All Chapters of Casei com Meu Chefe Frio e Bilionário : Chapter 321
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CAPÍTULO 44 — Risco, Rímel e Raiva
O som da música pulsava como se o coração da balada batesse do lado de fora das costelas. Laís, Nathalia, Emma e Sofia riam sem precisar forçar alegria. Eloise ficou em casa com Cecília — por isso, antes mesmo dos shots, elas tinham gravado um vídeo: — Mãeeee da Cecília! Nós estamos comemorando a doutooora! — Nathalia gritou para a câmera, apontando para Sofia. Emma beijou a bochecha dela: — A mais linda de todas! Sofia dançava com as mãos no ar, o vestido preto desenhando cada curva. Finalmente se sentia leve… como há meses não se sentia. E sem notar, alguém mais observava. Uma foto foi tirada. Depois outra. Alguém registrava cada sorriso dela. — Vai, Sofia! — Nathalia vibrou. — Hoje você é a rainha desse lugar! Sofia jogou o cabelo para trás e riu. Era drinks, brindes, gritos… Era vida. Era ela, pela primeira vez, sem medo de doer. --- Enquanto isso… O apartamento de Thomas estava silencioso demais. Ele sentado no sofá, paletó jogado na poltro
CAPITULO 45 — A Noite do Adeus
Thomas não foi embora. Ele ficou lá. Parado na calçada. Encostado no carro. A madrugada inteira. Como se vigiar a porta do prédio fosse a única forma de segurar o que já estava escorrendo pelos dedos. Lá em cima… Sofia chorou até o corpo não ter mais água. Emma fez cafuné. Laís trouxe chocolate. Nathalia xingou Thomas umas vinte vezes. Eloise ficou no celular com ela, mesmo com Cecília dormindo no colo. — Chora, amiga… mas não se diminui. — Nathalia sussurrou. Quando elas dormiram espalhadas pela sala… Sofia ficou acordada. Olhando o teto. Tentando achar onde foi que o amor se perdeu. Talvez não tenha se perdido. Talvez tenha sido arrancado. O sol já piscava pela janela quando ela levantou. O rosto inchado. O peito vazio. Foi até o banheiro. Ela encarou o espelho. A alma cansada. Mas a voz… firme. — Chega, Sofia. — murmurou para si mesma. — Você precisa acordar. Tem as provas finais... e a OAB aí na porta. A vida não vai esperar voc
CAPÍTULO 46 — Onde Dói
Os dias passaram correndo, como quem não olha para trás. Provas. Viradas de noite. Café demais. E Thomas… Sempre o mesmo. Frio. Distante. E Sofia continuava mergulhada nos livros e em qualquer assunto que fizesse ela esquecer os assuntos do coração. --- O café estava cheio, e a luz do sol iluminava a xícara de cappuccino com chantilly ao lado do notebook. Sofia digitava com foco… até a sensação de alguém parado ao seu lado fazer a espinha gelar. Ela levantou o olhar. Fardada. Sorriso falso. Bruna. — Olá, Sofia. Tudo bem? — disse com doçura ensaiada. — Oi, Bruna. Tudo bem e você? — Sofia devolveu um sorriso educado. Educado demais. — Tá sumida. Não aparece mais na delegacia… nem com o Thomas. Ele tem trabalhado muito. Às vezes, a gente até janta junto. Aquela frase foi um tiro bem encaixado. Sofia engoliu o gosto amargo, mas manteve o sorriso. — Ah, é. Reta final da faculdade… e ele focado na investigação do meu sequestro. Estou sumida apenas da delegacia, não do Th
CAPÍTULO 47 — As Horas Mais Longas da Vida
