All Chapters of Casei com Meu Chefe Frio e Bilionário : Chapter 331
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CAPÍTULO 53 — A noite de comemoração
Foi lindo. Os pais de Sofia choraram antes mesmo que ela conseguisse descer do palco. A música que acompanhou sua entrada era intensa, elegante… quase sensual — como se marcasse não só uma formatura, mas o nascimento de uma nova mulher. Quando tudo terminou e ela desceu, o coração batendo forte demais no peito, foi envolvida primeiro pelos braços dos pais. Depois pelo irmão. E, logo em seguida, pelas meninas, que praticamente a arrancaram para um abraço apertado, coletivo, barulhento e cheio de amor. Heitor, Ricardo, Thiago e Augusto se aproximaram trazendo um buquê enorme de rosas brancas. Augusto sorriu, orgulhoso: — Parabéns, Sofia. Agora é oficial… nossa advogada. O pai dela limpou os olhos antes de falar, a voz embargada: — Que felicidade saber que você está rodeada de gente que quer o seu bem, filha. — Uuuh! Uuuh! Nossa advogada! — Emma, Nathalia e Laís cantaram juntas, pulando feito adolescentes. Eloise levou a mão ao peito, emocionada: — Meninas… meu De
CAPÍTULO 54 — O Que Ainda Queimava
A noite tinha sido boa. Boa de verdade. Sofia chegou em casa exausta, o corpo cansado de dançar, a cabeça leve pelo vinho. Dormiu rápido, sem sonhos, sem pesadelos — um descanso raro. Quando acordou, o sol já entrava pela janela da sala. O corpo cansado, mas a mente estranhamente clara. A festa tinha sido melhor do que ela esperava. Tomou um banho rápido, amarrou o cabelo de qualquer jeito e saiu do quarto em direção à cozinha. Foi quando ouviu vozes. Ela diminuiu o passo. Parado no corredor. A conversa vinha baixa… mas nítida. Nathalia e Laís estavam encostadas na bancada, café servido, falando baixo demais para ser conversa boba. — Você acredita que o Thomas teve coragem de intimidar o Enzo? — Nathalia disse, incrédula. Sofia sentiu o estômago afundar. O coração deu um tranco seco. — Como assim intimidar? — Laís perguntou, confusa. — Ontem. Na choperia. — Nathalia bufou. — Ele foi atrás do Enzo na cozinha e mandou ele ficar longe da Sofia. O mundo
CAPÍTULO 55 — O Adeus que Fica
O quarto estava escuro. Não completamente — apenas o suficiente para que as sombras escondessem o mundo lá fora e deixassem apenas eles. Thomas fechou a porta atrás de si com um movimento firme, quase urgente. Sofia mal teve tempo de respirar antes de sentir o colchão sob as costas. Não houve delicadeza ensaiada. Houve saudade. Houve fome. Ele a beijou como quem tenta recuperar o tempo perdido, como quem precisava confirmar que ela ainda era real. As mãos dele percorreram o corpo dela com familiaridade… e surpresa. Porque Sofia não era mais a mesma. Ela também não recuou. Não se encolheu. Não pediu. Quando ele se afastou por um segundo, os olhos dela brilhavam — não de fragilidade, mas de decisão. Sofia se levantou devagar, deixando que o vestido caísse pelo corpo, revelando a mulher que havia despertado nos últimos meses. Sem pressa. Sem vergonha. Thomas parou. O olhar dele percorreu cada detalhe como se estivesse vendo Sofia pela primeira vez. —
CAPÍTULO 56 — O Começo do Depois
Sofia correu para a saída, chamou um táxi com pressa e só então deixou as lágrimas rolarem, enquanto via a cidade passar pela janela. Eu não quero pesar o clima. Mas deixa eu te dizer uma coisa que aprendi nesses anos como escritora: Às vezes você não vai ser suficiente. E tudo bem. Às vezes você é incrível… mas não para aquela pessoa. E tudo bem. Às vezes não é você quem precisa mudar. Às vezes não é você a errada. Tem gente tão acostumada com migalhas que se assusta quando recebe um banquete. Tem gente tão presa ao que é igual, que o novo vira ameaça. E está tudo bem. Amor não se prova com a boca cheia de promessas. Ele falava demais de amor… mas, nas atitudes, ele faltava. A parte boa? O tempo cura. O tempo ensina. O tempo mostra quem realmente merece ficar. E ali, no banco de trás do táxi, assistindo a cidade continuar viva apesar da dor… Sofia entendeu que também precisava continuar. Mesmo com o coração em feridas, ela sabia: algo nela
CAPÍTULO 57 - Recomeço
O telefone vibrou em cima da mesa. Sofia estava de pijama, já na cama, o notebook apoiado nas pernas, os olhos atentos a mais um relatório que insistia em não esperar o dia seguinte. Ela respirou fundo antes de atender. — Alô. — disse firme, automática. Do outro lado da linha, a voz que ela reconheceria em qualquer lugar. — Preciso de você aqui com urgência. — Dante foi direto. — Temos um caso importante. E você é a mais indicada para assumir isso. Sofia franziu levemente a testa, mas não hesitou. — Amanhã estarei na Cidade Norte. — respondeu, já se reorganizando por dentro. Houve uma breve pausa do outro lado. Então Dante foi ainda mais decisivo: — Sofia, está na hora de você voltar definitivamente para a Cidade Norte. Esse caso é grande. Vai te dar visibilidade, destaque… e, dependendo do desfecho, abrir caminho para algo maior. Ela fechou o notebook devagar. O coração acelerou. — Talvez — ele continuou — depois disso, possamos conversar sobre sociedade no e
