All Chapters of Casei com Meu Chefe Frio e Bilionário : Chapter 311
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CAPÍTULO 34 — Os segredos do passado
O silêncio depois da saída de Antonieta ficou pesado demais para aquele apartamento. Sofia ficou parada na entrada da cozinha, segurando o pano ainda sujo de café, sem saber se dava mais um passo… ou recuava. Thomas estava de pé no meio da sala, mãos na cintura, ombros tensos, olhar perdido no chão. O ar inteiro ao redor dele parecia carregado de coisas não ditas — de anos não ditos. Sofia respirou fundo. — Thomas… — chamou baixinho. Ele levantou o olhar. E o que Sofia viu ali… não era raiva. Era dor. Ferida antiga, funda, aberta de novo sem aviso. — Ela sempre foi assim? — Sofia perguntou com cuidado. — Tinha outra visão da grande Antonieta. Thomas soltou um riso curto, amargo. — Ela é pior. Sofia se aproximou, devagar. Como se ele fosse um animal ferido que ela temesse assustar. — Por que você nunca me contou que ela era sua mãe? Ele apertou a mandíbula. — Porque não faz diferença. — Thomas virou o rosto. — Nem pra mim… nem pra eles. Aquilo atingiu S
CAPÍTULO 35 — AS COISAS QUE DOEM EM SILÊNCIO
A delegacia estava estranhamente silenciosa para uma manhã de um Domingo. O relógio marcava 08h47. Thomas estava sozinho na própria sala, sentado diante de uma pilha de documentos do caso “Dom”. Mapas, rostos, horários. Setas vermelhas marcando rotas. Linhas ligando nomes que ainda não tinham rosto. Ele esfregou o rosto com força, tentando afastar o cansaço. Mas o que voltava… não era o cansaço. Era o passado. Sempre o passado. Sempre aquela cena. Sempre eles. Ele tentou ignorar. Respirou fundo. Pegou outra pasta. Mas a mente não obedeceu. A lembrança veio como um tiro. --- FLASHBACK ANOS ATRÁS O som da chave no trinco ainda ecoava quando Thomas empurrou a porta da casa dos pais. Ele tinha voltado antes da viagem — três dias antes — porque queria fazer uma surpresa para Gisele. Ele tinha até ensaiado o discurso. O anel estava no bolso do casaco. O coração dele estava leve, ansioso. Mas assim que entrou… alguma coisa estava errada. Muito er
CAPÍTULO 36 — A rachadura que ninguém vê
Os dias seguintes passaram rápido demais. Rápido o bastante para quem olha de fora achar tudo normal. Mas Sofia sentia — no peito, nos silêncios, nos detalhes — que nada estava normal. Thomas a buscava na faculdade. A deixava no estágio. Quando não podia, mandava Alex. Presente. Atento. Protetor. Mas distante. Como se estivesse sempre com metade do corpo ali… e metade preso em algum lugar escuro que ela não alcançava. Sofia nunca duvidou do amor dele. Nunca. Nem por um segundo. Mas havia um abismo entre eles. Um que ela não sabia como atravessar. --- Já passa do meio dia Sofia decidiu almoçar no restaurante em frente ao escritório de advocacia. Estava cansada, com fome, e sem vontade de chama Thomas mais uma vez para almoçar juntos e ele recusa. Ela estava mexendo no cardápio quando ouviu uma voz conhecida atrás dela: — Foi Sofia. Tudo bem? Ela virou-se imediatamente, sorrindo. — Oi, Enzo! Tudo bem e com você? Ele estava de camiseta pret
CAPÍTULO 37 — O Jantar dos Alves
