All Chapters of Predador: Presa em minhas garras: Chapter 141
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Capítulo 107: O acordo
Bem longe dali, Elaina já atravessava as terras dos renegados, o capuz escondendo o rosto, passos apressados, cada célula em alerta. O cheiro de medo e desespero das matas misturava com a adrenalina de finalmente estar livre daquele ninho de hipócritas.O celular vibrou na mão, ela olhou, os dedos tremendo, lendo a mensagem curta: era Temissia, confirmando o local e a hora da reunião.“Território neutro. Próximo ao lago. Van já está esperando.”Elaina digitou rápido, só um “Estou indo”, e guardou o aparelho, acelerando ainda mais o passo. O caminho era perigoso, mas nada disso importava, o plano estava só começando.***A estrada de terra batida parecia não ter fim, o pó vermelho grudando nos pés de Elaina enquanto ela atravessava o território dos renegados. O vento cortava seco, cheiro de fumaça, de mato queimado, de lobos sem alcateia por toda parte. Sabia que atraia atenlção, ela era uma luna, não era como eles por isso precisava ser rápida, a terra dos renegados era perigosa para
Capítulo 108: O filho da fugitiva
Tomas quase tombou da cadeira, mas se segurou, erguendo o queixo, tentando não mostrar fraqueza, mesmo com o rosto ainda manchado de lágrimas secas e o olho inchado de tanto chorar. O orgulho dele era só um verniz, rachando a cada segundo, mas ainda assim ele se agarrava nele, como se aquilo fosse tudo que tinha.O beta cruzou os braços e se encostou na parede, os olhos duros, esperando. O silêncio só era quebrado pelo pinga-pinga de água num canto, e pelo som distante das botas de Killer descendo as escadas. Quando a porta bateu, foi como um trovão, Killer entrou sem olhar pra Trash, o olhar fixo e gelado em Tomas. O ar ficou pesado de repente, carregado de ameaça.Sem enrolar, atravessou o espaço e parou na frente do garoto. Com uma mão só, pegou o queixo de Tomas, obrigando ele a levantar o rosto, sem chance de desviar.— Gostou da brincadeira? — rosnou, a voz baixa, dura, ameaçadora, cheia daquele veneno de alfa prestes a atacar. — Ou vai continuar pagando de durão agora que sua m
Capítulo 109: Uma nova peça no tabuleiro
ObsidianNo dia seguinte.O castelo de Van Smaill estava mergulhado numa penumbra quase sufocante. O cheiro de podridão parecia brotar das pedras, como se o próprio lugar estivesse apodrecendo junto com o rei e seus leais servos. As tochas espalhadas pelos corredores só conseguiam iluminar pequenos círculos, deixando o resto tomado por sombras grossas, vivas, ameaçadoras.Temissia caminhava na frente, passos silenciosos, o salto das botas ecoando entre as grades das masmorras. Van vinha logo atrás, o corpo imponente mesmo cambaleando de dor, as veias negras subindo pelo pescoço e braços, quase pulsando à luz laranja das chamas. O olhar dele cortava tudo como uma lâmina. Haviam retornado ao castelo depois da reunião com Elaina há um dia, e Van estava apenas esperando noticias de sua mais nova aliada para por as mãos em Melia novamente agora não a queria mais como companheira queria arrancar sua cabeça e se banhar com seu sangue para salvar a si mesmo, aquilo deveria bastar para abranda
Capítulo 110: Vamos para a fogo negro
O salão de jantar ainda cheirava a pão fresco e café quando Melia entrou, os olhos atentos, o corpo carregando a tensão dos últimos dias. Segurava Apprys nos braços, a menininha não conseguia e nem queria soltá-la, estava com medo de ficar sozinha. Lá dentro, Juno estava sentada à mesa, ajeitando um prato de comida na frente de Caliu. O menino sorria, as bochechas sujas de molho, completamente alheio à tempestade que girava ao redor da irmã. Ele havia se adaptado bem a alcateia, estava gordinho e saudável como nunca e Melia sabia que aquilo era a alegria de Juno dar ao irmão a infancia que ela nunca teve.Assim que viu Melia, Juno sorriu, mas era um sorriso cansado, meio nervoso. Apesar de não saber bem o que estava acontecendo, ela percebeu a agitação dos guardas e o clima tenso, sabia que algo não estava certo.— E aí, Luna? Tá tudo bem? Aconteceu alguma coisa? — Juno provocou, tentando soar leve, mas Melia nem fingiu rir.— Aconteceu sim… — Ela sentou ao lado da amiga, puxando a ca
Capítulo 111: Revelações e responsabilidades
A estrada para Fogo Negro parecia mais longa do que qualquer outra, mesmo para quem já tinha cruzado metade do continente fugindo ou caçando. O carro avançava numa velocidade constante, os pneus cantando no asfalto úmido enquanto a paisagem mudava, de campos abertos para florestas densas e cidades pequenas que piscavam ao longe. Passaram por espaços totalmente humanos com seus grandes prédios, uma vida frenética que nunca parava, alheios ao sobrenatural, ou apenas o ignorando por completo por temer ele. Dentro do carro, ninguém dizia nada por muito tempo.Killer dirigia com a expressão fechada, os olhos presos no horizonte, a mão direita apertando o volante com tanta força que os nós dos dedos ficavam brancos. Melia sentou ao lado dele, o corpo ainda dolorido pelo estresse, as pernas cruzadas, o olhar atento, não para a estrada, mas para o pai no banco de trás.Cairus estava inquieto, mexia a perna mordia o lábio, olhava pela janela com um olhar inconfundivelmente perdido e culpado.
