All Chapters of Predador: Presa em minhas garras: Chapter 151
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Capítulo 117: Sua força é sua fraqueza
Em Obsidiam A dor a despertou de uma vez.Melia abriu os olhos apenas parcialmente, tudo girava. As paredes eram de pedra negra, o chão úmido, o ar fétido, pesado. Estava erguida pelas mãos amarradas a uma corda que estava presa a um gancho no teto e o cheiro de mata-lobos era sufocante. Um círculo de símbolos brilhava ao seu redor, luz pálida, azulada, queimando sua pele conforme ela tentava se mover.Cada tentativa de se soltar fazia sua visão escurecer. Ela ouvia uma voz sussurrando atras de si, e quando virou o rosto com dificuldade, viu uma velha coberta por um manto sussurrando enquanto, com o próprio sangue de Melia, que gotejava de um corte, completava o último símbolo do círculo, os fazendo brilhar ainda mais. — O que… — sussurrou, quase apagando de novo, a cabeça pendendo para trás.Quando voltou a si, viu o outro lado da cela, onde algo se movia.Gritos.Socos.O som bruto de corpos sendo jogados contra as barras de ferro.Melia forçou os olhos… e viu um rapaz.Ela não o
Capítulo 118: Estão usando a luna
O guarda virou, surpreso demais para reagir. Thomas saltou, mordeu o braço dele, então o jogou com força contra a parede batendo a cabeça do lobo velho no concreto manchando de sangue o deixando completamente desacordado. — Quem é o filhote fraco agora, filho da puta? — perguntou, dando um sorrisinho vitorioso, então correu pelo corredor, tropeçando nos próprios pés. Alarmes começaram a soar, vozes gritando, mas ele não olhou para trás. Subiu as escadas de emergência, cruzou o pátio entre sombras e luzes piscando, sentiu o cheiro do asfalto molhado, não sabia o que fazer. Não conseguiria chegar a fogo negro correndo, memso em sua forma de lobo, não tão rápido como ele gostaria, levaria horas demais… Então, enquanto tentava decidir o que fazer, ouviu um carro dando partida.O motorista era um lobo velho, distraído, esperando alguém sair do portão. Thomas agarrou a maçaneta, puxou o homem para fora com força inesperada, empurrando-o no chão. Entrou no carro, as mãos tremendo tanto qu
Capítulo 119: Entre o lobo e o humano
O mundo de Killer girava em espirais vermelhas. Cada centímetro de seu corpo queimava como se estivesse queimando por dentro, uma dor líquida que tomava conta de tudo, menos da promessa que ele tinha feito a Melia. Só isso o mantinha acordado, só isso o fazia gritar e resistir, mesmo quando o lobo dentro dele tentava romper as costelas e tomar controle. Ninguém chegava perto dele, ninguém ousava atrapalhar a bruxa em seu momento, mas a preocupação estava ali, estampada no rosto de todos.— O que está acontecendo? O que você quer dizer com “estão usando a luna”? — Cairus perguntou, os olhos arregalados enquanto olhava um dos alfas mais fortes que conhecia se contorcer no chão.A bruxa da Fogo Negro passou os dedos pela testa de Killer, ignorando os olhares e toda a tensão, inspirando fundo, os olhos esbranquiçados vendo muito mais do que estava ali a sua frente. Ela era uma sombra antiga, alguém que não devia pertencer a esse tempo, mas que se encaixava perfeitamente naquele momento d
Capítulo 120: A marcha para a ultima guerra
— Você não vai encostar um dedo na minha mãe! — Thomas berrou, a voz ainda meio quebrada, mas carregada de fúria de quem apanhou o bastante para não aceitar mais humilhação. — Eu sou filho dela! Por que vocês acham que podem ameaçá-la aqui, no nosso território? Você não pode matar a Luna da fogo negro!Killer virou para ele, olhos negros, pupilas vermelhas, e era como se falasse com um estranho. — A sua mãe vendeu sua própria alcateia, moleque. Se não entendeu até agora, abre os olhos. Ela te abandonou, sequestrou a MINHA luna e a entregou para um monstro. Se eu encontrar Elaina, ela vai morrer.Cairus avançou, o rosto contraído, a aura de alfa finalmente pesando sobre o pátio. Ele se impôs à frente do filho, corpo tenso, o comando vibrando em cada palavra. — Chega, Thomas! Você pode ser meu herdeiro, mas aqui quem manda sou eu. E você, como futuro alfa, vai aprender agora a obedecer. Abaixe a cabeça, vamos a essa guerra, e essa é minha decisão!Thomas tentou resistir, os punhos cer
Capítulo 121: O filho perdido
Em Obsidian, a escuridão era mais espessa, um silêncio de morte que grudava na pele. Melia acordou aos poucos, a cabeça latejando, os olhos pesados, o corpo tão fraco que até respirar doía. O cheiro ali era de terra molhada e sangue seco, mata-lobos e magia.Tentou se mexer, mas as cordas e a dor não deixaram. Olhou ao redor, piscando até a visão ajustar ao breu da cela. Estava sozinha? Não, não estava, não de todo, com canto do olho captou uma sombra se movendo na cela ao lado.O som de respiração pesada e lenta. Ela forçou a vista e viu o rapaz, mais velho do que Thomas, mais novo do que Killer, o rosto coberto de hematomas, sangue escorrendo da boca, mas os olhos ainda vivos. Ele a encarou, exausto, mas com algo diferente, uma determinação latente e firme mesmo machucado.— Você precisa descansar… — ele falou baixo, a voz rouca, mas firme. — Daqui a pouco a bruxa volta. Quando ela se for novamente, vou tirar você daqui.Melia mover as mãos para folgar a corda e sua cabeça rodou. —
