All Chapters of Casei com Meu Chefe Frio e Bilionário : Chapter 231
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Capítulo 231
O Sol e a Calmaria O despertador tocou às sete em ponto, quebrando o silêncio do quarto. O som insistente preencheu o ar por alguns segundos, até que uma mão sonolenta o silenciou. Eloise, ainda de olhos fechados, suspirou e se aconchegou mais fundo contra o peito de Augusto. Ele permaneceu imóvel, observando-a. O rosto dela estava tranquilo, a respiração lenta, Por um instante, Augusto esqueceu de tudo — do trabalho, da invasão, dos planos — e apenas ficou ali, sentindo o peso leve do corpo dela em seus braços. O sol atravessava as frestas da cortina, desenhando faixas douradas pelo quarto. A luz tocava os lençóis, o rosto de Eloise, e o anel em sua mão, que brilhou suavemente. Augusto sorriu de leve. Aquela cena parecia um pedaço raro de paz num mundo que, há dias, só lhe oferecia caos. Ele afastou-se com cuidado para não acordá-la, vestiu a calça social e seguiu até o banheiro. A água fria no rosto o trouxe de volta à realidade — aquela manhã não seria tr
Capítulo 232
Rostos e Máscaras O elevador abriu com um som suave, e Eloise desceu até o saguão. O ambiente ainda estava cheio — o som dos passos, do telefone tocando e das portas automáticas criando uma rotina quase hipnótica. Ela foi direto até o balcão da recepção. — Obrigada, Maria. — disse, pegando o celular esquecido. — De nada, senhora Nogueira. — respondeu a recepcionista, sorrindo. Eloise ajeitou a bolsa no ombro e se virou para o elevador. Mas antes que desse o primeiro passo, uma voz familiar chamou atrás dela: — Oi, Elô! Tudo bem? Tá sumida. Ela se virou, surpresa. — Oi, Lucas. — respondeu com um sorriso polido. — É… tô trabalhando muito. Ele se aproximou, o olhar fixo demais, o sorriso travado. — Você tá bem… depois do acidente? — perguntou, a voz baixa, quase ensaiada. Eloise hesitou por um instante. Havia algo estranho na forma como ele a observava — como se estivesse tentando decifrar algo. — Sim, tô bem. — respondeu, tentando manter o tom leve. — Foi só um susto, nad
Capítulo 233
A Dúvida que Respira O elevador se abriu e Eloise e José Monteiro caminhavam lado a lado até a recepção da presidência. José assentiu e seguiu em direção à sala de Augusto. Eloise ficou ali por um momento, observando até que a silhueta dele sumisse na curva do corredor. Ela respirou fundo, ajeitando o cabelo atrás da orelha. Quando se virou, encontrou Nathalia e Sofia tentando — claramente sem sucesso — fingir naturalidade. — Então… o que vocês estão fofocando? — Eloise perguntou, arqueando uma sobrancelha. Nathalia, que estava de braços cruzados e um sorriso travesso, rapidamente pôs as mãos atrás das costas, disfarçando. — Nós? Esperando você, né! — respondeu, empolgada demais pra soar inocente. Sofia assentiu, mas o brilho nos olhos a entregava. Eloise estreitou o olhar. — O que vocês estão aprontando…? Nathalia deu um passo à frente, o sorriso crescendo devagar, quase teatral. — Ah, eu estou ansiosa desde cedo. — comentou Sofia, já mordendo o lábio para n
Capítulo 234
O Minuto Antes da Verdade Augusto saiu da sala ainda sentindo a conversa pesada com o pai ecoar na mente. As mãos estavam firmes, mas por dentro algo pulsava — urgência. Ele caminhou pelo corredor até a área da presidência. A mesa de Eloise estava vazia. Ele parou, o olhar fixo por um instante. Ela nunca se atrasa. Nunca sai sem avisar. Virou-se e caminhou até a recepção da presidência. Sofia estava ali — postura impecável, telefone à mão, mas o olhar denunciava nervosismo de primeiro dia. — Sofia. — chamou ele, a voz firme. Ela quase derrubou o telefone ao se virar. — S-senhor Monteiro… — Onde está a Eloise? — perguntou direto, sem dureza, mas sem rodeios. Sofia engoliu seco. — A Eloise… ahm… ela foi… — tentou começar, mas a voz falhou. Augusto ergueu apenas uma sobrancelha. Sofia respirou fundo, tentando se recompor. — Ela foi encontrar a Emma no quinto andar, senhor. Se o senhor quiser, eu posso ligar e pedir para ela subir. Augusto não respon
Capítulo 235
A Voz de Quem Ninguém Ouvia A sala de visitas do presídio era fria — não só no ar, mas no silêncio. Uma mesa de metal separava Augusto e Thomas do homem sentado à frente deles. Wesley Silva não era grande. Não era violento. Mas parecia carregado por um mundo inteiro de derrotas. Os olhos dele — cansados, fundos — não tinham arrogância, nem resistência. Somente verdade crua. Ele respirou fundo antes de falar: — Senhor Augusto… investigador Thomas… — começou, com a voz rouca. — Eu não quero dinheiro. Não tô aqui pra pedir nada. Eu só quero… uma chance. Uma conversa limpa. Eu vou contar tudo o que sei. E… se for possível… — engoliu seco — queria a ajuda de vocês. Thomas manteve o olhar firme, atento. Augusto apenas ouviu — sério, mas não fechado. Wesley passou a mão pelo rosto, tremendo. — Eu tô aqui porque fiz merda. Eu sei disso. — A voz dele falhou, mas não recuou. — Eu invadi uma farmácia com uma arma. Augusto permaneceu imóvel. Thomas apenas ergueu o queix
