All Chapters of Casei com Meu Chefe Frio e Bilionário : Chapter 391
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Capítulo 12 — Criando Laços
A noite tinha sido tudo. Quente. Sem pressa. Ricardo ainda respirava pesado quando caiu de lado na cama, os dois corpos ainda próximos demais para fingir distância. Nathália ficou alguns segundos encarando o teto… até virar lentamente o rosto para ele. O sorriso que surgiu em seus lábios era perigosamente bonito. — Vamos pra mais uma? — murmurou, com aquela voz baixa que ele conhecia bem demais. Ricardo soltou uma risada rouca, puxando-a de volta para si. E a madrugada seguiu assim. Entrega. Desejo. Risos abafados. Beijos que não queriam terminar. Como se o mundo lá fora não existisse. O sol da manhã entrou sem pedir licença. Nathália abriu os olhos primeiro. Ricardo estava deitado de lado, ainda sonolento, o braço pesado sobre a cintura dela. Ela se mexeu. Ele abriu um olho. — Bom dia. — murmurou. — Bom dia. — respondeu, sorrindo. Ele esticou os braços, preguiçoso. — Vamos pro banho… depois a gente almoça no clube. Ela franziu a testa. —
Capítulo 13 — Concorrente
Nathália chegou cedo ao escritório naquela manhã. Mais cedo do que o habitual. Café na mão, cabelo preso de qualquer jeito, mente organizada em tarefas — mas com um sorriso insistente que não combinava com a rigidez corporativa da MonteiroCorp. Antes mesmo de ligar o computador, o celular vibrou. Ricardo. > "Bom trabalho minha linda. Já tenho saudades." Já estou sentindo falta. Ela sorriu sozinha. Digitou: > " Também estou. Bom trabalho amor." Segundos depois: > "Te amo. Você não sai da minha mente nem por um segundo." Nathália mordeu o lábio.. Guardou o telefone e começou a trabalhar. Nos dias seguintes, aquela dinâmica se repetiu. Mensagens no meio da manhã. Cafés rápidos quando conseguiam se encontrar. Almoços improvisados duas, três vezes na semana. Nada escondido. Nada exagerado. Mas visível. Ricardo não se afastava. Não soltava a mão dela rápido demais. Não fingia que era só profissional. E Nathália… também não. Ria mais. Falava
Capítulo 14 — Confiança
Nathália andava tranquila. Borboletas na barriga. Já mentalizando a surpresa no rosto de Ricardo, ela tinha uma programação perfeita na cabeça. Ergueu o olhar. E parou. No meio do corredor. A mulher vinha na direção oposta. Alta. Elegante. Cabelo preto impecável. Postura ensaiada. O salto ecoando no piso de mármore. O cérebro de Nathália levou dois segundos para reconhecer. Depois… gelou. A mulher do restaurante. A que semanas antes se inclinava demais na direção de Ricardo. Joyce. Ela vinha… saindo da sala dele. O coração de Nathália deu um tranco seco. Mas não acelerou. Não ainda. Ela respirou fundo. Forçou a si mesma a não reagir. Não tirar conclusões. Não deixar o instinto vencer a razão. > Escuta o que ele tem a fala antes de acusar. A frase ecoou dentro da cabeça como ordem. Emma. A lembrança veio clara: "A Joyce vive atrás do meu pai." "Nunca significou nada." Nathália manteve o passo firme. Queixo erguido. O c
Capítulo 15 — Escutar
A cafeteria que era de costume da Nathalia estava cheia. Mas ela escolheu a mesa mais afastada. Pediu café. Duplo. Respirou fundo. Tirou o celular da bolsa. Ligou. Eloise atendeu na segunda chamada. — Amiga? — Tá ocupada? — Pra você, nunca. Nathália fechou os olhos por um segundo. — Eu vi a Joyce saindo da sala do Ricardo hoje. Silêncio. — E? — Nada… — respondeu. — Ainda. — Você falou com ele? — Não. — E fez bem. — Eloise disse firme. — Respira antes. Você prometeu confiar nele. — Eu sei. Mas… ela limpou a boca. Arrumou o vestido. — Nathália. — Eloise foi direta. — Emma já falou essa mulher vive atrás dele. Antes de estar com você, ele não queria, agora muito menos. Pergunta. Não surta. Nathália soltou o ar. — Eu odeio essa sensação no peito. — Ciúme não é fraqueza. Só não deixa virar ataque. — Eu vou pra casa. — E ele vai atrás. Nathália riu de canto. — Provavelmente. — E quando for, você escuta. Depois do café e de respirar f
Capítulo 16 — Rotina
Ricardo nunca foi ao cinema em uma terça-feira à noite. Nunca. Terça era dia de reunião, de jantar rápido, de relatórios revisados na madrugada. Mas ali estava ele. Sentado numa poltrona confortável demais, com pipoca entre as mãos e Nathália ao seu lado, rindo baixinho de alguma cena boba da comédia romântica que passava na tela. Ele não estava nem prestando atenção no filme. Estava nela. Na forma como se inclinava para comentar algo. No jeito como roubava pipoca do balde dele. No sorriso aberto, fácil, que surgia sem esforço. — Para de me olhar assim. — ela cochichou. — Assim como? — Como se eu fosse mais interessante que o filme. Ricardo inclinou-se até a orelha dela. — E é. Ela revirou os olhos, rindo. — Bobo. — Realista. Quando a sessão terminou, Nathália ainda estava limpando os dedos engordurados de manteiga quando sentiu a mão dele procurar a sua no corredor escuro. Entrelaçou. Natural. Como se sempre tivesse sido assim. Na saída, Em
Capítulo 17 — Sob os Olhares da Elite
Era sexta-feira, e o projeto da Royal finalmente tinha sido concluído. Na copa da empresa, Eloise, Nathália e Emma conversavam primeiro sobre números, prazos e entregas… até que, inevitavelmente, o assunto mudou. Eloise inclinou a cabeça, observando Nathália por cima da xícara de café. — Mudando de assunto… aquela mulher do escritório não apareceu mais? Não causou nada? Nathália soltou o ar devagar. — Eu estava pensando nisso, mas fiquei receosa de falasse alguma coisa, ia parecer uma louca controladora… mas estranhamente não apareceu mais. Emma arqueou a sobrancelha. — Até porque a gente sabe que você é uma louca controladora. Eloise e Emma caíram na risada. Nathália fez uma careta. — Idiotas. Eloise retomou o tom sério: — Mas falando sério… pelo que ela te disse, não parecia alguém que aceitaria vocês dois juntos numa boa. Emma assentiu. — Pelo que eu conheço, com certeza não vai aceitar. Nem ela… nem… Nathália completou: — Dona Carlota. — Exatament
Capítulo 18 — O Homem Misterioso.
