All Chapters of Casei com Meu Chefe Frio e Bilionário : Chapter 301
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Capítulo 24 — Por trás do Policial
A sala de monitoramento cheirava a café frio, papel e tensão.Thomas continuava em pé diante da tela, a imagem congelada no exato momento em que o capuz segurava o pescoço de Sofia e a empurrava para dentro do carro.A porta se abriu com um estrondo.O delegado entrou com Alex logo atrás. O olhar do delegado varreu a sala, pousou na tela… e depois em Thomas.— Você tá fora do caso, Alves. — a voz veio seca, sem rodeios. — É sua namorada. Você não vai agir com profissionalismo, mais por impulso.O ar pareceu ficar mais pesado.Thomas não tirou os olhos da gravação por um segundo.Só depois virou, devagar.— Com todo respeito, senhor Mourão — a voz dele saiu baixa, mas firme. — Se eu não for nesse caso com vocês… eu vou sozinho.Silêncio.Ele deu um passo à frente.— Só não me peça pra ficar sentado esperando notícia… enquanto a mulher da minha vida tá em perigo.A frase caiu como tiro na sala.Bruna abaixou os olhos.Alex cruzou os braços, tenso.Nelson observava, sério.O delegado es
CAPÍTULO 25 — O DIA NÃO ESPERA
A madrugada simplesmente não existiu para aquela equipe. As horas passaram como vultos: Thomas analisando câmeras, voltando segundos, avançando quadros. Alex puxando dados de placas, cruzando horários. Nelson tentando rastrear qualquer sinal digital, qualquer celular próximo, qualquer coisa que respirasse perto da cena. Bruna procurando localização, ligação, movimento irregular. Era trabalho puro. Trabalho desesperado. Trabalho de quem ia preferir morrer a perder. E ainda assim… o relógio bateu 6h da manhã sem entregar absolutamente nada. O barulho ecoou forte no corredor: passos rápidos, vozes alteradas, portas batendo. Thomas saiu da sala de monitoramento. E viu. Os pais da Sofia. Exaustos. Em pânico. Tremendo. A mãe dela o viu primeiro — e o mundo desabou no rosto da mulher. — VOCÊ! — ela gritou, com o dedo apontado. — VOCÊ devia ter cuidado dela! Você devia estar com ela! VOCÊ—! O pai segurou a esposa, mas ele mesmo estava transtornado.
CAPÍTULO 26 — O RESGATE
As viaturas frearam todas ao mesmo tempo, levantando uma nuvem de poeira grossa que engoliu o pátio abandonado. O silêncio que veio depois pareceu ainda mais ensurdecedor que as sirenes. Atrás delas, o carro do pai de Sofia parou com a mesma violência. Armado saiu antes mesmo de desligar o motor, a respiração curta, o desespero estampado no rosto. Célia veio atrás, trêmula, agarrando o braço dele. Joel, o irmão, estacionou logo depois, correndo para cercá-la. Os policiais bloquearam a passagem imediatamente. — Senhor, senhora, não podem avançar! — um deles avisou, abrindo os braços. — É a MINHA FILHA! — Armado rugiu, tentando forçar passagem. — Me deixa passar! — Pai… — Joel segurou o ombro dele. — Eles sabem o que estão fazendo. — Eu não vou ficar parado! — a voz dele quebrou no meio, rasgada de dor. Nathalia correu e segurou Célia, que começara a soluçar. — Vamos ter fé… — ela murmurou. — O Thomas vai trazer ela de volta. Ele vai. O pátio era enorme. Um mar de galpões anti
Capítulo 27 — O Retorno
