All Chapters of Casei com um cafajeste para me vingar do ex-marido: Chapter 131
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Capítulo 131. Desdobramento
"Isabella"O cheiro de hospital ainda estava impregnado na minha roupa quando voltei para a casa da minha tia, assim como as imagens de Diana estendida na maca, pálida, assustada, mas viva. Ela havia quebrado a perna e tinha hematomas e escoriações pelo corpo.E por um milagre não tinha perdido o bebê. O médico foi claro, o desmaio tinha sido consequência do impacto e do susto, nada mais. A fratura exigiria cirurgia e repouso absoluto, a situação inspirava cuidados. Mas fora isso, tanto ela quanto o bebê estavam fora de perigo imediato.Diana estava no hospital com a mãe, que, agora que sabia da gravidez, parecia mais preocupada com o que os outros iriam pensar do que com o bem-estar da própria filha.Minha visita foi rápida. Com aquela mulher ali, me encarando com ódio, não consegui conversar direito com Diana nem saber o que ela realmente queria. Também não quis insistir — ela já estava abalada demais com o acidente, e a última coisa que eu desejava era preocupá-la ainda mais.Sozin
Capítulo 132. Meu destino é você
"Diana"Acordei com um peso estranho no corpo, como se cada osso tivesse sido colocado no lugar errado. O cheiro de hospital era forte, invasivo, misturado ao som constante de máquinas e passos apressados no corredor. Por alguns segundos, não lembrei de nada. Depois, tudo voltou de uma vez.A freada brusca. O impacto. O mundo girando. O medo. Levei a mão ao ventre instintivamente, o coração disparando.— Meu bebê… — murmurei, a voz fraca, quase inexistente.— Está tudo bem — a voz da enfermeira veio calma. — Você e o bebê estão bem, é um milagre. Tenta ficar calma, não é bom ficar agitada, o médico já vem falar com você. As lágrimas escorreram sem que eu conseguisse impedir. Não era só alívio. Era medo. Era culpa. Era a certeza de que tinha ganhado uma segunda chance e precisava mudar o rumo da minha vida e rever as minhas escolhas.Minha mãe estava sentada ao lado da cama, postura rígida, expressão dura demais para alguém que acabara de ver a filha em uma cama de hospital. Quando
Capítulo 133. Embate
"Augusto"O saguão do hospital estava cheio demais para um lugar que deveria representar silêncio e recuperação. Eu já previa que as coisas dariam errado no momento em que meu pai descobrisse o que estava acontecendo. Minha mãe me lançou um olhar claro de advertência, eu não deveria falar nada, nem César.Isabella observava a cena com atenção. Encarava meu pai com fúria nos olhos — era nítido — assim como era nítido o esforço dele em fingir que ela não existia.Meu pai, sendo quem era, sempre percebia quando algo fugia do controle. Ele farejava o problema antes mesmo de ele se revelar por completo. Ali, ele sabia que havia algo errado.— Ela está dormindo. Sedada. O médico pediu tranquilidade — minha mãe disse tentando soar tranquila. Era uma mentira mal ensaiada. Se eu consegui perceber o nervosismo dela, meu pai também percebeu.Ele estreitou os olhos e me encarou. A comunicação foi silenciosa, mas imediata. Ele entendeu que havia alguém com Diana no quarto. E, se não era ninguém d
Capítulo 134. Que vença o melhor
"Augusto"Observei Isabella por alguns segundos antes de falar. Ela se sentou em uma das cadeiras do saguão, os ombros tensos, o olhar distante — como quem sabia que havia atravessado uma linha sem volta.Isabella tinha feito o impensável. E, ainda assim, tinha feito o necessário.— Você sabe que acabou de comprar uma guerra, não sabe? — murmurei, aproximando-me.Ela ergueu os olhos, cansada, mas firme.— Uma guerra a mais uma menos, não faz muita diferença Mas se eu não falasse, ele subiria. E aí… — suspirou. — Seria pior. Para a Diana, que não pode passar por isso. E até para o Ícaro, que com certeza não levaria desaforo para casa.Assenti. Por mais que meu instinto gritasse que aquilo traria consequências graves, eu não conseguia discordar.— Você fez certo — falei. — Do jeito mais difícil possível, mas fez.Ela me encarou, surpresa.— Sério?— Sério. E agora você vai para casa.— Augusto, eu posso ficar…— Não — interrompi, com suavidade, mas sem abrir espaço para discussão. — Voc
Capítulo 135. Deslocamento
"César"Diana tinha o rosto pálido, contrastando com o cabelo espalhado pelo travesseiro. Por um instante, ela parecia menor. Vulnerável de um jeito que eu nunca tinha visto.Sempre conheci minha irmã como alguém inabalável. Controladora. Orgulhosa. Vê-la assim me causou um aperto estranho no peito. Nenhum de nós era realmente próximo. Eu não sabia o que acontecia na vida dos meus irmãos até tudo virar notícia. E, ali, percebi o quanto essa distância tinha sido um erro.— O que está acontecendo lá embaixo? — Diana perguntou, sem rodeios. — Se o Ícaro veio até aqui, eu sei que não passou despercebido, o pai já sabe? — Teve confusão — admiti. — Mas nada que você precise se preocupar agora, é o momento de focar apenas na recuperação. Ela me encarou, avaliando.— Prometo que não vou ficar nervosa — Respirou fundo. — Mas quero a verdade.Fiquei em silêncio por alguns segundos antes de responder. Diana era teimosa e ficaria agitada se não soubesse das coisas. — Nosso pai ficou sabendo de
