All Chapters of Casei com Meu Chefe Frio e Bilionário : Chapter 361
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Capítulo 83 — Vozes que sustentam
O encontro aconteceu depois do expediente, sem produção exagerada.O restaurante era pequeno, discreto, daqueles que não chamavam atenção de ninguém — exatamente como Sofia precisava naquela noite.Mesa redonda. Luz quente. Nada de música alta. Nada de exposição.Era um lugar onde conversas importantes podiam acontecer sem virar espetáculo.As meninas chegaram aos poucos.Nathália chegou primeiro, como sempre, escolhendo o lugar estratégico — costas para a parede, visão ampla do ambiente.Emma veio logo atrás, sorriso fácil, olhar atento.Laís chegou em silêncio, observando antes de falar.Eloise entrou por último, tranquila, segura — aquela calma que só quem já atravessou o caos conhece.Alana apareceu tímida, alguns minutos depois, ainda meio deslocada — mas foi acolhida naturalmente quando Nathália puxou a cadeira ao lado.— Aqui, estagiária promovida oficialmente a amiga — anunciou.Alana sorriu, meio sem jeito.Sofia chegou por último. Sentou observava tudo em silêncio.Não esta
Capítulo 84 — A volta Silenciosa.
Sofia acordou cedo. Preparou o café no automático, ainda com os pensamentos dispersos. O cheiro forte ajudou a ancorá-la no presente. Tomou banho, se arrumou sem pressa, escolheu uma roupa simples, mas elegante — como sempre fazia quando precisava se sentir no controle.Dirigiu até o escritório observando a cidade acordar. Pouco antes das nove, o telefone tocou. — Doutora Sofia? — a voz de Alana soou cautelosa. — O investigador Thomas está aqui. Posso autorizar a entrada? Sofia olhou para o relógio, surpresa. — Pode mandar entrar. — respondeu, tentando manter a naturalidade. Alguns segundos depois, a porta se abriu. Thomas entrou. E parou. Olhou Sofia como quem registra detalhes que não quer esquecer. O cabelo estava mais longo, os fios ondulados soltos sobre os ombros. Os óculos davam a ela uma sensualidade silenciosa — não provocante, mas poderosa. Aquela que só quem conhece sabe enxergar. Sofia sentiu o impacto da forma como ele a olhava. As borboletas vier
Capítulo 85 — Um Recomeço no Caos
— Então é isso. — Sofia disse, fechando o notebook. — Plano elaborado. Thomas assentiu. — Vou passar os dados para a central. O que resta agora é paciência. — fez uma pausa curta. — E vou emitir o alerta de procurada para a Bruna. Eles precisam ver que estamos nos movendo. — Exatamente. — Sofia confirmou. Ela se levantou. O gesto foi simples, mas algo no rosto dela mudou. A tensão profissional cedeu espaço a outra coisa. Mais delicada. Mais real. — Então, Thomas… sobre a gente… — começou, sem drama. Direta, do mesmo jeito que ele tinha sido naquela manhã. Thomas se ajeitou na cadeira. Por um segundo, o ar pareceu faltar nos pulmões. Sofia respirou fundo antes de continuar. — Eu briguei muito comigo mesma todos esses anos tentando te esquecer. — disse. — Mas o seu amor sempre esteve ali. Não vivo… mas também nunca esquecido. Ela sustentou o olhar dele. — Eu não te esqueci. E talvez nem quisesse. Thomas não desviou os olhos. Prestava atenção em cada palavra, em c
Capítulo 86 – O Primeiro Movimento
A primeira coisa que Sofia fez ao amanhecer foi pegar o telefone. O céu ainda estava pálido quando ela ligou para Thomas. — Bom dia, amor… — disse, a palavra saindo hesitante, como se ainda estivesse reaprendendo a usá-la. Um frio percorreu-lhe o estômago. Do outro lado da linha, Thomas sorriu sem perceber. — Bom dia, ruivinha. Dormiu bem? Sofia suspirou. — Não como eu queria. — fez uma pausa. — Tem alguma novidade? Ele foi visto em algum lugar? — Ainda não. — respondeu ele, calmo. — Calma. Para funcionar, o plano precisa de paciência. Ela fechou os olhos por um instante. — Eu sei. Mas não deixa de ser difícil. — disse. — Hoje tenho uma reunião com o Dante. Vou avisá-lo sobre o rumo da investigação. — Tudo bem. — Thomas respondeu. — Tenha um bom dia. E você sabe… se precisar, pode ligar a qualquer hora. — Eu sei. — ela sorriu. — Você também. A ligação terminou. Sofia ficou alguns segundos olhando para a tela apagada do celular. Ansiosa. Tudo estava pronto
Capitulo 87 — A Bomba em Contagem Regressiva
O cais estava mergulhado em silêncio. Não o silêncio calmo da madrugada — mas o silêncio tenso de algo prestes a explodir. Barcos ancorados balançavam levemente com o movimento da água. As luzes distantes da cidade refletiam no mar escuro, criando sombras longas e traiçoeiras. Policiais espalhados. Snipers posicionados em barcos discretos. Viaturas apagadas. Respirações contidas. Todos escondidos. Esperando. Thomas observava o relógio preso ao pulso. 00h01. — Atenção, equipe. — a voz dele soou baixa no rádio. — Todos em posição. Ninguém age sem meu comando. Do outro lado, a resposta veio imediata. — Snipers a postos. — Perímetro fechado. — Visuais limpos.No rádio, a voz de Thomas voltou, firme. — Alex, só agimos quando todos estiverem fora do carro. Principalmente ela. Nenhuma margem de erro. — Entendido. — Alex respondeu. Os minutos seguintes pareceram horas.Quarenta e oito minutos depois, o silêncio ainda não tinha sido quebrado. Sofia estava em um ponto mais
