All Chapters of Casei com Meu Chefe Frio e Bilionário : Chapter 371
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Capítulo 93 — Calmaria
Antonieta foi a primeira a vê-lo. — Filho… — chamou, assim que entrou na sala de espera. Thomas levantou o olhar, surpreso. Ela não esperou resposta. Apenas o abraçou. Sem pressa. Sem palavras ensaiadas. Como não fazia há anos. Juan se aproximou logo depois. — Chegamos agora de viagem. — disse. — Viemos assim que soubemos. Ele também o envolveu no abraço. Firme. Contido. Necessário. Thomas ficou imóvel por um segundo — depois permitiu. Antonieta se afastou apenas o suficiente para encará-lo. — Como ela está? — perguntou, a voz baixa, carregada de preocupação sincera. — Em observação. — Thomas respondeu. — A cirurgia foi um sucesso. Agora… é esperar. Antonieta assentiu, os olhos marejados. — Então vamos esperar juntos. Juan pousou a mão no ombro do filho. — Você não está sozinho. E, ali — sem discursos, sem pedidos de desculpa explícitos — o que havia se quebrado ao longo dos anos começava a ser reescrito. Não apagado. Mas reconstruído. O sol começava a nascer qu
Capítulo 94 — Um dia de cada vez
Sofia continuava se recuperando. Um dia de cada vez. O corpo ainda respondia com cansaço fácil, mas havia algo diferente nela — uma serenidade silenciosa, como se tivesse voltado não só do coma, mas de um limite invisível. Flores passaram a ocupar cada canto do quarto. Colegas de trabalho. Amigos. Cartões deixados sobre a mesa, com palavras simples e sinceras. As visitas aconteciam em pequenos grupos, dois de cada vez, respeitando o espaço, o tempo e o ritmo dela. Risos contidos. Conversas baixas. Presença. Thomas dormia quase sempre na poltrona ao lado da cama. Não porque alguém pediu. Mas porque ele simplesmente não foi embora. Os pais de Sofia entraram juntos pela primeira vez no segundo dia. A emoção tomou o peito antes mesmo das palavras. A mãe foi a primeira a se aproximar, segurando a mão da filha com cuidado, como se ainda tivesse medo de machucá-la. Alberto permaneceu um passo atrás. O olhar sério. Mas diferente. Não havia acusação ali. Só alívio contido. S
Capítulo 95 — A vida que insiste
Assim que Eloise soube que Sofia já estava no quarto, não pensou duas vezes. Com cuidado e delicadeza, pegou a bebê no colo, ajeitando-a contra o peito como se estivesse carregando algo sagrado. — Vamos, amor… — disse a Augusto, com os olhos brilhando. — Ela precisa ver os nenéns. E eu… eu preciso ver ela. Augusto caminhava ao lado, segurando um dos bebês com atenção absoluta. A babá vinha logo atrás, com o terceiro, protegendo-o do burburinho do hospital. — Com calma, meu amor. — Augusto murmurou. — Um passo de cada vez. Quando chegaram ao corredor, antes mesmo de ver o quarto, ouviram risadas. Leves. Vivas. Eloise parou por um segundo. Aquela simples constatação aqueceu seu peito. Sofia estava rindo. E isso mudava tudo. A porta foi aberta devagar. O quarto estava cheio de flores, balões discretos, vozes conhecidas. Laís, Emma, Nathália e Alana se espalhavam pelo espaço, tentando não fazer bagunça — falhando com graça. Thomas estava perto da cama, atento a
Capítulo 96 — O que começa sem alarde
Os dias passaram devagar. Não daquele jeito ansioso de quem espera uma resposta — mas no ritmo cuidadoso de quem se reconstrói. Sofia melhorava um pouco a cada manhã. Primeiro sentou sozinha. Depois caminhou até a janela. Depois voltou a sorrir sem sentir o peso no peito. As amigas estavam sempre ali. Nas conversas leves que não exigiam esforço. Os pais apareciam quase todos os dias. Os sogros também. E Thomas… Thomas não se afastava. Ele ajeitava as almofadas antes mesmo que ela percebesse desconforto. Dava comida quando o cansaço vinha antes da fome. Ajustava o cobertor. Observava em silêncio. Todos os dias, às dezoito horas em ponto, ele chegava. Sem avisar. Sem falhar. Era o horário dele. A noite era deles. Quando veio a alta, não houve comemoração barulhenta. Houve alívio. E uma decisão silenciosa: ninguém ia deixar Sofia sozinha. O apartamento se transformou aos poucos. Gente entrando e saindo. Sapatos perto da porta. R
Capítulo 97 — Quando o sistema cai
A vida começava, aos poucos, a encontrar um novo eixo. Não era normalidade plena — ainda havia cicatrizes, processos, reconstruções. Mas havia algo diferente no ar. Continuidade. Às seis da manhã em ponto, Thomas estava parado diante de um condomínio de luxo. Silêncio absoluto. Jardins impecáveis. Portões altos demais para esconder o que havia dentro. No rádio, a voz dele soou baixa e controlada: — Estamos prontos. A resposta veio quase imediata. — Nossa equipe também. — Alex confirmou. Um segundo depois, outra frequência se abriu. — Todas as posições confirmadas. — disse o delegado Mourão. — Então vamos acabar com isso. Thomas fez um gesto com a mão. Os agentes avançaram. Um deles posicionou o explosivo na fechadura reforçada. — Três… dois… A explosão foi seca. Técnica. A porta cedeu. — POLÍCIA! — o grito ecoou enquanto eles entravam. No mesmo instante, a quilômetros dali, Alex liderava outra equipe em um bairro igualmente caro. E, do outro