O grande dia chegou. A prova da OAB. Sofia mal conseguiu engolir o café da manhã. A respiração vinha curta, como se qualquer ar pudesse atrapalhar a cabeça já lotada de artigos, doutrinas e jurisprudências. Thomas apareceu cedo, encostado na camionete, esperando por ela. — Pronta? — ele perguntou, mesmo sabendo que ninguém nunca está. Sofia apenas assentiu, contando com o olhar dele a coragem que faltava dentro dela. No caminho, ele segurou a mão dela com firmeza, como quem diz "Eu tô aqui", mesmo que o mundo inteiro tentasse prová-la do contrário. Quando estacionaram em frente ao prédio da prova, Sofia respirou fundo, pela décima vez. — Eu tô com medo. — ela confessou baixinho. Thomas levantou o rosto dela com dois dedos, o olhar segurando o dela. — Você nasceu pra vencer isso. — disse com segurança suficiente para dois. Ela sorriu… o tipo de sorriso que acaba rápido. — Obrigada. De verdade. E desceu. Quinze minutos depois, o celular de Thomas vibrou no
CAPÍTULO 48 — Decisão Quebra-Alma
A sala privada ao lado estava cheia de vozes masculinas e copos tilintando — aquele tipo de reunião que só acontecia quando os homens do grupo queriam “resolver o mundo”. Thomas entrou. O olhar dele encontrou Augusto primeiro, sentado com Cecília dormindo no colo como se fosse a coisa mais natural do mundo. — Dá ela aqui. — Thomas pediu num murmúrio. Augusto sorriu de leve e entregou a bebê. Thomas a acomodou no peito com uma delicadeza que nenhum deles esperava ver nele. Heitor passou a mão no cabelo, claramente nervoso. — Eu… não sabia que a Agatha tava lá. Juro. Thiago, que estava mexendo no celular, levantou a cabeça: — Porra. Logo a Agatha? Tu é um ímã de problema, irmão. Augusto assentiu, prático como sempre: — Vai ter que chamar a Laís pra conversar. Olhar no olho. Explicar tudo. Ricardo apoiou os braços sobre a mesa: — Concordo com o Augusto. Você é um homem adulto. Se gosta dela, resolve como tal. Thiago completou: — E conta logo quem é a Agath
CAPÍTULO 49 — O Jantar Antes da Tempestade
O resultado saiu às 12h em ponto. Sofia estava no sofá, com o notebook no colo, o coração batendo no pescoço. As meninas estavam com ela — Emma com um pacote de salgadinho, Laís segurando a mão dela, Nathalia andando pela sala como uma mãe nervosa, e Eloise em chamada de vídeo com Cecília no colo. — Abreeeee logo! — Nathalia gritou. Sofia clicou. Um segundo. Dois. Três. E então: APROVADA — 1ª FASE OAB O grito que explodiu no apartamento sacudiu o prédio inteiro. — CARALHOOOOOO! — Emma pulou no sofá. — Eu sabia! — Eloise berrava do celular. — Minha advogada favorita! — Nathalia abraçou Sofia com força. — Tu merece, Sofia. — Laís sorriu orgulhosa. Sofia estava em choque. Mãos na boca. Olhos marejados. — Eu consegui… — sussurrou, sem acreditar. — Calma, agora é foco na 2° fase. E as amigas abraçaram ela numa roda apertada. Era o começo do sonho. Era para ser um dia perfeito. Mas o destino tinha outros planos.Eloise, animada do outro lado da chamada, anunciou:— Hoj
CAPÍTULO 50 — O Silêncio Antes do Impacto
A noite terminou antes de acabar. Sofia tinha bebido mais vinho do que pretendia — o suficiente para sentir o rosto quente, o corpo leve e o coração solto. Thomas ficou ao lado dela o tempo todo, mas não colado… apenas perto o bastante para impedir que ela tropeçasse. Quando todos se despediram no portão da casa da Eloise, Sofia abraçou as meninas uma por uma e então caminhou até a camionete dele. — Eu vou com você… né? — ela perguntou, com aquele sorriso torto de quem já estava meio bêbada. Thomas hesitou por meio segundo. Mas abriu a porta. — Vamos. A estrada foi silêncio. Não o silêncio confortável de antes… mas aquele silêncio que machuca, que pesa, que preenche o carro como se tivesse corpo próprio. Sofia estava encostada no banco, olhando a rua passar como quem vê o mundo com o atraso do vinho. Não percebeu o nó na garganta dele. Não percebeu o volante apertado com força. Não percebeu nada. Talvez fosse melhor assim. Quando chegaram ao apartamen
