All Chapters of Predador: Presa em minhas garras: Chapter 41
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Capítulo 27: Um ato de carinho - parte 2
Killer a observava em silêncio, atento a cada reação, cada detalhe do rosto dela. E pela primeira vez em muito tempo, sentiu um incômodo profundo dentro de si. Como alguém como ela podia ter vivido sem algo tão simples? Ele se perguntava quanto mais coisas tinham sido arrancadas da vida dela, quantos prazeres básicos haviam sido negados.A raiva contra si mesmo o corroía, a sensação de não ter estado ali antes, de não ter aparecido na vida dela quando deveria.Melia limpou discretamente uma lágrima antes que escorresse, tentando não demonstrar fraqueza. — Obrigada… — murmurou tão baixo que quase não saiu som algum.Killer apenas assentiu, não disse nada afinal, pela primeira vez Melia parecia não querer correr para longe dele, e o alfa tinha medo de falar algo errado e acabar com o minúsculo avanço que conseguiu.Aos poucos, ela foi pegando mais coisas, primeiro devagar, depois em movimentos mais rápidos. A fome falava mais alto do que o medo, cada mordida era acompanhada por pequeno
Capítulo 28: Devia dar uma chance a ele - parte 1
Juno ajeitou a gola da blusa surrada e puxou Caliu pela mão. O corredor largo do casarão parecia interminável, os passos dela ecoavam de forma desconfortável enquanto desciam em direção ao café da manhã. O cheiro de pão fresco, ovos e café forte enchia o ar, mas nada naquilo a deixava tranquila. As roupas simples que usava a deixavam diferente das outras lobas, que certamente estariam vestidas de maneira impecável.A loira respirou fundo quando alcançou o salão principal. Assim que entrou, Caliu soltou sua mão e disparou pelo espaço, correndo até onde um grupo de crianças brincava perto da janela. O coração de Juno apertou, mas, para seu alívio, as outras crianças sorriram para ele e o receberam sem qualquer desdém.Ela suspirou, aliviada, e caminhou até a mesa comprida, onde havia diversos pratos de café da manhã, pães, ovos, bolos doces, frutas, sucos, cafés, tudo o que ela podia imaginar e coisas que nem conhecia. Serviu-se em silêncio, pegando ovos, um pedaço de pão, algumas fruta
Capítulo 28: Devia dar uma chance a ele - parte 2
Quando chegou ao corredor do quarto de Melia, Juno ainda tinha os olhos faiscando de ódio, mas a visão à sua frente a fez parar.Killer estava caminhando com uma bandeja vazia nas mãos e um pequeno sorriso no rosto e já que seu rosto era sempre tão sério, mesmo um sorriso pequeno podia ser notado facilmente. O alfa a olhou de cima a baixo, seus olhos escuros avaliando cada detalhe, percebeu o rosto corado, as marcas vermelhas, a blusa um pouco suja e os cabelos bagunçados, mas, diferente de antes, não havia fúria ou ameaça em sua expressão. Estava… calmo.Juno respirou fundo e suspirou, tentando controlar o tom.— Ela está bem? — perguntou com cuidado.Killer assentiu levemente.— Sim.O silêncio se alongou entre os dois, ele virou-se um pouco para o lado, a bandeja ainda firme nas mãos.— Você não precisa me tratar como se eu fosse matá-la a qualquer momento — disse ele, num tom baixo, quase resignado.Juno cruzou os braços.— Você assusta — respondeu de forma direta.Ele ergueu as
Capítulo 29: A luz do luar - parte 1
Juno e Melia permaneceram juntas o dia inteiro, uma tentando distrair a outra de tudo o que estava acontecendo, as vezes falando de coisas banais, as vezes apenas ficando em silêncio, dividindo a mesma atmosfera pesada que pairava sobre o quarto. Caliu às vezes entrava correndo, trazendo pequenas novidades das brincadeiras com as outras crianças, e isso arrancava alguns sorrisos raros de Melia, ainda assim, a sombra do medo não deixava os olhos dela.Quando a noite chegou, Juno se levantou, ajeitando as próprias roupas.— Vou ver como o Caliu está, não quero que ele durma sem mim — disse, com uma voz suave.Melia assentiu em silêncio, os dedos brincando nervosamente com a barra do vestido amarelo, já gasto e desbotado. Juno olhou para a amiga com um ar preocupado, mas decidiu não insistir.— Eu volto mais tarde — garantiu, saindo do quarto e fechando a porta atrás de si.Sozinha, Melia ficou parada alguns segundos, tentando conter a vontade de correr. Para onde iria? Não havia como fu
Capítulo 29: A luz do luar - parte 2
— Você está errada — respondeu com firmeza. — Eu vou provar isso.O cheiro dela inebriar seus sentidos e ver que ela se deixava ser tocada sem fugir, mesmo com as palavras acidas, fez seu coração acelerar. Ele se inclinou lentamente, parando no meio do caminho, deixando claro que não forçaria nada, era ela quem escolheria. O coração de Melia disparava, cada batida era tão alta que parecia preencher o espaço entre eles. Os olhos dela se iluminaram levemente, prateados sob o luar, o vínculo a puxava, irresistível, e, finalmente, ela cedeu.Seus lábios tocaram os dele num beijo leve, inocente. Era o primeiro beijo dela, e para Melia parecia mágico, como se o mundo tivesse parado.Killer fechou os olhos, correspondendo com cuidado. Para ele também era perfeito, quase doloroso em sua intensidade. Mas a necessidade o tomou, e ele a puxou um pouco mais para si, aprofundando o beijo, suas mãos firmes deslizaram até a cintura dela, descendo um pouco mais por seu corpo, tocando devagar como qu
