All Chapters of Senhor Ex-Marido, quer que eu te salve? Se ajoelhe!: Chapter 41
- Chapter 50
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Capítulo 41 — Eu vou chamar a polícia.
POV LIANNAEu ainda estava com o gosto metálico do telefonema preso na língua quando a campainha tocou de novo.Meu coração deu um tranco. Por um segundo eu achei que fosse ele. Respirei fundo, fui até a porta, com a alma em suspenso.Mas quando abri, o ar voltou aos meus pulmões.— Amanda! — Selin gritou, correndo e se jogando nos braços dela.Amanda riu, abraçando ele apertado.— Eita, calma, pequeno furacão! — ela riu, beijando o topo da cabeça dele.Selena veio logo atrás, agarrando na mão dela como se fosse uma tia adorada.Eu sorri… até olhar por cima do ombro dela.Ele ainda estava lá. Parado encostado no carro preto. Braços cruzados. A postura de predador à espreita. Os olhos fixos em mim.Meu sorriso apagou tão rápido quanto acendeu.Amanda percebeu. É claro que percebeu. Ela me olhou de lado, atenta.— Li…? — disse baixinho.Eu engoli seco.— Meu ex-marido está ali fora — murmurei. — Eu preciso falar com ele.Ela fechou o rosto na hora.— O quê? Aqui? Na sua porta?Assenti,
Capítulo 42 — Não posso me envolver com ninguém...
POV LIANNA A primeira coisa que senti quando entrei em casa foi o cheiro de bolo. A segunda foi o peso. Não físico, mas aquele que se agarra aos ossos e não solta. Amanda me olhou do sofá, com Selin enroscada no colo como um gatinho, e eu soube que ela tinha entendido tudo só de ver meu rosto. — E aí? — ela perguntou, baixinho, afastando o cabelo do rosto da minha filha como se fosse dela também. Fechei a porta devagar. Talvez pra não quebrar de vez. — Amanda… — minha voz saiu falha. Ela se levantou, entregou Selin para o sofá, e veio até mim. Não falou mais nada. Só me puxou para um abraço. E eu cedi. Cedi como uma represa rachada. Os últimos dias desmoronaram dentro de mim de uma vez: o hospital, Camille, a humilhação, o medo, a raiva, o carro, a ameaça. Tudo virou um nó na garganta. Quando me soltei, ela já estava me guiando para a cozinha. A cozinha sempre foi o nosso templo da sobrevivência emocional. Me empurrou para a cadeira. — Senta. Fala. Eu respirei fundo. Meus de
Capítulo 43 — Se você me der sinal verde… eu vou te beijar.
POV LIANNAEu fiquei olhando para a mensagem do Adrian como se fosse uma peça brilhante perdida entre as ruínas. Meu coração batia forte demais, como se estivesse tentando me empurrar para fora de mim mesma.Amanda se inclinou por cima do meu ombro.— Vai responder ou quer que eu responda por você? — ela ameaçou, pegando meu celular.— EU respondo! — reclamei, arrancando o aparelho da mão dela.Ela riu, vitoriosa. Minha mão tremia quando comecei a digitar: "Eu aceito."Fiquei encarando as duas palavras. Duas palavras que, se alguém me dissesse ontem que eu escreveria hoje… eu riria. Ou choraria.Mas eu enviei. E não me arrependi. Quase imediatamente, a resposta dele chegou."Posso te buscar às oito?"Senti o ar sumir.— Amanda…— Eu já tô vendo sua alma fugindo pelo ouvido. — ela comentou. — Respira, mulher, é só um jantar. Não é casamento.— Não é só um jantar.— Eu sei. — ela sorriu, suave. — É seu primeiro passo para longe dele.Respirei fundo."Pode sim."Enviei.Amanda bateu pal
Capítulo 44 — MEU DEUS! VOCÊ BEIJOU.