Capítulo 136. Um simples jantar
"Augusto"O dia tinha sido uma confusão, um borrão de vozes e discussões. Mesmo quando tudo pareceu finalmente se acalmar, Icaro estava cuidando de Diana eu não consegui ir para casa. Não tinha a menor vontade de encarar a solidão da minha casa. Peguei o celular mais uma vez, mesmo sabendo que não adiantaria. Nenhuma mensagem nova. Nenhuma ligação perdida. Isabella se me atendesse seria para falar da minha irmã, nada mais. O hospital tinha nos aproximado, nos forçado a dividir o mesmo espaço, mas a distância entre nós estava ali, presente, sólida.Eu merecia, não tinha dúvida nenhuma disso. Encostei a cabeça no banco do carro por alguns segundos antes de ligar o motor. Estava cansado, física e emocionalmente, mas havia um tipo de exaustão que não se resolvia com sono. Era culpa. Era arrependimento. Durante o caminho até a casa da tia de Isabella, tentei organizar o que diria, mas nada parecia bom o suficiente. Pedir desculpa soava pequeno diante de tudo que eu tinha feito — ou d
Capítulo 137. Despedida
"César"Quando cheguei à Lush, Camila já estava no bar, ocupando o espaço com desenvoltura. As luzes baixas realçavam seus movimentos firmes, seguros, quase hipnóticos. Ela sorria para os clientes, brincava com os copos, inclinava o corpo na medida certa para ouvir pedidos por cima da música alta.Eu poderia ficar ali a noite inteira, apenas observando, memorizando cada detalhe, admirando o quando era linda.Fiquei alguns minutos parado, encostado na parede, criando coragem. Ou adiando o inevitável. O som da música vibrava no peito, mas dentro de mim tudo estava estranhamente silencioso.Quando Camila ergueu o olhar, foi como se o bar inteiro tivesse diminuído o volume. Ela me reconheceu na mesma hora. O sorriso surgiu fácil, espontâneo — mas morreu no instante seguinte, substituído por algo mais atento. Camila tinha aprendido a ler minhas entrelinhas. Eu me sentava naquele bar vezes demais, dividindo com ela pensamentos que nunca tive coragem de dizer em voz alta.— César? — ela saiu
Capítulo 138. O envelope
"Isabella"Às cinco da manhã eu já estava de pé. Tinha feito um breve alongamento, preparado café e me sentado à mesa para avaliar todas as informações que reunira até agora. Mesmo com tudo o que havia acontecido, eu não tinha deixado de lado a questão da Karen. A diferença era que agora havia mais um inimigo no tabuleiro.Eu não podia esquecer. Era justamente nesses momentos que as pessoas cometiam erros. E eu precisava estar atenta a cada um deles. O medo tinha ficado para trás junto com a versão antiga de mim mesma. Aquela que aceitava, que engolia, que se calava. Essa Isabella já não existia.Enquando analisava as informações meus pensamentos voavam até Marco Aurélio. Ele não perdoaria minha ousadia, já tinha me ameaçado uma vez, agora não sabia o que faria. Eu tentava analisar o que um homem como ele faria contra mim, o que eu tinha a perder, já que casamento já foi afetado. O que mais ele teria coragem de fazer e o que eu poderia fazer para em adiantar? A mesa estava tomada p
Capítulo 139. O filho rebelde
"Augusto"Quando vi o nome do meu pai no visor, considerei não atender. Mas, na circunstância atual, não podia fazer isso. Diana estava no hospital, Isabella havia se tornado a inimiga número um, e eu precisava falar com ele — nem que fosse para saber se algo tinha acontecido ou se ele pretendia fazer alguma coisa.Atendi a contragosto, já me preparando para mais uma discussão.— Augusto.— Onde está o seu irmão?Não houve bom-dia. Nem introdução. Direto ao ponto, como sempre.Ainda assim, a pergunta era estranha. Àquela hora, César, sempre pontual, já deveria estar na empresa.— Não sei. Por quê?Do outro lado da linha, um breve silêncio. Calculado.— A segurança avisou que, de manhã, ele foi para o aeroporto. Não atende ligações, não falou para onde vai e não é viagem de trabalho. Você falou com ele?O que o César tinha feito?— Não falei com ele desde o hospital. Ele não me avisou de nada.— Ele não atende as minhas ligações nem as da sua mãe. Quero saber onde ele está. Ele deixou
Capítulo 140. Visita
"Isabella"Meu objetivo era visitar Diana, ver como ela estava, saber se não estava com raiva pelo fato de eu ter revelado a gravidez para todo mundo. Não tinha ideia de como ela reagiria ao que eu fiz. Tinha consciência de que me intrometera além da conta, mas, na minha cabeça, fazia sentido.No caminho para o hospital, uma sensação incômoda me acompanhava, a impressão constante de estar sendo observada. Talvez fosse apenas coisa da minha cabeça. Apesar da ameaça de Marco Aurélio, eu não tinha medo dele, mas também não podia andar distraída.Fui autorizada a subir de imediado, ainda era cedo, e nenhum outro familiar havia aparecido. No quarto, ela parecia mais tranquila, até mais feliz, embora o cansaço ainda marcasse o rosto.— Eu preciso dar um pulo em casa, falar direito com a Val — disse Ícaro, olhando para mim. — Pode ficar com ela um pouco?Naquele momento, eu era a pessoa em quem ele mais confiava para ficar ao lado de Diana. A ironia não passou despercebida.— Claro que sim —