CAPÍTULO 58 - Ficha Suja
Na segunda-feira pela manhã, Sofia bateu duas vezes na porta de madeira escura. — Entra. — a voz firme de Dante soou do outro lado. Ela abriu a porta e a fechou atrás de si. — Bom dia, doutor Dante. Ele ergueu os olhos por cima dos óculos e arqueou uma sobrancelha. — Já falei que não precisa do “doutor”, Sofia. Ela sorriu de leve. — Força do hábito. Ainda não me acostumei a ter Dante Siqueira como meu mentor. Dante riu, recostando-se na cadeira. — Se acostume. Do jeito que as coisas estão andando, não vai demorar para você se tornar sócia deste escritório. Os olhos de Sofia brilharam por um segundo — rápido, contido, mas real. Dante não perdeu tempo. — Vamos ao que interessa. Um dos meus clientes mais antigos… e amigo. Jonathan Campos. Você já trabalhou com ele. Sofia assentiu. — Sim. Atuei em um caso dele na Cidade Sul. — Jonathan mantém um instituto para famílias carentes. Leilões beneficentes, doações, projetos sociais. — Dante se levantou e caminhou
CAPÍTULO 59 — Linhas que não se cruzam
A sala de Thomas era exatamente como Sofia lembrava. Fria. Organizada. Funcional demais para alguém que vivia cercado de caos humano. Ela entrou sem comentar nada, largando a bolsa na cadeira ao lado da mesa. Thomas fechou a porta atrás deles, automaticamente. — Aqui tem tudo se descobrindo. Obrigado por esta aqui, eu sempre quis solucionar esse caso. — ele disse, já caminhando até o quadro branco encostado na parede. Sofia cruzou os braços. — Não fiz isso por você. Fiz pelo interesse do meu cliente. Thomas assentiu. — Eu sei. Ele pegou uma pasta grossa, preta, com etiquetas antigas e jogou sobre a mesa. — Nicole Martins. — começou. — Filha da Carla. O nome ecoou pesado. Sofia se aproximou devagar. — A última visita registrada dela à mãe foi quando? — Dois meses antes da Carla ser transferida de ala. — Thomas respondeu. — Depois disso… sumiu. Ele abriu a pasta, espalhando fotos, relatórios, mapas. — Sem endereço fixo. Nenhum vínculo formal de trabalho.
CAPÍTULO 60 — Linha de Fogo
Os dias seguintes foram tudo, menos tranquilos. O nome Nicole Martins começou a aparecer com mais peso do que Sofia esperava. Não era só uma jovem desaparecida. Era um rastro mal apagado. Transferências frias. Testemunhas que “não lembravam”. Relatórios incompletos. E um silêncio conveniente demais para ser coincidência. Sofia passou a dormir pouco. Comia mal. Pensava demais. O caso não era claro — era sombrio. Mas não eram apenas os investigadores que estavam se movendo. — Eles ainda não aprenderam. — disse a mulher, com a voz fria, enquanto observava a tela à sua frente. A imagem congelada mostrava Sofia e Thomas no café, segundos antes do primeiro disparo. — Estão cavando fundo demais. O homem ao lado assentiu. — Quer que a gente elimine? A mulher não piscou. — Não. Ainda não. — fez uma pausa. — Vamos mandar um recado. Ela deslizou um pen drive sobre a mesa. Um leve sorriso surgiu no canto dos lábios da mulher.— Vamos brincar um pouco. E
CAPÍTULO 61 — O Jogo Começa
Thomas caminhava pelo corredor quando esbarrou com Bruna. Ele fechou a pasta e respirou fundo antes de falar. — Bruna, você está fora do caso Ficha Limpa. Ela piscou, sem entender de imediato. — Como assim? — a voz saiu mais alta do que pretendia. — Eu trabalho com você nesse caso desde o começo. Thomas manteve o tom controlado, profissional. — Justamente por isso. — respondeu. — Estamos há dois anos rodando no mesmo lugar. Quase. Sempre quase. Sem resultado concreto. É hora de mudar a forma de trabalhar. Bruna cruzou os braços, o rosto fechado. — Então está dizendo que o problema sou eu? Thomas sustentou o olhar, sem se deixar provocar. — Estou dizendo que eu estou mudando. — respondeu com calma. — E, se quero resultados diferentes
CAPÍTULO 62 — Entre Silêncios e Laços
Eles estavam virando noites. Dias feitos de café frio, telas acesas e papéis espalhados. Sofia e Thomas trabalhavam lado a lado há horas, quase sem falar. Não por desconforto — mas por concentração. O caso tinha deixado de ser apenas profissional. Havia algo pessoal ali. Para os dois. Thomas estava debruçado sobre o computador quando o celular vibrou sobre a mesa. Ele olhou a tela. Suspirou. — É minha mãe. — murmurou, atendendo. Sofia não prestou atenção no início. Continuou anotando algo no bloco. — Oi… — ele disse, a voz mudando de tom sem perceber. Ficou mais suave. — O que foi? Do outro lado da linha, a voz de Antonieta vinha aflita, mas carinhosa. — Filho, eu sei que você está trabalhando, mas aconteceu um imprevisto. O Miguelzinho saiu mais cedo da escolinha… seu irmão e a sua cunhada se atrasaram, e a babá só chega daqui a pouco. Você consegue buscar ele pra mim? Houve um segundo de silêncio. — Claro que consigo. — Thomas respondeu na hora. — Eu vou ago