando-se no sofá como quem precisava de apoio para manter a alma dentro do corpo. O silêncio persistia, mas dessa vez ...mas dessa vez, foi Augusto quem murmurou primeiro. — Eu também já senti essa dor.A voz dele não vinha carregada de piedade. Era sóbria, densa, quase como se estivesse revivendo algo que preferia enterrar.— Não entendi tudo o que aconteceu com você hoje... mas conheço esse olhar. O de quem foi traída. De quem foi... enganada.Ela o encarou. O olhar curioso se misturava à incredulidade. Augusto Monteiro? Sentir dor? Ele parecia inatingível. Forte demais para isso.Mas ele continuou.— Eu usei essa dor para me fortalecer. Não foi fácil. Mas passou.Ela o observou com mais atenção agora. Por trás do homem impecável e da postura de aço, havia rachaduras.
capítulo 19
Capítulo 19 — Silêncio Antes do IncêndioO vapor quente ainda pairava no ar quando Eloise enrolou a toalha no corpo e caminhou até o quarto. Os pés descalços contra o chão frio causaram um pequeno arrepio — não de frio, mas de realidade voltando a pressionar a pele.Ao se aproximar da cama, ela parou.Sobre os lençóis perfeitamente esticados, repousava uma camisa branca. Masculina. De algodão fino, dobrada com capricho e um certo cuidado silencioso. Era de Augusto.Ela a tocou com delicadeza, quase com receio. Quando a ergueu, o cheiro dele veio com força — amadeirado, limpo, levemente cítrico. Intenso. Marcante. Aquele aroma que não se esquece. Que fica na pele, na memória, nos pensamentos proibidos.Vestiu devagar.A camisa deslizava sobre o corpo nu como um sussurro. Eloise abotoou apenas dois botões, deixando o tecido abrir delicadamente sobre as pernas e os ombros à mostra. Macia, leve... mas ao mesmo tempo carregada de significado.Ela sabia que ele havia deixado ali.Pensado ne
Capítulo 20
Capítulo 20 Augusto a segurou com firmeza e, num movimento fluido, ergueu Eloise e a colocou sobre a bancada fria da cozinha. Os lábios nunca se afastaram, os corpos já sabiam o caminho. O contraste do mármore gelado contra sua pele nua arrancou um suspiro dela — um que foi rapidamente silenciado pela boca dele, faminta.As mãos de Augusto desceram com precisão. Apertavam sua cintura, exploravam suas coxas, e então pararam... ali.Ele soltou o ar, ofegante, os olhos cravados nos dela como se acabasse de descobrir algo que o deixava completamente fora de si.— Sem calcinha, Eloise... — murmurou entre os beijos, a voz rouca, carregada de um desejo que já não cabia mais dentro dele.Ela estremeceu, o corpo inteiro pulsando sob o toque dele. Augusto roçava os dedos sobre sua pele com calma enlouquecedora, como se soubesse exatamente o efeito que causava. Os gemidos baixos dela eram música — e gasolina.Ele inclinou o rosto para o pescoço dela, beijando devagar, mordiscando o lóbulo da or