All Chapters of Casei com Meu Chefe Frio e Bilionário : Chapter 221
- Chapter 230
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Capítulo 221
Entre Risos e Perigo O elevador se abriu no andar da presidência, e Augusto e Eloise saíram lado a lado na recepção. Augusto parou diante do balcão vazio e soltou um breve suspiro. — Preciso resolver isso logo — disse, ajeitando a gravata. — Prometi ao RH que contrataria alguém pra cá, mas com tanta coisa acontecendo, esse cargo ficou de escanteio. Ele se virou para ela, o olhar malicioso. — Faz isso pra mim, amor? Eloise arqueou uma sobrancelha, fingindo indignação. — Amor, Augusto? Isso não é nada profissional. — respondeu com um tom teatral, cruzando os braços. Ele se aproximou lentamente, inclinando-se até o pescoço dela, deixando o perfume e o calor da voz tocarem sua pele. — Com você… eu não quero ser profissional, meu amor. Ela tentou manter a postura séria, mas o riso escapou antes mesmo que conseguisse evitar. Augusto riu junto, a abraçando de leve — os dois presos entre o carinho e a provocação. Foi quando uma voz soou atrás deles: — Ai, que nojo!
Capítulo 222
O Veneno do Poder No escritório, Antônio, ao ouvir o pequeno som da porcelana tilintando, olhou imediatamente para a porta. — O que faz aí parada ?— murmurou Márcia empurrou a porta suavemente e entrou com a bandeja ainda quente nas mãos, o chá exalando vapor. Ia apenas deixar a bebida e avisar que Antônio precisava repousar — pequeno gesto cotidiano que agora parecia um risco. Por um segundo, a expressão dele foi calma; depois algo feroz surgiu nos olhos. A palavra “morto” ainda vibrava no ar como um trovão abafado. Márcia tentou recuar, a bandeja tremendo. — O que foi, Márcia? — a voz dele soou baixa, controlada, como a de quem prepara uma sentença. Ela abriu a boca para dizer que só vinha com o chá. Tentou fingir naturalidade. O homem, porém, era mais perspicaz do que ela imaginara. Em vez de aceitar a xícara, Antônio agarrou a bandeja com força, fez um movimento brusco — a porcelana escapou das mãos de Márcia e se espatifou no chão, espalhando chá quente e cacos que tilin
Capítulo 223
Coincidências e Sussurros Por volta das três da tarde, Sofia entrou apressada na MonteiroCorp. O salto fazia um som apressado contra o piso de mármore enquanto ela corria em direção ao elevador. As portas estavam prestes a se fechar quando ela apertou o botão. Um som suave — ding — e, ao entrar, congelou por um segundo. Quem estava lá? Sim. Thomas. Ele ergueu o olhar do celular, e um sorriso largo surgiu. — Olha só quem resolveu aparecer. — disse ele, divertido. — Estava com saudade, sabia? Esses últimos dias foram uma loucura. Sofia ajeitou a bolsa no ombro, tentando disfarçar o nervosismo. — Eu imagino. — respondeu, sorrindo de leve. — Também estive sumida... semana de provas. Quase não parei pra respirar. Thomas assentiu, inclinando-se ligeiramente para o lado, o olhar tranquilo. — Faz sentido. — disse ele, num tom mais suave. — Mas agora que acabou... vai demorar muito aqui na empresa hoje? — Acho que não. Vim só resolver os papéis do novo emprego. — respondeu Sofia,
Capítulo 224
O Peso da Verdade O silêncio da sala era quase sufocante. O celular ainda estava na mão de José Monteiro, a tela apagada, mas as palavras ecoavam como um trovão tardio: > “O nome é Louvre.” “Ele quer destruir vocês.” José apoiou-se na beira da mesa, o olhar perdido na janela. Lá fora, a cidade seguia o ritmo de sempre — indiferente à guerra que acabava de começar. Respirou fundo, tentando organizar o turbilhão de pensamentos. Márcia, seu amor do passado. Antônio Mello. Louvre, que ele não sabia quem era. Cada nome era uma peça solta de um quebra-cabeça que, de repente, parecia ter tudo a ver com o passado que ele mais temia revisitar. Pegou o copo sobre a mesa, mas o deixou no ar, sem coragem de beber. As mãos tremiam levemente. “Se eu contar a Augusto…” — pensou — “ele vai querer agir imediatamente. Vai querer confronto. E aí tudo vem à tona.” Caminhou até a janela, olhando para o reflexo cansado no vidro. As rugas pareciam mais profundas. O peso dos
Capítulo 225
Vozes de Casa O celular vibrou sobre a mesa, e o nome que surgiu na tela fez Eloise sorrir de imediato. "Carlos Pai ". Ela atendeu quase no primeiro toque, a voz suave e acolhedora. — Oi, papai … já tá com saudade de mim, é isso? Do outro lado da linha, veio uma risada leve. — Você sabe que sim. — respondeu Carlos, com aquele tom tranquilo que sempre conseguia arrancar dela um sorriso. — Só liguei pra saber se tá tudo bem. Eloise apoiou o cotovelo na mesa, girando distraidamente a caneta entre os dedos. — Tá tudo bem, sim. Só uma semana intensa na empresa… nada que eu não aguente. — disse, sorrindo. — E você, tá aproveitando o spa? — Tô. — respondeu ele, rindo. — Mas sinceramente? Já cansei de massagem, água aromatizada e gente falando "respira fundo". — Ah, é? — provocou ela, divertida. — O senhor Carlos Nogueira cansou de ser mimado? — Não é isso. — disse ele, em tom brincalhão. — É que esse lugar é bom, mas não tem a minha rotina. E, principalmente… — fez uma pausa dramá
Capítulo 226
O Caos a Caminho. O som das risadas ainda ecoava pela copa quando a porta se abriu devagar. Três silhuetas surgiram no batente — Augusto, Thomas e Thiago, observando discretamente a cena. As quatro mulheres olharam na mesma direção, ainda segurando as xícaras e os sorrisos. — Olha só… — começou Thiago, com um sorriso travesso. — O que tá acontecendo aqui? Parece reunião da alegria. Nathalia apoiou o cotovelo na mesa e respondeu sem perder o ritmo: — E é mesmo, doutor Albuquerque. Reunião exclusiva, entrada só com convite e bom humor. — Então tô dentro. — retrucou ele, puxando uma cadeira e se sentando ao lado dela. — Posso ser o convidado especial. Emma riu. — Você é o tipo que chega sem ser convidado, Thiago. — E ainda faz sucesso. — rebateu ele, piscando. O clima se encheu de risos novamente. Thomas apoiou-se na moldura da porta, cruzando os braços. — Não vão oferecer café pra quem tá chegando? — perguntou, fingindo ofensa. — Ou a regra é rir e deixar a gente de fora?
