All Chapters of Casei com Meu Chefe Frio e Bilionário : Chapter 411
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Capítulo 32 — O Desastre do Almoço
Ricardo encontrou Nathália sentada na beira da cama. Os ombros curvados. O rosto escondido entre as mãos. O celular tremia entre os dedos. — Amor… — ele falou baixo, aproximando-se. — O que foi? Ela ergueu os olhos. Vermelhos. Molhados. Sem dizer nada, estendeu o telefone. Ricardo pegou. Colocou no ouvido. Ouviu. E sentiu a raiva subir como um soco no estômago. Depois… a culpa. Foi ele. Ele que sugerira aquele almoço. Ele que dissera que estava tudo sob controle. A mandíbula travou. — Meu amor… — disse devagar, devolvendo o celular. — Desculpa. Eu achei que era território seguro. Passou a mão pelos cabelos. — Esqueci com quem estamos lidando. A gente não precisa ir. Não agora. Nathália limpou o rosto com as costas da mão. Inspirou fundo. — Eu preciso ir. Ricardo franziu o cenho. — Nath— — Preciso olhar pra ele. — a voz saiu firme demais para quem chorava. — Nos olhos. Levantou. Caminhou até o espelho. Pegou o pó compacto.
Capítulo 33 — Tacada Final
Ricardo entrou no banco de trás. Nathália se aninhava contra o peito dele. Ele passou uma mão firme pela cintura dela, em gesto protetor. — Para a cobertura, Luciano. — disse ao motorista. Nathália soluçava baixo. Com a outra mão, Ricardo pegou o celular e digitou rápido para Eloise. > "Preciso de ajuda. Na verdade, Nathália precisa de vocês agora.” Eloise nem perguntou do que se tratava. > "Estamos a caminho do seu apartamento.” Ricardo respondeu com um emoji de joinha. Quando chegaram à cobertura, ele a conduziu para dentro e a fez sentar no sofá. Foi até a cozinha. Pegou um copo de água. — Amor… — chamou, entregando o copo. Ela bebeu devagar. Engoliu em seco. — Eu achei que ele era… diferente. — suspirou. — É só mais um velho rico que acha que tem rei na barriga. Ricardo sentou ao lado dela. Passou o braço por seus ombros. Puxou-a para perto. — Calma… não pensa mais nisso agora. Eles ficaram assim por longos minutos. Silenciosos. Quan
Capítulo 34 — A Ligação da Verdade
Ricardo ajeitou o paletó antes de sair. — Amor… o dia do leilão beneficente da Royal está chegando. Nathália sorriu. — Sim. Vou providenciar um vestido. Ele se inclinou e deu um beijo rápido nela. — Bom trabalho. A gente se vê no fim do dia. — Vou morrer de saudade. Ricardo sorriu de canto. — Também. Nathália acenou e se afastou, entrando no prédio da MonteiroCorp. Não demorou para que Ricardo atravessasse o hall imponente da Royal. Funcionários andando apressados. Conversas baixas. Elevadores subindo e descendo. Quando chegou ao andar da presidência, seguiu direto para a própria sala. Parou. Franziu a testa. — Quem é você? Na mesa de Francisca havia uma mulher jovem. Organizada demais. Postura tensa. Ela se levantou rápido. — Senhor… a senhora Francisca está internada. Ricardo congelou. — O quê? — Ela caiu no banheiro. — explicou. — Sou a filha dela… Ingrid. Ela pediu que eu a substituísse por alguns dias. O rosto dele fechou na hor
Capítulo 35 — Conversa de Irmãs
De longe, a mulher observava. Ricardo conversava com um investidor. Ria baixo. Postura relaxada. Seguro demais. Ela virou-se para o garçom e falou com naturalidade ensaiada: — É que somos casados… — mostrou a aliança no dedo. — E eu queria fazer uma surpresa. O garçom hesitou. — Senhora… isso pode me causar problemas. Ela inclinou a cabeça, aproximando-se um pouco mais. — Não vai. Com movimentos rápidos, deslizou um envelope no bolso do avental dele. — Considere um presentinho pela sua ajuda… no nosso joguinho de casal. O homem engoliu em seco. Olhou em volta. Baixou a voz. — Tá bom… é só colocar na bebida e deixar dissolver? A mulher sustentou o olhar por dois segundos. Depois balançou a cabeça em confirmação. Sem sorrir. Sem piscar. Na Cidade Sul, a tacada final estava em andamento. Mas, na Cidade Norte, outras peças começavam a se mover — movidas por puro instinto de proteção. Nathália estava sentada em um restaurante elegante, tomando c
Capítulo 36 — As Verdades na Mesa.
As irmãs chegaram à mansão de Jorge sem anunciar. Foram direto para o escritório. Agatha ia à frente. Nathália vinha logo atrás. Nervosa. Os dedos entrelaçados. O coração acelerado. Agatha bateu na porta. Forte. — Papai, abre agora. Do lado de dentro, ouviu-se um suspiro pesado. Alguns segundos depois, a porta se abriu. — De novo, Agatha… você pode me deixar quieto por um dia? A frase morreu no meio. O olhar de Jorge congelou ao ver Nathália atrás da filha. — O que você faz aqui? — perguntou, seco. — Pensei que tinha me dito para esquecer da sua existência. Agatha entrou na frente antes que Nathália respondesse. — Eu trouxe ela. Anabela completou: — Na verdade… nós trouxemos. Tem assuntos que precisam ser esclarecidos. Ana fechou a porta atrás delas. — E vocês dois têm que estar cara a cara. Nathália encarou Jorge. O rosto dele denunciava noites sem dormir. As olheiras fundas. O olhar cansado. O corpo rígido. Ela respirou fundo.
