All Chapters of Casei com Meu Chefe Frio e Bilionário : Chapter 341
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Capítulo 63 — Entre Copos, Cartas e Verdades
O clube estava iluminado, discreto como sempre. O tipo de lugar onde decisões importantes eram tomadas sem testemunhas demais. Thomas atravessou a entrada com passos firmes. — Boa noite, senhor. Em que posso ajudar? — o funcionário perguntou, educado. — Boa noite. O Augusto Monteiro já chegou? Acredito que esteja à minha espera. O funcionário conferiu rapidamente no sistema. — Sim, senhor. Sala seis. — Obrigado. Thomas seguiu pelo corredor silencioso até a porta indicada. Bateu uma vez e abriu. A cena era quase cômica. Augusto, Ricardo, Thiago e Heitor estavam sentados em volta de uma mesa, cartas espalhadas, copos de bebida pela metade. Riam alto — até perceberem a presença dele. — Pra que chamar todo mundo? — Thomas perguntou, entrando e fechando a porta atrás de si. Thiago ergueu o copo. — Um é bom… quatro é melhor ainda. — piscou. — Intervenção emocional, edição masculina. Heitor riu. — A gente já tinha percebido que você estava precisando. Thomas s
Capítulo 64 — Colegas ou Quase Algo
O alerta chegou pouco depois do meio-dia. Thomas ligou para Sofia - Sofia, vem para delegacia agora. Menos de 30 minutos Sofia estas entrado a delegacia. Um e-mail criptografado, curto demais para ser casual. Uma carga grande. Ponto norte da cidade. Horário indefinido. Sofia leu duas vezes. Depois uma terceira. — Isso está errado… — murmurou, girando a cadeira em direção a Thomas. Ele se aproximou, apoiando as mãos na mesa. — Errado como? — Aberto demais. — ela respondeu. — Quem mandaria uma pista dessa? Quem mandou quer que a gente chegue exatamente onde eles esperam. Thomas franziu o cenho. — Uma armadilha. — Ou um teste. — Sofia completou. — Estão medindo até onde a gente vai. Ela abriu o mapa da cidade no tablet, ampliando a região norte. — Se fosse uma carga real, o ponto seria mais discreto. Aqui… — apontou. — É visível demais. Fácil demais. Thomas observava em silêncio. Não interrompia. Não contrariava. — O que você faria? — pergunto
Capítulo 65 – As Marcas da Noite
O silêncio na delegacia não era calmo. Era denso. Carregado. Sofia permanecia em frente aos monitores, imóvel, os braços cruzados com força sobre o próprio corpo. A operação havia terminado, mas o eco dos disparos ainda parecia vibrar no ar. O café ao lado dela estava intocado havia horas. Quando as imagens começaram a mostrar o interior do contêiner, o estômago de Sofia revirou. Meninas. Muito novas. Algumas chorando em silêncio. Outras paralisadas, olhando para lugar nenhum. Uma delas estava caída, o sangue manchando a roupa clara. — Meu Deus… — Sofia murmurou, levando a mão à boca. Não era teoria. Não era relatório. Não era papel. Era real. Ela sentiu as pernas fraquejarem por um segundo e precisou se apoiar na mesa. Aquilo atravessava qualquer blindagem emocional que ela tivesse construído ao longo dos anos. — Chama assistência social. Agora. — ordenou, a voz firme apesar dos olhos marejados. — E um psicólogo. Elas não podem sair daqui sem acompan
Capítulo 66 — Linhas Cruzadas
A segunda-feira chegou sem pedir licença. O céu ainda carregava o cinza da madrugada quando Sofia entrou na delegacia. O cansaço do fim de semana ainda pesava nos ombros, mas havia algo diferente no ar. Um silêncio mais denso. Expectativa. Na sala de Thomas, as luzes estavam acesas desde cedo. Ele estava de pé, diante do quadro branco, analisando mapas e relatórios quando Sofia entrou. Os dois trocaram apenas um aceno discreto — automático, profissional — e começaram a trabalhar. Durante quase o dia todo falaram apenas o necessário. Dados. Rotas. Horários. Padrões. Até que Thomas quebrou o silêncio. — Sobre ontem… — começou, sem encará-la de imediato. Sofia ergueu os olhos devagar. — O hospital? — Não. — ele respondeu. — Sobre você. Ela ficou imóvel, a caneta suspensa no ar. Thomas respirou fundo e finalmente se virou para ela. — Eu vi você com o Enzo. Sofia sentiu o coração bater mais forte, mas manteve o rosto neutro. — E…? — perguntou com calma. —
Capítulo 67 — Uma Pista
O carro de Sofia ainda estava no estacionamento. Ela estava imóvel, as mãos no volante, o peito subindo e descendo rápido. Respira. Só trabalho. Só trabalho. O celular vibrou no console. Thomas. Sofia olhou para o nome na tela como se fosse uma provocação. Atendeu sem colocar no ouvido. — O quê? — a voz saiu mais fria do que ela pretendia. Do outro lado, o tom dele estava controlado… mas havia algo quebrado ali, por baixo. — Eu só… — ele respirou. — Eu não quero que você ache que foi um jogo. Que foi impulso. Ou que eu tentei jogar charme. Sofia fechou os olhos por um instante. — Thomas, eu já ouvi o suficiente hoje. — Sofia… — ele insistiu, mais baixo. — A gente precisa manter isso profissional. Eu sei. Eu vou respeitar. Mas eu não vou fingir que não existe nada. Ela apertou o volante. — Profissional é exatamente o que eu quero. E é o que você vai me dar. Silêncio. — Ok. — a voz dele ficou mais séria. — Então volta. A gente recebeu uma atualização d
