All Chapters of Casei com Meu Chefe Frio e Bilionário : Chapter 291
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CAPÍTULO 14 — O CASAMENTO
A tarde estava linda — céu limpo, vento leve e aquele cheiro doce de flor misturado com perfume caro. As madrinhas chegaram juntas. Verde. Tons diferentes, mas harmônicos. E Sofia… Sofia parecia saída de um quadro. O vestido ombro a ombro caía delicado sobre os ombros, marcando a cintura do jeito certo. O coque despojado deixava fios soltos que balançavam com o vento. A maquiagem leve deixava ela com aquela beleza suave, quieta, impossível de ignorar. Quando as quarto avançaram pelo corredor lateral, foi inevitável: todos olharam. E os rapazes também. Thiago foi o primeiro a comentar: — Santo Deus… — disse baixo. — Essas madrinhas são maravilhosas. Heitor riu. Ricardo assobiou baixinho. Mas Thomas… Thomas só olhou Sofia. Um olhar que dizia tudo que a boca não podia naquele momento. Ele deu um passo à frente, ajeitando o terno preto impecável. — Você tá linda. — disse baixinho. Sofia respondeu com um leve aceno de cabeça. Distante. Contida.
CAPÍTULO 15 — O QUARTO PRETO
Ele abriu a porta do apartamento, entrou, e só a colocou no chão quando estavam diante de uma porta preta… que Sofia nunca tinha visto aberta. Thomas girou a chave. A porta se abriu. E o ar mudou. Completamente. O cômodo era quase totalmente escuro. Paredes pretas, iluminação indireta, discreta. Argolas de aço fixadas em pontos estratégicos. Prateleiras com acessórios organizados com precisão. E no centro… Uma cama grande, com lençóis vermelhos que contrastavam com tudo ao redor. Sofia ficou muda. Thomas ficou atrás dela. — Esse é o meu quarto secreto. Um pedaço de mim que ninguém conhece. — E agora… é nosso. Ela virou o rosto um pouco, sem conseguir esconder o impacto. Thomas se aproximou. Devagar. Como um predador cuidadoso. — Você se lembra da palavra de segurança? Sofia sentiu o estômago aquecer. O corpo inteiro vibrar. — Sim, senhor. Thomas congelou por meio segundo. O “senhor” saiu natural. Instintivo. Correto. Ele sorriu —
CAPÍTULO 16 — A Manhã Depois
Sofia acordou sentindo um calor conhecido na cintura. Um toque firme, quente… e cuidadoso. Mas quando abriu os olhos, não era o toque. Era ele. Thomas estava ajoelhado ao lado da cama, sem camisa, a luz fraca da manhã contornando cada linha do corpo dele. Os dedos dele acariciavam devagar os fios do cabelo dela, afastando-os do rosto como se estivesse tocando algo delicado demais para apressar. — Ei, ruivinha… — ele sussurrou, a voz baixa, rouca de manhã. — Acorda, meu amor. Sofia piscou devagar, ainda sonolenta. — Que horas são…? Ele sorriu pequeno. — Cedo. Eu acordei antes… — inclinou o rosto e beijou a testa dela. — Não conseguia parar de olhar pra você dormindo. Sofia corou, rindo fraco. Thomas passou o polegar na bochecha dela, com um carinho raro, íntimo, quase vulnerável. — Você tá bem? — perguntou, olhando cada detalhe dela como se estivesse procurando qualquer traço de desconforto. — Dói alguma coisa? Ela esticou o corpo devagar, sentindo o leve ardor bom, o cal
CAPÍTULO 17 — O Almoço
A mesa que Enzo havia reservado ficava perto da parede de vidro, com vista para a rua arborizada. A luz do meio-dia entrava suave, deixando tudo com um brilho dourado. As quatro se sentaram quase ao mesmo tempo, já rindo antes mesmo do garçom se aproximar. — Chopp pra começar, né? — Emma anunciou. — Óbvio — Nathalia ergueu a mão. — Um litrão pra mim, por favor. — Eu quero o pequeno… — Laís começou. — Nada de pequeno, Laís — Sofia brincou. — Hoje é dia de extravasar. Todas riram. O garçom anotou o pedido e logo voltou com quatro copos geladíssimos, cheios até a borda. Emma ergueu o dela: — Um brinde à nossa sanidade mental… que já tá indo embora. — E à nossa ruivinha advogada em treinamento — Nathalia completou. Sofia riu, meio tímida. Os chopps desceram leves, gelados, perfeitos. Logo decidiram pedir comida. Pratos grandes, gostosos, cheios de cheiro de tempero caseiro. Quando chegaram… Sofia arregalou os olhos. — Gente… pelo amor de Deus… que isso?
CAPÍTULO 18 — Ela deseja.
Sofia entrou na Hilux ainda rindo do que Emma havia dito segundos antes. O vento frio bateu no rosto dela quando fechou a porta e o perfume de Thomas preencheu o carro inteiro. Ele olhou para ela de canto. — Bebeu muito? — perguntou com aquele sorriso de lado. Sofia ergueu dois dedos. — Só… um pouquinho. Thomas riu. Aquele riso baixo, gostoso, que ela sentia na pele. — Você tá linda. Ela virou o rosto para a janela, mas o sorriso a entregava. O caminho até o prédio dele foi leve. Thomas dirigia com apenas uma mão no volante… e a outra pousada na coxa dela, firme, quente. Sofia não reclamou. Pelo contrário — inclinou-se um pouco mais, respirando fundo. Quando chegaram, ele saiu primeiro, deu a volta e abriu a porta pra ela. — Vem aqui, ruivinha. Ela desceu apoiando-se nele — parte porque estava levemente tonta, parte porque gostava demais do toque. No elevador, ficaram em silêncio, mas o silêncio deles nunca foi vazio. Era cheio. Carregado. Elé
CAPÍTULO 19 — Uma Grande Notícia.