Capítulo 227
Entre Risos e Alarmes O restaurante tinha uma atmosfera acolhedora — luzes amareladas, música suave e o cheiro de especiarias misturado ao de vinho. A mesa redonda reunia o grupo com uma harmonia que há muito não se via. Thiago e Emma conversavam animadamente, Sofia e Thomas trocavam sorrisos sutis, e Eloise, entre risadas, brincava com Nathalia sobre o novo corte de cabelo. Poucos minutos depois, um garçom se aproximou abrindo espaço para mais um convidado. — Posso? — perguntou uma voz conhecida. Nathalia ergueu os olhos e sorriu, surpresa. — Heitor! Achei que não vinha. Ele sorriu de canto, ajeitando o paletó antes de se sentar ao lado dela. — Mudança de planos. Resolvi não perder a chance de jantar com a equipe mais perigosa da MonteiroCorp. Thiago riu. — Perigosa é pouco. Essas quatro juntas dominam a cidade. — E você tá incluso nisso, senhor diretor. — provocou Eloise, divertida. As risadas se espalharam pela mesa, o clima leve, quase familiar. Logo os pratos foram ser
Capítulo 228
O Invasor Entre Nós O som do alarme cessou tão abruptamente quanto começou. O silêncio que se seguiu foi estranho — pesado, quase artificial. Nos corredores da MonteiroCorp, os seguranças se comunicavam pelos rádios, as vozes ecoando distorcidas: > “Setor leste limpo.” “Sala de servidores, nada anormal.” “Dividam-se. Um em cada andar.” No quarto andar, o invasor se manteve imóvel, respirando fundo atrás da porta das escadas. Abriu uma fresta mínima, observando a movimentação no corredor. Dois seguranças subiam apressados, lanternas em mãos. O som das botas ecoava cada vez mais próximo. — Merda… o que eu faço agora? — sussurrou para si mesmo. Retirou as luvas rapidamente, enfiando-as no bolso. Bagunçou o cabelo com as mãos, o rosto ainda coberto de suor. Caminhou até sua mesa e ligou o monitor, tentando parecer calmo. Quando os passos se aproximaram, ele fingia estar organizando alguns cabos e papéis. Dez minutos se passaram. A tensão no ar era quase p
Capítulo 229
O Retorno à Sala Sigma O carro avançava pelas ruas quase desertas da Cidade Norte. O silêncio dentro do veículo era quebrado apenas pelo som do motor e pelas luzes que riscavam os vidros. No banco de trás, Thiago se remexeu, cruzando os braços com um meio sorriso provocador. — Mas me diz uma coisa… por que o Heitor veio mesmo? — perguntou, virando-se para trás. Thomas respondeu antes que o outro pudesse abrir a boca: — Porque é curioso. Parece uma velha fofoqueira. Thiago riu alto, batendo no encosto do banco. — Eu sabia! — Ei! — Heitor ergueu as mãos em defesa. — Eu vim porque temos projetos juntos com a MonteiroCorp, caso vocês tenham esquecido. Estou apenas garantido a segurança dos meus interesses. Thomas rebateu, rindo: — Ah claro,
Capítulo 230
Silêncio no Meio da TempestadeJá passava das onze e meia quando Augusto e Heitor estacionaram em frente ao prédio.O ar da noite estava frio, e a cidade parecia adormecida.As luzes do apartamento ainda estavam acesas quando Augusto girou a chave na fechadura.Entrou em silêncio, seguido de Heitor.O som baixo da televisão preenchia o ambiente — um filme esquecido passava na tela.No sofá, Nathalia e Sofia conversavam em voz baixa.Eloise dormia com a cabeça apoiada nas pernas de Nathalia, o rosto sereno, uma mecha de cabelo caindo sobre os lábios.Augusto parou por um instante, observando a cena.Toda a tensão do dia pareceu se dissolver naquele quadro simples — a mulher que amava, finalmente em paz.— Ela apagou faz uns trinta minutos. — sussurrou Nathalia, com um sorriso cansado. — Estava exausta.Sofia completou:— Tomou o chá e mal deu tempo de terminar o episódio. — disse, apontando para a televisão.Augusto se aproximou devagar.Ajoelhou-se ao lado do sofá e afastou com cuida