All Chapters of Predador: Presa em minhas garras: Chapter 31
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Capítulo 22: Você não é meu dono! - parte 2
— Garota, pode vir junto — disse, seco. — Mas se tentar me impedir, juro que levo Melia e você nunca mais vai vê-la.Juno respirou fundo, o coração batendo forte. O medo e a impotência estampados em seus olhos a obrigaram a ceder.— Eu vou… mas preciso pegar o Caliu — respondeu rápido.— O carro vai estar aqui em cinco minutos. — A ordem de Killer foi firme, inquestionável.Melia continuava esperneando, tentando chutar, mas cada movimento dela parecia só despertar ainda mais o lobo dentro dele. Ele atravessou a sala sem olhar para trás, ignorando as súplicas e os gritos.Juno, em desespero, correu pelo apartamento, pegando algumas coisas que sabia que Melia gostava, a bolsa, o casaco, pequenas lembranças de sua mãe, enquanto lágrimas enchiam seus olhos. Não havia nada que pudesse fazer contra um alfa, tudo o que podiam fazer era aceitar.E, no fim, seria assim tão ruim ser da alcateia Dentes de Prata? Finalmente teriam uma casa comida proteção não precisaria mais ser prostituta, seu i
Capítulo 23: Vocês não são mais renegadas - parte 1
O carro avançava pelas estradas escuras, cortando o vento frio da noite. Melia estava encostada na janela, com os olhos marejados e o peito apertado, as lágrimas desciam sem que ela conseguisse impedir. O silêncio no veículo era sufocante, Killer não olhava para ela, não dizia nada, apenas mantinha os olhos fixos na estrada à frente, os punhos cerrados sobre os joelhos como se estivesse tentando se controlar.Juno, sentada ao lado de Melia, passou o braço em volta dela, tentando acalmar a amiga.— Vai ficar tudo bem, eu prometo… — murmurou baixinho, ajeitando os cabelos molhados de lágrimas da amiga. — Tô com você, não importa o que aconteça.Melia virou o rosto, fungando, a voz falhando entre soluços.— Ele… ele não fala nada, Juno… não diz pra onde tá me levando… Eu não quero… não quero ir…Juno apertou os lábios, lançando um olhar rápido e nervoso para Killer, mas o alfa não desviou o rosto. Ele continuava sério, o maxilar travado, como se cada músculo estivesse em guerra com a pró
Capítulo 23: Vocês não são mais renegadas - parte 2
Quando finalmente pararam diante da mansão da alcateia, uma casa imensa elegante com várias janelas e um jardim belíssimo na frente, o carro foi imediatamente cercado. Vários lobos já aguardavam na entrada, curiosos e ansiosos. O boato havia se espalhado rápido demais: o alfa tinha encontrado sua companheira, todos queriam ver com os próprios olhos.Killer saiu primeiro, a postura ereta e o olhar frio, impondo respeito imediato. Assim que a porta se abriu, dezenas de olhos se voltaram para o carro. Murmúrios atravessaram a multidão.Ele caminhou até a porta traseira, abriu e estendeu a mão para Melia. O gesto era firme, mas o olhar trazia um peso silencioso, como se a cada segundo ela estivesse testando sua paciência.Melia olhou para a mão dele e depois para Juno, o rosto inchado de tanto chorar. Respirou fundo, o peito arfando, e só então pousou a própria mão sobre a dele, hesitante, quase com medo. O toque levou choques elétricos por seu corpo, arrepiou cada um de seus pelos, e qua
Capítulo 24: O alfa está louco! - parte 1
Todos na alcateia encaravam a cena com descrença, como se o chão tivesse acabado de se abrir diante deles. O burburinho crescia pelos jardins, olhares arregalados, bocas entreabertas, ninguém parecia acreditar no que estava diante de seus olhos. Uma renegada, uma simples renegada, uma ninguém sem alcateia sem treinamento, provavelmente uma prostituta, agora apontada como a suposta companheira do alfa. choque era grande demais, e lentamente a alcateia começava a se dividir entre os que estavam dispostos a acolher aquelas duas garotas e o menininho e os que as queriam longe dali, como se fossem animais sarnentos cheios de doenças.Mais ao fundo, um grupo de mulheres se destacava. Não pelo respeito, mas pelos olhares venenosos que lançavam. Uma delas, mais alta, com cabelos ruivos como fogo e olhos verdes, de longe a mais bonita delas, bufou alto, revirando os olhos com desprezo.— Isso só pode ser uma piada — disparou, cruzando os braços. — Uma renegada nojenta? O alfa enlouqueceu de v
Capítulo 24: O alfa está louco! - parte 2
— Ora, ora... O que aconteceu para a futura Luna estar com tanta pressa e esse olhar de quem vai matar alguém? — perguntou, em tom brincalhão, ainda que seus olhos estivessem atentos.Beatrice quase rosnou.— Aparentemente... — ela começou, cuspindo as palavras como veneno — tem uma renegada idiota que acha que pode se meter no meu caminho.Corin empalideceu de imediato, o sorriso desapareceu como se nunca tivesse existido, e por um instante o corpo inteiro dela ficou rígido.— Como é que é? — murmurou, a voz falhando levemente.Beatrice parou, cruzando os braços e estreitando os olhos.A loira engoliu em seco então o alfa havia encontrado Bunny? E pior ela já estava ali? Se aquela garota abrisse a boca… Se ela contasse qualquer coisa, Corin seria morta, ou pior se tornaria uma renegada.— Por que essa cara, Corin? — perguntou com um sorriso debochado. — Você parece ter visto um fantasma.A mulher umedeceu os lábios, nervosa.— Não me diga que... — ela hesitou, olhando ao redor como s
