All Chapters of Casei com Meu Chefe Frio e Bilionário : Chapter 281
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CAPÍTULO 5 — A PRIMEIRA SESSÃO
Thomas levantou a mão e fez um gesto lento e preciso. — Retire o que está vestindo. Dobre a peça cuidadosamente e coloque-a sobre o sofá. Mantenha os olhos em mim. Sofia obedeceu sem hesitar. O vestido foi retirada. A nudez era fria por um instante, até que o calor sua atenção a envolveu. Ela se moveu com uma graça nervosa, dobrando a seda conforme instruído, cada movimento demorado e exposto sob seu olhar intenso. Ele fez ela sentar. Depois ajoelhou à frente dela. Thomas se ajoelhou diante dela. Não em submissão — mas em controle total da própria presença. O coração de Sofia disparou. Ter aquele homem ali, tão perto e tão atento a cada reação dela, foi o bastante para o corpo inteiro acender. Ele segurou os tornozelos dela com suavidade, como se cada movimento fosse pensado com antecedência. — Primeira regra — murmurou. — Você mantém os olhos em mim. — Segunda regra — ele passou o polegar na pele quente acima do joelho dela — se algo incomodar, você fala
CAPÍTULO 6 — O DIA SEGUINTE
O quarto ainda estava meio escuro quando Sofia abriu os olhos. A primeira coisa que sentiu foi calor. O calor do peito dele. Thomas estava deitado de lado, um braço pesado envolvendo a cintura dela, como se o corpo dela tivesse sido feito para encaixar ali. Por um instante, Sofia não soube se aquilo era sonho ou realidade. Mas então, ele deslizou a mão nos cabelos dela devagar, traçando a raiz dos fios ruivos até a nuca. — Bom dia, ruivinha. — a voz dele saiu rouca, sonolenta, quente. Sofia fechou os olhos de novo. Ela nunca tinha ouvido alguém dizer “bom dia” daquele jeito. Como se fosse íntimo. Como se fosse deles. Ela virou o rosto até encontrar o ombro dele. — Não quero levantar. — murmurou. Thomas sorriu contra a testa dela. — Eu sei. Eu também não quero deixar você ir. Ela ergueu os olhos, estudando o rosto dele na meia-luz. Tinha suavidade, mas também aquela força constante que parecia seguir cada movimento dele. — Thomas? — ela chamou baixin
CAPÍTULO 7 — A PRIMEIRA CRISE
Nathalia estava parada no meio da sala… de roupão curto, cabelo bagunçado… tentando amarrar a cintura no desespero. E Ricardo… Ricardo estava na cozinha. De cueca cinza. Cueca CINZA. Com a porta da geladeira aberta e uma garrafa de água na mão como se fosse a cena mais normal do mundo. O som da porta batendo ecoou. Ricardo virou. Parou. Congelou. — … eita. — ele murmurou. Sofia fechou os olhos por um segundo. — Cena que eu NÃO queria ver do pai da Emma… assim. — resmungou. Nathalia explodiu numa risada alta. Daquelas que tentam esconder constrangimento… e falham miseravelmente. — A GENTE NÃO SABIA QUE VOCÊS IAM CHEGAR AGORA! — ela gritou, segurando o roupão com força. Ricardo, completamente vermelho, praticamente se jogou para dentro do quarto de Nathalia. A porta bateu. Thomas permaneceu estático. Uma estátua. Apenas os olhos dele se moveram — vagarosamente — da sala para a cozinha. Da cozinha para Nathalia. De Nathalia para Sofia.
