All Chapters of Casei com um cafajeste para me vingar do ex-marido: Chapter 31
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Capítulo 31. Lendas do passado
Quando abri os olhos, demorei um momento para entender onde estava e o que tinha acontecido.Estava abraçada a Augusto, com a cabeça apoiada em seu peito, sentindo o cheiro dele. Eu deveria me afastar — esse tipo de intimidade era perigoso —, mas não queria estar em nenhum outro lugar.Augusto me olhou, preocupado, e explicou que estávamos na casa da avó dele, em segurança. Não tenho muita certeza sobre o que aconteceu a seguir, de repente, eu estava beijando Augusto como se fosse nosso primeiro beijo.No instante seguinte, me agarrava a ele, o beijando como se fosse minha bóia de salvação. Perdi-me na boca de Augusto, esquecendo as consequências de ceder a um homem como ele.Se a irmã dele não tivesse chamado, eu teria me entregado a Augusto ali mesmo. Com a saída dele do quarto, recobrei um pouco da sanidade, saí da cama e vesti uma roupa. Alguém havia trazido malas com nossas roupas, teria que confirmar com Augusto quanto tempo ficariamos na casa. Nosso quarto era um quarto comum
Capítulo 32. Quase
Quando entrei no banheiro, já me sentia excitada de uma forma que nunca havia sentido, nem com o meu ex-marido. Augusto parou na porta, me observando enquanto eu tirava a roupa, peça por peça, devagar, ciente do seu olhar percorrendo cada parte do meu corpo, ali não encenação. Liguei o chuveiro e deixei a água quente deslizar pela minha pele, sentindo o coração disparado pela antecipação.Ele continuava parado ali, me olhando como se estivesse hipnotizado. Até que tirou as próprias roupas e entrou comigo no box. O beijo veio intenso, faminto, suas mãos firmes me puxando contra o corpo dele, me fazendo sentir sua ereção dura e pulsante. Num movimento, me ergueu; eu me agarrei em seus ombros, as pernas enroladas em sua cintura, a pele colada na dele. A água caía sobre nós, o vapor tornando tudo mais quente.Augusto tinha uma pegada firme. Cada beijo era mais profundo, e eu me entregava completamente, sentindo seus lábios explorarem minha pele, meu pescoço...Mas nossa bolha de desejo
Capítulo 33. Minha Deusa
"Camila"Minha prima parecia não perceber o perigo em que estava se metendo. Quase tinha sido atacada em casa e agora o cunhado havia levado um tiro. Eu já tinha saído correndo para bem longe, não valia a pena ter dinheiro se fosse correr risco de vida. Vim até o hospital para garantir que ela estava bem, mas, além de bem, ela estava caidinha pelo noivo falso, que eu já pecebia que não era tão falso assim.Não queria ser uma pessoa pessimista, mas tinha medo de que, se ela dormisse com o Augusto, tudo desandasse, ele perdesse o interesse e minha prima acabasse arrastando um casamento de aparências carregado de mágoa. Minha intenção era só dar uma passada e agora eu estava aqui, no quarto de um homem que nem conhecia, que acabara de acordar depois de uma cirurgia delicada.A família do coitado estava em “protocolo de segurança”, seja lá o que isso significasse. Augusto foi resolver alguma coisa, e Isabella estava atualizando o povo, que parecia não se importar com o fato de só ela e
Capítulo 34. Fantasma do passado
Fui mais rude do que pretendia com a prima da Isabella, mas não estava com cabeça para ouvir conselhos sobre a minha vida.Podia entender o instinto protetor dela, mas Isabella era uma mulher adulta e sabia se defender.Quando entrei no quarto do meu irmão, ela estava ao lado dele, cuidando com carinho e ajudando.— Tudo bem? — perguntou, olhando para mim, preocupada.— Está. Não se preocupe. Preciso que você vá para casa; os seguranças vão escoltá-la até a casa da minha avó, todos ainda estão reunidos lá, até a segunda ordem. — Eu posso ficar, não tem problema — respondeu ela. — Seu irmão precisa de acompanhamento.— Não posso permitir. — Fui firme. — Meu pai já está furioso porque quebrei o protocolo.— Mas seu irmão vai ficar sozinho? — Ela ficou um pouco chocada com a situação. Eu tinha certeza de que, em uma família “normal”, todos se reuniriam no hospital.— Eu vou ficar com ele. Não precisa se preocupar. Não é uma opção; você precisa ir.Ela me olhou magoada, mas eu não podia
Capítulo 35. E o jogo começa
Augusto ligou avisando que faria uma pequena viagem e estaria de volta em dois dias. A vida tinha virado de ponta cabeça nos últimos dias e as lembranças do nosso momento no banheiro ainda eram vividas na minha mente.Apesar de gostar de voltar para casa, ainda não me sentia totalmente segura, mesmo sabendo que havia um segurança na porta. Com o fim do protocolo de segurança, que nos mantinha em isolamento, resolvi fazer uma visitinha ao sócio e trabalhar um pouco, não podia ficar presa nesse apartamento sendo só a noiva de Augusto. Ícaro estava em uma obra, então fiquei com Valentina, que ficou muito feliz em me mostrar como fazia as coisas. A garota era doce e inocente, e não precisava saber quais eram meus planos.Daniela tinha me passado informações atualizadas sobre os contratos do meu ex-marido, incluindo aqueles que estavam para fechar. Era um tanto antiético, mas elaborei uma contraproposta personalizada para cada cliente, apresentando soluções e preços competitivos. Dois Irm
