All Chapters of Casei com Meu Chefe Frio e Bilionário : Chapter 211
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Capítulo 211
Entre o Caos e o Refúgio Enquanto o caos reinava em Cidade Norte, longe dali o mundo parecia suspenso — e o casal vivia o próprio refúgio, escondido até dos próprios medos. O fim de semana passou rápido demais. Entre risos, mergulhos e promessas, o tempo pareceu correr — como se o universo tivesse pressa de lembrá-los de que a realidade os esperava. Na segunda-feira, às oito da manhã, o jatinho particular pousou discretamente no aeroporto. Mas bastou o carro da MonteiroCorp se aproximar do portão para o sossego acabar. Augusto avistou os flashes antes mesmo de descer. — Paparazzi, eles não se cansam. — murmurou, passando a mão pelo rosto. Eles entraram rapidamente no carro. Mas, na saída, a multidão de repórteres já cercava a entrada. Augusto Monteiro — o homem que nunca dava entrevistas — respirou fundo, abaixou o vidro e encarou as câmeras. Os flashes o cegaram por um segundo. — Senhor Monteiro, é verdade que o senhor está namorando? — Fontes afirmam que é com sua secre
Capítulo 212
Despedidas e Confissões O prédio da VisionLab era movimentado como sempre, mas Eloise sentiu uma pontinha de nostalgia ao atravessar a portaria. Cada passo ecoava lembranças — os dias corridos, as risadas com a equipe, o apoio que recebeu quando tudo parecia desabar. Quando a porta do escritório se abriu, Heitor já estava ali, encostado à mesa, com aquele sorriso irônico que disfarçava o coração bom. — Já até sei o que traz você aqui — disse ele, fazendo biquinho. — Vai me abandonar oficialmente, né? Eloise riu, sem conseguir negar. — Sim, infelizmente Ele falou teatral. — Estou magoado. Os dois riram juntos, e o clima leve tomou conta da sala. — Vim agradecer, de verdade — disse Eloise, com um tom mais calmo. — Você e sua equipe foram incríveis comigo. Aprendi muito aqui. Heitor assentiu, cruzando os braços. — Você merece tudo de bom, Elô. E se um dia precisar… de qualquer coisa mesmo, é só me procurar. Ela sorriu. — Obrigada, Heitor. — Nada de obrigada. — res
Capítulo 213
Rastros de um InimigoO relógio marcava pouco mais de uma da tarde quando Augusto se afastou do quarto de Eloise.Ela já estava descansando, monitorada pelos enfermeiros, e o médico garantira que os exames não mostravam nada grave.Mas ele não conseguia relaxar.O celular vibrou em sua mão.Era Thomas.Augusto atendeu de imediato, a voz baixa e controlada:— Precisamos conversar.— Eu imaginei. — respondeu Thomas, do outro lado da linha, com o tom tenso. — Acabei de saber do atropelamento. Ela tá bem?— Tá — disse Augusto, respirando fundo. — Só alguns arranhões. Mas eu sei que isso não foi acaso, Thomas.Foi em frente à VisionLab. Eles sabiam que ela estaria lá.Houve um breve silêncio do outro lado.O som de papéis sendo virados, teclas pressionadas.— Certo. — disse Thomas enfim. — Eu vou puxar as câmeras da rua e da empresa. Alguém viu alguma coisa. Nem que eu tenha que varrer cada segundo de gravação.Augusto apoiou o braço na janela do corredor, o olhar distante.— E se for o m
Capítulo 214
O Retorno O sol do meio-dia refletia no vidro espelhado da MonteiroCorp quando o carro preto parou diante da entrada principal. Eloise saiu primeiro, ainda com o curativo discreto no braço. O vento leve mexia o cabelo dela, e apesar da noite anterior, havia algo firme no olhar — uma mistura de calma e decisão. Augusto veio logo atrás, a expressão séria, mas o gesto protetor — a mão dele se estendeu naturalmente até a dela. — Tem certeza que quer trabalhar hoje? — perguntou, a voz baixa, quase um murmúrio. — Tenho. — respondeu Eloise, sorrindo de leve. — Quero ocupar a mente… e ver como estão os relatórios do sistema. Augusto a observou por um instante. O instinto gritava para mantê-la em casa, longe de tudo. Mas, por outro lado, tê-la ali, sob os próprios olhos, lhe dava uma paz estranha. — Tudo bem. — cedeu, por fim. — Mas você fica comigo o tempo todo. — Isso é uma ordem, senhor Monteiro? — provocou ela, arqueando uma sobrancelha. — É um pedido disfarçado. — respon
Capítulo 215
Risos, Café e Comentários Eloise se levantou rindo e foi imediatamente envolvida por um abraço apertado. — Calma, Nathalia, eu só fiquei fora uns dias… — Uns dias? — rebateu ela, fingindo indignação. — Foram dias demais! E olha, a empresa inteira tá comentando sobre a entrevista do chefe. Você viu? Eloise arqueou uma sobrancelha, tentando disfarçar o rubor. — Vi... — murmurou, ajeitando uma pasta. — Ele não me avisou que ia falar aquilo. Nathalia deu uma risadinha maliciosa. — Pois eu adorei. O escritório inteiro tá suspirando e o feed da MonteiroCorp parece uma novela! “Ela é a mulher da minha vida” — repetiu ela, teatral. — O homem foi longe, hein? Antes que Eloise pudesse responder, Thiago apareceu na porta, com o habitual sorriso de canto e uma xícara de café na mão. — Eu sabia que o clima tava animado por aqui — disse ele, entrando. — E com razão. É bom ver você de volta, Elô. Eloise sorriu. — Obrigada, Thiago. — Agora, sinceramente… — ele continuou, em tom