Capítulo 25: Você não precisa ter medo aqui - parte 1
— Alfa — o beta curvou a cabeça quando se aproximou cuidadoso.Seus olhos amarelados se fixaram no pequeno grupo a frente e ele engoliu em seco, travando o maxilar. — Vamos entrar, elas precisam se acomodar — as palavras de Killer foram rápidas e ele puxou sua companheira consigo, cortando a pequena multidão de cabeça erguida em direção a imensa mansão. Trash caminhava alguns passos atrás de Killer, mas seus olhos estavam presos no pequeno grupo que o alfa tinha acabado de arrastar para dentro do território dos Dentes de Prata. Ele tentava esconder a irritação, mas era impossível. Com os dias, acreditou que Killer esqueceria a ideia de sua destinada ser uma renegada que andava como um ratinho assustado e dançava nua nos palcos da Fera dourada, mas como sempre, o alfa o surpreendeu.O cheiro das duas renegadas misturado ao de uma criança fazia seu instinto gritar em alerta. Não era só a presença de Melia que incomodava, era todo o pacote. Uma renegada para ser Luna, outra renegada de
Capítulo 25: Você não precisa ter medo aqui - parte 2
A mansão da alcateia surgiu diante deles, imensa, construída em linhas modernas, com janelas largas de vidro e luzes quentes que iluminavam a entrada. Para Melia, era intimidante, tudo era grande demais, luxuoso demais, diferente de tudo o que ela conhecia. A ultima vez que esteve num lugar assim era apenas uma escrava e todos os que habitavam lugares luxuosos como aqueles para ela, eram apenas pessoas crueis. Seus dedos se fecharam nervosos na barra da blusa, e ela se manteve perto de Killer como se, apesar do ódio que sentia, ele fosse o único ponto firme naquele ambiente hostil.Quando cruzaram as portas, o cheiro de lobos dominou o ar. Pesado, forte, quase sufocante. Melia encolheu os ombros, olhando ao redor como quem espera ser devorada a qualquer instante. E talvez não estivesse tão errada.Foi então que seus olhos encontraram os de uma mulher parada no corredor. Alta, cabelos ruivos impecáveis, olhar afiado como lâmina. A expressão dela era de puro desprezo, e Melia sentiu um
Capítulo 26: Fique longe do meu homem - parte 1
Trash caminhava à frente, sem olhar para trás, guiando Juno e Caliu pelos corredores luxuosos da mansão. O silêncio entre eles parecia mais pesado do que o mármore frio sob seus pés. Caliu estava completamente maravilhado, os olhos correndo de um lado para o outro, admirando cada detalhe dos grandes corredores, lustres, molduras douradas e os tapetes caros. Quando chegaram em frente a uma das portas que se abriu para um enorme quarto, ele não se conteve.— Irmã, é taaaaao grande! — exclamou, entrando primeiro, correndo ao redor com suas perninhas pequenas. — Olha só o tamanho dessa cama! Parece de hotel de filme! E tem até sofá, mesa… — o garoto se virou, encantado, sorrindo como se tivesse acabado de ganhar um prêmio.Juno, ainda de braços cruzados, entrou logo atrás, mas antes que pudesse dizer algo, Trash soltou uma risada baixa e sarcástica.— Engraçado ver vocês tão impressionados com coisas simples. É claro, vindo do buraco onde vocês cresceram, qualquer coisa deve parecer chiqu
Capítulo 26: Fique longe do meu homem - parte 2
— Desgraçada! — Beatrice cuspiu as palavras, aproximando-se como uma fera. — Fique longe do meu homem!Melia levou a mão à bochecha latejante, os olhos arregalados.— Eu não… eu não sei do que está falando… — tentou se defender, a voz embargada.Mas Beatrice não lhe deu chance, não queria, só queria se vingar deixar bem claro opara aquela vagabunda a quem o alfa pertencia. Não se importava com laços do destino, muito menos com a vontade da deusa, tudo o que importava era passar seu maldito recado. Agarrou os cabelos de Melia com brutalidade, puxando sua cabeça para trás, deixando o pescoço exposto e forçando a ex-renegada a encará-la de baixo já que os joelhos de Melia cederam com a dor. — Cala a boca! — rosnou Beatrice, aproximando-se ainda mais. — Se ousar se aproximar dele de novo, eu mesma vou arrancar sua garganta!As garras afiadas deslizaram para o pescoço de Melia, pressionando contra a pele delicada. Um movimento errado e o sangue escorreria.— Por favor… — Melia sussurrou,
Capítulo 27: Um ato de carinho - parte 1
Melia não conseguiu dormir.Depois que Beatrice saiu do quarto, a jovem ficou encolhida no chão, abraçando os próprios joelhos com força. O coração martelava em um ritmo que parecia não desacelerar nunca, seus olhos estavam vermelhos e inchados de tanto chorar, e mesmo quando o corpo implorava por descanso, sua mente não permitia. As lembranças voltavam, como lâminas afiadas: sua mãe, o rosto cansado dela, as noites de fome, os momentos de medo, cada detalhe era como um punho socando sua alma. Tudo havia mudado tão rápido, e ela não tinha mais sua mãe para protegê-la.A madrugada se arrastou tão devagar que parecia que nunca ia acabar, o vento batia contra a janela, trazendo o frio para dentro do quarto, mas o que mais gelava Melia era a sensação de que estava sendo observada. Vez ou outra, olhava para a porta, como se Beatrice pudesse surgir de novo, dessa vez para cumprir sua ameaça.Quando a claridade começou a se infiltrar pelas frestas da cortina, ela ainda estava acordada, os ol