O galpão ainda cheirava a poeira e metal velho quando Thomas apareceu na porta carregando Sofia. Ela vinha encolhida nos braços dele, o corpo envolto em um lençol cinza, ainda trêmula, a respiração curta. O rosto marcado pelo susto, os pulsos vermelhos onde estiveram as amarras. Quando saíram para a área aberta, os policiais mal tiveram tempo de reagir. Os pais dela viram primeiro. E correram. — FILHA! — o pai gritou, atravessando a faixa de isolamento, empurrando dois agentes no caminho. A mãe veio logo atrás, desesperada, soluçando antes mesmo de chegar perto. Thomas tentou manter alguma ordem, mas não havia protocolo que segurasse pais diante de um filho encontrado assim. O pai de Sofia caiu de joelhos na frente dela, as mãos trêmulas segurando o rosto da filha. — Minha menina… meu Deus… — ele chorava. — Eu avisei, Sofia… eu avisei sobre se envolver com um homem mais velho… policial ainda por cima… olha o que aconteceu! Sofia piscou devagar, a voz arranhada: —
CAPÍTULO 28 – ENTRE A DOR, A RAIVA E O RENASCIMENTO
A delegacia amanheceu em silêncio — mas não era um silêncio calmo. Era o tipo que pesa no ar. Que gruda no peito. Que anuncia que o pior já aconteceu… mas o depois pode ser ainda mais difícil. Thomas estava sentado na sala de investigação, a bolsa da Sofia ao lado dele, o corte do lábio dela na memória, a frase na parede queimando nos olhos: “Não está sozinho, Dom.” Ele não conseguia tirar isso da cabeça. Não conseguia estar inteiro dentro do corpo. Mãos entrelaçadas. Respiração curta. Olhar perdido. Até que a porta se abriu sem bater. Bruna entrou. Ela fechou a porta atrás de si, como se quisesse um momento privado. — Thomas… — a voz dela veio suave demais. — Eu sei que foi uma noite difícil. E sei que é quase impossível equilibrar uma vida assim. Essa profissão já destruiu muito relacionamento. Sofia e a família dela não têm ideia do que é estar do nosso lado. Thomas ergueu lentamente o olhar. Frio. Hostil. — Bruna. — ele disse, firme. — Não fal
CAPÍTULO 29 — “Entre Amor e Culpa”
Silêncio entre Thomas e SofiaUm beijo tenso, emocional, daqueles que aliviam e machucamO quarto ficou silencioso assim que a porta fechou e os passos dos pais desapareceram no corredor.Silêncio.Denso.Carregado.Quase um terceiro corpo entre eles.Thomas estava sentado ao lado da cama, mãos entrelaçadas, olhando para Sofia como se ela fosse uma visão que pudesse desaparecer a qualquer segundo.Sofia o observava com a mesma intensidade — mas com outra coisa nos olhos.Algo novo.Firmeza.Coragem.Dor quieta.E amor, muito amor.Ela estendeu a mão devagar.— Thomas…Ele ergueu os olhos.E ali — naquele instante — foi possível ver tudo:a culpao medoa fúriaa sensação de “quase perdi você” que devastava o peito dele.Sofia apertou a mão dele, mesmo com os dedos ainda tremendo.— Não foi sua culpa. — ela disse com suavidade. — Você me ouviu, Thomas? Não foi sua culpa.Ele fechou os olhos, respirou fundo, mas a dor não cedia.— Sofia… — a voz dele saiu quebrada. — Eu devia ter atendi
CAPÍTULO 30 — Cecília Chegou
O apartamento de Sofia parecia pequeno demais quando ela entrou. Mas não estava vazio. Nada disso. Assim que a porta abriu, o mundo inteiro dela correu em sua direção. — RUIVINHA! — Eloise foi a primeira a abraçá-la, apertando forte, quase tirando o ar, mesmo com a barriga pesada. Emma veio atrás, agarrando o rosto de Sofia com cuidado para não machucar. Laís estava com um cobertor em mãos, como se pudesse protegê-la do mundo inteiro. A mãe se emocionou ao vê-la cercada pelas amigas. O pai — ainda desconfiado, ainda desconsertado — simplesmente virou o rosto, enxugando uma lágrima que fingiu não existir. — Estamos aqui, tá? — Eloise disse, beijando a testa dela. — Todas nós. Sofia respirou fundo. O cheiro do apartamento. O sofá. Os quadros tortos na parede. Tudo igual. Mas nada igual. ---Os dias seguintes A casa ficou cheia por quase uma semana. As meninas revezavam para dormir com ela. As tias ligavam. Os vizinhos levavam comida. A mãe limp