A sexta-feira amanheceu com um sol tímido, filtrado por nuvens carregadas.O fim do outono trazia um frio suave, o tipo que anuncia mudanças — no clima e na vida.Sofia se arrumou rápido, prendeu o cabelo em um rabo simples e tomou um gole apressado de café.Ela não queria cruzar com Nathalia naquele momento.Não queria explicações, não queria conselhos…Não queria chorar de novo.Assim que saiu pela portaria, a Hilux preta estava lá.Encostada nela — Thomas.Ele ergueu o rosto, como se estivesse esperando exatamente o segundo em que ela apareceria.— Bom dia, ruivinha.Sofia tentou sorrir.— Bom dia, Thomas.Ele abriu a porta para ela, como fazia sempre, como se aquele gesto fosse instintivo.Ela entrou.Ele deu a volta e assumiu o volante.Dirigiram em silêncio.Não era um silêncio confortável.Era o tipo que pesa, que arranha, que diz mais do que qualquer palavra.Quando estacionaram em frente ao escritório de advocacia, Thomas finalmente falou:— Um motorista vai te buscar hoje.—
CAPÍTULO 38 — A CHEGADA
O carro estacionou em frente à mansão Alves. Luzes amarelas iluminavam a fachada clássica, impecável, imponente — como a família que morava lá dentro. Sofia respirou fundo quando Thomas abriu sua porta e ofereceu a mão. — Você está maravilhosa — ele murmurou, baixinho, quase reverente. Sofia sorriu, o coração batendo rápido. — Obrigada… você também está lindo. Thomas apertou a mão dela um pouco mais forte. — Vamos. Eles caminharam até a entrada. A porta se abriu antes mesmo de baterem. Antonieta Alves — impecável em um vestido champanhe e brincos discretos que brilhavam à luz — sorriu de forma tão verdadeira que surpreendeu Sofia. — Vocês vieram — ela disse, e os olhos dela suavizaram ao olhar para Thomas. — Eu fico tão feliz. Depois, voltou-se para Sofia: — Então você é a famosa estagiária do escritório do Dante Siqueira… ouvi falar muito de você. Sua dedicação chamou bastante atenção. Sofia quase engasgou. — Eu… nossa… fico honrada, senhora Antonieta
CAPÍTULO 39 – A NOITE QUEBRADA
Thomas se levantou da mesa. A cadeira arrastou no piso impecável, o som cortando o salão elegante como uma lâmina. Sofia levantou logo atrás, segurando a mão dele antes que ele explodisse ali mesmo. Eles saíram pelo corredor lateral do salão. A porta mal tinha fechado quando passos rápidos ecoaram atrás deles. — Filho? — Antonieta chamou, a voz tremendo de preocupação. Thomas parou, virou-se devagar… E a luz do lustre refletiu a fúria presa nos olhos dele. — Foi pra isso que me chamou, mãe? — ele disparou, num tom baixo, mas mortal. — Pra ver o show do perfeito Guilherme? Antonieta franziu o cenho, nervosa. — Thomas, eu… eu não sabia. Juro. Hoje era para ser sobre seu pai. Sobre a família… Ele riu — um riso curto, incrédulo, machucado. — Vocês nunca sabem de nada. Quando envolve o Guilherme, vocês nunca percebem nada. Nunca enxergam nada. Nunca fazem… nada. Foi então que Juan apareceu atrás dela, as mãos para trás, expressão séria. — Não é verdade,
CAPÍTULO 40 – Metade de Mim
Sofia chegou em casa com os olhos ardendo. Era como se o vento frio da noite tivesse entrado direto no peito dela e se alojado ali. A porta se fechou atrás dela… e o silêncio pesou. O jantar deveria ter sido um momento feliz. Thomas ao lado dela. Família reunida. Mas o que ela carregava era só um gosto amargo — de dor antiga e de futuro incerto. Ela respirou fundo e caminhou até a sala, pronta para desabar no sofá e talvez… chorar um pouco. Mas Nathalia estava lá. Sentada de pernas encolhidas, cabelo desgrenhado, uma taça de vinho na mão e os olhos marejados. Sofia parou imediatamente. — O que aconteceu? — perguntou, esquecendo imediatamente da própria dor A amiga olhou para ela, riu sem humor. — Ah… nada. Só tô existindo mesmo. — murmurou, virando mais um gole. Sofia deixou a bolsa na mesa. O coração ainda apertava pela briga com Thomas… mas a preocupação com a amiga falou mais alto. Ela sentou ao lado. — Você quer conversar? Nathalia respirou fundo, olhando para a