Os dias passaram… Mas, do lado de fora da rotina tranquila de Sofia, havia olhos sempre atentos. Dentro de um carro preto estacionado na esquina da faculdade, um homem observava. Quieto. Parado. Como parte da paisagem. O celular vibrava na mão dele. Ele atendeu sem tirar os olhos de Sofia — que caminhava com Emma e Nathalia, rindo de algo que só elas entendiam. A voz do outro lado da linha perguntou algo. E o homem respondeu com irritação contida: — Porra… ela não fica sozinha nunca. Sempre tem alguém grudado nela. Um silêncio. Um rosnado baixo. E ele completou: — Complica o serviço. Desligou. E continuou observando. Paciente. Frio. Como quem espera o momento certo. ___ Os dias estavam corridos. Sofia dividia o tempo entre estágio, estudos, faculdade, TCC… e Thomas. E, claro, isso virou munição suficiente para as amigas surtarem no grupo. " Grupo das meninas. " Nathalia: -> " Sofia não quer nem saber da gente. Agora só vive grudada
Capítulo 20 — O JANTAR DE EMMA E THIAGO
Emma abriu a porta antes mesmo que Sofia e Thomas pudessem tocar a campainha. — Finalmente! — ela exclamou, puxando Sofia para um abraço e dando um tapinha no braço de Thomas. A sala estava cheia e viva. Ricardo e Nathalia já estavam lá, taças na mão, rindo de alguma piada interna. Laís e Heitor discutiam sobre quem era melhor no truco — sem ninguém ter pedido essa discussão. Thomas cumprimentou os rapazes com aquele aperto de mão forte. Sofia foi imediatamente sequestrada pelas meninas. — Até que enfim, mulher! — Nathalia cutucou. — A santinha tava se arrumando demais… tá explicado — Laís completou, olhando Thomas com malícia. Ele ergueu uma sobrancelha. Sofia quase morreu de vergonha. A campainha tocou novamente. Todos se entreolharam… e comemoraram. — Graças a Deus! — Emma gritou, colocando a mão na cintura. Ela abriu a porta e Eloise apareceu, linda e radiante com a barriga já bem marcada. Augusto veio logo atrás, segurando a bolsa dela como quem segura
CAPÍTULO 27 - A notícia que ninguém queria.
O barulho do celular cortou o silêncio da madrugada. 00h08. Sofia abriu os olhos ainda confusos, tateando o criado-mudo até conseguir atender. — Alô…? — a voz saiu arrastada, sonolenta. Do outro lado, apenas respiração. E então… O choro. Sofia sentou na cama tão rápido que o mundo girou. O coração dela pareceu bater no estômago. — O quê? Nat… calma — ela tentou controlar a própria respiração. — Onde vocês estão? Me manda a localização, vou encontrar vocês aí agora. A mensagem chegou segundos depois. Thomas, que já tinha despertado com o toque e estava sentado ao lado dela, encarou o celular. — Amor… a Emma perdeu o bebê. — Sofia murmurou baixinho. Mas a dor da frase tomou o quarto inteiro. Até Thomas — tão firme, tão centrado — sentiu o peito apertar. — Vamos. — ele disse simplesmente, levantando e vestindo a primeira camiseta que achou. Não era hora de pensar. Era hora de estar lá. --- A manhã chegou pesada. O sol entrou pela janela como se não
CAPÍTULO 22 — Você não j**a sozinho.
A noite parecia comum. Parecia. Sofia estava na faculdade desde o fim da tarde, revisando o TCC com o professor. Penteado preso, óculos na ponta do nariz, marcando páginas, corrigindo referências — completamente imersa no que fazia. Quando o relógio marcou 21h, ela se despediu, guardou o notebook na bolsa e, no corredor silencioso, ligou para Thomas: “Amor, já tô saindo… tô indo te encontrar lá embaixo.” Caixa postal. Ela franziu o cenho, estranhando. — Ele deve estar em operação… — murmurou, enviando uma mensagem rápida antes de sair do prédio. Na delegacia A porta da sala abriu e um policial entrou apressado, segurando uma caixa média. — Thomas, isso aqui chegou pra você. Sem remetente. Só seu nome. Thomas ergueu o olhar do relatório. Uma caixa cheia de papéis, pastas e documentos jogados às pressas. Alex assobiou baixo: — Parece ouro do caso “Ficha Suja”. Thomas abriu a caixa. Documentos internos. Fotos. Planilhas. Mapas. Tudo organizado demais… entregue demai
Capítulo 23 — AS PRIMEIRAS PISTAS
A Hilux cortou a madrugada como uma lâmina. Motor alto, farol rasgando o asfalto, o coração de Thomas batendo no mesmo ritmo frenético do painel. O celular vibrava sem parar na mão dele. Nathalia. Laís. Heitor. Thiago. Ele ignorou. Não agora. Não até ver com os próprios olhos. Sofia não estava no apartamento. Não estava com Emma. Não estava com Eloise. Então só havia um lugar para recomeçar. A faculdade. Thomas estacionou em frente ao campus, motor ainda ligado, e ficou por um segundo com as mãos presas no volante. Respirou fundo. Fechou os olhos. E murmurou para si mesmo: — Agora você não é namorado… — a voz saiu baixa, grave. — Você é policial. Você é investigador. Pensa, porra. Pensa. Abriu os olhos. E tudo voltou com nitidez. Sofia ligou às 21h. Aula acabava por volta das 22h. Pelas mensagens, ela estava descendo. Se Thomas tivesse atendido… Ele engoliu em seco, trancando o que sentia para não enlouquecer. Pegou o celular, abriu o mapa interno da univers