CAPÍTULO 31 — O Começo do fim
A sala de espera da maternidade estava lotada.Gente entrando, gente saindo, enfermeiras correndo com prontuários nas mãos, o cheiro de antisséptico misturado ao café velho que alguém esquecera na máquina.Mas ali, no canto direito, o grupo inteiro ocupava quase um bloco inteiro de cadeiras.Laís chegou com Emma ao lado, e antes mesmo de se sentar, Nathalia correu até ela:— ELOISE JÁ TÁ LÁ DENTRO! — disse quase sem fôlego.Thiago estava encostado na parede, braços cruzados, tentando parecer calmo — mas o pé batendo no chão entregava tudo.Heitor e Ricardo conversavam baixo, tentando ocupar a ansiedade.Os avós — Carlos, José e Cláudia — estavam sentados juntos, mãos entrelaçadas, cada um rezando à sua maneira.Sofia se aproximou e recebeu um abraço coletivo das meninas, que quase derrubou ela para trás.O coração dela finalmente começou a se acalmar…Até ouvir a frase que desmontou tudo por dentro.Thiago, olhando o celular, avisou:— Thomas disse que chega em vinte minutos.Sofia pi
CAPÍTULO 32 — “A Primeira Queda”
O apartamento estava silencioso. Silêncio de madrugada cansada. Silêncio de dois corpos que se amam, mas não conseguem se encontrar. A água do banho de Sofia ainda escorria pelas costas quando ela se enrolou na toalha. Os cabelos ruivos desciam pesados, úmidos, colando na pele quente. Ela respirou fundo diante do espelho. O reflexo não mostrava a Sofia de antes. Mostrava uma mulher que tinha enfrentado o inferno… e voltado viva. Uma mulher que sabia o que queria. E naquele momento, ela queria Thomas. Saiu do banheiro devagar. Pé por pé. Coração acelerado. As luzes do apartamento estavam baixas. A porta do escritório entreaberta. O som do mundo parecia preso no ar. Ela empurrou a porta. Thomas estava de pé, de costas, encarando a cidade pela janela. O rosto dele refletido no vidro — cansado, tenso, dividido. O maxilar trincado. As mãos nos bolsos para não tremer. Parecia que estava lutando contra algo dentro dele. Algo grande. — Thomas… — a voz de Sofia saiu bai
CAPÍTULO 33 — A DAMA DE FERRO
A luz da manhã entrava suave pelas cortinas do quarto, tingindo tudo com um dourado calmo, diferente de todas as manhãs anteriores. Thomas dormia profundamente. O corpo pesado. A respiração lenta. O rosto finalmente… em paz. Depois de dias sem dormir direito, o resgate, a culpa, o caos… Ele tinha apagado nos braços de Sofia. Sofia acordou primeiro. Ela ficou olhando para ele — para o homem que amava com cada parte do peito — e viu algo que nunca tinha visto nele: Descanso. Ele parecia mais jovem ali, largado no travesseiro. O coração dela apertou de um jeito bom. Ela levantou devagar, vestiu uma blusa branca de Thomas e foi ao banheiro lavar o rosto, escovar os dentes e prender o cabelo num coque alto. Um sorriso insistia em ficar no rosto. A noite anterior tinha tirado anos de peso das costas dela. Quando ela voltou… Thomas estava sentado na cama, com o cabelo bagunçado, um olhar sonolento e um sorriso de canto. — Tava procurando você — disse ele, vo