Ao final do leilão, Ricardo entrelaçou os dedos aos de Nathália enquanto caminhavam em direção à saída da área VIP. — Quer passar a noite aqui… ou voltamos hoje? — perguntou. Ela ainda parecia elétrica com tudo que tinha visto. — A gente podia ficar. — respondeu. Ricardo sorriu. — Então vamos. Amanhã faço um passeio que acho que você vai gostar. Saíram pelo corredor principal, onde os convidados iam se dispersando, risadas altas, comentários sobre os animais vendidos, apostas futuras. Foi quando o homem do chapéu branco surgiu mais à frente. Caminhava calmamente. Falava com alguém ao telefone. Até levantar o rosto. E parar. O corpo inteiro congelou. Os olhos cravaram em Nathália. — …Emília? O nome caiu no ar como uma pedrada. Nathália travou. Literalmente. Os passos cessaram. A respiração ficou rasa. Os olhos verdes dele encontraram os dela. Por um segundo longo demais. Ricardo franziu a testa. — Jorge Lemann… — cumprimentou com frieza edu
Capítulo 19 — A Carta
Ricardo pegou Nathália no colo, arrancando dela um riso entre beijos. Caminhou até a cama estreita do chalé, puxou o lençol com uma mão e a jogou ali com cuidado — antes de se deitar sobre ela outra vez, tomando-lhe a boca sem pressa. Admirou. Ela sorriu para ele. Com aquele olhar lento. Provocador. O tipo de olhar que dizia que ainda havia fogo demais ali para a noite acabar. Ricardo começou pelas botas. Depois o vestido. Deslizou cada peça pelo corpo dela com calma deliberada, sem tirar os olhos de Nathália um segundo sequer. Como se quisesse memorizar. Quando ela ficou nua sob ele, respirou fundo. A mão percorreu sua pele. O pescoço. A cintura. E então se encaixou nela, fazendo-a arquear o corpo ao primeiro movimento. — Eu te amo… — murmurou, perto demais. O nascer do sol começava a tingir o quarto de dourado quando os dois passaram a se mover juntos, sem ritmo apressado, só entrega. Nathália tomou o controle. Virou sobre ele. Cabelo solto caindo pelos ombros.
Capítulo 20 — Carta e Passado
As cartas foram guardadas. Com cuidado. Com respeito. Como se cada envelope fosse uma relíquia. Ricardo organizou tudo dentro da cesta de vime, uma por uma, fechando-a devagar antes de se virar para Nathália. Havia uma última carta em sua mão. Ele estendeu. — Amor… essa é sua. — disse baixo. — Leia quando quiser. Quando estiver pronta. Nathália segurou o envelope como se fosse frágil demais para existir. Apenas assentiu. Não confiava na própria voz. Ricardo entrelaçou os dedos nos dela. E a puxou suavemente para longe do chalé. Seguiram por uma trilha diferente da que tinham usado para subir. Pedras. Mato baixo. O cheiro da terra ainda úmida. O vento frio tocando a pele. Nathália franziu a testa. — Vamos descer por outro lado? Ricardo lançou um sorriso pequeno. De quem guardava surpresa. — Vamos. Alguns passos depois… Ela viu. Parou. Piscou. À frente deles, suspenso por cabos grossos de aço, um teleférico panorâmico cruzava lentame
Capítulo 21 — Um Começo.
Jorge esperou até que as mulheres se afastassem. Só então virou-se para o irmão. João. Mais baixo. Mais discreto. Mas com o mesmo olhar atento. — Ela é muito parecida com a Emília. — João murmurou. — O formato do rosto… a boca… o jeito de andar. Mas… os olhos não. Jorge permaneceu imóvel. O olhar perdido por alguns segundos. — São meus. — respondeu baixo. — Os olhos são meus. João franziu a testa. — Jorge… calma. Não se precipita. Você já viu quantas mulheres apareceram nesses últimos anos dizendo ser suas filhas. — Eu sei. Mas não soava convencido. Ele puxou o celular do bolso. Discou. Virou-se de lado. — Quero a ficha dela completa. — disse seco. — Nome completo. Idade. Onde trabalha. Onde mora. Nome dos pais. Tudo. Absolutamente tudo. Desligou. João suspirou. — E se for só coincidência? Jorge apertou o maxilar. — Não é. Nesse momento, uma das mulheres aproximou-se. Elegante. Bem-vestida. — Pai… eu já vou embora. Meus filhos chegar