Capítulo 236
Dois Segredos, Uma Bomba O vento cortava o estacionamento da Penitenciária como uma lâmina fria. Augusto permaneceu encostado no carro, a carta ainda aberta em sua mão. Thomas estava ao lado, segurando o próprio paletó como se algo dentro dele tivesse desmoronado. O silêncio entre os dois pesava como chumbo. Thomas passou a mão no rosto, respirando fundo. — Como… como a gente não viu isso? — a voz dele saiu baixa, trincada. — Ele sempre esteve lá. No meio de tudo. Ajudando nas investigações, nas buscas… se aproximando da gente. E eu… eu falhei, Augusto. O inimigo estava ao lado e eu não percebi. Augusto fechou a carta devagar. O olhar dele estava distante — mas havia fogo ali. — Não se culpe, Thomas. — disse, firme. — Ele soube se esconder. Sabia exatamente onde tocar… como se aproximar… e quando atacar. Thomas socou o capô do carro — não em raiva, mas em dor. — Ele nos usou. — Sim. — Augusto respondeu, a mandíbula rígida. — E agora ele sabe que estamos perto d
Capítulo 237
O Nome que Não Devia Estar LáO prédio ainda estava silencioso quando Thiago chegou. A luz azulada dos monitores iluminava sua expressão concentrada enquanto ele percorria os relatórios da noite anterior. Linhas, registros, horários — tudo parecia normal… até 21h24. Uma entrada. Sem nome. Sem registro. Sem crachá associado. Um fantasma. Thiago apertou os olhos, ampliando a tela do sistema. — Isso não acontece sozinho… — murmurou. Ele abriu outra tela, puxando a planilha interna da equipe de segurança. Conferiu cada turno, cada substituição, cada ausência. Algo ali não fechava. Pegou o telefone e procurou o número do chefe da segurança. Chamou apenas duas vezes. — Alô? Maicon falando. — Bom dia. Thiago Albuquerque. — sua voz saiu precisa, direta. — Preciso que você reúna para mim os seguintes funcionários da segurança: Luciano Ferreira, David Braga, Andressa Sena, Brendo Assis, Fernando Cerqueira e Edson de Jesus. Houve uma pausa breve. — Todos e
Capítulo 238
O Nome na Tela A porta da Sala Sigma se abriu com força. Thiago entrou apressado, o coração batendo onde não deveria: no pescoço. Laís estava diante dos monitores, os olhos focados em sete telas ao mesmo tempo, digitação frenética, como se estivesse tocando um piano nervoso. — Laís. — ele disse, sem fôlego. — Eu tenho um nome. Ela parou apenas um segundo — o suficiente para demonstrar que compreendeu a gravidade. — Se eu tiver o nome — ela respondeu — eu cruzo com o IP. Se coincidir, acabamos o jogo. Thiago passou a mão no rosto, tentando controlar o tremor na respiração. — Quarto andar. No horário da invasão. Disfarçado. Ele foi visto. Laís já estava digitando antes mesmo de ele terminar. O som das teclas ecoava na sala: tac-tac-tac — pausar — tac-tac-tac-tac-tac A tensão era algo vivo — presente — respirando junto com eles. No painel principal, linhas de código corriam como se fossem uma queda d’água digital. A luz azul refletia nos olhos dela. — Estou quase… — disse
Capítulo 239
O Desvio O quarto andar da MonteiroCorp estava mais silencioso do que o normal. Eloise caminhou pelo corredor, o salto marcando um ritmo firme. Ela estava decidida. Clara. Certeira. Aquilo precisava ser encerrado — agora, antes que se transformasse no tipo de ruído que ela e Augusto jamais permitiriam entre eles. A mesa de Lucas ficava na fileira do fundo, numa daquelas baias de vidro baixo, onde todo mundo via todo mundo. Eloise percebeu os olhares assim que se aproximou. — Lucas. — chamou, com voz calma. — Podemos conversar? Ele levantou os olhos do computador, e o sorriso que veio parecia ensaiado demais. Algumas cabeças ao redor se voltaram discretamente. Eloise notou. Não aqui. — Vamos até o refeitório. — disse ela, já indicando o elevador. Lucas se levantou. Parecia normal. Quase normal demais. Ele estava prestes a pegar o celular quando uma notificação surgiu na tela: > ALERTA: Tentativa de acesso remoto detectada. Ele travou por um microsegund
Capítulo 240
A Linha que Rompe A cafeteria da esquina era clara, movimentada, e o aroma de café fresco pairava no ar. Era o tipo de lugar onde nada parecia perigoso. Por isso Eloise não percebeu o erro de imediato. Lucas escolheu uma mesa perto da janela. Ele parecia calmo. Calmo demais. Ela sentou, apoiando a bolsa ao lado, postura firme. — Onde está sua irmã? — Eloise perguntou logo, sem rodeios. Lucas mexeu no celular, como quem checa algo trivial. — Ela disse que estaria aqui. — respondeu, leve. — Pede seu café que eu vou ligar pra ela. Eloise não se moveu. — Lucas, não quero demorar. O assunto é rápido. Ele sorriu — um sorriso pequeno, controlado. — Vai ser rápido. Só vou avisar e, se precisar, mando localização. Ele levantou-se e se afastou uns passos, levando o celular à orelha. Mas ele não falou com ninguém. Ele simplesmente: desbloqueou o aparelho, abriu um aplicativo interno, digitou um código, e desconectou tudo. Eloise viu o gesto. Não ente