All Chapters of Casei com Meu Chefe Frio e Bilionário : Chapter 61
- Chapter 70
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Capítulo 61
Eloise subiu as escadas devagar, tentando deixar para trás o gosto amargo da troca com a tia Carla. No quarto, deixou o corpo cair por alguns segundos na cama, respirando fundo. Mas não resistiu à vontade de um banho demorado. A água morna escorria pela pele, como se lavasse não só a tensão, mas também os rastros da última semana. Era impossível não lembrar… do beijo no carro, das mãos firmes dele explorando cada centímetro, das noites em que não existiu mundo fora da pele de Augusto Monteiro. Uma risada escapou sozinha de seus lábios. — O que você está fazendo, Eloise? — murmurou para si mesma, sacudindo a cabeça, como se pudesse convencer o coração a ser mais racional. Depois do banho, vestiu um vestido folgado, leve, confortável. Penteou os longos cabelos ainda úmidos e espalhou creme pela pele, sentindo-se novamente em casa, sem maquiagem, sem armaduras. Apenas ela. Quando desceu as escadas, ainda secando os fios com a toalha, o cheiro a envolveu antes mesmo de chegar à c
Capítulo 62
O jantar terminou num clima tranquilo, quase acolhedor. O pai e Eloise conversaram sobre coisas simples — lembranças da infância, comentários sobre vizinhos antigos, histórias de quando ela ainda vivia sob aquele teto.Assim que ele pousou os talheres, Eloise se levantou primeiro.— Pode deixar a cozinha comigo hoje, pai. Vai descansar.Ele ergueu a sobrancelha, como se fosse protestar, mas logo cedeu com um gesto.— Só porque você pediu, filha. — Levantou-se e seguiu até a sala, ajeitando-se na poltrona perto da janela, o livro em mãos. A televisão permanecia ligada, exibindo o som baixo de um noticiário que logo se misturaria à novela da noite.Na cozinha, Eloise encheu a pia de água morna e começou a lavar os pratos. O barulho da torneira corria junto com o tilintar suave da louça, mas, dentro dela, os pensamentos faziam mais barulho que qualquer panela.Será que devia ligar?Mandar uma mensagem?Só para saber se ele estava em casa… ou se também pensava nela?Mordeu o lábio, distra
Capítulo 63
O celular vibrou de novo. Eloise abriu, e a mensagem era curta, mas carregada de algo que ela ainda não sabia nomear. Augusto Monteiro: Boa noite. Dorme bem, meu anjo, de preferência pensando em mim. O coração dela deu um salto. Não havia arrogância ali, só um cuidado inesperado. Anjo. O apelido caiu como um afago silencioso, íntimo demais para não a desarmar. Mordeu o lábio, lutando contra a vontade de sorrir ainda mais largo. Digitou devagar, sem jeito: Eloise: Boa noite, Augusto. Guardou o celular no colo, mas a sensação ficou. Uma leveza estranha, quente, como se tivesse recebido um abraço à distância. ... Do outro lado da cidade. Augusto Monteiro estava sentado na varanda, a camisa branca aberta no peito. Entre os dedos, um copo de whisky. O gelo tilintava contra o vidro, mas o sabor forte parecia fraco comparado ao que queimava por dentro. O apartamento estava mergulhado em penumbra. A cidade se estendia diante dele, um mar de luzes espalhadas pelo horizonte, mas nad
Capítulo 64
Poeira, risos e olhos verdesO sol tímido de sábado já atravessava a cortina quando Eloise abriu os olhos. O sonho da noite passada ainda parecia grudado nela, mas não havia tempo para mergulhar de novo naquela sensação estranha. Precisava de ar.Vestiu um conjunto esportivo simples e saiu para correr pelas ruas do bairro. O vento frio da manhã batia contra o rosto, e a cada passo acelerado sentia o corpo se libertar da tensão da semana. A corrida era o único momento em que o coração batia forte sem que Augusto Monteiro fosse o motivo.Ao voltar, o pai já estava sentado à mesa, lendo o jornal e tomando o café que ela mesma tinha preparado antes de sair.— Pensei que fosse dormir até mais tarde hoje, filha — ele ergueu os olhos por cima do jornal.— Não consigo — respondeu, servindo-se de café preto. — Preciso gastar energia, senão enlouqueço.O clima era leve, quase domesticamente tranquilo — contrastando com o turbilhão que ainda ecoava por dentro dela. Conversaram sobre coisas simp
Capítulo 65
A noite promete.Eloise estava parada diante do espelho, observando o reflexo como se não o reconhecesse de imediato. O vestido justo em tom vinho abraçava suas curvas com elegância, sem ser vulgar. O decote discreto, o tecido macio que descia até a altura dos joelhos e a fenda lateral davam um ar sofisticado — quase ousado para alguém que passara semanas presa entre escritório e casa.Nos pés, os saltos pretos alongavam ainda mais sua silhueta. O cabelo, solto em ondas leves, caía sobre os ombros, com aquele brilho natural que ela quase tinha esquecido de notar. Um batom vermelho, passado com cuidado, completava a produção.Eloise piscou para o próprio reflexo, respirando fundo.— Faz tempo que você não se vê assim… — murmurou para si mesma. — Ok, Eloise, você é jovem, precisa viver.De repente, uma dúvida passou por sua cabeça.“Será que deveria avisá-lo? Mas, afinal… nem somos um casal.”Ajeitou a bolsa pequena sobre o ombro e desceu as escadas. O pai, sentado na sala, ergueu os ol
