All Chapters of Predador: Presa em minhas garras: Chapter 11
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Capítulo 9: Procurem em toda parte!
Killer desceu as escadas da Fera Dourada com passos duros, cada batida do coturno ecoando no corredor como um aviso de que ninguém ousasse atravessar seu caminho. A raiva ainda pulsava em cada músculo, como se a luta de minutos atrás não tivesse acabado. Seus punhos latejavam com a lembrança do sangue de Jack, ainda quente, e a imagem da garota encolhida na cama insistia em invadir sua mente.Ele passou as mãos pelos cabelos úmidos de suor e respirou fundo, tentando controlar a transformação que ainda queimava sob sua pele. Suas garras tinham recuado, mas os olhos continuavam brilhando em vermelho, denunciando o estado perigoso em que estava.Atrás dele, Trash vinha quase correndo para acompanhá-lo.— Alfa, espera! — a voz dele quebrou o silêncio tenso do corredor.O alfa não respondeu. Continuou andando, ignorando a insistência do beta.— A gente precisa dar um jeito nisso agora. — Trash acelerou o passo até alcançá-lo. — Sei que está nervoso e quer achar essa tal Bunny, mas precisamo
Capítulo 10: Luto
O sol ainda não havia nascido quando Melia abriu os olhos. O apartamento de Juno estava mergulhado em um silêncio pesado, quebrado apenas pela respiração leve da amiga, que dormia enrolada em um cobertor ao lado de Melia. Estavam deitadas num emaranhado improvisado de cobertores cada uma com um travesseiro velho, e ela nem se lembrava de quando havia adormecido, apenas chorou até pegar no sono depois de se impar de todo aquele sangue. Melia se levantou devagar, os músculos doloridos da noite anterior protestando com cada movimento. Os cabelos escuros e longos estavam soltos, grudando levemente na pele suada. Olhou para Juno, ainda imersa no sono, e sorriu fraco. Não queria acordá-la, a amiga merecia descansar depois de tudo o que passou com ela na noite passada. Vestiu-se em silêncio, pegando roupas emprestadas de Juno, um shorts largo, mais curto do que ela costumava usar, e uma blusa folgada que cheirava a lavanda, apesar de serem roupas velhas eram todas bem limpinhas e cheirosas
Capítulo 11: O que vou fazer agora? - parte 1
O sol da manhã entrou timidamente pela janela empoeirada do pequeno quarto, lançando um feixe pálido sobre o colchão vazio. Melia permaneceu imóvel no chão, os dedos escorregando pelas tábuas frias de madeira enquanto seu corpo se cansava das horas de choro. A cabeça latejava, como se cada soluço martelasse contra o crânio, e o cheiro de terra úmida do túmulo recente ainda pairava em sua mente. Seu vestido simples, já amassado de tanto roçar no solo, úmido pelo suor e pelas lágrimas que derramou durante aquelas horas.Ela só despertou de verdade quando ouviu o ranger da porta do quarto. Por um instante, ficou imóvel, temendo que fosse alguém ali para expulsá-la do apartamento que a mãe conseguira alugar, mas era somente o vento que movia as tábuas soltas. Melia ergueu-se com extrema lentidão, cada músculo protestando. Passou as mãos pelos cabelos escuros, alisou o vestido e caminhou até a cômoda antiga onde guardava o pouco que possuía: uma foto amarelada de Selene sorrindo, o colar de
Capítulo 11: O que vou fazer agora? - parte 2
— Você é a única que me restou — murmurou Melia, cabisbaixa.— Eu tô aqui — respondeu Juno, apertando a mão da amiga. — Vou ficar com você pra sempre somos melhores amigas, lembra?Elas subiram o morro em silêncio, o único som eram as botas pisando nos pedregulhos. Ao chegarem na rua, Juno pediu um táxi, e as duas entraram. Melia encostou a cabeça no vidro, observando as árvores passarem. O rosto dela ainda estava molhado, mas não era mais chuva: eram as últimas lágrimas que restavam.***Quando chegaram ao prédio, o corredor estava vazio. As portas rangiam, as paredes descascadas pareciam prestes a desabar, se reparasse bem, partes do teto já haviam mesmo se soltado da estrutura. Subiram as escadas até o andar de Melia, chegando ao apartamento que agora era só dela. No apartamento, a luz fraca do entardecer entrava pelas frestas das cortinas.Melia sentou no único sofá, olhando para o chão, Juno fechou a porta e a encarou.— Então… o que você vai fazer agora? — perguntou Juno, com os
Capítulo 12: Preciso dela
Enquanto isso, na área nobre de Revengard, um condomínio fechado erguia-se como um palácio escondido em meio a árvores centenárias. Portões de ferro trabalhado com arabescos detalhados e o brasão da alcateia se abriram para o carro escuro que trouxe o alfa. Ele desceu ali, com os punhos manchados de sangue e o peito nu brilhando sob as lâmpadas que iluminavam tudo.Caminhou pelos grandes jardins, passando entre as casas e mansões até alcançar um alçapão distante da área residencial. Um corredor subterrâneo conduzia a uma sala ampla, iluminada por luzes presas nas paredes de pedra. No centro, um homem jazia pendurado pelas mãos, presas a correntes que o erguiam até o teto, os pés mal tocavam o chão frio de mármore. Ele tremia, gemia, os olhos arregalados em pânico.— Fala! — ordenou o alfa, aproximando-se com passos pesados. — Onde está o exército dos Carnífice? Quem mandou vocês invadirem meu território?O batedor arqueava a coluna, as correntes rangendo a cada movimento.— Não sei… e
