All Chapters of Senhor Ex-Marido, quer que eu te salve? Se ajoelhe!: Chapter 51
- Chapter 60
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Capítulo 51 — TIOOO ADRIAN! Você dormiu aqui?!
POV LIANNAA luz da manhã entrou no quarto como uma intrusa educada, suave, tímida, mas insistente. O tipo de claridade dourada que deveria anunciar paz. Mas, em mim, ela acendeu outra coisa: consciência.A consciência brutal de que eu não estava sozinha na cama.Tentei respirar fundo. Falhei.Adrian estava atrás de mim, seu braço forte repousado sobre minha cintura, seu peito quente encostado às minhas costas, como se nosso encaixe fosse antigo, natural, inevitável. Ele dormia profundamente. A respiração lenta e profunda fazia cócegas no meu ombro. E a primeira coisa que senti foi…Não medo. Mas um choque suave, quase elétrico, de… realidade.A noite anterior parecia um sonho quente. Uma miragem em meio ao caos. Mas agora, com o amanhecer, tudo ganhava peso. Cor. Consequência.Meu corpo inteiro recoou e procurou ao mesmo tempo.Não sei quanto tempo fiquei ali, ouvindo o som do coração dele batendo devagar, como um tambor distante. Minhas mãos estavam sobre o lençol, tensas. Meus pen
Capítulo 52 — Ingresso só conselho clínico
POV LIANNAEu deixei as crianças na escola com o coração partido por não poder ficar mais cinco minutos com elas. Selin me abraçou tão forte que tive que engolir o nó na garganta. Selina me deu um beijo no nariz e pediu pra eu trazer o “chocolatinho da mamãe médica” na volta.Prometi. Mesmo sem saber se conseguiria cumprir. A vida nunca me deixou planejar nada com muita antecedência.Segui para o estacionamento, peguei meu carro e dirigi até o hospital, repetindo mentalmente: “Vai ser só um dia. Vai ser só trabalho. Ignore Zayden. Respira. Finge controle.”É curioso: quanto mais eu dizia “controle”, menos eu sentia que tinha algum.---Quando cheguei ao hospital, o diretor já me esperava na pequena sala de reuniões adjacente ao bloco administrativo. Adolf Weber era um homem alto, alemão, de olhar firme e postura impecável. Nada nele era simpático, mas tudo era respeitável.— Doutora Aslan, — ele me cumprimentou com um aperto de mão formal. — Sente-se, por favor.A mesa estava organiz
Capítulo 53 — Ele é tão… diferente. Tão… presente. Tão gentil. Tão… seguro.
POV LIANNA Eu estava esparramada na cama, na área de descanso médico com o jaleco aberto, uma perna dobrada, o braço por cima dos olhos, como quem tenta bloquear o mundo. E sendo honesta, eu não queria bloquear o mundo inteiro. Só uma parte dele. Uma parte alta, irritantemente bonita, de cabelos negros, olhos azuis e de olhar que me atravessava como se soubesse de todos os meus segredos... Adrian. Mas claro. O universo não gosta quando eu tento pensar. A porta abriu com aquele rangido teimoso, e só pelo som do salto eu reconheci: — Valentina. A mulher entrou como se fosse dona do hospital, o coque loiro impecável, o crachá balançando, uma xícara de chá na mão, e aquele olhar de “eu sei que você tá escondendo alguma coisa e vou cavar até descobrir”. Ela parou ao lado da maca, me encarou por alguns segundos… e arqueou a sobrancelha. — Lianna Aslan… — ela disse, com uma lentidão teatral — …por acaso você está… sorrindo? Eu não me mexi. Ela se inclinou um pouco mais. — Não adian
Capítulo 54 — Eu quero você, Lianna.