CAPÍTULO 51 — A Queda
Sofia entrou no apartamento tropeçando nos próprios passos. O choro vinha tão forte que parecia que o corpo nem acompanhava. Nathalia, que estava sentada no sofá com uma taça de vinho, levantou na hora — assustada. — Sofia? O que aconteceu? Sofia tentou respirar… mas o ar não vinha. Olhou para Nathalia como quem procura chão e encontrou apenas a dor. E então… A alma explodiu. — ELE TERMINOU. A voz dela falhou. Voltou mais alta. Mais rasgada: — THOMAS TERMINOU COMIGO! Foi um grito que não veio da garganta. Veio do fundo. Do ponto exato onde o amor quebra. Nathalia correu até ela, puxando Sofia para um abraço apertado, firme, protetor — o tipo de abraço que segura alguém prestes a desabar. — Calma, meu amor… calma… — sussurrou, como se estivesse acalmando uma criança ferida. Ela não perguntou nada. Não pediu explicações. Não quis detalhes. Apenas segurou Sofia como uma irmã mais velha faria: colo, carinho, abrigo. Quando os soluços diminuí
CAPÍTULO 52 — A Intervenção
O quarto estava em meia-luz, o cheiro de remédio misturado ao perfume suave que ainda restava nos lençóis. A porta se abriu sem aviso. — Sofia, chega. — Eloise anunciou, acendendo a luz sem piedade. Sofia levou a mão aos olhos, a voz fraca: — Desliga… por favor… Mas ninguém se moveu. Nathalia cruzou os braços, firme como uma mãe decidida: — Não, Sofia. Chega de remédio, acabou. Você teve uma semana pra chorar, sofrer, se desmontar. Agora é bola pra frente. Vai doer? Vai. Mas o tempo não vai parar pra você continuar parada. Sofia ficou em silêncio. O travesseiro ainda úmido, o coração em pedaços. Laís se aproximou da cama: — Faltam dois dias pra segunda fase da OAB. Você não lutou tudo isso pra desistir agora. E o estágio te espera, Sofia. Você precisa voltar pra sua vida. Emma, mais prática, puxou a coberta de cima dela: — Bora, doutora. Levanta. O mundo tá te chamando. Sofia se sentou devagar. O corpo cansado. Os olhos fundos. Mas ali, no meio da bagunça, algo reace
CAPÍTULO 53 — A Mulher Que Ela Se Tornou
No escritório de advocacia, Sofia estava sentada em frente ao notebook, concentrada em um processo de flagrante que precisava analisar. As anotações se acumulavam ao lado, rabiscos apressados de quem ainda estava aprendendo — mas levava tudo a sério. O telefone ao lado tocou. — Sofia, o doutor Dante quer falar com você. — Ok, obrigada. — respondeu, fechando o arquivo. Ela se levantou e caminhou até o segundo andar. Assim que chegou ao corredor, a secretária a interceptou: — Espera só cinco minutinhos, Sofia. Ele precisou atender a Jaqueline de última hora. — Tudo bem. — disse, sentando-se. A secretária baixou o tom, inclinando-se com curiosidade: — Ela é testemunha de acusação num caso complicado… tô vendo a hora dele perder esse processo por causa dessa mulher. Sofia sorriu de canto. — O doutor Dante perder um caso? Nunca. — começou a dizer. — Ele nunca perdeu um processo, não vai ser agora que vai— A porta se abriu. E a frase morreu. De dentro da sala sai