All Chapters of Casei com um cafajeste para me vingar do ex-marido: Chapter 21
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Capítulo 21. Como um casal
"Augusto"Eu não deveria gostar do que estava fazendo, mas era interessante ver Isabella tentar resistir a dormir no meu quarto e falhar. Fazia apenas duas semanas que estávamos juntos, e agora ela moraria na minha casa.Era um pouco estranho ajudá-la a arrumar as coisas no meu closet. Nunca tinha pensado em casamento, muito menos tido interesse em me amarrar a alguém. Todos os meus relacionamentos foram passageiros e sem amor, no máximo uma paixão mais intensa. Se não fosse meu pai ter dito que eu nunca teria lugar no conselho se não tomasse jeito na vida, e que ninguém me levaria a sério sem uma família, jamais pensaria em casar. Talvez um dia encontrasse alguém, mas eu duvidava.Isabella tomou banho depois de arrumar as coisas e apareceu de pijama gigante, sem nenhum pedaço de pele amostra. Os dias na praia a tinham deixado feliz, bronzeada e ainda mais bonita, mas eu percebia a tristeza por trás dos olhos e os remédios para dormir, ela ainda não tinha superado a traição da irmã e
Capítulo 22. Plano em ação
Eu sentia todos os músculos do meu corpo doloridos. Augusto realmente me arrancou da cama às cinco, me obrigando a fazer uma série de coisas que só me deixaram dolorida e suada.Ele saiu para o trabalho parecendo satisfeito consigo mesmo, enquanto eu mal conseguia vestir a roupa sem sentir dor, logo hoje, que precisava colocar meu plano em prática.Meu objetivo era, no mínimo, ilegal. Por isso, horas mais tarde, quando parei em frente ao prédio do meu antigo escritório, hesitei por um momento, pensando se realmente teria coragem de ir em frente.Ali, olhando para o lugar, me lembrei de meses antes, quando fui impedida de entrar, e da minha irmã dizendo que estava grávida. Lembrar disso foi bom, me fez recordar o motivo de estar ali, o porquê de eu ter aceitado a loucura de casar com Augusto e agora morar na casa dele.Saí do carro determinada. A mulher que cuidava da recepção me reconheceu e pareceu espantada por um instante.— Oi, Maria, tudo bem? Preciso de uma informação e tenho ce
Capítulo 23. Revelações
— Tem mais uma coisa... Espero que me perdoe, eu devia ter falado antes, mas não queria me intrometer — Daniela falou torcendo as mãos parecendo nervosa. — Você já sabia do caso do Carlos com a minha irmã?— Não. Isso realmente foi uma surpresa. Mas tenho quase certeza de que ele também tinha um caso com a recepcionista. Quando você saía mais cedo, ele logo me mandava embora, e ela entrava na sala dele.Pelo jeito, eu era mais idiota do que pensava. Se isso fosse verdade, significava que Karen também tinha sido traída — afinal, a recepcionista já trabalhava lá havia um ano.— O que aconteceu com ela? — perguntei. — A Karen mandou embora na única vez que veio aqui. Mas não é só isso... não sei se é verdade, mas depois de tudo o que aconteceu, dá pra presumir que sim. A fofoca que rolava pelo pessoal do prédio era que Carlos sempre teve vários casos. A Ana jurava que ele só ficou com você por causa da empresa. Mas isso tudo era apenas fofoca — respondeu Daniela, sem graça.Ana tinha
Capítulo 24. Guerra de Irmãos
Ouvi os saltos de Diana estalando no chão antes de ela abrir a porta da minha sala, sem bater, como sempre. Um costume popular entre os membros da minha família. — Quem o Augusto quer enganar com aquele teatrinho? Ele acha mesmo que inventar esse casamento vai fazer nosso pai vai aceitar ele no conselho? — disse ela, furiosa, andando de um lado para o outro. Augusto podia até não convencer ninguém sobre o noivado, mas tinha conseguido o que queria, deixar Diana furiosa. No fundo, ela estava irritada porque não tinha certeza se era armação de Augusto. Podia ser que ele, naquele momento, estivesse mesmo apaixonado por Isabella e mesmo que fosse tudo fingimento, existia a probabilidade de nosso pai aceitá-lo no conselho assim mesmo. Afinal, um casamento de fachada era melhor que nada. — Você não vai falar nada? — perguntou Diana, indignada com o silêncio. Por mim, eu nem estaria sentado naquela mesa, mas esse era um segredo que eu carregava a sete chaves. — O que você quer que e
Capítulo 25. Bolo de chocolate
Isabella vinha trabalhando em alguma coisa nos últimos dias. Tinha pedido dinheiro, mas não explicou pra quê. Imaginei o que meu pai diria se soubesse que eu estou distribuindo dinheiro assim , ainda mais para a minha noiva de mentirinha que eu mal conhecia e já dividia a casa. Mas o problema nem era esse. Isabella animada e empolgada era algo com que eu não estava sabendo lidar, porque todo dia que eu chegava em casa, ela estava na cozinha fazendo alguma coisa, geralmente algo totalmente fora da minha dieta.Agora, eu abria a porta e a casa cheirava a bolo de chocolate.Pipoca veio me receber na porta, feliz em me ver. Já o gato caramelo tinha se bandeado pro lado de Isabella e vivia grudado nela, quase esquecendo da minha existência. Cheguei na cozinha e, na bancada, tinha um bolo majestoso, com uma cobertura que deveria ser um crime.— Lindo, né? — ela disse, empolgada. — E, pra comemorar, hoje eu fechei um acordo com outra empreiteira. Sou agora sócia do concorrente do Carlos.I