POV LIANNAA casa estava um silêncio. A chave tremeu entre meus dedos. Respirei fundo antes de girá-la.A sala estava na penumbra, iluminada apenas pelo brilho azul da TV. Amanda estava jogada no sofá como uma deusa egípcia preguiçosa, segurando uma tigela de pipoca e assistindo a alguma série policial em espanhol com a concentração de quem está montando um quadro investigativo mental.Ela nem olhou quando entrei.— Se você não tiver pelo menos beijado o homem hoje, eu juro que eu me levanto e te belisco. — disse ela, do nada, ainda encarando a tela.Eu parei na porta. Ela então virou devagar para mim.E arregalou os olhos.— MEU DEUS! — ela levantou do sofá tão rápido que a pipoca voou. — VOCÊ BEIJOU.Eu senti minhas bochechas queimarem.— Amanda… — tentei, mas ela já estava andando em minha direção como um animal selvagem farejando fofoca fresca.— LI-AN-NA. — ela me segurou pelos braços. — Eu tô vendo nos seus olhos. Isso aí é “acabei de beijar e minhas pernas ainda tão meio bamb
Capítulo 45 — Você é competente, é estável, é ética.
POV LiannaA manhã começou com um sol indecente para alguém que tinha dormido quatro horas e metade delas em estado de alerta emocional. Mesmo assim, eu estava ali, de cabelo preso, saia lápis e blazer preto, um conjunto social, e duas crianças sonolentas segurando minhas mãos como se fossem bússolas tentando entender o mundo.Selin caminhava ao meu lado, chutando pedrinhas invisíveis no corredor vazio do hospital. Selena vinha saltitando, abraçada ao coelho de pelúcia que carregava desde bebê.— Mãe, hoje você vai operar? — ela perguntou, a cabeça inclinada como só ela sabia fazer.— Não, meu amor. Agora tenho uma reunião bem rápida.— Com o moço importante? — Selin completou.Sorri.— É. Com o moço muito importante. O diretor do hospital.Os dois assentiram como se eu fosse enfrentar um dragão.Valentina estava encostada na porta da minha sala, tomando café em um copo térmico rosa choque, rindo de alguma coisa no celular. Quando me viu, ergueu uma sobrancelha.— Então é hoje que voc
Capítulo 46 — Você é namorado da minha mãe?
POV LiannaEu mal consegui respirar quando empurrei a porta da minha sala.— Mochilas. Agora. — repeti, a voz tremendo.Selena e Selin congelaram por meio segundo, só meio, antes de pegarem suas coisas. Valentina levantou-se tão rápido que quase derrubou o café.— O que houve? — ela perguntou, já colocando o casaco.— Ele. — foi tudo o que consegui dizer.Não precisei de mais nada. A expressão dela mudou imediatamente: da curiosidade para o modo guerra.— Pegue Selena — murmurei. — Eu levo Selin.Valentina agarrou Selena no colo como se fosse um cofre de diamantes.— Corredor B. — ela disse rápido. — É o oposto da sala do diretor.Assenti.Meu coração batia tão alto que abafava qualquer racionalidade.A porta se abriu de novo.Adrian.Ele parou no meio do corredor quando nos viu correndo, eu puxando Selin pela mão, Valentina carregando Selena, os dois com mochilas batendo nos ombros, o caos estampado em cada passo.— O que—— Depois. Vem. — Valentina cortou, impaciente.Adrian nem que
Capítulo 47 — MAMÃE TÁ PELADA!
