All Chapters of Casei com um cafajeste para me vingar do ex-marido: Chapter 121
- Chapter 130
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Capítulo 121. Aliança
"Isabella"A segunda visita de Diana me pegou desprevenida. Ainda estava abalada desde a ameaça do meu sogro. Tinha decidido depois de pensar bem não contar nada por enquanto, temia mais a reação dele do que a própria ameaça. A verdade era que eu vinha tentando encontrar uma forma de me fortalecer e não cair na intimidação. Não deixaria que aquele homem manipulasse as nossas vidas.E foi justamente nesse estado que Diana apareceu. Parecia nervosa, bem diferente da versão deprimida do jantar.— Você está sozinha? — a voz dela saiu um pouco trêmula, e mais uma vez senti pena da minha cunhada.— O Augusto está em uma reunião com o Marcelo.Ela respirou fundo, entrou em casa e, por um momento, não disse nada. Ficou andando de um lado para o outro.— Eu estou grávida.Encarei Diana sem acreditar. E, para ela vir falar comigo daquele jeito, o filho só podia ser de uma pessoa.— Do Ícaro?— É óbvio que é dele.— Tem certeza? — perguntei, cautelosa. Eu não sabia qual era a real extensão do re
Capítulo 122. Primeiro Impacto
"Isabella"A conversa com Diana não terminou porque Augusto chegou, e ela praticamente fugiu da casa, sem sequer olhar para ele. Augusto não insistiu em saber o que a irmã fazia ali; provavelmente imaginou que fosse mais um assunto envolvendo Ícaro e Oliver que não merecia atenção. — E como foi o encontro com o Marcelo? — Perfeito. Discutimos estratégias e, na semana que vem, começo a trabalhar lá. Ele convidou nós dois para um almoço de domingo. Marcelo é um homem de família e gostaria de te conhecer. Inclusive, disse que é sempre bom quando um homem sossega e constitui família.Ou seja, meu casamento com Augusto continuava sendo uma vantagem estratégica para ele.— Claro — respondi, forçando um sorriso. — Estou curiosa para conhecer o famoso Marcelo.Augusto parecia satisfeito com tudo, relaxado demais. Pensei em contar sobre o pai dele, mas não quis estragar o momento. Talvez eu também estivesse adiando aquela conversa por medo do que viria depois. Diana não deu mais notícias nos
Capítulo 123. Quabra de confiança
"Augusto"Só tinha duas cópias do contrato de casamento com Isabella, uma com ela, que, até onde eu sabia, estava com a advogada, e outra em casa, guardada no cofre. Antes mesmo de descobrir quem teve acesso aos detalhes do contrato, fui direto para casa. Precisava confirmar se o cofre havia sido violado, em caso positivo eu podia ter problemas maiores do que a exposição do meu casamento falso. Isabella não estava. Entrei no quarto como um furacão, fui direto ao closet e abri o compartimento escondido. Bastou um segundo para o sangue subir à cabeça. O contrato havia sumido. Dinheiro também.Documentos importantes. Papéis que, nas mãos erradas, poderiam me destruir.Eu ri, um riso curto, amargo. Tinha sido ingênuo. Subestimei meu pai. Subestimei todo mundo. A casa não tinha qualquer registro de invasão, nenhum alerta do sistema de segurança. Alguém entrou ali com facilidade. Alguém que tinha permissão. Alguém que conhecia a rotina.Liguei para John e pedi uma verificação imediata. Que
Capítulo 124. Tudo que quero esquecer
"Isabella"Saí do apartamento sem olhar para trás, as lágrimas embaçando minha visão. A humilhação e a injustiça de tudo aquilo era cansativo. Dispensei os seguranças e o motorista, queria ficar longe de tudo que lembrava meu envolvimento com Augusto. Fui direto para a casa de Camila, o único lugar onde sabia que encontraria conforto. Com certeza, aquilo tinha sido o fim do meu casamento com o Augusto. Mesmo sentindo muita decepção e mágoa, eu estava determinada a não me deixar levar pelas lágrimas. Tinha chorado demais, e quando consegui me acalmar, decidi que minha vida não seria daquele jeito.Só quando cheguei à minha rua lembrei que Karen também morava naquela casa. Dar de cara com a minha irmã depois de tudo, sabendo que provavelmente ela também era responsável pelo vazamento do contrato, me fez permanecer dentro do carro. Pensei no quanto ela parecia disposta a destruir minha vida de todas as formas possíveis. Não conseguia entender de onde vinha tanto ódio. Não encontrava n
Capítulo 125. Casos de familia
"Augusto"Eu não bati à porta.Empurrei com força, sentindo a madeira se chocar contra a parede, O funcionário tentou dizer alguma coisa, mas eu passei direto. Conhecia aquele caminho melhor do que ninguém. O escritório do meu pai sempre foi o centro de tudo, decisões, manipulações, sentenças.Ele estava sentado atrás da mesa, impecável como sempre. A calma dele só aumentou a minha fúria, conhecia muito bem o olhar o meu pai, ele já sabia que eu viria aqui depois de tudo. — Que porra você fez? — perguntei, sem rodeios.Ele levantou os olhos devagar, como se eu fosse uma interrupção menor.— Boa tarde, Augusto.— Não brinca comigo — avancei alguns passos. — O contrato do meu casamento vazou. Cada cláusula, cada valor. Eu sei muito bem que tem dedo seu nisso. — Era inevitável, você não conseguiria guardar seu segredinho sujo por muito tempo. Aquela palavra me fez perder o pouco controle que ainda restava.— Inevitável é o caralho! — bati a mão na mesa. Meu pai me observava como se
Capítulo 126. Questões impossíveis
"Augusto"Eu ainda estava com as mãos cerradas quando ouvi a porta do escritório se abrir.Meu pai e eu estávamos em guerra. Cada frase era um ataque direto. Eu já não sabia há quanto tempo gritava; só tinha certeza de uma coisa, se ficasse mais um minuto ali, faria algo irreversível.— Chega.A voz de César cortou o ar. Meu irmão entrou na sala encarando nosso pai. Não perguntou o que estava acontecendo. Não precisava. O clima dizia tudo. Meu pai permaneceu imóvel, me observando como sempre fazia quando acreditava que ainda tinha controle da situação.— Sai, César — rosnei. — Isso não é assunto seu.— É sim — ele respondeu, calmo. — No momento em que vocês dois gritam o suficiente para serem ouvidos do andar de baixo, passa a ser assunto meu.Meu pai abriu a boca para falar, mas César ergueu a mão, num gesto raro. Ele quase nunca o enfrentava.— Não agora.Depois, olhou para mim.— Augusto, olha pra você.Respirei fundo, sentindo o sangue pulsar nos ouvidos.— Ele armou tudo — falei.