Capítulo 37 — Entre Cafés e Risadas
Eles se sentaram na sala. O clima ainda era estranho. Suspenso. Joana apareceu trazendo café em uma bandeja elegante. Distribuiu as xícaras. Saiu em silêncio. As horas pareciam não passar. Ana, mais atrevida, foi a primeira a quebrar o clima. — Você se formou na faculdade, Nathália? Nathália tomou um gole da xícara antes de responder. — Sim. Contabilidade. — Interessante… — Ana inclinou a cabeça. — E você e o Ricardo… só namoram ou já são noivos? Moram juntos? Nathália riu, constrangida. Eles nunca tinham conversado oficialmente sobre morar juntos. Mas aquela pergunta fez a ficha cair. Na prática… já moravam. Foi Agatha quem salvou. — Ana… para de fazer interrogatório. Meu Deus. Ana ergueu as mãos. — É só curiosidade. Ela é nossa irmã. Quero saber sobre ela. Anabela entrou na conversa: — Daqui a pouco papai obriga ela a casar e dar netos. Porque nessa casa não se fala de outra coisa além de netos. — Anabela. — Jorge repreendeu. — Papai
Capítulo 38 — Plano Perfeito Ou Talvez Não
Então o homem mudou de página. — E, como sei que o senhor quer respostas concretas… esse endereço pertence à casa dos Nunes. Amaral Nunes. Nathália engoliu seco. — Não, Joyce Nunes. Jorge assentiu. — Exatamente. — Não faz sentido… como ela sabia? — murmurou Nathália. — Fica tranquilo. Logo vou descobrir como ela sabia. Jorge então virou-se para as filhas: — Vocês quatro… saiam agora. — Mas— — Nathália começou. — Agora eu resolvo. Vão. Todas obedeceram. Jorge permaneceu quase quarenta minutos trancado dentro do escritório. Ana chegou a se aproximar da porta e colar o ouvido, mas não conseguiu escutar nada. Nathália andava de um lado para o outro, ainda incrédula. Como Joyce podia ter sido tão baixa? Os pensamentos se atropelavam. Ela precisava falar com Ricardo. Quando a porta finalmente se abriu, Jorge saiu acompanhado do homem. Apertou a mão dele. — Obrigado. — É sempre um prazer, senhor Jorge. O técnico acenou para as meninas e foi embor
Capítulo 39 — Escolher Confiar
Nathália voltou a encarar a tela do celular por longos segundos. Ricardo deitado na cama. Os olhos fechados. A mesma posição nas três fotos. O enquadramento perfeito demais. Ela balançou a cabeça. Então soltou uma risada curta. Baixa. Sem humor. Jorge observava. — Algum problema, filha? Nathália falou mais para si mesma do que para ele: — Sério? Fotos na cama… homem dopado… e uma mulher nua? Virou o telefone na direção de Jorge. — Ela nem pra vilã de livro presta. Isso é tão… previsível. Jorge franziu o cenho. — Você tem certeza de que isso é só uma armação? Nathália nem piscou. — Tenho. Ergueu os olhos. Firmes. — Ricardo nunca faria isso comigo. Nunca. Ao redor da mesa, todos se entreolharam. Ana, que estava ao lado de Nathália, viu as fotos. Empalideceu. — Meu Deus… irmã… E, num movimento rápido, a envolveu em um abraço. Por mais que Nathália tivesse certeza de que aquilo era apenas um plano de Joyce… ver aquelas imagens doía.
Capítulo 40 — Noivos
Quando Ricardo voltou à sala, havia algo escondido atrás das costas. Nathália franziu a testa. Ricardo respirou fundo. — Eu… não queria que fosse assim. — confessou. — Tinha outra coisa em mente. Ele se aproximou do sofá. Ajoelhou-se à frente dela. Os olhos firmes. Mas carregados de emoção. — Eu te amo. — disse baixo. — Nunca, nunca duvide disso. E… obrigado por não ter duvidado de mim. Nathália levou a mão à boca. — Eu também te amo. Ricardo sorriu. — Então… preciso te perguntar algo. Pra ter certeza. Pegou a mão dela. Puxou-a com cuidado. E trouxe para a frente a outra mão que estava escondida. Nathália arregalou os olhos. — Não… amor… mentira… As lágrimas já se formavam. Ricardo deu um pequeno sorriso. — Calma. Então abriu a caixinha. Dentro… um anel delicado. Diamantes. Elegante. Lindo demais. — Nathália Guimarães… — a voz saiu firme, mas carregada. — Você aceita casar comigo? Ela levou a outra mão ao rosto. — Meu Deus… — r
Capítulo 41 — O Primeiro Dominó
Depois de quase uma hora ao telefone, Nathália se apoiou no balcão da cozinha. — Tudo bem… então fica tudo combinado assim. Desligou. Virou-se para Ricardo. — Jorge aceitou meu plano. Ricardo arqueou a sobrancelha. — E posso saber que plano é esse? Nathália respirou fundo. — Não tudo ainda. Mas é importante você fazer ela acreditar que a gente terminou… e que você acredita nela. Que vocês passaram a noite juntos. Ricardo ficou sério na hora. — Nathália… — Tenho certeza que ela vai te procurar. — completou. — E quer apostar que sua mãe tá no meio? Ele soltou um suspiro curto. — Não duvido. Pegou um prato, serviu. Virou se para o balcão. — Vamos almoçar. Nathália sorriu de canto. — Uuh… parece bom. Depois completou: — E a parte das ações da empresa Nunes despencarem… Jorge já fez isso. Ricardo nem piscou. — Era lógico. Ou ele fazia… ou eu faria com as minhas próprias mãos. Nathália assentiu. — Agora ele tá investigando umas ilegalidades