All Chapters of Casei com Meu Chefe Frio e Bilionário : Chapter 1
- Chapter 10
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capítulo 1
A Entrevista — A Nicole é melhor do que você, Eloise. — Em vários aspectos… se é que você me entende. A frase foi dita em tom baixo, quase educado. Como se aquilo não fosse uma traição. — Ela vem de uma família conhecida. Tem nome. Tem estrutura. — Você… — ele hesitou. — Você fez o que pôde. Cada palavra caiu como um golpe. Ela ainda estava de branco. Ainda segurava o buquê. Ainda acreditava que amor fosse suficiente. Não foi. O relógio da recepção marcava exatamente 8h45 da manhã quando Eloise Nogueira empurrou as portas de vidro da Monteiro Group. O salto firme ecoou no chão de mármore branco, tão polido que refletia seu vestido justo cor vinho — discreto, mas suficiente para acentuar suas curvas invejáveis. Estava nervosa? Um pouco. Determinada? Com certeza. Três meses antes, Eloise aprendera que promessas não seguram ninguém. Foi deixada no altar pelo homem que dizia amá-la — e traída pela própria família no mesmo gesto. Nicole, a prima que sempre a invejou. Desde
Capítulo 2
Capítulo 2 – Contratada no Caos — Está brincando comigo? — perguntou Augusto, cerrando os olhos verdes em pura desconfiança. Eloise cruzou as pernas, mantendo a postura impecável. Seu vestido roçava levemente a pele exposta das coxas, e ela sabia que ele reparava, mesmo que se fingisse de estátua.— Nem um pouco — respondeu. — Eu li tudo sobre sua empresa, conheço sua rotina de reuniões, sei que demitiu a última secretária por ter servido seu café com açúcar em vez de adoçante. E mesmo assim, estou aqui. Isso não é brincadeira, é coragem. Augusto levantou-se da cadeira. Imponente, 1,92 de pura tensão masculina. Seu terno preto sob medida moldava o corpo forte, e o olhar penetrante encarava Eloise como se pudesse despir não apenas suas roupas, mas suas defesas.— Coragem pode ser confundida com insolência — disse ele, contornando a mesa, parando bem próximo dela. Eloise levantou-se também. Menor que ele, mas sem desviar o olhar. Nunca desviava. — Insolência é o que você chama
Capítulo 3
Capítulo 3 – Regras, Café e Silêncios A recepção da Monteiro Group era um reflexo do próprio dono: impecável, fria e intimidadora. O chão de mármore refletia as luzes frias do teto, e as paredes de vidro revelavam o movimento agitado da cidade lá fora. Eloise chegou às 7h45. O salto firme ecoava no saguão, mas seu coração, esse sim, vacilava. Respirou fundo ao entrar no elevador. Estava vestida de forma elegante, mas sem exageros — saia lápis preta, blusa de seda branca, cabelo preso em um coque moderno. Não era uma bajuladora, mas sabia jogar com presença. Ao chegar ao 21º andar, foi recebida por uma mulher magra, de óculos retangulares e expressão azeda. — Senhorita Nogueira, certo? — disse a mulher, olhando-a de cima a baixo. — Sou Marisa, diretora de RH e… sua supervisora direta. Antes de entrar na sala do senhor Monteiro, precisa ser clara sobre algumas regras. Eloise apenas assentiu com a cabeça. Marisa continuou: — Evite assuntos pessoais. Ele odeia atrasos. Prefere
Capítulo 4
Capítulo 4 – Um Desejo Queimando Devagar A tensão no ar era palpável. Eloise digitava com agilidade os últimos relatórios, mas sua mente estava muito longe da planilha que tremeluzia na tela. O calor da presença de Augusto Monteiro ainda pairava sobre ela, mesmo depois que ele saiu de sua sala envidraçada. Ela respirou fundo. “Respira, Eloise, respira... Ele é só seu chefe. Só isso”, repetiu mentalmente. Mas era difícil ignorar o olhar que ele havia lançado minutos atrás, aquele olhar cheio de poder, controle... e algo mais. Desejo? Augusto, por sua vez, observava tudo da sua sala. Braços cruzados, camisa social impecavelmente ajustada aos músculos e o maxilar tenso, como se lutasse contra algo invisível. Ela era atrevida, provocadora... mas havia uma sinceridade nos olhos dela que ele não conseguia ignorar. Diferente de todas. Ela não jogava charme para agradar — ela o desafiava, o afrontava, sem perder a elegância. E isso, para ele, era perigosamente viciante. Foi quando ela ba
Capítulo 5
Capítulo 5 — Entre Feridas e FloresA noite mal tinha começado e Eloise já revirava na cama, os olhos abertos no teto do quarto escuro. Não era insônia, era preocupação. A pensão do pai havia baixado mais uma vez. O valor mal cobria os remédios, e a cirurgia... Ah, a cirurgia. Duzentos mil reais. Era esse o preço para continuar tendo o homem mais importante da sua vida por perto.Desde que soube que ele precisava de uma válvula no coração, ela não descansava. Pegava todos os extras possíveis, recusava convites, cancelava folgas, tudo para ver aquele dinheiro acumulando — mesmo que fosse em passos de formiga. O sistema era cruel, e seu pai não tinha tempo. O cansaço pesava nas suas costas, mas ela sustentava o sorriso como uma armadura.O encontro inesperado aconteceu logo cedo, no hospital. O médico havia chamado para falar sobre um exame, e ela correu para lá. No corredor, esbarrou com a tia e, claro, com a prima. A mesma que agora exibia um anel de noivado digno de capa de revista,