Capítulo 26. Irmãzinha querida
Precisei sair do treino direto para um banho gelado, com a porta trancada. Não porque achasse que o Augusto fosse invadir o banheiro, mas porque eu precisava de uma barreira segura entre mim e ele.Em geral, eu conseguia fingir e ignorar a atração que existia entre nós. Funcionava, pelo menos até agora.Entretanto o homem resolveu testar o meu juízo e a minha capacidade de resistência.Augusto era um galinha, claro. Agora morava com uma mulher que não tinha dormido com ele. Será que eu era um desafio? Ou apenas a opção mais fácil?Ele podia conseguir qualquer mulher, a hora que quisesse, e levar para o outro apartamente.Esse pensamento me deixou com um gosto amargo na boca.Não, não. Eu não podia ficar triste imaginando meu futuro marido de mentira com outra. Era um casamento por contrato.Não era um relacionamento de verdade.Não havia amor.Mas eu não podia negar que existia tesão, nada além disso.Quando terminei o banho, Augusto já tinha ido embora. Me troquei e saí de casa.Uma c
Capítulo 27. Sem saída
Por um momento, me senti feliz e vingada. Mas, quando entrei pela porta da casa de Augusto, me deparei com a realidade nua e crua.Minha irmã estava com inveja de um relacionamento que não existia.Eu morava naquela casa como uma colega de quarto que, por acaso, dormia na mesma cama que o dono. Aquele era o ambiente de Augusto, o território dele. Eu era apenas companhia temporária. A única coisa que denunciava minha presença eram as minhas roupas no closet. Todo o resto era dele, e eu não era ninguém ali.Como se para comprovar a minha insignificância, Augusto mandou uma mensagem avisando que chegaria mais tarde.Não consegui evitar imaginar que ele havia encontrado outra mulher e a levado para outro apartamento.Claro que isso aconteceria — mais cedo ou mais tarde. Desde que eu tinha vindo morar aqui, Augusto chegava no horário todos os dias, o que significava que talvez ainda não tivesse encontrado uma amante.Eu não deveria sentir ciúmes.Mas não consegui evitar, me senti abandona
Capítulo 28. Falha na segurança
"Augusto" Isabella estava tão nervosa que não percebia que era eu quem a abraçava. Como ela não abria a porta e parecia não me ouvir, arrombei a porta do banheiro. O susto foi tão grande que desmaiou nos meus braços. Minha casa estava um caos. A equipe de segurança andava de um lado para o outro, conferindo o que havia sido danificado e se os ambientes estavam seguros. Mas nada disso me importava. Não consigo traduzir em palavras o pavor que senti desde o momento da ligação de Isabella até entrar no carro e dirigir como um louco até chegar em casa, com medo de que fosse tarde demais. Isabella não sabia que tínhamos uma equipe de segurança pronta para agir em casos assim, não tinha explicado achando que não era necessário, que ela estava segura debaixo do meu teto. A equipe chegou minutos depois da ligação, neutralizando os bandidos. Nunca tinha passado por uma situação dessas, e agora, com ela desmaiada nos meus braços, me sentia impotente e culpado. Isso tinha acon
Capítulo 29. Nos meus braços
Isabella dormiu por quatro horas, em algum momento se aconchegou em mim, me abraçando e dormindo tranquila. Eu, por outro lado, não consegui pregar o olho. Minha mente fervilhava com mil suposições — e, acima de tudo, com o ódio pela audácia de alguém invadir a minha casa, com a minha mulher dentro.Porque sim, ainda que fosse um relacionamento puramente contratual, Isabella era minha mulher.Quando ela finalmente se mexeu e abriu os olhos, demorou um instante para se situar e entender onde estava.— Está tudo bem. Não aconteceu nada com você. Está segura, na casa da minha avó — eu disse, tentando acalmá-la.Estávamos próximos demais naquela cama, abraçados, meu rosto quase colado ao dela, olho no olho. Nunca tinha reparado nos olhos de Isabella, eram de um castanho claro, quase verde. Sua boca era bonita, cheia, convidativa… e eu sabia exatamente qual era o gosto.Ela não disse nada. Por um segundo, nos perdemos um no olhar do outro. Não sei quem avançou primeiro, mas, de repent
Capítulo 30. Em família
"Augusto"— Você tem alguma prova? — meu pai perguntou sério. — Não — confessei —, mas tenho certeza de que Diana é capaz de qualquer coisa para provar que o meu relacionamento é falso. — E você acha que, para isso, eu contrataria um marginal qualquer para aterrorizar a pobre coitada? — ela rebateu, incrédulo. — Você é melhor que isso, Augusto. Vou repetir só mais uma vez, não tenho nada a ver com isso. Ao invés de fazer acusações, precisamos descobrir se foi um ataque direcionado apenas a você ou se o resto da família também está em perigo.— O John disse que ainda não é possível ter certeza sobre a motivação do ataque — meu pai completou, pensativo.Éramos uma família com dinheiro e uma empresa famosa de segurança corporativa. Desde pequenos, fomos treinados para lidar com situações assim. Depois de adultos, trabalhando na empresa, passamos a ser responsáveis também pela segurança dos nossos clientes. Se não foi Diana, podia ter sido qualquer um. Por qualquer motivo. Inimigos não