CAPÍTULO 8 — ENTRE CONFISSOS E CUIDADOS
Sofia passou o cartão na catraca da MonteiroCorp tentando parecer normal. Tentando. Mas cada passo lembrava do que tinha acontecido na noite anterior — no toque, no ritmo, na entrega. A ardência discreta era um lembrete vivo… e impossível de ignorar. Ela ajeitou a bolsa no ombro e respirou fundo. “Finge costume, Sofia.” Era isso ou desmaiar na entrada do halls. Caminhou até o elevador e, quando as portas se abriram no andar da presidência, Eloise surgiu na recepção com um copo de café na mão — e parou. Parou mesmo. Como quem vê algo fora do lugar. — Oi… — Sofia tentou sorrir como se nada estivesse acontecendo. Eloise estreitou os olhos. — O que aconteceu com o seu jeito de andar? Sofia travou. — Nada! Eloise ergueu uma sobrancelha. Uma só. — Sofia… eu sou mulher. — ela apoiou a mão na cintura. — Eu SEI quando alguém teve uma noite… intensa. Sofia quase engasgou no próprio ar. — Eloise! Eu… — ela sussurrou. — Para! Não fala assim alto. Eloise riu
CAPÍTULO 9 — A GAVETA
O primeiro endereço parecia banal demais para esconder qualquer coisa. Um apartamento pequeno, paredes brancas, cheiro de mofo recente, móveis baratos — tudo arrumado demais. Thomas passou os olhos pelo lugar como quem desmonta um cenário. — Parece limpo. — Fábio comentou, abrindo o armário da sala. — Limpo demais. — Bruna rebateu, já ajoelhada perto do rodapé solto que havia notado. Ela deslizou a unha pela madeira e puxou devagar. Um estalo seco. Uma placa inteira se soltou. Atrás dela: envelopes recheados, notas de dinheiro úmidas, contratos assinados com nomes falsos… e um pequeno pendrive preto, escondido entre duas folhas. Bruna sorriu, vitoriosa. — Começamos bem. Fábio assobiou, abrindo espaço no corredor estreito. — Ou talvez ela que tenha nos dado sorte. — comentou, rindo, passando a mão no cabelo. Thomas não riu. Não moveu um músculo. Ele apenas pegou o pendrive entre os dedos, girando-o lentamente, como se pudesse decifrar o conteúdo apenas pelo peso. O olha
CAPÍTULO 10 — O PESO DO MUNDO E AS MÃOS CERTAS
Sofia acordou antes de Thomas. Coisa rara. Ela piscou devagar, tentando entender onde estava, até sentir o cheiro dele no travesseiro e o braço pesado envolvendo sua cintura. A lembrança da noite anterior veio como um calor lento. A gaveta. O ciúme. O cuidado dele. O banho. O toque. E o jeito como ela tinha adormecido no peito dele, como se ali fosse a casa que ela nunca teve. Ela tentou se mexer. Erro. O braço dele a puxou de volta sem abrir os olhos. — Onde pensa que vai? — Thomas murmurou, sonolento, voz rouca, quente. Sofia sorriu contra o peito dele. — Beber água… — Hum… — ele levantou um pouco o rosto e olhou para ela. — Tá diferente. — Diferente como? Ele deslizou a mão pela cintura dela, lento, como se avaliasse cada centímetro do humor dela. — Você respira diferente quando tá preocupada. Sofia desviou o olhar. — Não é nada… Thomas ergueu o queixo dela com o dedo. — Comigo não precisa esconder. Ela respirou fundo, sem muita escolha. — É faculdade. To
CAPÍTULO 11 — Tribunal e Orgulho.