Capítulo 6
Capítulo 6A brisa da primavera ainda pairava leve quando Eloise voltou do almoço. E o leve tom coral nos lábios combinava com o conjunto bege que realçava sua elegância discreta. Era 15h30 em ponto quando entrou na sala de café da empresa. Preparou uma bandeja com uma xícara de café, adoçou como ele costumava tomar — sem perguntar, mas com intuição afiada — e seguiu até a sala de Augusto.Bateu antes de entrar.— Posso? — perguntou.— Entre — respondeu ele, sem tirar os olhos do notebook.Ela entrou em silêncio, colocou a bandeja sobre a mesa lateral e o observou por um instante. Havia uma tensão nos ombros dele, o maxilar cerrado, como se o mundo ali dentro pesasse mais do que lá fora.— Café. Achei que precisava. — disse ela com um leve sorriso.Ele assentiu, sem expressar emoção.— Obrigado, senhorita Nogueira.Ela deixou a sala com discrição e voltou ao seu posto. Começou a organizar a agenda da semana seguinte, verificou os relatórios pendentes, respondeu alguns e-mails em nome
Capítulo 7
Capítulo 7 – O Jogo Começou O fim do expediente chegou como um alívio silencioso. As luzes da empresa foram se apagando aos poucos. Augusto passou por ela sem dizer uma única palavra.O terno impecável, o passo firme… mas os olhos, ah, os olhos…Por um instante, Eloise os encarou.Havia algo ali.não era apenas cansaço.Não era raiva, nem pressa.Era dor. Uma dor contida, sufocada, quase imperceptível.E por um breve segundo, doeu nela também.Sem entender o motivo, ela ficou parada, com aquela sensação estranha cravada no peito.A tensão pairava sobre ele como uma sombra. No elevador, apenas o som metálico do mecanismo quebrava o silêncio. Ele desceu até a garagem particular, onde o motorista já o esperava, de prontidão ao lado do carro de luxo preto. Sem uma palavra, Augusto entrou no veículo e, com o rosto virado para a janela, seguiu para o apartamento.Assim que chegou à cobertura, tirou o paletó, afrouxou a gravata e foi direto ao bar no centro da sala, uma peça sofisticada e
Capítulo 8
Capítulo 8 Na manhã seguinte, o som dos saltos de Eloise ressoou com firmeza pelo mármore da recepção, como se cada passo fosse uma armadura contra o caos dentro dela. Vestia um vestido midi preto, por cima um blazer, elegante, mas não provocativo. Os brincos dourados pequenos e um relógio fino no pulso completavam o visual de mulher segura e inabalável. O cabelo escovado nenhum fio fora do lugar — fruto de uma paciência quase mecânica diante do espelho naquela manhã. O batom nude equilibrava a sombra leve esfumada nos olhos, que escondia bem as olheiras causadas por uma noite mal dormida. Sua maquiagem era seu escudo; sua postura, seu disfarce. Na noite anterior, ao chegar em casa e encontrar o pai deitado no sofá, abatido, sentiu o chão se desfazer sob os pés. Ele sorriu, como sempre fazia, mas até o sorriso parecia cansado. Ela tentou sorrir de volta, mas algo em seu peito pesou — como se tudo estivesse prestes a desmoronar. Passou a madrugada se revirando na cama, os pensam
Capítulo 9
Capítulo 9 Quando a sobremesa foi servida e os últimos contratos discutidos, Augusto se levantou, sinalizando o fim da reunião. — A conta já está paga — disse um dos investidores, sorrindo. — Foi um prazer, Monteiro. — O prazer foi nosso — respondeu ele, apertando as mãos com firmeza. Eloise manteve-se ao lado, cordial e discreta, até que Augusto indicou com um aceno sutil que era hora de irem. Os dois caminharam lado a lado pelo saguão elegante do restaurante, o som dos passos abafado pelo carpete luxuoso. O maître abriu a porta de vidro para eles, e a brisa quente da tarde os envolveu. Mas, antes que descessem os degraus da entrada, o destino resolveu brincar com a paciência dela. Uma voz soou atrás deles — baixa, surpresa: — Eloise? — a voz arrogante, pretensiosa e carregada de ironia, cortou o ar. Ela congelou por um segundo, o sorriso social no rosto despencando por dentro. — A prima ingrata e o noivo covarde — pensou, mas manteve a postura. — Lorenzo — ela respondeu,
Capítulo 10
Capítulo 10O som da porta se fechando atrás de si trouxe a Eloise um alívio estranho, como se finalmente pudesse respirar sem o peso do olhar afiado de Augusto sobre seus passos. Aquele dia havia sido longo — intenso demais para o que ela estava preparada.Largou a bolsa sobre a cadeira da cozinha e começou a guardar as compras que havia passado no mercado antes de voltar. Tudo simples. Prático. A rotina era sua forma de manter os pés no chão, de não se deixar arrastar pelos jogos perigosos de homens como Augusto Monteiro.— Pai? — chamou ao passar pela sala.Ele estava sentado na poltrona, olhando para o nada, como quem carregava pensamentos demais.— Oi, filha — respondeu, tentando sorrir. Mas havia algo diferente em seu olhar. Um traço de dúvida. De preocupação.Ela não quis forçar. Apenas seguiu para a cozinha, prendendo o cabelo e abrindo a panela com um gesto automático. A água já estava para ferver.“Macarrão com molho madeira...”, murmurou sozinha, como se invocasse a mãe. A