Capítulo 122: Deixe que venha o alfa
Em Obsidian, a escuridão era como um animal selvagem rastejando pelos corredores. Dentro do salão principal, Van Smaill estava sentado em seu trono. O rosto pálido, o olhar profundo, a ferida aberta no peito exposta, latejando como um coração podre. Mesmo assim, a pose era de rei. A doença não diminuia seu orgulho e por mais que seu povo estivesse apodrecendo, ele ainda permanecia confiante.A bruxa estava ao lado dele, ajoelhada no tapete negro, os cabelos compridos caindo como véu sobre os ombros magros. Ela se movia devagar, mãos velhas e manchadas pelo tempo, o olhar sem cor fixo no monarca amaldiçoado. Em silêncio, ergueu o braço e lhe entregou um pequeno frasco de vidro, o líquido lá dentro era mais negro do que a própria noite.— Está aqui, meu rei — murmurou, a voz arrastada, ecoando entre as colunas frias. — O preço foi alto, fiz essa poção utilizando o sangue da prateada, o poder é real. Beba, e sua força será restaurada, a doença vai parar de avançar, ao menos por algumas h
Capítulo 123: Hoje você morre, ou eu morro tentando
O céu sobre Obsidian estava baixo e opressivo, uma massa cinzenta e fria prestes a desabar sobre o mundo. Killer avançava à frente do seu exército, monstruoso, terrível, metade homem, metade fera, olhos faiscando vermelho e negro. À sua retaguarda, Liza, Trash, Juno e todos os aliados uivavam, preparados para morrer por seu alfa.Quando chegaram ao castelo, o portão principal se abriu num estrondo. O exército de Van Smaill saiu de dentro das muralhas feito uma onda de pesadelo. Lobos doentes, corpos apodrecendo, bocas cheias de espuma, olhos fundos queimando em um amarelo doente, o cheiro de sangue e magia ruim impregnando cada centímetro da terra.O choque foi imediato.Lobos se lançaram uns contra os outros, garras cortando, presas rasgando carne infectada. O barulho da batalha era uma sinfonia de gritos, uivos e ossos quebrando. Liza derrubou dois lobos doentes de uma só vez, sangue respingando no rosto. Trash lutava ao lado de Juno, ambos cercados, resistindo a mordidas e golpes,
Capítulo 124: O filho perdido
A luz bruxuleante das tochas nas masmorras lançava sombras longas nas paredes úmidas quando Connan se pôs de pé, o corpo tenso, entre Melia e a bruxa de Smaill. O cheiro de mata-lobos ainda queimava o ar, misturado ao suor e ao sangue fresco das feridas que ardiam nas mãos do garoto.A velha, encurvada e cheia de símbolos de outro tempo, o olhou com desprezo e uma ponta de medo. Sua voz era um sussurro rouco, venenoso como tudo ali embaixo:— Quem é você pra desafiar o rei de Obsidian, garoto? Não é bom para ninguém se meter nos assuntos de Van Smaill. Especialmente para você, seja lá de onde tenha saído.Connan rosnou, os olhos verdes incendiados de ódio e algo mais antigo, mais selvagem. Ele se colocou à frente de Melia, o peito arfando, e respondeu sem hesitar:— Não vim aqui pra discutir, vim pra matar o rei de Obsidian… em nome da rainha.As palavras pairaram pesadas no ar, ecoando pelo corredor escuro. A bruxa deu um passo para trás, o rosto deformado pela surpresa. Por um momen
Capítulo 125: Sangue e herança
O salão do trono explodia em caos, cada centímetro saturado do cheiro de sangue, magia e medo. Killer estava caído, sangue negro escorrendo dos flancos, as pedras do chão rachadas sob o impacto do corpo monstruoso. Van Smaill, peito arfando, olhos vermelhos faiscando, preparava-se para o golpe final, as garras erguidas, a sombra da vitória iluminando o rosto devastado. A guerra da alcateia rugia lá fora como um trovão, mas ali dentro, tudo se reduzia a dois titãs, até que o mundo mudou num instante.Um rugido feroz cortou o ar, vindo das sombras do salão. Um lobo ruivo irrompeu por entre os destroços, pelos brilhando como fogo novo, peitoral alvo como neve sob sangue alheio. Ele saltou sobre Van Smaill num movimento, arrancando o rei da posição de ataque. As garras de Connan cravaram nos ombros do pai, o baque dos corpos ecoando entre as colunas.Van Smaill rolou para longe, rosnando em fúria, olhos arregalados para o lobo que não conhecia. Não era um dos seus, ele era o unico lobo ve
Capítulo 126: O Último uivo
O salão do trono de Obsidian estava transformado em um abismo de sangue e fúria, cada pedra marcada por cicatrizes de guerra e promessas quebradas. O cheiro de morte era tão forte quanto a magia que pairava no ar, era o fim de uma era, e também o começo de tudo o que viria.Killer e Connan se erguiam, cobertos de sangue, músculos tensos, respirações ofegantes. A forma monstruosa do alfa da dentes de prata estava cansada, mas ele não pararia até ver Smaill morto.. Van Smaill, o rei, era agora só carne e orgulho despedaçados, mas mesmo assim ele não caiu sem lutar.O combate final foi brutal. Smaill, ainda forte pela poção, atacou como um verdadeiro titã, as garras abrindo cortes profundos no corpo de Killer, os dentes tentando arrancar a carne de Connan. Por diversas vezes, o rei quase virou o jogo, acertou Killer com um golpe que o fez atravessar uma coluna de pedra, depois girou e cravou as presas no ombro de Connan, puxando carne e sangue, tentando acabar ali mesmo com a linhagem qu