POV LIANNA Eu deveria ter respondido algo sensato. Mas meu cérebro decidiu ser honesto por conta própria: — …parece perigoso. Ele sorriu... lento, íntimo, quase predatório. — Para você? — Para minha sanidade. Ele segurou o encosto da cama com as duas mãos, inclinando o corpo na minha direção, um gesto tão simples e tão absurdamente sensual que meu estômago virou. — Lianna… — ele disse, a voz arranhada. — A gente precisa conversar sobre ontem. Meu corpo inteiro ficou em alerta. Eu me levantei um pouco, apoiada nos cotovelos. — Adrian, eu… eu sei que ontem foi… muito. E eu não quero que você espere nada. Não quero que pense que… Ele me interrompeu com um levantar de mão, delicado, mas firme. — Eu não quero discutir compromisso. Não agora. Não assim. Eu respirei. Ele continuou: — Mas quero saber se você está segura. — Eu estou. — E se está arrependida. — Não estou. — E se você… — ele inclinou a cabeça, me olhando como quem lê pensamentos — …ainda tá pensando em fugir s
Capítulo 55 — Mas… o moço tá gritando com você…
POV LIANNA O relógio digital piscava 20:03 na minha tela quando a ligação com as crianças finalmente estabilizou. A imagem deles, meio desfocada pela câmera do tablet, já era suficiente pra derreter tudo em mim.Selina estava de pijama rosa com unicórnios. Selin vestia um moletom azul que dizia “SPACE KID”. Os olhos dos dois brilhavam do mesmo jeito, o jeito que, até hoje, Zayden nunca mereceu.— Mamãe! — Selin gritou, quase pulando no colchão atrás de Amanda. — Você já tá chegando?Eu sorri, mesmo cansada, mesmo exausta depois de tantas horas de plantão.— Filho, a mamãe só volta amanhã à noite. Mas eu já tô morrendo de saudade.— A gente também — Selina disse, abraçando o irmão pela cintura. — A tia Amanda fez panqueca de chocolate.Amanda apareceu atrás deles, rindo.— Eu estraguei eles oficialmente, tá? Pode me agradecer depois.— Você é um anjo — murmurei, sentindo o corpo todo relaxar. — Eu te ligo depois que eles dormirem.— Liga sim. Quero atualizações do… outro assunto, se é
Capítulo 56 — Uma madrugada e dois corações frenéticos
POV LIANNA A madrugada no hospital tinha um peso físico, uma qualidade tátil que se infiltrava pelos poros. O silêncio não era apenas a ausência de som; era uma entidade viva, pesada e gelada, que se enrolava em mim como um cobertor úmido. Eu me encolhia no sofá áspero da sala, o casaco dobrado sob minha cabeça cheirando a limpeza estéril e a uma vaga lembrança de meu próprio perfume, abafado pelo cansaço. O relógio digital piscava 02:07, números vermelhos e cruéis que testemunhavam minha vigília forçada. Não era sono, era um desmaio consentido do corpo, uma fuga temporária de um sistema que já havia ultrapassado seu limite. Depois da discussão com Zayden, depois da voz estridente das crianças ao telefone, depois do cheiro de antisséptico e desespero das rondas, meu organismo simplesmente desligou. A porta estava fechada, a luz, apagada. Apenas um filete pálido e fantasmagórico da luz do corredor vazava por baixo da porta, pintando uma faixa de claridade doentia no chão. Eu esta
Capítulo 57 — Eu sei, amor. Eu senti você tremer no segundo que eu toquei você.
POV LIANNA Não foi um beijo. Foi uma colisão. Foi uma afirmação. Foi um incêndio começando com um único fósforo. Seus lábios eram quentes e insistentes, movendo-se contra os meus com uma fome que era tanto de consolo quanto de posse. A mão dele segurou a minha nuca, seus dedos se enterrando no meu cabelo, inclinando minha cabeça para um ângulo que me deixou completamente vulnerável. Minha boca se abriu sob o domínio da sua, e um gemido baixo, rouco, escapou da minha garganta quando sua língua encontrou a minha. Era o sabor do café, do cansaço e de algo inerentemente dele, salgado, vital, perigoso. Era errado. Era a madrugada em um hospital. Era a linha profissional sendo não apenas cruzada, mas incinerada. E ainda assim, era a coisa mais certa que eu já sentira. Em um único movimento, ele me puxou para o seu colo, sentando-me sobre suas coxas duras como rocha. Eu não pesava nada. Eu era penas, era fumaça. Minhas mãos agarraram-se aos seus ombros, sentindo os músculos densos
Capítulo 58 — Eu não vou deixar ele te machucar. Nunca mais.