Capítulo 127. Dando as cartas
"Isabella"O telefone não parava de tocar. Primeiro foi Augusto. Ignorei.Depois Diana. Deixei chamar até cair.Até mesmo César me ligou, também recusei.Eu não estava pronta para ouvir explicações, desculpas ou versões cuidadosamente editadas da verdade. Naquele momento, precisava de silêncio. Precisava de espaço. E, acima de tudo, precisava de respostas. Não precisei de muito tempo para encontrar a minha irmã, na verdade algumas horas de busca pelas redes sociais já trouxeram resultados, primeiro que Karen não estava se escondendo ou fingindo fugir, logo se deixou fotografar e ela própria deixou rastros por onde andava. Minha irmã dessa vez estava aproveitando o dinheiro que tinha ganhado, descobri onde estava hospedada e o que estava fazendo. Incluindo aonde iria almoçar, Karen não tinha mudado os padrões. Enquanto o mundo caía sobre a minha cabeça, Karen almoçava tranquilamente como se nada tivesse acontecido. Como se não tivesse vendido minha intimidade, minha casa, minha vida
Capítulo 128. Conselho de vó
"Diana"Em outros tempos, eu teria ficado aliviada com o que aconteceu com Augusto. Na verdade, até lamentaria não ter tido essa ideia antes, mas agora, com o peso da gravidez e as tensões familiares se acumulando, não havia tempo para pensar nisso. Fui engolida por meus próprios problemas, que se tornavam mais pesados a cada dia.Liguei para Isabella. Sabia que ela gostava do meu irmão e, de certa forma, ela não merecia todo aquele sofrimento. Mas, sinceramente, os meus problemas eram maiores. Eu estava carregando um segredo que nem minha própria mãe sabia, e estava cada vez mais difícil fingir normalidade.À medida que os dias passavam, a pressão sobre mim aumentava. Eu tinha que tomar uma decisão, e logo. Não podia esconder minha gravidez por muito mais tempo, era um risco. Nos últimos dias, fui forçada a disfarçar os enjoos, a fadiga, qualquer sinal de que algo não estava bem. Fingi estar bem, mas por dentro, me sentia vazia, exausta, perdida. Como eu iria enfrentar o meu pai? Com
Capítulo 129. Obsessão
"Isabella"O celular vibrou pela quinta vez sobre a mesa. Em todas, apenas um nome no visor: Augusto.Depois da conversa com Karen, voltei para a casa da minha tia. Não tinha nenhuma intenção de ir à casa de Augusto. Esse era um assunto que eu preferia resolver depois. Mas, como estava vestindo as roupas da Camila, teria que falar com ele, eu precisava das minhas coisas.Já havia recusado várias ligações. Sabia que ele insistiria. Apenas esperei.Quando o nome de Augusto apareceu novamente no visor, reuni a pouca coragem que ainda me restava e atendi.— Isabella…— Augusto, só atendi porque preciso que você envie minhas roupas e alguns pertences para a casa da minha tia. Posso fazer uma lista — fui direto ao ponto.— Nós precisamos conversar. Quero pedir desculpas pelo que falei, eu perdi a cabeça e falei o que não devia, é claro que você não é a culpada de nada disso. A voz dele não soava arrependida. Não havia peso, nem hesitação. E a última briga ainda estava viva demais na minha
Capítulo 130. A falta que você faz.
"Augusto"Até o gato me olhava estranho, parecia me julgar a cada passo. Pipoca, que costumava ser um redemoinho de pelos e travessuras, agora se encolhia. Todo mundo naquela casa, sentia falta de Isabella.Eu não queria admitir. Tentei me convencer de que era um respiro, um tempo necessário. Mas no segundo dia, ficou impossível ignorar o quanto a casa vazia era silenciosa sem ela. O quanto a cama parecia grande demais para uma pessoa só e no terceiro dia não podia mais esperar. Isabella estava em todos os cantos. Nos objetos, nos pequenos hábitos deixados para trás, no cheiro dela impregnado nos lençóis. Mas não era só a casa. Ela também estava dentro de mim. O peso na consciência veio com força. O arrependimento por tudo o que eu tinha dito, por tê-la magoado quando, no fundo, ela não tinha culpa de nada. Tentei ligar inúmeras vezes. Isabella não atendia. E, quando finalmente atendeu, foi apenas para pedir as coisas dela. Falou em divórcio com uma frieza que me atingiu de uma for