Capítulo 216
A Luz Vermelha O restante da tarde transcorreu em silêncio na MonteiroCorp. Os funcionários pareciam evitar barulho, como se pressentissem que o CEO estava em modo alerta — e que qualquer distração poderia ser perigosa. Eloise, concentrada, mantinha o foco nos relatórios acumulados. O som suave das teclas preenchia o ambiente, junto ao leve aroma de café que vinha da copa do andar. Estar de volta trazia uma paz ilusória — até que algo estranho apareceu na tela. Entre os e-mails não lidos, havia uma sequência de mensagens de Laís, a funcionária de TI que trabalhava diretamente com ela no projeto de inovação da empresa. Foram enviadas entre sábado e domingo, em horários diferentes — 22h, 1h da manhã, 5h. E todas com o mesmo assunto em letras vermelhas: > URGENTE — invasão detectada no sistema interno. Eloise sentiu o estômago gelar. Clicou na primeira mensagem. > “Elô, estou vendo movimentações estranhas no servidor. Alguém acessou a pasta do Projeto Vértice com
Capítulo 217
Sinais no Sistema Augusto observava a tela vermelha piscando, o reflexo do código projetando sombras duras no rosto dele. O silêncio da Sala Sigma era quebrado apenas pelo som dos comandos de Eloise — rápidos, precisos, quase sem respirar. — Não dá pra recuperar tudo sozinha. — disse ela, sem desviar o olhar da tela. — Preciso da Laís. Ela é a melhor nisso, ninguém entende de rastreio e criptografia como ela. Augusto já pegava o celular. — E eu vou chamar o Thiago. Quero ele aqui agora. Digitou o número, andou alguns passos para longe da mesa; o tom da voz veio firme e direto: — Thiago, preciso que corra aqui. — disse Augusto, cortante. — Desce pro quinto andar agora. É urgente. Do outro lado da linha, o tom de Thiago veio confuso, mas atento: — O que aconteceu? — Invasão no sistema. — respondeu Augusto, já caminhando em direção ao painel da sala. — Transferências ligadas a empresas fantasmas... e usaram meu nome e o seu. Houve um silêncio pesado antes que Thiago
Capítulo 218
A Verdades no SistemaA batida suave na porta interrompeu o silêncio pesado da sala.Augusto levantou o olhar e, em poucos passos, abriu.— Entra, Thiago. O amigo entrou, o semblante carregado. Assim que cruzou a porta, os olhos dele foram direto para o sofá. Eloise estava deitada, encolhida sob o paletó de Augusto, que a cobria até os ombros. O rosto sereno contrastava com o caos refletido nas luzes vermelhas que piscavam no painel. — O que aconteceu? — perguntou Thiago, num tom mais baixo. — Passou mal. — respondeu Augusto, mantendo a voz controlada. — Foi tudo muito rápido. Acho que foi o estresse... ou o susto com o que descobrimos. Thiago se aproximou, lançando um olhar breve para ela antes de focar na tela. Os números piscavam em sequência, e o alerta vermelho ainda pulsava no centro do monitor. — Santo Deus... — murmurou ele. — Isso é o que eu tô pensando que é? — É pior. — respondeu Augusto, cruzando os braços. — Invasão no sistema. Transferências ligadas a
Capítulo 219
Silêncio e Promessas O relógio já passava das oito da noite. O ar da Sala Sigma estava pesado — uma mistura de cansaço, tensão e o zumbido constante das máquinas. Augusto olhou para o sofá. Eloise continuava dormindo, o corpo encolhido sob o paletó dele. Os traços do rosto estavam serenos, mas o leve tremor nos dedos denunciava o quanto aquele dia a tinha esgotado. Ele se aproximou devagar, ajeitou uma mecha do cabelo dela e suspirou. — Eu vou levá-la pra casa. — disse, firme. — Ela precisa descansar, comer alguma coisa. Esse dia foi pesado demais. Cláudia assentiu, compreensiva. — É o melhor a fazer. Deixa que a Laís e eu damos conta daqui. Laís, ainda diante do monitor, não desviou os olhos da tela. Digitava rápido, em total concentração. — Na verdade, se não se importarem... — disse ela, sem levantar o olhar — prefiro continuar sozinha. Trabalho melhor em silêncio. Thiago olhou para Augusto, depois para Cláudia, e deu de ombros. — Justo. Esse tipo de aná
Capítulo 220
Rastros da Verdade O dia amanheceu calmo sobre a Cidade Norte, mas o sossego não durou. Eloise acordou com o estômago revirando. Correu até o banheiro, o enjoo subindo sem aviso. Depois de vomitar, respirou fundo e decidiu tomar um banho rápido — não queria preocupar Augusto logo cedo. A água quente escorria pelo corpo quando sentiu as mãos dele em sua cintura. — Achei que tinha fugido de mim. — murmurou Augusto, encostando o queixo no ombro dela. Eloise sorriu de leve, virando-se para encará-lo. — Só tentando me recompor. O olhar dele desceu, intenso, silencioso. O resto veio sem palavras — o toque, o calor, o encontro inevitável sob o vapor do chuveiro. Quando o silêncio finalmente voltou, eles riram juntos, o som leve ecoando pelo banheiro. Pouco depois, tomaram café da manhã na varanda. O sol iluminava os dois, e por um breve instante, a vida parecia simples outra vez. Mas não por muito tempo. Augusto largou a xícara, o semblante já sério. — Vamos pra empre