Capítulo 13: Injustiça - parte 1
— Tem certeza de que quer ir? — Juno perguntou, ajeitando a jaqueta preta enquanto se observava no espelho rachado.Melia estava sentada na beirada da cama, amarrando o cadarço dos tênis baratos que usava apenas para as longas caminhadas entre o bairro dos renegados e o centro. Seus dedos tremiam levemente, e a respiração estava irregular.— Não tenho escolha, Juno. — respondeu com a voz baixa, quase um sussurro. — Não tem outro jeito. Preciso ir e torcer para que aquela… Mulher me aceite.— A gente pode dar um jeito, procurar outro lugar...Melia ergueu os olhos, exausta, como se não houvesse espaço para esperanças naquele momento. E não havia, não queria se iludir mais, aquela era sua vida agora.— Com o quê? Com que dinheiro? Juno, sem aquela boate, sem auele maldito dinheiro, não vai dar, nos duas sabemos. Sabe que, se eu não for hoje, se não me resolver com aquela… Aquela mulher, ela me tira do quadro e me coloca na rua.Juno suspirou e se sentou ao lado dela, pegando suas mãos tr
Capítulo 13: Injustiça - parte 2
Juno deu um passo para frente, tentando manter a calma.— Corin, a gente...— Cala a boca, Juno! — Corin cortou, apontando o dedo para ela. — Vocês têm noção da merda que fizeram? Do prejuízo que me causaram? E depois somem por dois dias se escondendo como ratas!Melia respirou fundo, tentando argumentar:— Eu não tive culpa, você sabe que...— Não teve culpa? — Corin riu, um riso sem humor, carregado de veneno. — Sua mãe também não tinha culpa de abrir as pernas pra qualquer um, né? Ser uma idiota deve ser de família!As palavras bateram em Melia como um soco no estômago. Seu rosto empalideceu, e ela sentiu os olhos queimarem, mas se recusou a chorar.— Não fala da minha mãe. — disse com a voz baixa, quase trêmula.— Por que não? A verdade dói, não é? — Corin sorriu com malícia. — Se ela era uma puta, você devia seguir o exemplo, pelo menos servir pra alguma coisa em vez de ficar causando confusão! Sua mãezinha sabia o lugar dela e se vendia direitinho, por que você não aprende a merd
Capítulo 15: Minha presa
As luzes de neon da Fera Dourada coloriam as paredes com tons de vermelho e roxo, e a música pulsante fazia o chão tremer sob os pés de quem passava. A fumaça dos cigarros criava um véu turvo no ar, misturando-se com o cheiro de álcool e feromônios que impregnava o ambiente.Assim que Killer entrou, as conversas diminuíram por um instante. Não importava quantas vezes ele estivesse ali; sua presença sempre chamava atenção, afinal, um alfa daquele porte, com olhos que brilhavam como brasas e fazia todos lembrarem que estavam na presença de um predador.Lobas se aproximaram, sorrindo de maneira sedutora, eram três e não usavam nada além de minúsculas calcinhas, apoiando as mãos nos ombros e braços dele, oferecendo-se sem vergonha alguma.— Quer companhia hoje, alfa? — uma delas perguntou, mordendo o lábio inferior.Killer passou direto sem sequer olhar, como se fossem invisíveis, nenhuma delas interessava, ele estava focado em apenas uma coisa: Bunny. Farejava o ambiente buscando no ar o
Capítulo 16: Me escute!
Um rosnado escapou do fundo da garganta do alfa enquanto ele empurrava qualquer um que ousasse ficar na sua frente. Observando sua companheira correr dele, sentiu seu coração se apertar de uma forma que jamais adminitira. Aqueles sentimentos idiotas não eram para ele, aquela tristeza e a sensação de que estava sendo rejeitado não deveria o afetar tanto, deveria?— Por que está fugindo de mim? — ele rosnou para si mesmo, mas a voz reverberou no corredor como um trovão.Não conseguia entender. Eles eram companheiros, era impossível que ela não sentisse. O vínculo queimava por dentro, pulsava, eletrizava cada músculo de seu corpo a cada segundo em que o cheiro dela ficava mais distante. Ele já tinha certeza: aquela garota não era apenas mais uma stripper escondida atrás de uma máscara sensual. Era a única. A que o destino havia guardado para ele depois de tantos anos de espera. Então por que, diabos, ela estava correndo como se ele fosse um predador prestes a devorá-la?Os saltos de Melia
Capítulo 17: Apavorada - parte 1
— Por favor... me solta... — a voz de Melia saiu falha, trêmula, quase um sussurro, mas quando Killer não afrouxou o aperto, ela ergueu o tom, sentindo a garganta arder de tanto chorar. — Me solta! Eu tô pedindo, por favor!O alfa continuava a segurá-la com uma força que parecia inabalável, como se suas mãos fossem correntes de ferro presas em seus pulsos frágeis. Melia se debatia, torcia o corpo para todos os lados, mas não havia espaço para fugir. A respiração dela era descompassada, misto de medo e desespero puro.— Você precisa entender que… — Killer começou a falar, mas não conseguiu terminar.Melia, em um movimento rápido e quase desesperado, conseguiu soltar um dos braços do aperto dele. E antes mesmo que o alfa tivesse tempo de reagir, ela ergueu a mão e o atingiu com um tapa no rosto que ecoou no corredor silencioso.O som do estalo foi tão alto que pareceu parar o mundo por um instante.Os olhos de Killer se arregalaram, e por alguns segundos ele apenas ficou parado, encarand