Capítulo 98 — Ficar é escolher
Os dias passaram com uma delicadeza quase respeitosa. A dor cedeu. O corpo respondeu. As cicatrizes começaram a deixar de ser feridas abertas para se tornarem marcas de sobrevivência. Sofia recebeu alta definitiva. Estava liberada para voltar a viver — não apenas existir. Vieram dias cansativos de depoimentos finais, audiências, prisões confirmadas, acordos selados, manchetes que finalmente diziam a verdade. O peso que ela carregara sozinha por tanto tempo foi, aos poucos, sendo repartido com o mundo. Mas, acima de tudo, veio o amor. O amor insistente dos amigos. A presença firme de Thomas. O cuidado que não cobrava força. Com tudo o que tinha enfrentado — e com tudo o que ainda viria — aquele momento não era fuga. Era merecimento. Foi assim que, pela primeira vez desde que tudo começou, Sofia aceitou parar. E deixar a vida acontecer. O fim de tarde chegou sem pressa. O céu começava a mudar de cor enquanto o barco permanecia ancorado, balançando de leve, como
Capítulo 99 — A Noite Intensa
A noite seguiu leve. Entre taças de vinho e copos de uísque, Sofia e Thomas se tornaram oficialmente o centro das atenções. As conversas eram soltas, risadas altas preenchiam a casa de praia, e a música baixa criava aquele clima confortável de quem não queria que a noite acabasse. Mas bastou alguém puxar o assunto errado — ou certo demais. — Então… — Emma começou, com um sorriso malicioso. — Quando vocês vão casar? Sofia arregalou levemente os olhos. — Já tem lugar? — Laís emendou, animada. — Lista de convidados? — Alana perguntou, já mentalmente organizando tudo. — Vestido! — Nathália quase gritou. — Precisamos ver vestido! Sofia levou a mão ao rosto, rindo, completamente rendida. — Vocês não perdem tempo, né? Thomas observava a cena com um sorriso tranquilo, o copo esquecido na mão. Quando o burburinho diminuiu um pouco, ele se inclinou para frente, apoiando os cotovelos nos joelhos. — A única coisa que eu sei… — começou, chamando a atenção de todos — é que
Capítulo 100 — Ansiedade em forma de festa
As semanas seguintes foram uma verdadeira agitação no grupo das meninas. Elas queriam datas.Queriam decidir tudo.Queriam ter certeza de que nada sairia do lugar. Talvez estivessem até mais ansiosas que a própria noiva — como se aquele casamento também fosse delas. Sofia observava tudo com um sorriso divertido, meio perdida, meio emocionada com tanto carinho envolvido. Até que, enfim, ela e Thomas decidiram. Data marcada. Na manhã seguinte, Sofia mandou mensagem no grupo. > "Bom dia, meninas. Trago novidades… data marcada." A resposta foi imediata. Laís: > "ALELUIA." Nathália: > "Já estou ansiosa." Eloise: > "Já que falta só um mês… acho que seria bom o noivo ficar longe de você." Sofia respondeu na hora: > "Nem inventa, dona Eloise." As mensagens continuaram pipocando. Nathália: > "Desse jeito não vai ter lua de mel… só lua mesmo." E, como se o universo tivesse decidido testar a sanidade de Sofia, os dias seguintes viraram uma loucura organ
capítulo 101 — Um Mar de felicidade
O mar estava calmo. Daquele azul que não pede pressa. A cerimônia havia sido montada de frente para o horizonte, onde o sol começava a descer devagar, pintando o céu em tons de dourado, pêssego e rosa. Um corredor de areia conduzia até o altar — ladeado por lanternas acesas e pequenos arranjos florais que pareciam flutuar na luz do entardecer. Tudo simples. Tudo pensado. Tudo do jeito deles. Era um casamento íntimo. Poucos convidados. Os amigos que tinham atravessado tempestades juntos. Alguns colegas de trabalho próximos. A família essencial. Nada além do que importava. No altar, Thomas aguardava. Estava impecável — e ao mesmo tempo, natural. O cabelo alinhado. Camisa branca com dois botões abertos, como quem não queria esconder a própria respiração. O terno azul, feito sob medida, parecia ter sido criado apenas para aquele momento. Ao lado dele, os pais: Juan e Antonieta. Thomas observava o cenário com um sorriso contido, sentindo algo raro se acomodar
CASAL 3 — O Gostoso do Pai da Minha Amiga
CAPÍTULO 1 Era por volta de uma da manhã. A cidade dormia. No apartamento de Ricardo, as luzes ainda estavam acesas. O silêncio era denso — daquele tipo que antecede decisões irreversíveis. Ricardo estava de pé, perto da bancada da cozinha. Nathália permanecia sentada no sofá, a bolsa largada ao lado do corpo, pronta para sair antes mesmo de decidir ficar. — Nathália… — ele começou, a voz controlada, mas firme. — Eu propus um relacionamento sério. Você não aceitou. Ela ergueu o olhar, sem responder. — Propus deixar acontecer, ver no que dava. — continuou. — Você também não aceitou. Nathália o encarou por alguns segundos. Havia cansaço ali. E medo. Ricardo deu dois passos à frente. — Mas você acha normal aparecer do nada no meio da noite… — respirou fundo — e ir embora antes do dia amanhecer? Ela apertou os lábios. — Eu não sou adolescente. — ele disse, agora mais duro. — E também não sou casado. Não preciso esconder o que sinto. Nem viver migalhas. Natháli