All Chapters of Casei com Meu Chefe Frio e Bilionário : Chapter 351
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Capítulo 73 — Ferida Aberta
A investigação seguia. Avanços mínimos, lentos demais para quem precisava de respostas urgentes — mas seguia. E, às vezes, seguir já era vencer. Sofia estava melhor. O corpo recuperado, a febre vencida, a mente novamente afiada. Voltava à rotina com a disciplina de sempre, mas algo havia mudado. Thomas. Ele estava ali. Não de forma invasiva. Não cobrando. Não exigindo. Presente. Mensagens curtas pela manhã. “Já comeu?” “Não esquece de se hidratar.” No início da tarde, o almoço chegava — sempre algo simples, equilibrado, pensado para ela. No meio da tarde, um lanche discreto. À noite, quando o frio se intensificava, vinha a sopa. Feita por ele. Sofia fingia não gostar. Reclamava do tempero, dizia que preferia algo mais forte. Mas o que realmente a incomodava não era a sopa. Era o sentimento. Algo estava florescendo de novo — silencioso, cuidadoso, perigoso. Na sexta-feira, Sofia chegou cedo ao escritório. — Bom dia, Alana. A secretária sorr
Capítulo 74 — Linha de Fogo
Sofia saiu do restaurante com a mente ainda presa à conversa. Não era o jantar. Era a ameaça velada. O aviso elegante demais para ser ignorado. Entrou no carro, ajustou o retrovisor e respirou fundo antes de ligar o motor. A noite estava estranhamente silenciosa. Silenciosa demais. Ela arrancou, seguindo pela via principal. O trânsito era leve. Alguns semáforos abertos. A cidade seguia indiferente, como se nada estivesse prestes a acontecer. Foi quando ouviu o primeiro estouro. PÁ! O vidro traseiro trincou. Sofia sentiu o coração disparar antes mesmo de entender. — Merda… — murmurou, já acelerando. No retrovisor, viu duas motos surgirem. Quatro homens. Capacetes escuros. Movimentos coordenados demais para serem aleatórios. PÁ! PÁ! Os tiros vieram de novo. — Filho da puta… — Sofia puxou o volante, desviando entre dois carros. Sofia levou a mão ao painel, o coração disparado, mas a mente afiada. — Ligar para Thomas Alves. — ordenou, usando o coma
Capítulo 75 — Nome na Manchete
O telefone tocou cedo demais. Sofia ainda estava entre o sono leve e a vigília quando estendeu a mão, tateando a mesa de cabeceira. — Alô… — a voz saiu rouca. — Bom dia, doutora Sofia. — a voz de Alana veio controlada, profissional demais para aquele horário. Sofia sentou-se na cama no mesmo instante. — O que aconteceu? Houve um breve silêncio do outro lado da linha. — Está começando a circular uma matéria. Nada conclusivo, mas… seu nome já começou a ser citado de forma indireta. O coração de Sofia bateu mais forte. — Que matéria? Onde? — No site da Karol Trancoso. Sofia fechou os olhos por um segundo. Karol Trancoso não era jornalista investigativa. Era algo pior. Uma colunista especializada em plantar dúvidas. — Me manda o link. — pediu, já estendendo a mão para o tablet. — Já enviei. — Alana respondeu. — Não há acusações diretas. Ainda. Mas o tom é perigoso. — Entendi. — Sofia respirou fundo. — Obrigada, Alana. Me avise se surgir algo novo. A li
Capítulo 76 — Linhas Cruzadas
Na delegacia, o laudo pericial do carro de Sofia chegou ao amanhecer. Thomas leu em silêncio. Uma vez. Depois outra. Cápsulas recolhidas. Ângulo dos disparos. Altura dos atiradores. Distância. Precisão. Ataque coordenado. Profissional. Mas não perfeito Mas algo não fechava. As imagens das câmeras de segurança completaram o quebra-cabeça. Filmagem captadas horas antes do atentado. Dois homens. Uma moto. Mesma placa. haviam sido registradas paradas em frente a um café na zona central. Capacetes apoiados na mesa. Conversa curta. Saída rápida. Com pressa. Mas sem cautela. Thomas ampliou a imagem. — Talvez nem tão profissionais assim… — completou, em voz baixa. Os nomes surgiram rápido no sistema. Os rostos foram identificados rapidamente. Fichas longas. Assaltos armados. Tráfico. Extorsão. Nenhum deles era desconhecido da polícia. — Vocês erraram — pensou. Sem perder tempo, Thomas solicitou o mandado de prisão. E foi direto à sala
Capítulo 77 – Missão Festa
Os dias passavam lentos demais. Não porque faltasse movimento — mas porque cada decisão parecia pesada. Thomas vivia um dilema silencioso. Contar tudo a Sofia e ajudá-la a se proteger… ou calar, poupá-la — e repetir o mesmo erro que os separou no passado. Proteger demais também machucava. Ele sabia disso agora. Mas o medo insistia. Na delegacia, Thomas fazia o que sempre fez quando estava perdido: trabalhava. Relatórios. Câmeras. Cruzamentos. Mas a mente voltava sempre ao mesmo ponto. E se o silêncio custasse caro demais? Do outro lado da cidade, Sofia também vivia dias intensos. Trabalhava focada, quase obsessiva. Ela e Alana viravam noites no escritório. Café. Energético. Pilhas de relatórios. Imagens de câmeras que rodavam em looping na tela. Alana era nova. Quase formada. Agarrava aquela oportunidade como quem sabia que não podia desperdiçar nada. E Sofia via isso. Via nela algo que reconhecia. Era quase três da tarde de um sábado qua