Três semanas se passaram como se alguém tivesse apertado o acelerador da vida. As manhãs continuavam com o café apressado na MonteiroCorp. As tardes, no escritório imponente de Dante Siqueira. E as noites… com Thomas. A rotina de Sofia mudou. E ela mudou com ela. --- Ela já não chegava tímida ao escritório. Agora entrava com pasta na mão, postura ereta e olhar firme, ouvindo Dante passar instruções rápidas enquanto caminhavam pelo corredor: — Revisou o caso Carla Martins? — Sim, doutor. — Encontrou as inconsistências? — Duas. Uma no depoimento dela e outra nas movimentações da offshore. — Boa. — ele disse, sem esconder o sorriso. — Muito boa. Sofia ainda se assustava com elogios, mas Dante… ele percebia tudo. E gostava do que via. --- Às vezes, Thomas estacionava em frente ao escritório para buscar Sofia. Sempre no mesmo horário. Sempre com o mesmo olhar. O olhar de quem dizia sem dizer: “Eu tô orgulhoso de você.” Ele nunca entrava. Nunca atrapalhava. Nunca in
CAPÍTULO 11 — A NOITE QUE ELE PREPAROU PARA ELA
A noite já caía quando Thomas estacionou a Hilux diante do portão do hotel fazenda. As luzes aconchegantes refletiam no lago e a brisa trazia cheiro de madeira e silêncio. Sofia olhou ao redor, confusa. — Onde… onde a gente tá? Thomas desligou o motor, virou o corpo para ela e deu aquele sorriso que desmontava tudo dentro dela. — Vem, ruivinha. Hoje é por minha conta. Ela engoliu seco. Ele desceu, abriu a porta para ela e estendeu a mão. — Confia em mim? Sofia colocou a mão na dele. — Sempre. Thomas sorriu como quem esperava exatamente essa resposta. Ele a guiou até a entrada da cabana de madeira — uma suíte enorme, afastada, iluminada só pela luz âmbar das lanternas externas. Parou diante da porta, puxou do bolso um pedaço de cetim preto e levantou devagar. A respiração dela falhou. — Thomas… — Shh. — a voz veio baixa, profunda. — Só a venda, ruivinha. Nada além disso. Ele aproximou o pano suave do rosto dela. — Não corre. Não tropeça. Eu tô aqui. — ele murmurou
CAPÍTULO 12 — O Susto
A manhã seguinte não chegou — ela aconteceu devagar. Como se o mundo tivesse decidido andar no ritmo deles. A luz filtrava pelas cortinas claras, suave, dourada, e o quarto ainda guardava o cheiro da noite anterior: vela, perfume, vinho… e Thomas. Sofia despertou antes dele. Ou achou que tinha despertado — até perceber que Thomas já estava em pé, vestindo a camisa preta, arma na cintura, e observando ela pelo reflexo do espelho. Não com pressa. Não com distância. Com aquele olhar dele que parecia dizer: “Você é minha primeira paz do dia.” — Bom dia, ruivinha. — ele disse sem virar totalmente, mas sorrindo de canto. Sofia esticou o corpo na cama, ainda enrolada no lençol. — Bom dia… namorado. Thomas travou a fivela do coldre… e parou. Devagar. Como se a palavra tivesse entrado direto na espinha dele. Ele virou de frente pra ela. — Fala de novo. — pediu, a voz baixa, rouca. Sofia riu. — Namorado. Thomas caminhou até a cama, ajoelhou um pouco, segurou o queixo dela co
CAPÍTULO 13 — A CRISE DE CIÚME
As semanas passaram depressa demais. Sofia já não era a mesma garota tímida que entrou na MonteiroCorp semanas atrás. Agora, entrava nos corredores com pasta na mão, postura confiante e aquele brilho novo nos olhos — o brilho de quem tinha encontrado seu caminho. No entanto… decisões difíceis também chegam com dias importantes. Hoje era o dia de se despedir oficialmente do grupo Monteiro. Eloise abraçou Sofia tão apertado que até atrapalhou a respiração. — Eu tô tão feliz por você… — disse com a voz embargada. — E tão triste ao mesmo tempo. Sofia riu. — Elô… — É sério! — Eloise insistiu. — Eu sempre soube que você ia brilhar, mas ver acontecendo assim… dá orgulho demais. Você é como nossa irmã mais nova. Sofia respirou fundo para não chorar. Foi quando Nathalia se intrometeu, cruzando os braços: — Só não pode me abandonar e me deixar morando sozinha! Juro que eu te puxo de volta pelo cabelo se inventar moda! Sofia riu e a abraçou também. O elevador apitou.