Capítulo 88 — O Detalhe Que Mudou Tudo
Na delegacia, Thomas entrou como um homem em guerra. Nem passou pela própria sala. Foi direto para o monitoramento. — Avenida Central, sentido leste. — disse para a agente responsável, já apoiando as mãos na bancada. — Puxa as câmeras do trecho entre a saída da Rogue e o viaduto. A policial digitou rápido. Telas acenderam. Imagens surgiram. E o mundo de Thomas encolheu até caber dentro de um monitor. Na tela, a viatura de Sofia apareceu — rápida demais, decidida demais. A perseguição cortava a madrugada como um grito. Então veio o momento. A freada. O impacto. O capotamento. Thomas não piscou. O carro virou duas vezes e parou de cabeça para baixo. — Não… — a voz dele saiu baixa, mas afiada. A imagem continuou. Um carro escuro encostando. Um homem descendo — capanga. Movimentos frios, certeiros. Sem hesitação. Ele correu até a viatura. Abriu a porta. Cortou o cinto. Sofia caiu, ainda lutando, tentando se erguer mesmo machucada. Thomas deu um
Capítulo 89 — Jogo de Nervos
Sofia acordou devagar. Não por dor. Mas pela mudança no ar. O cheiro não era de hospital. Nem de carro. Nem de rua. Era fechado. Antigo. Umidade misturada com metal. Ela piscou algumas vezes até a visão se ajustar. Estava sentada em uma cadeira, as mãos presas à frente. Não com força excessiva — o suficiente para impedir movimentos bruscos. O local era escuro, iluminado apenas por uma lâmpada pendurada no teto, oscilando levemente. Sofia respirou fundo. Não entrou em pânico. Pânico era exatamente o que esperavam dela.Ela sentiu o peso frio do pingente contra a pele. Ainda estava ali. A porta se abriu. Passos firmes ecoaram no concreto. Nicole entrou. Bem vestida. Calma. O rosto impecável, como se estivesse indo para uma reunião — não para um cativeiro. — Bom dia, doutora Sofia Valente. — disse, com um sorriso que não chegava aos olhos. — Dormiu bem? Sofia ergueu o olhar devagar. — Já estive em salas piores. — respondeu. — E com gente mais inteligente.
Capítulo 90 — O Plano
Naquele momento, a cidade não falava de outra coisa. Em frente à delegacia, viaturas de imprensa se acumulavam. Câmeras ligadas. Microfones erguidos. Jornalistas disputando espaço, tentando arrancar qualquer informação sobre a operação, sobre Nicole… e, principalmente, sobre Sofia. O clima era pesado. Tenso. Quando Thomas caminhava de volta para a sala de monitoramento, sentiu a presença antes mesmo de ouvir a voz. Alberto Valente vinha em sua direção, passos duros, o rosto tomado por uma fúria que misturava medo e impotência. — Você de novo. — Alberto disparou, sem sequer cumprimentá-lo. — É sempre a sua culpa. Sempre. Fica longe da Sofia! Olha o que acontece toda vez que você se aproxima dela! Thomas parou. Não recuou. Não respondeu de imediato. Nathália, que vinha logo atrás, foi a primeira a se colocar à frente. — Senhor Alberto, com todo respeito — disse, firme — A profissão da Sofia é perigosa. Sempre foi. Não existe um culpado aqui. Laís completou, sem e
Capítulo 91 — Linha de Fogo
Os policiais avançaram pelo perímetro traseiro da casa em formação. Passos silenciosos. Armas erguidas. Um dos agentes fez sinal com a mão. Outro assentiu. O primeiro disparo veio pela janela dos fundos. Vidro estilhaçado. O capanga mal teve tempo de reagir antes de cair para trás, atingido no ombro. O grito ecoou dentro da casa. — CONTATO! — alguém gritou do lado de fora. O caos explodiu. Ao ouvir os tiros, Nicole reagiu por instinto. Arrancou a arma da mão do capanga ao lado dela. Puxou Sofia com violência, encaixando o braço em torno do pescoço dela, num mata-leão firme demais para ser só ameaça. — Anda. — sibilou no ouvido de Sofia. — Se você fizer gracinha, eu atiro. Sofia tentou respirar. O ar vinha curto. O coração disparado. Outro capanga se aproximou, nervoso. — CORTA. — Nicole ordenou. — Agora. A lâmina passou rápido pelas amarras dos pés de Sofia. O equilíbrio voltou apenas o suficiente para andar. — Você. — Nicole apontou para o
Capítulo 92 – Sala de Espera
O médico saiu da sala cirúrgica com passos contidos. O corredor silenciou. Thomas se levantou no mesmo instante, o corpo tenso como se tivesse ficado em alerta por horas — porque ficou. — Doutor… — a voz saiu firme demais para quem estava por dentro desmoronando. O médico tirou a máscara devagar. — A cirurgia foi um sucesso. — começou. O ar voltou aos pulmões de todos por um segundo. Mas o médico não sorriu. — O projétil foi retirado. Não houve danos irreversíveis nos órgãos vitais. — fez uma pausa medida. — Mas ela perdeu muito sangue. O corpo entrou em exaustão. Thomas sentiu o chão oscilar. — Ela está em coma induzido. — concluiu. — Vamos mantê-la em observação nas próximas horas. As próximas vinte e quatro horas são decisivas. — Posso vê-la? — Thomas perguntou de imediato. O médico balançou a cabeça, com respeito. — Ainda não. Ela precisa ficar estabilizada. Assim que for seguro, avisaremos. Thomas assentiu. Não discutiu. Não implorou. Mas as mã