Capítulo 78 – Quando a Noite Escapa do Controle
A música pulsava alta. Luzes coloridas cortavam o ar, refletindo nos corpos em movimento. As meninas dançavam juntas, rindo alto, livres como não se sentiam há muito tempo. Sofia estava ali no meio, copo na mão, cabelo solto, o corpo leve demais para alguém que vinha carregando o peso do mundo nos ombros. Ela não estava fora de si. Mas estava… altinha. O suficiente para a cabeça relaxar. O suficiente para o coração falar mais alto. A semana tinha sido longa demais. A pressão, constante demais. E quando o álcool encontrou o cansaço acumulado, o efeito veio rápido. — Meninas… — Sofia disse, rindo sozinha. — Vou ao banheiro. Tô apertada. — Vai lá, doutora poderosa! — Nathália gritou por cima da música. Sofia saiu da sala privada com passos calculados demais para alguém que não queria errar o salto. Concentrou-se no chão, respirou fundo e entrou na fila do banheiro. Foi aí que pegou o celular. Abriu a conversa com Thomas. A última mensagem dele estava ali, simples
Capítulo 79 — Escolhas
O prédio estava silencioso quando Thomas ajudou Sofia a sair do carro. Ela se apoiava nele sem perceber, os passos lentos, o corpo pesado pelo cansaço e pelo álcool. No elevador, encostou a testa no espelho e fechou os olhos. — Qual é a senha? — ele perguntou baixo, já diante da porta. Sofia abriu um olho só. — Você sabe… — murmurou, sonolenta. — Sempre soube. Thomas digitou a senha. A porta se abriu. A data do pedido de namoro. O ar pareceu faltar por um segundo. Porque Sofia tinha seguido em frente em tantas coisas… menos em apagar o dia em que confiou o coração a ele. E Thomas entendeu — tarde demais — que nunca foi o esquecimento que os separou. Foi exclusivamente culpa dele. O apartamento estava em penumbra, do jeito que ela gostava. Ele a conduziu até o quarto, com cuidado para não tropeçar nos próprios passos. — Vamos deitar… — disse suave. Ela concordou com a cabeça, mas no caminho até a cama, levou a mão à boca. — Espera… Não deu tempo. Ela
Capítulo 80 — O Que Precisa Ser Dito
Sofia passou o dia inteiro com aquela sensação incômoda que não era só ressaca. Era pior. Ressaca moral. Emocional. Daquelas que não passam com água, café forte ou silêncio. Enquanto a água fervia no fogão, ela mexia o macarrão sem realmente prestar atenção. A colher girava no mesmo ritmo dos pensamentos que insistiam em não parar. “Eu escolho você. Agora e sempre.” As palavras de Thomas ecoavam na cabeça dela como um aviso — não como uma promessa romântica. Como uma decisão. Sofia respirou fundo, apoiando a mão na bancada da cozinha. — O que exatamente você quis dizer com isso… — murmurou para si mesma. Ela não era ingênua. Sabia que sentimentos não resolviam investigações, nem apagavam riscos. Mas também sabia quando alguém falava sério. A noite caiu devagar, quase arrastada. Às dezenove em ponto, o interfone tocou. O som fez o coração dela acelerar antes mesmo de atender. — Alô? — disse, tentando manter a voz firme. — Boa noite, senhora Sofia. —
Capítulo 81 — O Que o Coração Não Esquece
A noite era silenciosa sobre a cidade. Não havia pressa entre eles. Nem fuga. Nem palavras jogadas para preencher o espaço. Sofia estava sentada no sofá, as mãos entrelaçadas, o olhar perdido em algum ponto invisível da sala. Thomas tinha se levantando, estava poucos passos dela, como se ainda estivesse aprendendo onde podia estar — e até onde podia ir. — Sobre a gente. — ele disse, enfim. A voz baixa. Verdadeira. — Eu senti sua falta, todos os dias. Sofia fechou os olhos por um instante. — Eu também. — confessou. — Mas sentir falta não foi o que mais doeu. Ela ergueu o olhar para ele. — Doeu confiar… e te ver me afastando usando o meu cuidado como desculpa. Thomas respirou fundo. Não se defendeu. — Eu fugi. — admitiu. — Usei proteção como justificativa para não lidar com o medo. Medo de perder você. Não conseguia aceitar te colocar em perigo. O silêncio que se seguiu não foi confortável. Mas foi honesto. — Eu te amo, Thomas. — Sofia disse, sem rodeios. — M
Capítulo 82 — O que nunca foi dito
Sofia seguiu para o trabalho tentando manter a mente focada no que precisava ser feito. Conseguiu… por algumas horas. Perto do meio-dia, pegou o celular e abriu o grupo das meninas. Sofia: > "Meninas, conseguimos nos encontrar depois do expediente? Um jantar, talvez?" As respostas vieram rápidas. Nathália: > "Topo. Inclusive tenho um babado quente pra contar." Emma: > "Dentro." Laís: > "Eu também." Eloise: > "Jantar é sempre um excelente começo de confusão." Sofia sorriu de leve. O resto do dia seguiu relativamente tranquilo. Relativamente. Não muito longe dali, a tensão crescia em silêncio. Thomas entrou na mansão dos Alves com passos firmes, mas o estômago apertado. Não era comum receber mensagens urgentes dos pais — não daquele jeito. — Maria — chamou a empregada, assim que entrou. — Meus pais pediram para eu vir com urgência. O que aconteceu? A mulher hesitou antes de responder. — Eles estão esperando o senhor lá em cima. Thomas subiu di