Capítulo 66
Sib o olhar dele. — Olha só quem resolveu aparecer por aqui! — a voz masculina cortou a música e fez Nathalia virar primeiro, os olhos brilhando. Por um instante, Eloise congelou. O sorriso educado permaneceu nos lábios, mas por dentro algo se revirou. Thiago Albuquerque se aproximava com um sorriso fácil, passos tranquilos e a confiança de quem não precisava pedir licença em lugar nenhum. A camisa branca estava levemente aberta no colarinho, e a calça social contrastava com o ambiente da balada, mas nele parecia fazer todo o sentido. — Meninas! — exclamou, abrindo os braços antes de cumprimentar cada uma com dois beijos no rosto. — Achei que só ia encontrar tubarões engravatados essa semana, mas olha só… tive sorte. — Thiago! — Nathalia vibrou, batendo palmas. — Até aqui você aparece? Tá me seguindo, é isso? — Quem sabe? — ele piscou, divertido, antes de voltar o olhar para Eloise. — E você, senhorita Nogueira… — fez uma pausa dramática, deixando os olhos correrem pelo ve
Capítulo 67
Brincando com fogo. O mundo ao redor parecia desaparecer. A música, as luzes, a multidão dançando — tudo sumia diante da presença dele. A mão firme em sua cintura não se movia. O corpo colado às suas costas era como uma prisão e, ao mesmo tempo, um convite perigoso, deixava a respiração dela curta demais para disfarçar. Eloise sorriu, mas não se virou. O álcool doce ainda ardia em seus lábios, e talvez fosse isso que lhe dava coragem. — Não sabia que precisava da sua autorização para viver, senhor Monteiro. Augusto riu baixo, um som curto e perigoso. Apertou um pouco mais a mão em sua cintura, inclinando o rosto para sentir o cheiro do cabelo dela. — Viver, eu incentivo. Se expor… é outra história. Ela finalmente girou o rosto, apenas o suficiente para encará-lo de lado. Os olhos verdes queimavam de ciúmes, mas o disfarce era um sorriso frio. Eloise, no entanto, já não estava com medo. Não agora. — Se expor? — provocou, erguendo as sobrancelhas. — É isso que você chama de danç
Capítulo 68
Sem palavras, Sem permissão. O clima na mesa era leve, mas Eloise já não se importava com a conversa. A música chamava seu corpo, e ela se deixou levar pelo ritmo, levantando-se com um sorriso atrevido. Nathalia vibrou, erguendo o copo: — Isso, garota! Mostra como se faz! Ela caminhou até a frente da mesa, deixando que a batida grave dominasse seus movimentos. O vestido vinho acompanhava cada curva, a fenda revelando flashes provocativos de sua perna. Os cabelos soltos caíam em ondas sobre os ombros, e o batom vermelho brilhava sob as luzes da boate. Eloise sabia que estava sendo observada. Sabia, porque cada olhar masculino na área VIP grudava nela, desejando, avaliando, imaginando. E, por algum motivo que não entendia, aquilo não a fez recuar. Pelo contrário — a fez sorrir com ainda mais ousadia. Mas entre todos os olhares, havia um que queimava diferente. Augusto Monteiro a observava em silêncio. O maxilar rígido, os dedos tamborilando contra a lateral do copo, o olhar verde
Capítulo 69
O Jogo é Dela. O carro deslizou até a garagem privativa do edifício, e Augusto estacionou com precisão cirúrgica. Durante todo o trajeto, o silêncio se manteve, mas não era vazio. Era denso, carregado de tudo que vibrava entre eles. Eloise, apoiada no banco, mordia o lábio, deixando escapar um sorriso atrevido. O álcool a embalava, dissolvendo as barreiras que normalmente a impediam de enfrentar aquele olhar. Quando saíram do carro, ele não lhe deu tempo para pensar. A mão firme em suas costas a guiou até o elevador. Ali dentro, o silêncio parecia mais intenso do que a música mais alta da boate. O espaço fechado fazia cada respiração ecoar. Augusto mantinha os olhos fixos à frente, mandíbula rígida, enquanto Eloise sentia cada segundo como um desafio. O coração dela batia acelerado, mas o álcool fazia a mente sussurrar: entra no jogo. O elevador parou. A porta se abriu. No apartamento, a penumbra era quebrada apenas pelas luzes da cidade que entravam pelas janelas amplas. Augus
Capítulo 70
Consumidos pelo Fogo Eloise não desviava o olhar. Os olhos dela brilhavam em desafio e desejo, enquanto se aproximava devagar, como quem tem plena consciência do efeito que causa. Posicionou-se entre as pernas dele, o corpo ereto, e inclinou-se até que seus lábios quase roçassem o ouvido dele. O perfume doce e quente da pele envolveu Augusto, que prendeu a respiração. — Eu disse que ia brincar com fogo… — sussurrou, num tom provocante, deixando a ponta dos lábios deslizar pelo lóbulo da orelha. — E agora é você quem vai queimar. Um arrepio percorreu a espinha dele. Num movimento lento, calculado, Eloise deslizou para os joelhos. As mãos pequenas subiram pelas coxas fortes, firmes, até alcançar o cinto. O olhar dela não se desviava dele, e esse contato visual era ainda mais devastador do que o toque. Com calma, como se prolongasse a tortura, ela desabotoou a calça e abriu o zíper. O tecido cedeu, e o corpo dele se revelou pronto, rígido, pulsante. Augusto respirou fundo, o maxila