Capítulo 112: a volta da madrasta
A noite se adensava feito uma cortina pesada, e a névoa já lambia os jardins da Fogo Negro quando o portão principal explodiu em gritos. Soldados corriam, lanternas tremulando, ordens se misturando ao pânico, e a tensão que já vinha sufocando o grupo desde a cabana da bruxa só cresceu.Eles mal tinham deixado a cabana da bruxa, estavam caminhando em silencio pensando em tudo o que ela havia dito, quando viram todo o caos nos jardins e sentiram o cheiro de sangue velho e sujeira invadindo as narinas. Killer reconheceu quem era antes mesmo de ver o corpo cambaleante de Elaina. A Luna surgiu dos fundos do jardim, descalça, o vestido rasgado e coberto de barro, as mãos e joelhos ralados, cabelo solto e embaraçado, sangue escorrendo do cotovelo. Ela tropeçava entre os soldados, empurrando um deles quando tentava ajudar, soluçando alto para todos ouvirem.— Não, me solta! — gritava, a voz trêmula, as lágrimas correndo pelo rosto. — Eu só quero meu marido! Eu… eles… eles me pegaram, me bate
Capítulo 113: O bilhete
A noite avançava lenta quando bateram à porta. Melia, sentada na cama, olhava fixamente para o vazio, ainda com a mente martelando a encenação de Elaina.O quarto estava silencioso e Killer não estava, sabia que ele e Trash provavelmente estavam andando pela alcateia, conhecendo o lugar para caso algo acontecesse… Então, a batida veio de novo, leve, quase ansiosa.— Quem é? — perguntou, se aproximando.A porta se entreabriu só o suficiente para o rosto de uma jovem ômega aparecer, uma menina magra, cabelos escuros presos num coque desalinhado, olhos grandes de medo. Ela entrou apressada, as mãos tremendo.— Me mandaram entregar isso, pra você, Luna — sussurrou, olhando para trás como se alguém a vigiasse. — Mandaram não deixar ninguém ver.Melia pegou o papel dobrado. — Quem mandou?A menina já recuava, as mãos se escondendo na saia. — Não posso dizer… — murmurou, e sumiu pelo corredor antes que Melia pudesse perguntar mais alguma coisa.Melia fechou a porta, o bilhete queimando em s
Capítulo 114: Me desculpa
No interior da mansão, Elaina encenava sua peça para Cairus, como fazia desde sempre. A Luna de Fogo Negro estava sentada na beira da cama, os cabelos penteados e o rosto limpo, mas os olhos ainda inchados, vestígios das lágrimas da noite anterior, ou pelo menos, era isso que fingia.Cairus entrou devagar, fechando a porta com um clique suave. Carregava no rosto a culpa dos homens que amam errado.— Elaina… — a voz dele era um fio. — Você precisa comer, dormir um pouco mais. Já passou um dia, você está segura aqui.Ela o olhou com o desprezo de quem já decorou todas as falas do papel de vítima. Cruzou os braços, virou o rosto para a janela.— Segura? Depois do que aconteceu? Você deixou aquele animal da Dentes de Prata me humilhar na frente de todos. Nem sequer me defendeu, nem expulsou ele daqui… — a voz era afiada como navalha.— Eu não podia expulsá-lo, Elaina. Ele é um aliado, estamos tentando manter a paz. É o companheiro da minha filha!— Paz? — Ela riu, um riso fraco, falso. —
Capítulo 115: O ultimo movimento
A noite estava tão fria que parecia cortar a pele. A fronteira entre Fogo Negro e as terras de ninguém era um corredor de árvores escuras, um silêncio pesado se arrastando entre as folhas como um aviso. Melia caminhava rápido, o bilhete queimando na memória, o coração martelando no peito. Cada passo era uma batalha entre o medo e a necessidade desesperada de saber a verdade.Quando finalmente alcançou a clareira indicada no papel, viu uma silhueta parada à beira da fronteira, imóvel como uma sombra que esperava, paciente.Um capuz negro, um corpo ereto, olhos brilhando por trás do tecido.Melia sentiu o estômago revirar.A figura virou-se devagar, como se estivesse saboreando o momento, as mãos subiram ao capuz e o puxaram para trás.— Não… — Melia sussurrou.Elaina sorriu.Não um sorriso comum, mas um sorriso cheio de ódio, satisfação e algo mais sombrio: orgulho.— Demorou, bastarda — a Luna disse, a voz doce como veneno. — Achei que o amor do seu alfinha fosse te deixar presa no qu
Capítulo 116: Onde está minha Luna?
A marca queimou mais uma vez, uma dor quente e feroz que subiu pelo ombro de Killer feito um golpe de faca, cortando o ar que respirava. Ele quase tropeçou no corredor, a mão aberta se chocando contra a parede fria para não cair. O instinto de alfa gritou dentro dele, Melia estava em perigo, agora.Não pensou, simplesmente agiu, saiu disparado pelo corredor, os passos duros, pesados, cada batida ecoando como um trovão nos corredores ainda adormecidos da mansão. No meio do caminho, cruzou com uma empregada assustada, que carregava uma bandeja com lençóis limpos. Killer agarrou o braço dela, fazendo a bandeja tremer.— Vai AGORA chamar seu alfa. Diga que a Luna da Dentes de Prata sumiu e que se ele não vier correndo, eu mesmo arranco a cabeça dele! — rosnou, a voz baixa, afiada, quase inumana. O olhar da empregada se arregalou, ela largou tudo e disparou pelos corredores sem olhar para trás.Killer nem esperou, correu para a porta do quarto de Trash, quase a derrubando do batente, o es