Capítulo 36. Descobertas
“Augusto”Selena era uma mulher bonita. Agora, olhando para a mulher que trabalhava como caixa no supermercado, eu me lembrava do nosso caso. Tinha sido apenas algo casual, três ou quatro encontros. Na época, a única preocupação dela era saber quais eram as melhores baladas e estar onde a galera estava.Segundo o relatório do John, a família toda faliu. Selena se estabeleceu aqui, bem longe dos conhecidos, e o irmão ficou sem rumo, vagando por aí e planejando vingança contra a minha família.Entrei no mercado, fingi comprar alguma coisa e fui para o caixa. Naquele momento, havia poucos clientes. Quando me viu, Selena não pareceu surpresa, parecia que já me esperava.— Augusto Salvatore. Não imaginei que um dia veria você em um mercadinho de bairro — disse ela, registrando minhas compras. Os cabelos ruivos estavam presos em um coque.— Preciso falar com você...— Sobre o meu irmão? — interrompeu. — Imaginei que mais cedo ou mais tarde um dos Salvatores apareceria perguntando do Enzo. J
Capítulo 37. A primeira briga
Fiquei um momento encarando a foto de Augusto com uma ruiva bonita, vestida de forma provocante. Ele tinha avisado que havia retornado da viagem, mas que passaria na empresa primeiro. Eu não tinha contado que estava trabalhando e que passaria o dia fora. Por isso, deixei um bilhete na cozinha e fui para o escritório de Ícaro mais uma vez.Mas minha cabeça estava em outro lugar, mais precisamente na foto de Augusto em um restaurante chique, jantando com uma ruiva de roupa provocante. A imagem era meio de lado, mas dava para ver o decote profundo. Aquilo não parecia um jantar de negócios, a mulher sorria, bebendo uma taça de vinho. Pareciam à vontade.Eu estava confusa e perdida. Nosso relacionamento era de fachada, mas eu sentia desejo por ele e estava pronta para querer algo a mais. Tinha certeza de que não havia sentimentos maiores envolvidos, mas aquela foto me causava ciúmes e um mal-estar difícil de disfarçar.Augusto era Augusto, e sempre seria assim. Homens como ele não mudam.
Capítulo 38. Marcando território
"Augusto"Não era ciúmes, eu nunca senti ciúmes na vida. Mas me incomodava com o fato de Isabella passar o dia inteiro em um escritório com um cara que eu mal conhecia, por mais que ela achasse ele decente, Isabella já tinha se enganado antes. Eu queria continuar de onde tínhamos parado, mas o destino parecia se divertir às minhas custas. Até agora, tudo entre nós tinha ficado no quase — e esse “quase” me atormentava a ponto de o simples pensamento nela me deixar acesso. Quando cheguei em casa, ela tinha deixado um recado dizendo que estava no escritório onde era sócia. Eu esperava que atuasse apenas como investidora, mas ela preferia se trancar lá com outro homem, um sujeito que, ao contrário de mim, parecia não ter um histórico de casos passageiros. Apesar da pequena discussão que tivemos, tentei seguir com a rotina, embora Isabella ainda parecesse irritada, por causa do meu jantar com Selene. Dessa vez, porém, eu era inocente. Nada tinha acontecido entre nós.O dia foi tomado
Capítulo 39. Visceral
Eu não sabia como me sentir.Não sabia como lidar com o fato de Augusto estar com ciúmes de Ícaro.Não esperava ouvi-lo dizer que não tinha saído com nenhuma mulher desde a noite na boate, ainda mais quando tudo indicava o contrário.Não esperava me importar com nada disso.Não esperva sentir desejo e vontade de Augusto. Era para ser simples, direto, sem espaço para confusões. Agora, tudo estava embaralhado, e para piorar, ainda dormíamos na mesma cama. Isso não fazia o menor sentido. Eu precisava colocar um fim nessa situação.Quando chegamos em casa, fui direto para o banho e, em seguida, preparei o jantar em silêncio, tentando reorganizar meus pensamentos. O tempo estava passando depressa. Nosso casamento seria em dois meses, e a empresa que contratei já tinha quase tudo pronto, só faltava escolher o vestido.Mas, por dentro, tudo parecia um caos.— Acho que não devemos mais dormir no mesmo quarto. — Falei, tentando manter a voz firme. — Posso perfeitamente dormir no quarto de hós
Capítulo 40. Ninguém manda no coração
Augusto não me acordou como de costume às cinco da manhã, enviando apenas uma mensagem de bom dia, avisando que tinha uma reunião e precisava chegar cedo.Meu corpo estava dolorido e minha cabeça, povoada pelas imagens da noite anterior. Por sorte, quando cheguei ao escritório, Ícaro não estava, ainda sentia um pouco de vergonha pela forma como Augusto apareceu querendo marcar território. A transa com Augusto tinha sido uma loucura, profunda, íntima e intensa, uma mistura de sensações que eu ainda tentava processar. Trabalhei distraída, mas bastava fechar os olhos para que as imagens de nós dois invadissem minha mente. Precisava conversar com alguém, e a única pessoa com quem podia dividir meus pensamentos era minha prima. Trabalhei até onde pude, até que desisti e fui para a casa dela desabafar.Minha tia estava de saída, indo visitar Karen, que estava prestes a dar à luz, e minha prima tinha ido ao mercado. Fui então para o meu antigo quartinho, que ainda estava do mesmo jeito de a