Capítulo 68 — O Alvo
No hospital, a menina estava sentada, cobertor nos ombros, olhar baixo. Quando viu Sofia, não sorriu. Só puxou o ar, como se reunir coragem doesse. Sofia se aproximou devagar e sentou ao lado, sem invadir espaço. — Oi. — Sofia disse, suave. — Eu estou aqui. A menina olhou para os próprios dedos, mexendo nas bordas do cobertor. — Eu... — a voz saiu quase inaudível. — Eles falaram... Sofia ficou imóvel. — Respira, você está segura. A menina assentiu. — Ela não gritou. Não ameaçou. — engoliu seco. — Ela só… olhou. Como se eu fosse… nada. Sofia sentiu um gelo por dentro. — Você reconheceria se visse de novo? A menina respirou fundo, e os olhos se encheram de algo que não era choro — era medo velho. — Eles chamaram de… “Senhora Martins.” Sofia travou por um segundo. Senhora Martins. Nicole. Sofia apertou a mão da menina com cuidado. — Você fez muito bem em falar comigo. A menina piscou rápido. — Eles disseram… — a voz tremeu. — Que os policiais são
Capítulo 69 — Tudo Tem Sua Hora
Do outro lado da cidade, em um apartamento alto demais para chamar atenção, a segunda peça do jogo andava de um lado a outro. O salto ecoava no piso frio. Ritmo constante. Preciso. Quase matemático. Ela estava irritada. Não gritava. Não quebrava nada. Não perdia a compostura. Mas a mandíbula rígida denunciava o que o corpo tentava esconder. E os olhos — duros demais — não piscavam. — Eu te avisei. — disse, por fim, parando à frente da Nicole. — Disse que ela não podia se aproximar tanto. Mas Nicole não se moveu. Elegante. Postura relaxada demais para quem acabara de ser confrontada. As mãos repousavam no colo, como se o mundo estivesse exatamente onde deveria estar. — Sofia não estava nos planos — respondeu, com a voz baixa e firme. — Mas agora está. A mulher soltou uma risada curta. Sem humor. — Você prometeu que ela seria contida. Nicole manteve a expressão neutra. — E será. A mulher deu um passo à frente. — Quando? Nicole finalmente se
Capítulo 70 — Confio Em Você
A sala de Dante estava silenciosa demais. Thomas permanecia de pé, próximo à mesa, os ombros tensos, os papéis dobrados na mão como se aquele conjunto de folhas pudesse explodir a qualquer momento. — Preciso que a Sofia esteja aqui. — disse, direto. — O que tenho para mostrar é sério. Dante não questionou. Apenas apertou o botão do telefone. — Maria, chame a doutora Sofia, por favor. Menos de cinco minutos depois, a porta se abriu. Sofia entrou com passos firmes. O rosto calmo demais para alguém que claramente sentia o peso do ambiente. Não demonstrava nervosismo — mas havia alerta em cada gesto. — Bom dia. — cumprimentou. — Mandou me chamar, doutor Dante? — Sim, Sofia. — Dante indicou a cadeira à frente da mesa. — Sente-se. O Thomas tem algo a nos dizer. Ela se acomodou, cruzando as mãos sobre o colo. — O que houve? — perguntou, sem rodeios. Thomas respirou fundo antes de falar. — Eu acredito em você. — disse, olhando diretamente para ela. — Sem dúvida nenhuma
Capítulo 71 — Um Recomeço no Caos
Sofia seguia. Sem reclamar. Sem desacelerar. Noites viradas. Trabalho empilhado. Pouco sono. Café frio esquecido na mesa. Energético aberto pela metade. Qualquer coisa servia quando a fome aparecia — pão seco, biscoito, restos de algo pedido às pressas. Ela não queria admitir — mas não era só a própria reputação que estava em jogo, mas também as meninas que ela visitara e ouvira no hospital. Não era mais só um caso. Era pessoal. O maxilar de Sofia ficava tenso quando uma pista não levava a lugar nenhum. O silêncio se tornava pesado quando trabalhavam em círculos. Ela apertava os olhos diante da tela, como se pudesse obrigar os dados a confessarem. Thomas não gostava de como Sofia estava envolvida. Mas também não sabia como dizer sem parecer que estava pedindo para ela recuar. E Sofia não recuava. Então Thomas fez o que sabia fazer. Ficou. Presente. Constante. Sem invadir. — Calma — dizia, em voz baixa, quando a frustração ameaçava transbor
Capítulo 72 — Onde o Silêncio Fica
Thomas percebeu que já passava das oito da noite quando o apartamento estava finalmente em silêncio. Sofia dormia. Não um sono profundo, mas tranquilo o suficiente para que a respiração estivesse mais regular, o rosto menos tenso. Ele tinha esperado aquele momento com atenção quase excessiva — observando cada mudança, cada sinal de melhora, como se o corpo dela ainda pudesse traí-la a qualquer instante. Ajudou-a a deitar com cuidado. Ajustou o travesseiro. Deixou a água, os remédios e o celular ao alcance da mão. — Descansa. — murmurou, mesmo sabendo que ela já não ouvia. Ficou ali por alguns minutos, apenas observando. Como se quisesse memorizar aquele instante em que ela estava vulnerável… e ainda assim forte. Depois, levantou-se. A cozinha estava um caos silencioso: panela, colher, restos de legumes, o cheiro da sopa ainda quente no ar. Thomas lavou tudo com calma, como se cada movimento fosse uma forma de manter o controle do que sentia. Separou uma porção da