POV LIANNA O primeiro contato de sua língua foi uma revelação. Um choque úmido, quente e deliberado que me fez gemer baixo, meu corpo arqueando violentamente no sofá. Minhas mãos agarraram-se ao tecido áspero do assento. Ele não teve piedade. Sua língua era um instrumento de pura sensação, traçando círculos lentos e hipnóticos em torno do meu clitóris, antes de focar nele com uma precisão cirúrgica. A pressão era perfeita, o ritmo, implacável. Era como se ele lesse cada estremecimento, cada contração do meu corpo, ajustando-se para me levar ao limite mais rápido. — Adrian… por favor… — eu supliquei, minhas pernas tremendo incontrolavelmente ao lado de sua cabeça. Eu não sabia pelo que estava pedindo. Por mais? Por piedade? Pelo fim? Ele inseriu dois dedos dentro de mim, num movimento suave e profundo, e eu gemi, minha cabeça girando. A dupla sensação, a língua focada e ritmada por fora, os dedos se movendo dentro de mim, foi demais. A pressão começou a se acumular no meu baixo-
Capítulo 59 — Eu já estava envolvido demais.
POV ADRIANEu não sei exatamente quando minhas mãos começaram a tremer.Talvez tenha sido no instante em que o corpo dela amoleceu sob o meu. Ou quando ela disse meu nome daquele jeito, meio suspiro, meio rendição.Ou quando eu senti o orgasmo dela pulsando no meu corpo, sacudindo o que eu achava conhecer sobre prazer. Ou talvez… talvez tenha sido no segundo em que eu percebi a verdade: Eu estava completamente ferrado. Totalmente. Irrevogavelmente. Ferrado por Lianna Aslan.A sala ainda cheirava a nós dois: suor, perfume, respiração quente, pele recém-descoberta. E enquanto eu segurava ela contra meu peito, com o corpo dela ainda fungando, trêmulo, delicado e ao mesmo tempo forte como o inferno, uma única frase repetia na minha mente: Como é que um homem pode ter tanta sorte?Porque era isso. Eu estava com a mulher mais linda, mais forte, mais quebrada e, justamente por isso, mais valiosa que eu já conheci.E eu não podia soltar. Nem por um segundo.Lianna estava deitada por cima de
Capítulo 60 — Bom dia, casalzinho do século
POV LIANNA Eu acordei com alguma coisa quente na minha cintura. Quente e… grande. Por um momento, meu cérebro não funcionou. Eu só senti o peso, a respiração no meu pescoço, e o cheiro... aquele cheiro de homem, de pele quente, de shampoo masculino que eu nunca tinha sentido no hospital porque, obviamente, aquilo não acontecia. Não deveria acontecer. Mas aconteceu. Abri os olhos devagar e vi o que já sabia: Adrian. Dormindo comigo. No sofá da minha sala. No hospital. E o pior? A mão dele estava dentro da minha blusa. Aberta. Quentinha. Na minha barriga. Praticamente abraçando minha alma. Meu corpo esquentou inteiro só de lembrar do que aconteceu horas antes. Da forma como a boca dele me devorou. Do jeito que ele me segurou quando eu perdi o ar. Da calma dele depois. Do cuidado. Meu peito apertou. Isso não devia acontecer. Não podia acontecer. Mas estava acontecendo. "Bom dia…” ele murmurou, a voz rouca, perto demais da minha orelha. Arfei. O corpo todo reagiu como se eu ti