POV LIANNAA casa estava banhada por aquela luz dourada do fim de tarde, o tipo de luz que faz a gente acreditar por alguns segundos que o mundo tem jeito, que a vida respira mais devagar, que as dores adormecem. Meus filhos estavam espalhados pela sala, brinquedos, almofadas no chão, risadas explodindo como confete.Selin estava em modo turbo. Falava sem parar.Tagarela. Animado. Vibrando. Uma alegria tão grande que parecia até que o corpo dele era pequeno demais pra caber tudo aquilo.— Mãe, olha! — ele gritou, mostrando um desenho torto que fez do jantar. — Olha! É você segurando uma panela e… Adrian comendo macarrão!Selena caiu na gargalhada, e eu respirei fundo, tentando acompanhar o ritmo deles.— Meu amor, ele ainda nem chegou — falei, sorrindo, fingindo naturalidade enquanto meu estômago se apertava com um nervosismo besta.— Mas ele vai vir — Selin cantou, dançando pela sala. — Vai vir jantar na nossa casa!“Nos-sa ca-sa.”Aquelas duas palavras bateram forte demais no meu pe
Capítulo 48 — Ele não toca em você outra vez. Nunca.
POV LIANNA O silêncio na sala era quente.Quente de um jeito que queimava a pele.Pesado como se tivesse peso próprio, ocupando o ar entre mim e Adrian, espalhando significados não ditos pelos cantos.As crianças finalmente dormiam, exaustas pela euforia do jantar, e o único som era o leve tilintar da minha taça de vinho, girando devagar entre meus dedos. O líquido rubro formava redemoinhos preguiçosos e eu me concentrava neles porque encarar Adrian diretamente parecia… demais.Ele estava sentado no sofá, não tão perto, não tão longe. Mas a presença dele… O homem preenchia o espaço inteiro só com a tranquilidade do corpo e a intensidade do olhar.Eu ainda sentia o calor do constrangimento queimando as bochechas, o desastre da porta, a toalha, a água escorrendo pela pele, o olhar dele congelando. Uma lembrança tão viva que parecia tatuada no ar.Tomei um gole de vinho para engolir a sensação.— Obrigada por hoje — eu disse, a voz rouca, cansada, mas sincera. — Por tudo. Por ter vindo.
Capítulo 49 — Precisamos… de um lugar… mais privado
POV LIANNA O mundo se reduziu ao calor do corpo dele contra o meu, à solidez daquele peito que agora era meu refúgio. A respiração dele, mais acelerada, sussurrava contra meu cabelo, e suas mãos desenhavam círculos lentos e seguros nas minhas costas. Era um abraço que não prendia, que não cobrava; sustentava. E naquele colo de tranquilidade e força, algo dentro de mim, há muito tempo congelado, começou a derreter. Não foi um pensamento. Foi um impulso primordial, uma necessidade que brotou das cinzas da minha própria seca. Levantei o rosto, minhas lágrimas ainda úmidas nos cantos dos olhos, e encontrei seu olhar. O silêncio entre nós já não era pesado. Era elétrico, carregado de uma pergunta que meu corpo já estava respondendo. Me inclinei para frente, devagar, dando a ele todo o tempo do mundo para se afastar. Ele não se moveu. Seus olhos, escuros e intensos, fixaram-se nos meus lábios com uma concentração que fez meu estômago embrulhar de desejo. E então, fechei a distância. E
Capítulo 50 — Deus… você é… tão apertada
POV Lianna Ele deu um passo em minha direção, e eu recuei um, encontrando a porta atrás de mim. Ele não se ofendeu. Pelo contrário, seu olhar se acendeu com o desafio. Ele se aproximou, colocando as mãos na porta, de cada lado da minha cabeça, encurralando-me sem me tocar.— Tem certeza? — ele perguntou, sua voz um rosnado baixo.Em resposta, eu puxei ele para mim, selando nossos lábios em um beijo que era pura conflagração. Toda a hesitação, todo o medo, foi queimado naquele instante. Minhas mãos percorreram suas costas, sentindo os músculos se contraírem sob minha palma, desceram até a cinta de suas calças e começaram a desabotoá-la.Ele me ajudou, empurrando calças e cueca para baixo em um movimento impaciente. E então ele estava nu diante de mim, e eu pude ver, sentir a rigidez dele pressionando minha barriga nua. O tamanho, a solidez… uma pontada de ansiedade misturou-se ao desejo avassalador. Há tanto tempo…Ele percebeu minha hesitação momentânea. Suas mãos voltaram ao meu ros