Capítulo 30: Compras - parte 1
Melia acordou com o coração disparado quando ouviu as batidas firmes na porta. Depois de voltar dos jardins com o coração acelerado e o gosto de Killer nos lábios, ela levou horas para conseguir pegar no sono e quando finalmente o fez, sonhou com ele. Piscou algumas vezes, ainda atordoada, e se deu conta de que, pela primeira vez em dias, tinha conseguido dormir um pouco melhor, porque apesar de ter demorado para pegar no sono, conseguiu deitar na cama e fechar os olhos pela primeira vez desde que chegaram na Dentes de Prata. A respiração ficou presa em sua garganta quando a maçaneta se mexeu e, com passos cautelosos, ela abriu a porta e encontrou Killer parado do outro lado, imenso, imponente, os ombros largos preenchendo quase toda a entrada.Ele não disse bom-dia, não perguntou como ela estava. Apenas a olhou daquele jeito que misturava a seriedade e a intensidade então sua voz rouca soou, parecendo ecoar por todo quarto, mesmo que ele falasse num tom normal:— Venha comigo.Meli
Capítulo 30: Compras - parte 2
— Tá… A resposta dela foi apenas um sussurro, mas Melia não ficou parada entrou na loja devagar, mordendo o labio e suspirando levemente com a beleza do lugar.Então duas vendedoras, com sorrisos falsos, se aproximaram. Avaliaram-na de cima a baixo e, em segundos, os sorrisos desapareceram, dando lugar a expressões de desprezo.— Você não pode entrar aqui, essa loja é exclusiva, coisinha. — Uma delas quase a empurrou para a saída.— Nã é pra gente da sua laia… Mal vestida assim, não sei nem porque está nesse lugar — A outra completou, olhando-a como se fosse um inseto.O rosto de Melia ardeu de vergonha, ela deu um passo atrás, tremendo. Seus ombros se encolheram mais e um nó se formou em sua garganta.— Eu… eu só…Mas, antes que pudesse terminar, Killer entrou, o alfa caminhou até Melia como se nada mais importasse, parando ao lado dela. Os olhos frios dele se voltaram para as vendedoras, e o silêncio pesado caiu sobre todas. Não havia ouvido de fato o que tinha acontecido, mas quan
Capítulo 31: Conheçam sua Luna - parte 1
A volta para a alcateia foi silenciosa, Melia passou todo o caminhop tentando acalmar seu próprio corpo, que parecia gritar pelo alfa no banco da frente a cada segundo. Juno também estava silenciosa, mas muito mais relaxada do que antes, e CValiu tagarelava divertido sobre todas as roupas e brinquedos que havia comprado. Ninguém falava, cada um parecia atormentado por algo particular, e realmente estavam. “Não posso ficar pensando nele”, Melia disse para si mesma, os olhos se erguendo e observando a nuca de Killer que era a unica coisa que podia ver dele. “Isso não pode acontecer!”Quando o carro atravessou os portões principais, estranhamente, a loba achou que aquele jardim parecia menos assustador e que os olhares pareciam menos hostis. As luzes fortes iluminavam as construções, as patrulhas circulavam e o ar frio carregava o cheiro de pinho e metal, típico da alcateia Dentes de Prata. Killer desceu primeiro, abrindo a porta para ela. Sua fachada fria e dura escondia o fogo que pa
Capítulo 31: Conheçam sua Luna - parte 2
— Você também tá linda — Melia elogio com um pequeno sorriso. — Ainda sinto que isso vai dar errado Juno… — Lembra do que conversamos, não sei do que tem tanto medo, mas não tem lugar mais seguro para você do que ao lado desse alfa, ele faria tudo por ocê, nos duas sabemos disso.. — É, acho que você tem razão… — Agora vamos, hoje minha amiga vai ser apresentada como futura Luna! Você merece isso, Lia, não deixa ninguém te fazer acreditar no contrário — enquanto falava, Juno segurava com força as mãos da amiga, a olhando nos olhos com um sorriso. — Não deixa nenhuma vadia fazer você achar que vale menos do que elas, entendeu?Melia apenas assentiu, sorrindo tímida, então as duas ouviram batidas na porta e, quando esta se abriu, Killer surgiu do outro lado, encarando Melia por longos segundos. Ela estava belíssima. Mais bonita do que nunca. O alfa se aproximou e enquanto ele o fazia, Juno se afastava. Por um momento, a loba procurou as costas do alfa por alguém, seu coração traiço
Capítulo 32: Não leve minha companheira - parte 1
O anúncio deixou todos no salão tensos por um instante, mas quando a primeira loba, uma mais velha com um sorriso carinhoso, se levantou e começou a aplaudir, os outros fizeram o mesmo. Era uma noite feliz para a alcateia, afinal, finalmente, teriam uma luna, a última peça faltante entre eles, uma líder para deixá-los ainda mais fortes. E quando as palmas cessaram, todos voltaram a comer como se a presença dela ali fosse algo natural, por mais que alguns ainda a olhassem de canto de olho com irritação. Killer se sentou ao lado dela com um sorriso, e Trash observou seu alfa por alguns instantes, percebendo que nunca o viu tão feliz mesmo que a loba ao lado dele não tivesse o aceitado de fato, não ainda. — Não fique com vergonha, mandei prepararem tudo o que você poderia gostar — Killer sussurrou, indicando a mesa deles, onde havia um pouco de t