CAPÍTULO 41 — Quase Tudo Bem
Os dias seguintes passaram como cópias malfeitas um do outro. Ele já não buscava mais ela. O motorista levava Sofia ao estágio. E garantia que ela estivesse segura. Era como se tivesse colocado uma parede de concreto entre os dois. Eles conversavam o mínimo. Sempre mensagens curtas ao longo do dia: > "Chegou bem?" > "Sim." > " Ok. Não esquece de almoçar." Era isso. Isso… e o silêncio. O pior tipo de silêncio: aquele que corta… sem fazer barulho. Sofia se dividia entre o estágio, os estudos e o pânico crescente: TCC perto da apresentação Prova da OAB chegando E o coração dela em queda livre Ela conseguia discorrer páginas e páginas sobre Direito Constitucional… mas não conseguia arrancar uma palavra honesta de Thomas. Às vezes, ele aparecia com olheiras profundas. Sempre dizia: > “Está tudo bem. Só trabalho.” E ela respondia: > “Eu sei.” Mesmo não sabendo. Mesmo doendo. --- Nathalia percebeu antes de Sofia admitir. — Você está pálida. Vai cair dura qualquer
CAPÍTULO 42 — Um Abraço Tardio
O sol ainda nem tinha nascido quando Thomas cruzou a divisa entre uma cidade e outra. A emboscada que deveria ser uma apreensão tranquila virou guerra em minutos. Sirenes. Armas. Grito no rádio. Thomas estava dentro do carro da Divisão, colete ajustado, ouvido grudado no comunicador. — Iniciar abordagem. O som das sirenes cobriu qualquer pensamento. A operação na Cidade Sul tinha começado — e ele varreria cada endereço em busca de qualquer rastro da nova chefe do esquema. Foi no meio do caos que o celular vibrou no bolso dele. Uma notificação acesa na tela: > “Vai começar.” — Sofia Ele não viu. Não ouviu. Não sentiu. A missão engoliu tudo. --- Ao mesmo tempo, o relógio apontava 9h02 no pulso de Sofia. As mãos tremiam tanto que ela precisou segurá-las uma com a outra. O auditório cheirava a café e nervos em ebulição. Nathalia ajeitou sua franja pela quinta vez. Emma deu um tapinha no ombro dela: — Vai arrasar, doutora. Laís segurava a garrafi
CAPÍTULO 43 — O Recado dela
O restaurante estava cheio, mas a mesa deles parecia ter luz própria. Sofia estava no centro. Nathalia, Emma, Laís e Eloise falavam todas ao mesmo tempo. Cecília dormia tranquila no bebê conforto, ignorando toda a festa da vida adulta. Enzo sentou ao lado de Sofia, prestando atenção em cada frase dela — discreto, mas presente. Sofia tentava não corar com o jeito atento dele. Quando o garçom chegou com as bebidas, alguém surgiu atrás: — Olha só… festa sem convite? — Heitor brincou, puxando uma cadeira. Thiago e Augusto vieram logo atrás. Emma bateu palmas: — Agora sim! Comitiva quase completa! — E agora eu tenho liberdade de falar tudo que eu quiser — Thiago disse, apontando para Sofia com um sorriso provocador. — Afinal, eu tenho uma advogada comigo. Sofia riu, com vergonha: — Calma! Ainda falta passar na OAB! — Detalhes… — Thiago abanou a mão. — Eu já considero vitória. Augusto ergueu uma taça. — Então vamos oficializar. Todos ergueram suas bebidas